O vídeo que vocês estão assistindo é mais do que um simples registro audiovisual — é um documento vivo da História de Jeremoabo, que reafirma, de forma incontestável, a data da emancipação política do município em 6 de julho de 1925. Trata-se de um testemunho valioso, produzido por Landisvalth dos Santos Lima, baiano de Serrinha, nascido em 1961, professor, jornalista e escritor, cuja dedicação à preservação da memória regional merece o reconhecimento de todos nós.
Entretanto, o que deveria ser motivo de orgulho e celebração transforma-se em motivo de tristeza e alerta: os prédios históricos de Jeremoabo estão desaparecendo diante dos nossos olhos. O exemplo mais emblemático é o Casarão onde viveu o Coronel João Sá, figura central na formação política e social da cidade. Hoje, o imóvel encontra-se em ruínas, em fase terminal, e corre o risco de desaparecer completamente — levando consigo parte essencial da identidade jeremoabense.
A esperança, contudo, ainda não está perdida. O prefeito Tista de Deda tem demonstrado sensibilidade e compromisso com a preservação da história local, e a tentativa de tombar e recuperar o Casarão do Coronel João Sá é um passo decisivo nessa direção. Mas essa não é uma tarefa que cabe apenas ao poder público — é um dever coletivo.
É hora de unirmos forças e iniciarmos uma grande campanha popular pela recuperação do patrimônio histórico de Jeremoabo. O Casarão pode — e deve — ser restaurado para abrigar um Museu Histórico Municipal, uma Biblioteca Pública ou até mesmo um Centro Administrativo Cultural, já que o terreno comporta perfeitamente tais projetos.
Mais do que uma construção antiga, o Casarão representa a alma de Jeremoabo. Recuperá-lo é resgatar nossa memória, valorizar nossos antepassados e fortalecer nossa identidade como povo.