segunda-feira, dezembro 15, 2025

Quando o Sertão Ensina a Vencer: a História de Ceia, Coragem, Trabalho e Visão

Quando o Sertão Ensina a Vencer: a História de Ceia, Coragem, Trabalho e Visão

Por José Montalvão

Tenho um prazer especial quando vejo um amigo iniciar um empreendimento e dar certo. Esse sentimento se torna ainda maior quando o sucesso acontece no sertão jeremoabense, uma terra onde se encontram todas as adversidades do tempo e do clima para alcançar o progresso. No sertão, nada vem fácil. Cada conquista é fruto de coragem, resistência e muito trabalho.

É exatamente esse sentimento que me tomou ao assistir à entrevista do agropecuarista Ceia, como é conhecido por todos. Sua trajetória é um exemplo vivo de que, mesmo em meio às dificuldades do sertão, é possível vencer quando se alia visão, determinação e conhecimento. Ceia ousou sonhar, teve coragem de agir e, acima de tudo, soube aprender.

Para narrar o progresso de Ceia, a analogia da pesca é perfeita. O “anzol” representam seus recursos iniciais; “onde está o peixe” simboliza o mercado; e “aprender a pescar” traduz a gestão técnica e estratégica. Nada disso surgiu por acaso. O saudoso Vicente de Paula Costa teve papel fundamental nessa história: doou a Ceia o anzol, mostrou onde estava o peixe e, mais importante, ensinou a pescar. Um gesto simples, mas carregado de sabedoria, que mudou destinos.

O anzol foi a ferramenta adequada ao capital disponível. Ceia começou com os pés no chão, respeitando seus limites financeiros e investindo de forma responsável. Mas produzir, por si só, não bastava. Foi preciso identificar onde estava o peixe, ou seja, compreender a demanda do mercado. Produzir o que se gosta nem sempre garante sucesso; produzir o que o mercado quer comprar é o que sustenta o negócio.

Aprender a pescar, no entanto, foi o grande diferencial. O agro moderno não aceita mais amadorismo. Hoje, o sucesso depende mais de dados do que de intuição. Capacitação técnica, gestão eficiente e uso da tecnologia passaram a ser ferramentas indispensáveis. A agricultura de precisão, o uso de aplicativos de gestão e o monitoramento climático permitiram reduzir desperdícios, otimizar insumos e aumentar a produtividade — é o equivalente a iscar o anzol da forma certa.

O conhecimento tornou-se o maior patrimônio. É ele que diferencia o sobrevivente do vencedor. Ceia entendeu isso cedo e aplicou na prática, tanto na agricultura quanto na pecuária. O resultado não poderia ser outro: prosperidade construída com trabalho sério, planejamento e respeito à terra.

Hoje, Ceia colhe com tranquilidade o que plantou ao longo dos anos. Seu sucesso não é apenas pessoal; é uma inspiração para todo o sertão jeremoabense. Uma prova concreta de que, mesmo em terras castigadas pelo sol e pela seca, o progresso floresce quando se planta com sabedoria.

E fica a certeza, repetida como verdade antiga e sempre atual: nas terras do sertão de Jeremoabo, em se plantando, tudo se dá — desde que se plante trabalho, conhecimento e perseverança.

domingo, dezembro 14, 2025

Centrão barra avanço bolsonarista e isola Tarcísio em disputa pela liderança da direita

Publicado em 14 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

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Minas no tabuleiro: Lula insiste em Pacheco mesmo após ele ser preterido ao STF

Publicado em 14 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet


"Bolsonaro pode morrer de um dia para o outro", diz Mourão

 

"Bolsonaro pode morrer de um dia para o outro", diz Mourão

Por Fabio Victor, Folhapress

14/12/2025 às 16:47

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

Imagem de "Bolsonaro pode morrer de um dia para o outro", diz Mourão

O general Hamilton Mourão, senador pelo Republicanos-RS

Ao defender prisão domiciliar para o general Augusto Heleno e o ex-presidente Jair Bolsonaro, o também general Hamilton Mourão, senador pelo Republicanos-RS e ex-vice presidente, afirmou que a situação de saúde do seu companheiro de chapa em 2018 é grave a ponto de justificar a concessão pelo Supremo Tribunal Federal.

"O general Heleno apresenta problemas de saúde há algum tempo, como qualquer pessoa que chegou aos 78 anos submetida às tensões normais da vida militar e depois às enfrentadas em outros momentos. Óbvio que isso causa sequelas, e foi mostrado ao Alexandre de Moraes que seria necessária a prisão domiciliar dele, assim como a do Bolsonaro. É outro que, qualquer coisa… O Bolsonaro é aquele cara que anda no fio da navalha, pode morrer de um dia pro outro", disse Mourão ao Painel.

