quinta-feira, outubro 16, 2025

Jeremoabo nos seus quase 400 anos de história

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Nota da Redação deste Blog :

Editorial – A História de Jeremoabo Clama por Preservação

* Por José Montalvão

O vídeo que vocês estão assistindo é mais do que um simples registro audiovisual — é um documento vivo da História de Jeremoabo, que reafirma, de forma incontestável, a data da emancipação política do município em 6 de julho de 1925. Trata-se de um testemunho valioso, produzido por Landisvalth dos Santos Lima, baiano de Serrinha, nascido em 1961, professor, jornalista e escritor, cuja dedicação à preservação da memória regional merece o reconhecimento de todos nós.

Entretanto, o que deveria ser motivo de orgulho e celebração transforma-se em motivo de tristeza e alerta: os prédios históricos de Jeremoabo estão desaparecendo diante dos nossos olhos. O exemplo mais emblemático é o Casarão onde viveu o Coronel João Sá, figura central na formação política e social da cidade. Hoje, o imóvel encontra-se em ruínas, em fase terminal, e corre o risco de desaparecer completamente — levando consigo parte essencial da identidade jeremoabense.

A esperança, contudo, ainda não está perdida. O prefeito Tista de Deda tem demonstrado sensibilidade e compromisso com a preservação da história local, e a tentativa de tombar e recuperar o Casarão do Coronel João Sá é um passo decisivo nessa direção. Mas essa não é uma tarefa que cabe apenas ao poder público — é um dever coletivo.

É hora de unirmos forças e iniciarmos uma grande campanha popular pela recuperação do patrimônio histórico de Jeremoabo. O Casarão pode — e deve — ser restaurado para abrigar um Museu Histórico Municipal, uma Biblioteca Pública ou até mesmo um Centro Administrativo Cultural, já que o terreno comporta perfeitamente tais projetos.

Mais do que uma construção antiga, o Casarão representa a alma de Jeremoabo. Recuperá-lo é resgatar nossa memória, valorizar nossos antepassados e fortalecer nossa identidade como povo.

Como ensina o ditado: “Um povo sem história é um povo sem memória.”
E um povo sem memória está condenado a repetir os erros do passado e a perder o sentido de sua própria existência.

Jeremoabo tem história, tem cultura e tem um povo forte.
Cabe a nós garantir que tudo isso não se perca nas ruínas do tempo.

Vamos juntos preservar o que ainda resta da nossa história.
Porque lembrar é também resistir.

Jeremoabo - Conheça as experiências das comunidades envolvidas

 Jeremoabo, é uma pequena cidade localizada no nordeste da Bahia, possui uma história rica e uma conexão profunda com a natureza ao seu redor. Foi em 25 de outubro de 1831 que Jeremoabo recebeu o status de vila, por meio de um decreto histórico. Posteriormente, em 6 de julho de 1925, o município foi oficialmente estabelecido pelo decreto nº. 1775. Essas datas marcantes moldaram o destino da cidade e seu desenvolvimento ao longo dos anos.


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https://www.agendha.org/jeremoabo

Como funcionava o esquema de venda de sentenças do STJ, segundo o próprio STJ

 Foto: Gustavo Lima/STJ/Arquivo

Fachada do STJ16 de outubro de 2025 | 09:38

Como funcionava o esquema de venda de sentenças do STJ, segundo o próprio STJ

brasil

A investigação interna aberta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar as suspeitas de venda de decisões por assessores de ministros revelou detalhes sobre a metodologia adotada na elaboração de minutas sob suspeita, que inclui a apresentação de argumentos contraditórios e o respaldo em uma jurisprudência falsa.

Foi com base nessa sindicância que o STJ decidiu, no mês passado, pela demissão do servidor Márcio José Toledo Pinto. Ele também é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de ter recebido R$ 4 milhões de um lobista em troca da venda de decisões. Ouvido pelo STJ, Márcio Toledo negou ter cometido irregularidades e disse que a decisão sob suspeita foi elaborada de acordo com precedentes adotados pelo próprio tribunal. Sua defesa afirmou que ele atuou “nos exatos limites de sua competência técnica” (leia ao final).

