sábado, dezembro 13, 2025

EDITORIAL — A Verdade Não se Cala, Não se Curva e Não se Apaga


EDITORIAL — A Verdade Não se Cala, Não se Curva e Não se Apaga


Por José Montalvão

Desde a criação deste blog — fruto da cooperação e do idealismo de Leonam e de Lulinha (in memoriam) — assumimos um compromisso inegociável: seguir em linha reta com a verdade, custe o que custar. Nunca foi, nem será, um espaço de conveniências, de medo ou de submissão aos poderosos de ocasião. Aqui, a verdade sempre esteve acima de interesses pessoais, pressões políticas ou ameaças veladas.

Ao longo dessa caminhada, enfrentamos injustiças, condenações injustas, ameaças e reiteradas tentativas de mordaça, todas com o mesmo objetivo: impedir que a sociedade tivesse conhecimento das improbidades, maracutaias e atos desonestos praticados por quem deveria zelar pelo bem público. Resistimos. Persistimos. E seguimos firmes, porque quem está com a verdade não deve temer absolutamente nada.

Hoje, tenho a honra e o dever moral de republicar vídeos históricos, que não apenas resgatam fatos, mas comprovam aquilo que sempre defendemos: a verdade pode até ser atacada, difamada ou temporariamente sufocada, mas jamais será derrotada. A injustiça e a prepotência do poder podem atrasar o reconhecimento dos fatos, porém nunca vencem no tribunal da história.

Os exemplos recentes falam por si. O ministro Alexandre de Moraes, mesmo diante de ameaças pessoais, ataques à sua honra e tentativas de intimidação que atingiram até sua família, não recuou. Manteve-se fiel à Constituição, à democracia e ao Estado de Direito. Sua postura reafirma que a coragem institucional é essencial para preservar a República.

Outro caso emblemático é o do deputado Glauber, que, ao denunciar improbidades e irregularidades envolvendo o dinheiro do povo brasileiro, foi injustiçado, ameaçado e penalizado. Ainda assim, resistiu. Hoje, sai vitorioso, reconhecido e aplaudido pelos cidadãos de bem deste país, que sabem distinguir perseguição política de compromisso com a moralidade pública.

Nesse mesmo contexto, é impossível não destacar o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mais uma vez demonstrou ser um estadista. Lula provou que liderança verdadeira não se constrói com ódio ou intimidação, mas com diálogo, autoridade moral e prestígio internacional, conquistado ao longo de uma trajetória marcada pela defesa da democracia e da soberania nacional.

Este editorial é mais do que um posicionamento: é um manifesto. Um lembrete de que a imprensa livre, responsável e corajosa é um pilar da democracia. De que calar a verdade é impossível, por mais que tentem. E de que, cedo ou tarde, a justiça encontra seu caminho.

Seguiremos firmes. Sem medo. Sem mordaça.
Porque a verdade não pede licença — ela se impõe

sexta-feira, dezembro 12, 2025

Juiz foi afastado pelo CNJ após recebimento de documentos que indicavam práticas de corrupção e lavagem de dinheiro

 

Documentos anônimos apontaram decisões sem fundamento e irregularidades em processos de desapropriação pelo juiz Ruy Britto  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação


esapropriação pelo juiz Ruy Britto  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 12/12/2025, às 16h49



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou nesta sexta-feira (12) que o afastamento do juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, titular da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, foi motivado por fatos graves identificados em investigação preliminar. A documentação que motivou a ordem proferida pelo corregedor nacional de justiça, ministro Mauro Campbell Marques, foi entregue à Corregedoria Nacional de Justiça em envelope lacrado, sem indicação de remetente, com documentos que apontavam para fatos dotados de aparente relevância disciplinar.