A fragilidade da saúde de Bolsonaro é mencionada por seus aliados há tempos, e mais recentemente foi usada por sua defesa num pedido de autorização para que ele passe por cirurgia e para reiterar o pleito por concessão de prisão domiciliar.

Mourão integra o mesmo campo político de Bolsonaro, mas há tempos se afastou do capitão, por quem foi escanteado durante a gestão. Antes mesmo da metade do mandato, o presidente deixou clara a insatisfação com seu vice. Numa entrevista em 2021, explicitou a ruptura. "O Mourão faz o seu trabalho, tem uma independência muito grande. Por vezes atrapalha um pouco a gente, mas o vice é igual cunhado, né. Você casa e tem que aturar o cunhado do teu lado, não pode mandar o cunhado embora."

Mourão admitiu que travou durante o mandato uma guerra fria com Bolsonaro e se queixou, em 2022, de nunca ter sido procurado para lavar a roupa suja. "É óbvio que eu teria tido uma conversa com ele mais detalhada a respeito do meu papel, para evitar os choques que ocorreram e que não precisavam ter ocorrido."

Numa entrevista à Folha em julho passado, Mourão disse que, caso não tivesse sido preterido por Walter Braga Netto na chapa governista na eleição de 2022, Bolsonaro teria sido reeleito.

Politica Livre

"A Desaposentação no Ordenamento Jurídico Brasileiro" by Bethsaida de Sá Barreto Diaz Gino

 

A Desaposentação no Ordenamento Jurídico Brasileiro
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Author Photo Bethsaida de Sá Barreto Diaz Gino
2016, Id on Line REVISTA DE PSICOLOGIA
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ABSTRACT
Resumo: Desaposentar significa o direito que o segurado que continuou ou retornou a atividade remunerada tem de renunciar ao ato jurídico perfeito da aposentadoria visando à obtenção no futuro de um novo benefício mais vantajoso, pois permaneceu a verter contribuições para ao custeio do sistema securitário. Esse...
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Justiça italiana julga nesta quinta-feira se Zambelli será extraditada para o Brasil

Publicado em 14 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

Justiça italiana pede informações sobre prisões brasileiras

Deu no O Globo

Em meio ao processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde julho, a Justiça do país europeu enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma lista de questionamentos sobre o sistema prisional brasileiro. Antes de dar um veredito, o Judiciário italiano quer garantias do Brasil de que as condições carcerárias serão adequadas, como informou a coluna de Lauro Jardim na semana passada.

Uma nova audiência da Corte de Apelação foi marcada para o próximo dia 18, quando finalmente deve decidir se acata o pedido brasileiro. Segundo a Agência Brasil, que detalhou o pedido de informações, a Justiça italiana questionou para onde Zambelli seria levada caso a extradição fosse aceita.

CONDIÇÕES – Também foram feitos questionamentos sobre a condição dos presídios femininos, se há atos de violência e de intimidação praticados contra detentas e se a polícia penal tem capacidade para manter a ordem nas penitenciárias, reportou. O ministro do STF Alexandre de Moraes poderá respondê-los até o próximo dia 14.

O Ministério Público italiano já se manifestou a favor da extradição e rechaçou que a deputada seja perseguida política. Em seu parecer, a Procuradoria afirmou que Justiça brasileira se baseou em “diversas e coerentes provas testemunhais e documentais”. As partes ainda poderão recorrer à Corte de Cassação. A expectativa é que o veredito final saia no início de 2026.

Antes uma das deputadas mais próximas de Jair Bolsonaro, Zambelli foi condenada por unanimidade em maio pelo Supremo a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto com o hacker Walter Delgatti. Com a condenação, ela ficou inelegível por oito anos. Além disso, a Corte determinou a perda automática do mandato.

PELA FRONTEIRA – A deputada deixou o Brasil em 24 de maio através da fronteira com a Argentina em Foz do Iguaçu (PR), onde não há controle migratório. De Buenos Aires, foi para a Flórida, nos Estados Unidos, em um voo comercial. No início de junho, embarcou para a Itália, onde se julgava “intocável” por também ter cidadania italiana.

A parlamentar prometia repetir na Europa a campanha de Eduardo Bolsonaro contra o STF. Mas, no mesmo dia em que pisou na Itália, seu nome foi incluído na lista de difusão da Interpol.

Zambelli também foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que a deputada perseguiu um homem com uma arma em punho na véspera do segundo turno da eleição de 2022 em São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A questão agora é complicada, porque o Supremo faz uma leitura da Constituição e o Congresso faz outra. Quem estará certo: os representantes do povo (Congresso) ou os representantes do Banco Master e das empreiteiras da Lava Jato? Ou um ou outro não sabem ler direito ou são tão canalhas que fingem nao saber ler? (C.N.)

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