O Estadão teve acesso com exclusividade aos detalhes do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que resultou na demissão do servidor e traçou um panorama das minutas de decisões que teriam sido vendidas a advogados e lobistas.

A sindicância analisou em detalhes um processo que tramitou sob relatoria da ministra Nancy Andrighi no período em que Márcio Toledo era assessor do gabinete. Tratava-se de um recurso movido no STJ pelo deputado Wellington Luiz (MDB), atual presidente da Câmara Distrital do Distrito Federal, em uma disputa contra uma empresa estatal do Distrito Federal. Ele pedia que o STJ lhe concedesse, por usucapião, a posse de um terreno que pertencia à estatal.

O caso só entrou na mira das investigações depois que o advogado Rodrigo Alencastro registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal relatando ter ouvido de sua ex-mulher, a advogada Caroline Azeredo, uma tentativa de venda de decisão desse processo. Em depoimento à sindicância, Wellington Luiz confirmou ter recebido telefonema de uma intermediária de Caroline oferecendo serviços para que ele fosse vitorioso no processo, mas disse que se recusou a contratá-la.

O recurso já tinha sido negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e pela presidência do STJ. Depois, ele foi distribuído para a ministra Nancy Andrighi. Um dos seus assessores, Márcio Toledo, mudou o entendimento e elaborou a minuta de uma decisão favorável ao deputado, concedendo a ele a posse do terreno. A minuta foi enviada para a ministra Nancy, que confirmou a decisão elaborada por seu assessor — antes de tomar conhecimento das suspeitas envolvendo o caso.

A sindicância do STJ analisou o teor da decisão monocrática elaborada por Márcio Toledo e concluiu que os argumentos apresentados não se sustentavam.

“Uma leitura atenta da decisão monocrática evidencia uma contradição interna notável: o texto apresenta premissas que se anulam mutuamente para justificar o deferimento do pedido do Sr. Wellington Luiz”, diz o relatório. Após reproduzir os trechos, o relatório afirma: “O equívoco lógico é evidente: o primeiro trecho afirma que o imóvel tem uso público, o que inviabilizaria a usucapião; já o segundo ignora essa premissa para concluir que o bem seria passível de usucapião por ausência de afetação pública”.

Para a comissão de sindicância, houve “direcionamento intencional” dos argumentos para favorecer o pedido do deputado.
Na minuta elaborada, Márcio Toledo também listou diversos julgamentos realizados pelas turmas do STJ, com o objetivo de reforçar que havia precedentes para o entendimento adotado. Trata-se da chamada jurisprudência. Mas a sindicância concluiu que os casos citados na decisão não tratavam da mesma situação e seriam, portanto, uma falsa jurisprudência citada para corroborar um entendimento inexistente.

“Uma leitura atenta das teses constantes desses acórdãos evidencia que tais precedentes não respaldam a solução adotada. Neles, o entendimento consolidado é que bens de sociedade de economia mista ou empresas públicas podem, em tese, ser objeto de usucapião desde que não estejam afetados à prestação de serviço público. Ou seja, a condição essencial é justamente a inexistência de destinação pública — circunstância que, no presente caso, estava fartamente comprovada pelas instâncias inferiores”, diz a comissão.

Outros assessores de Nancy prestaram depoimento à sindicância e afirmaram que a decisão elaborada por Márcio Toledo fugiu do padrão adotado pelo gabinete. Segundo eles, a ministra só costuma proferir decisões monocráticas em casos com vasta jurisprudência consolidada. Os processos sem entendimento prévio dos tribunais costumam ser levados por ela para julgamento colegiado com outros ministros. Esse caso específico deveria, na avaliação deles, ter sido levado à turma.

“Dessa análise, resulta evidente que houve distorção consciente do quadro fático e jurídico, de modo a criar um fundamento artificial para beneficiar o Sr. Wellington Luiz. Não por acaso, essa foi a única decisão favorável a ele em todo o histórico processual — decisão esta que se revela marcada por inconsistências internas”, afirmou o relatório da comissão. “Tudo indica tratar-se de ato consciente e doloso, estruturado para viabilizar o favorecimento indevido ao Sr. Wellington Luiz, em sintonia com a intermediação ilícita relatada”, concluiu.