Durante a análise da documentação, foram constatadas decisões de conteúdo sem fundamento jurídico, proferidas pelo reclamado em processos de desapropriação, assim como o inconfesso descumprimento de ordens proferidas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) no bojo de agravo de instrumento. Além desses fatos, também foram identificados alvarás eletrônicos criados, aprovados e assinados pelo magistrado em processos já arquivados, em valores de grande vulto, em favor de terceiros que não mantinham qualquer vinculação com os autos.
Em razão da constatação de indícios da possível prática dos delitos de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro na modalidade dissimulação, previstos no art. 317 do Código Penal, assim como no art. 1º da Lei n. 9.613/98, foi proferida ordem de afastamento, para o regular desempenho dos trabalhos.
O afastamento do magistrado foi adotado como providência necessária para assegurar a apuração livre e imparcial dos elementos de convicção, sem qualquer interferência que comprometa a investigação. O CNJ destaca que a instauração e a condução de procedimentos disciplinares não se confundem com qualquer juízo antecipado de responsabilidade, destinando-se, ao revés, a resguardar a credibilidade institucional da magistratura, a assegurar a regular prestação jurisdicional e a preservar a confiança que a sociedade deposita no Poder Judiciário.
Claudia Cardozo

Claudia Cardozo

Jornalista formada pela UNIME, premiada por matérias em Direitos Humanos e Liberdade de Expressão, Cláudia Cardozo atua na área da comunicação desde os 16 anos, tendo sido aprendiz da ONG Cipó Comunicação Interativa, estagiado na Safernet e no Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia. Ao longo de sua trajetória, atuou em veículos de comunicação e na assessoria de comunicação do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) e Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Nos últimos anos, passou a empreender na comunicação.


Nota da Redação Deste Blog : 

A Banda Podre da Toga: Quando o CNJ Precisa Proteger a Justiça de Si Mesma

O afastamento do juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, titular da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, anunciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta sexta-feira (12), expõe mais uma ferida sensível no sistema judiciário brasileiro. Segundo o CNJ, a medida extrema foi motivada por fatos graves, revelados em uma investigação preliminar. A apuração teve início após a Corregedoria Nacional receber um envelope lacrado, sem identificação de remetente, contendo documentos que apontavam para condutas de aparente relevância disciplinar.

O conteúdo ainda corre sob sigilo, mas o gesto — uma denúncia anônima, robusta e cuidadosamente organizada — evidencia a urgência de vigilância e de mecanismos firmes de controle. O ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de justiça, determinou o afastamento para evitar o comprometimento das investigações e preservar a integridade da própria instituição.

Quando a Justiça também vira ré

Não bastassem as constantes denúncias de corrupção envolvendo políticos, o Brasil tem assistido, pela imprensa, a um fenômeno ainda mais preocupante: partes do Judiciário também passando para o banco dos réus, seja por supostos atos de improbidade, tráfico de influência ou corrupção aberta.

É evidente que não é toda a Justiça. Ao contrário: a grande maioria dos magistrados trabalha com seriedade, compromisso público e ética. Mas existe, sim, uma “banda podre da toga”, expressão imortalizada pela ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon, que marcou época ao afirmar que dentro do Judiciário havia "bandidos escondidos atrás da toga".

A revelação de mais um caso grave reforça aquela advertência: não se trata de atacar o Judiciário, e sim de reconhecer que ele também precisa ser fiscalizado, purificado e protegido de maus agentes.

O CNJ: último escudo da credibilidade institucional

Em momentos como este, fica claro o papel essencial do CNJ. Sem ele, muitos abusos jamais viriam à tona. Criado justamente para fiscalizar a atuação administrativa e disciplinar do Judiciário brasileiro, o Conselho tem sido decisivo para:

  • Proteger a credibilidade institucional da magistratura;

  • Garantir a prestação jurisdicional regular;

  • Manter viva a confiança da sociedade no sistema de Justiça.

Num país onde instituições são frequentemente ameaçadas por corrupção e práticas patrimonialistas, o CNJ se tornou uma espécie de guardião da integridade judicial. Agir com rigor não é perseguição: é defesa da democracia.

O absurdo dos “Juízes TQQ”

Além das denúncias de corrupção, há práticas que, mesmo não sendo necessariamente criminosas, são igualmente inadmissíveis. Entre elas, o fenômeno dos “juízes TQQ”, magistrados que só aparecem na comarca terça, quarta e quinta-feira, porque residem longe — geralmente na capital — e preferem conciliar o cargo com uma vida mais confortável.

Trata-se de um esquema não previsto em lei, um desrespeito ao serviço público e um prejuízo direto ao cidadão, especialmente nas comarcas mais afastadas do interior, onde a carência de servidores e a lentidão processual geram sofrimento real: audiências adiadas, decisões tardias, justiça que chega tarde — ou simplesmente não chega.

