quinta-feira, outubro 16, 2025

PF deflagra operação que mira prefeito de Wenceslau Guimarães por suspeita de fraudes em licitações

 Foto: Divulgação

A ação investiga possíveis fraudes em processos licitatórios realizados pela atual gestão municipal16 de outubro de 2025 | 10:23

PF deflagra operação que mira prefeito de Wenceslau Guimarães por suspeita de fraudes em licitações

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), uma operação que tem como alvo o prefeito Gabriel de Parisio (MDB), do município de Wenceslau Guimarães, no sul da Bahia. A ação, que faz parte da Operação Overclean, investiga possíveis fraudes em processos licitatórios realizados pela atual gestão municipal.

Os contratos sob suspeita estariam relacionados à prestação de serviços públicos e à execução de obras custeadas com recursos federais, o que motivou a atuação direta da PF no caso.

Moradores da cidade relataram intensa movimentação de viaturas e agentes federais nas primeiras horas do dia, especialmente na região central do município.

Até o momento, nem a Polícia Federal nem a Prefeitura de Wenceslau Guimarães divulgaram posicionamentos oficiais sobre a operação ou sobre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira.

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Nota da Redação Deste Blog - 

O Cerco da Lei: A Responsabilidade do Prefeito e a Complexidade das Novas Licitações

A notícia da operação da Polícia Federal em Wenceslau Guimarães, que mira o prefeito por suspeita de fraudes em licitações, serve como um alerta contundente para todos os gestores municipais. Em um cenário de crescente fiscalização, o desconhecimento da lei já não é mais desculpa.

A Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) exige dos prefeitos um conhecimento aprofundado e uma atenção constante. A legislação introduziu inovações como o "diálogo competitivo", novas modalidades e um foco rigoroso em maior transparência e eficiência nas contratações. O "cuidado" do gestor não é pouco; a correta aplicação da lei exige conhecimento técnico para evitar irregularidades, sanções e prejuízos irreparáveis aos cofres públicos.

A responsabilidade não se concentra apenas no chefe do Executivo. A nova lei detalha a atuação do agente de contratação, que é responsável desde a divulgação do edital até a homologação. No entanto, é fundamental entender que o processo é, em muitos casos, coletivo. O agente não é o "faz-tudo" e precisa do apoio de uma equipe ou comissão de contratação.

O caso de Wenceslau Guimarães reforça que a impunidade está diminuindo. Administrar sem o devido rigor legal é um risco que custa caro não apenas ao gestor, mas a toda a população.


Você acredita que a falta de treinamento adequado sobre a Nova Lei de Licitações é o principal fator que leva prefeitos a cometerem irregularidades?

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