Depois de tomar conhecimento das suspeitas, a ministra Nancy decidiu anular todas as decisões tomadas no caso. Com isso, voltou atrás no entendimento que favoreceu o deputado e proferiu decisão favorável à empresa estatal do governo do Distrito Federal.

Em nota, a ministra afirmou que o servidor foi afastado do seu gabinete assim que tomou conhecimento das suspeitas. “O gabinete da Ministra Nancy Andrighi registra que Márcio Toledo Pinto foi servidor concursado do STJ por 21 anos, lotado neste gabinete por pouco mais de 1 ano e, assim que os supostos fatos delitivos foram noticiados, o funcionário foi sumariamente dispensado do Gabinete. Consigna, ainda, que as minutas feitas pelo ex-servidor, no processo indicado na reportagem, foram tornadas sem efeito por esta Relatora, tendo o recurso sido julgado, de forma unânime, pelo colegiado da Terceira Turma do STJ, em pauta presencial. Frisa que os processos de responsabilização se encontram em andamento, a fim de que os fatos sejam devidamente esclarecidos e os responsáveis punidos de forma exemplar.”, disse a ministra Nancy Andrighi.

A defesa de Márcio Toledo Pinto afirmou, no processo, que não havia provas de ter sido o responsável pelo vazamento de minutas ou elaboração de decisões para favorecer indevidamente alguma das partes.

De acordo com a defesa, a decisão favorável ao deputado Wellington Luiz “foi tomada com base em precedentes das 3ª e 4ª turmas do STJ, que acolhem a tese de usucapião extraordinário em hipóteses similares”. Os advogados afirmam que o próprio assessor voltou atrás na decisão após receber manifestação jurídica do governo do Distrito Federal sobre os fatos em análise. “Posteriormente, com a chegada dos memoriais do GDF, o servidor procedeu, espontaneamente, à reavaliação da decisão. Ocorreu então a retratação da decisão anterior, mediante fundamentação distinta”, diz a defesa.

“A atuação do servidor, portanto, deu-se nos exatos limites de sua competência técnica, em respeito e com total ciência de Sua Excelência a ministra relatora, que assinou as decisões após recebê-las e aprová-las formalmente”, diz a defesa do assessor.

Aguirre Talento/Estadão Conteúdo

Presidente da Câmara de Vitória da Conquista defende amplo debate sobre criação da LotoConquista

 Foto: Divulgação

Presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, vereador Ivan Cordeiro (PL),16 de outubro de 2025 | 14:28

Presidente da Câmara de Vitória da Conquista defende amplo debate sobre criação da LotoConquista

bahia

O presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, vereador Ivan Cordeiro (PL), reafirmou nesta quarta-feira (15) o compromisso da Casa Legislativa em promover um debate amplo e transparente sobre o projeto de lei que cria a LotoConquista, encaminhado pelo Poder Executivo. A proposta prevê a instituição de uma loteria municipal, voltada à geração de receitas e investimentos em áreas estratégicas do município.

Segundo Ivan Cordeiro, embora o Executivo tenha solicitado tramitação em regime de urgência, a Procuradoria Jurídica da Câmara recomendou a adoção do rito ordinário, permitindo uma análise mais detalhada do texto. O presidente acatou o parecer técnico, destacando que a medida não representa um entrave, mas sim um ato de responsabilidade institucional.

“Nosso objetivo é garantir que um tema de tamanha relevância social e econômica seja debatido com a máxima profundidade e transparência. Queremos ouvir especialistas, entidades e, principalmente, o cidadão conquistense”, afirmou o vereador.

A decisão de Ivan Cordeiro reforça a disposição do Legislativo em construir projetos sólidos e participativos, mesmo diante da pressa do governo municipal. O parlamentar destacou que a Câmara mantém compromisso com a gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), mas sem abrir mão da autonomia e da seriedade do processo legislativo.

“Mantemos nosso compromisso com a gestão municipal, reforçando a seriedade da Casa Legislativa em construir, em conjunto, projetos sólidos para o futuro de Vitória da Conquista”, completou o presidente.

A LotoConquista tem sido motivo de expectativa e debate público na cidade, por envolver questões legais, econômicas e sociais. A Câmara deve, nas próximas semanas, abrir espaços de discussão com especialistas e representantes da sociedade civil antes de submeter o projeto à votação em plenário.