O próprio CNJ já classificou essa prática como um absurdo e tem buscado mecanismos para coibi-la. Afinal, um magistrado tem dever de presença, compromisso e responsabilidade com a comarca para a qual foi designado.

Justiça precisa ser exemplo

A sociedade brasileira enfrenta desafios profundos no combate à corrupção e no fortalecimento das instituições. Quando um juiz é afastado por suspeitas graves, o impacto é devastador: não apenas pelo caso em si, mas pelo abalo que provoca na confiança geral.

Mas há um lado positivo: quando o CNJ age, mostra que a Justiça ainda funciona, ainda é capaz de se autopurificar e de impor disciplina aos seus próprios membros.

A democracia depende disso.

É preciso continuar apoiando a transparência, a fiscalização e a coragem das instituições que não se intimidam diante de nomes, cargos e títulos. Como dizia Eliana Calmon, "a toga não é escudo para a impunidade".

A punição rigorosa pelo CNJ contra o "Juiz TQQ" não é apenas uma medida disciplinar; é a reafirmação de que a magistratura exige dedicação integral. O povo do interior tem o direito inegociável a uma Justiça plena e presente, e não a um serviço de conveniência

E enquanto houver quem lute por um Judiciário limpo, haverá esperança de um Brasil mais justo.


A Derrota da Arrogância: Quando a Ambição Pessoal Ataca a Soberania Nacional

 


 A Derrota da Arrogância: Quando a Ambição Pessoal Ataca a Soberania Nacional


Por José Montalvão

A máxima popular, "Nunca devemos querer o que não podemos ter," encontra um eco sombrio na recente crise política envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro, apelidado de "Dudu Bananinha". Impulsionado por uma ambição desmedida – o desejo de ostentar mais prestígio e poder do que o próprio presidente da República e de subverter a ordem democrática em prol de interesses pessoais –, o deputado iniciou uma ofensiva que visava, em última instância, prejudicar a soberania nacional.

A narrativa de que ele poderia manobrar o cenário político internacional para livrar seu pai das garras da justiça, apostando na impunidade, demonstrou uma perigosa falta de limites. Sua "missão impossível" não visava o bem-estar da nação, mas sim a concretização de um desejo pessoal e familiar.

O Freio da Diplomacia e o Triunfo do Estado de Direito

A reação do Estado brasileiro foi a prova de que a República não se curva a arroubos individuais. O Presidente Lula, agindo com a diplomacia que lhe é característica e respaldado pela maioria do povo brasileiro, conseguiu levar a verdade e a gravidade da situação às autoridades dos Estados Unidos.

Essa ação diplomática eficaz interrompeu o que se pode chamar de "voo curto" do deputado, desfazendo a arbitrariedade e a tentativa de interferência externa, inclusive contra a honra do Ministro Alexandre de Moraes e sua esposa. A democracia brasileira, neste episódio, venceu pela via pacífica e institucional.

O Preço da Aposta Fracassada

O resultado dessa aventura política é um revés categórico: Eduardo Bolsonaro não apenas caiu em desgraça junto a uma parcela significativa do povo brasileiro, como enfrenta as consequências jurídicas de seus atos. A perda iminente do mandato de deputado e a obrigação de permanecer foragido para evitar a prisão são o preço amargo da tentativa de usurpar o poder e de subverter as instituições.

Este caso serve como uma lição inescapável para todos que tentarem atentar contra a democracia e a soberania do Brasil. Venceu a República, venceu o povo, e caiu a tentativa de instituir uma "lei magnífica" que imunizasse políticos e seus familiares da justiça.

O Brasil demonstrou que a lei é para todos e que a soberania nacional, quando defendida com firmeza e apoio popular, é inabalável.

fim da Magnitsky contra Moraes

A divulgação oficial por parte do governo dos EUA de que a aplicação da draconiana Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, está suspensa definitivamente fez com que Eduardo Bolsonaro corresse às redes sociais para dar início a um verdadeiro chororô interminável. Patrocinador das sanções e ataques ao Brasil, o deputado lesa-pátria foragido fez um textão hilário que já está sendo muito ridicularizado pelos internautas.