Ivan Cordeiro concluiu convocando a população a acompanhar os debates e participar ativamente do processo legislativo. “A presença do cidadão é fundamental para aprimorarmos o nosso trabalho e garantir que as decisões tomadas aqui representem, de fato, o interesse público”, disse.

PF deflagra Operação Vai que Cola, que investiga desvios na Lei Paulo Gustavo

 Foto: Divulgação/Arquivo

Investigação apura desvios de verba em projetos culturais que teriam beneficiado agentes públicos16 de outubro de 2025 | 14:44

PF deflagra Operação Vai que Cola, que investiga desvios na Lei Paulo Gustavo

brasil

A Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta (16), deflagrando a chamada operação Vai que Cola, que investiga desvios de recursos da Lei Paulo Gustavo, mecanismo de apoio emergencial ao setor cultural brasileiro, afetado pela pandemia do Covid-19.

A suspeita é de que os recursos, que deveriam ser aplicados em projetos culturais, foram desviados de forma a beneficiar agentes públicos no município de Itapororoca, no interior da Paraíba. A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Itapororoca, mas ainda não obteve resposta.

A operação se encontra em fase inicial e, por isso, a PF não consegue precisar o montante supostamente desviado e quais projetos estariam envolvidos.

Na Lei Paulo Gustavo, as verbas são repassadas do Ministério da Cultura aos estados e municípios. São os entes federativos que definem como vão gastar o dinheiro, seja com a abertura de editais ou outros tipos de gastos.

De acordo com ofício da prefeitura de 2023, R$47,2 mil foram destinados para “premiações culturais, artísticas, científicas, desportivas e outras”, enquanto R$ 75.204,19 foram destinados para “outros serviços de terceiros – pessoa física” e 72.223,18 “outros serviços de terceiros – pessoa jurídica”

O valor total repassado do governo federal aos entes federativos foi de R$ 3,8 bilhões. De acordo com o MinC, essa quantia chegou a R$ 4,1 bilhões após rendimentos bancários. Desse total, R$ 3,9 bilhões foram investidos no setor cultural.

De acordo com dados do ministério, a região Nordeste investiu mais de R$ 1 bilhão, o que representa 96% do dinheiro repassado pelo Governo Federal.

A Lei Paulo Gustavo instituiu que transferências federais aos demais entes da federação, se feitos dentro do âmbito de enfrentamento das consequências sociais e econômicas no setor cultural decorrentes de calamidades públicas ou pandemias, não poderiam contabilizar na meta de resultado primário da Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei também designa o Fundo Nacional da Cultura como uma fonte para os recursos.

A LPG funciona da seguinte forma: o governo federal disponibilizou um montante para os entes federativos, e coube, logo em seguida, aos estados, municípios e Distrito Federal manifestar o interesse em receber o dinheiro. Os entes então deveriam apresentar um plano de ação para solicitar os recursos. O dinheiro seria investido no setor cultural por meio de editais, chamamentos públicos, prêmio ou outros tipos de seleções públicas. O dinheiro não gasto deve ser devolvido à União.

Em 2021, quando parlamentares e o setor cultural tentavam emplacar um segundo auxílio emergencial a artistas, após a Lei Aldir Blanc, o então secretário especial da Cultura, Mario Frias (PL-SP), disse que, caso o projeto fosse aprovado, “todos os projetos culturais que estão com apoio do governo federal serão interrompidos, por falta de recursos”.

Eduardo Moura, FolhapressPolitica livre

PF deflagra operação que mira prefeito de Wenceslau Guimarães por suspeita de fraudes em licitações

 Foto: Divulgação

A ação investiga possíveis fraudes em processos licitatórios realizados pela atual gestão municipal16 de outubro de 2025 | 10:23

PF deflagra operação que mira prefeito de Wenceslau Guimarães por suspeita de fraudes em licitações

exclusivas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), uma operação que tem como alvo o prefeito Gabriel de Parisio (MDB), do município de Wenceslau Guimarães, no sul da Bahia. A ação, que faz parte da Operação Overclean, investiga possíveis fraudes em processos licitatórios realizados pela atual gestão municipal.

Os contratos sob suspeita estariam relacionados à prestação de serviços públicos e à execução de obras custeadas com recursos federais, o que motivou a atuação direta da PF no caso.

Moradores da cidade relataram intensa movimentação de viaturas e agentes federais nas primeiras horas do dia, especialmente na região central do município.

Até o momento, nem a Polícia Federal nem a Prefeitura de Wenceslau Guimarães divulgaram posicionamentos oficiais sobre a operação ou sobre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira.

Política LivrePolitica Livre

Nota da Redação Deste Blog - 

O Cerco da Lei: A Responsabilidade do Prefeito e a Complexidade das Novas Licitações

A notícia da operação da Polícia Federal em Wenceslau Guimarães, que mira o prefeito por suspeita de fraudes em licitações, serve como um alerta contundente para todos os gestores municipais. Em um cenário de crescente fiscalização, o desconhecimento da lei já não é mais desculpa.

A Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) exige dos prefeitos um conhecimento aprofundado e uma atenção constante. A legislação introduziu inovações como o "diálogo competitivo", novas modalidades e um foco rigoroso em maior transparência e eficiência nas contratações. O "cuidado" do gestor não é pouco; a correta aplicação da lei exige conhecimento técnico para evitar irregularidades, sanções e prejuízos irreparáveis aos cofres públicos.

A responsabilidade não se concentra apenas no chefe do Executivo. A nova lei detalha a atuação do agente de contratação, que é responsável desde a divulgação do edital até a homologação. No entanto, é fundamental entender que o processo é, em muitos casos, coletivo. O agente não é o "faz-tudo" e precisa do apoio de uma equipe ou comissão de contratação.

O caso de Wenceslau Guimarães reforça que a impunidade está diminuindo. Administrar sem o devido rigor legal é um risco que custa caro não apenas ao gestor, mas a toda a população.


Você acredita que a falta de treinamento adequado sobre a Nova Lei de Licitações é o principal fator que leva prefeitos a cometerem irregularidades?

Gilmar diz a Fux que ele é ‘figura lamentável’ e que precisa de terapia para superar traumas

 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

Gilmar Mendes16 de outubro de 2025 | 12:01

Gilmar diz a Fux que ele é ‘figura lamentável’ e que precisa de terapia para superar traumas

brasil

Os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux tiveram um duro diálogo nesta semana em uma das salas do STF (Supremo Tribunal Federal) próximas ao plenário.

Em um dos intervalos da sessão de quarta (15), Gilmar questionou Fux, de forma irônica, por ele ter suspendido um recurso em que Sergio Moro tenta reverter decisão que o tornou réu pelo crime de calúnia contra o próprio Gilmar.

O placar da Primeira Turma já estava em 4 a 0 contra Moro. Mas Fux pediu vista para analisá-lo melhor.

De acordo com relatos da conversa feitos à coluna, Gilmar disse a Fux: “Vê se consegue fazer um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”.

Em seguida, ele afirmou que o colega deveria “enterrar” o assunto “do Salvador”, referindo-se a um ex-funcionário do gabinete de Fux, José Nicolao Salvador, citado numa proposta de delação premiada na década passada, e demitido pelo magistrado em 2016.

De acordo ainda com relatos, Fux reagiu. Respondeu que tinha pedido vista do caso de Moro para examiná-lo melhor e que também estava contrariado com Gilmar, que falaria mal dele em diversos lugares e ocasiões.

Gilmar afirmou que isso era verdade, mas que falava mal de Fux publicamente, e não pelas costas, por considerá-lo uma figura lamentável. E deu como exemplo o julgamento de Jair Bolsonaro, dizendo que Fux “impôs aos colegas [os ministros da Primeira Turma] um voto de 12 horas que não fazia o menor sentido”, finalizando por “condenar o mordomo [o tenente-coronel Mauro Cid]”, o que teria deixado “todo mundo” chateado.

Fux, segundo ainda relatos, defendeu seu voto, afirmando que era o que tinha que fazer diante do que entendia ser um massacre sofrido pelos réus da trama golpista.

Durante a discussão, outros ministros entravam e logo saíam da sala diante da tensão do diálogo.

Questionados, Gilmar Mendes e Luiz Fux ainda não comentaram o entrevero.

Mônica Bergamo/Folhapress

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