O Alerta Vermelho na Câmara: Por Que o Ataque à Imprensa É um Golpe Contra a Democracia

Por José Montalvão

A liberdade de imprensa não é um privilégio corporativo dos jornalistas; é o pilar essencial da democracia e uma garantia direta conferida a cada cidadão brasileiro. Quando um repórter é censurado, agredido ou impedido de trabalhar, é o povo quem perde o direito fundamental à informação, à transparência e ao controle social sobre os Poderes. Diante de agressões, a atuação rigorosa da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) não é apenas legítima—é um dever histórico e constitucional.

O Ataque no Templo da Democracia

Um episódio recente e grave no plenário da Câmara dos Deputados acendeu um alerta vermelho no país. Agentes públicos, investidos de autoridade, permitiram – ou foram omissos em impedir – que jornalistas fossem intimidados, cerceados e até agredidos fisicamente por seguranças da Casa. Um ataque dessa natureza dentro da instituição que simboliza a soberania popular é um atentado direto à democracia.

Diante dessa escalada perigosa, a ABI reagiu com a seriedade que a crise exige, apresentando à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação robusta, assinada pelo advogado Carlos Nicodemos. O documento exige a instauração de um inquérito pelo Ministério Público Federal (MPF) para que as circunstâncias, responsabilidades e eventuais crimes cometidos sejam apurados com o máximo rigor.

A ABI como Guardiã da Liberdade

A ABI possui o dever de agir com firmeza porque é a guardiã histórica das liberdades democráticas. Sua experiência remonta à ditadura militar, onde enfrentou censores e truculência estatal, aprendendo que qualquer tolerância com agressões à imprensa é uma porta aberta para o autoritarismo.

A história ensina que a censura segue uma lógica perigosa:

  • Se hoje um jornalista é agredido na Câmara e nada acontece, a impunidade valida novos abusos.

  • Amanhã, o trabalho poderá ser impedido em qualquer espaço público.

  • Em última instância, a imprensa inteira poderá ser silenciada.

A ABI acerta ao exigir que o MPF investigue exaustivamente:

  • A responsabilidade por omissão do Presidente da Câmara, autoridade máxima da Casa;

  • A responsabilidade individual dos agentes envolvidos, desde quem deu a ordem até quem a executou (seguranças, assessores);

  • A ocorrência de possíveis crimes, como violação da liberdade de imprensa, abuso de autoridade e obstrução da atividade parlamentar e informativa.

O Preço Coletivo do Silêncio

As agressões não atingem apenas os profissionais com câmeras e microfones; elas ferem o cerne do pacto constitucional. Elas atingem:

  • A Sociedade: Impedida de acompanhar a fiscalização dos Poderes.

  • A Democracia: Que depende vitalmente da transparência para sobreviver.

  • O Estado de Direito: Que exige que autoridades, sem exceção, respondam por seus atos.

A iniciativa da ABI é um ato de coragem cívica e cumpre o papel de exigir responsabilização. O silêncio seria cúmplice, e a omissão, mortal para o jornalismo. Defender jornalistas é defender a nação. É garantir que fatos como a violência e a mordaça não se repitam impunemente.

Agora, cabe ao Ministério Público e às instituições republicanas demonstrar que o Brasil não tolera nenhum ataque à liberdade de imprensa. Porque quando se cala um jornalista, cala-se um povo inteiro. E em um país que se pretende democrático, isso é inaceitável.



A crise institucional gerada por Motta e o ataque à Imprensa no Parlamento



STF declara perda imediata de mandato da deputada federal Carla Zambelli

Ministro Alexandre de Moraes anulou deliberação da Câmara dos Deputados que rejeitou a cassação do mandato da parlamentar e determinou a posse do suplente em 48 horas 

11/12/2025 20:16 - Atualizado há 14 horas atrás


                                        Foto: Gil Ferreira/STF


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a perda imediata do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e ordenou que a Mesa da Câmara dos Deputados efetive a posse do suplente no prazo máximo de 48 horas, conforme prevê o Regimento Interno da Casa. A decisão, na Execução Penal (EP) 149, anulou a deliberação da Câmara que, no início da madrugada desta quarta, havia rejeitado a cassação da parlamentar.  

A pedido do relator, o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, agendou sessão virtual extraordinária para esta sexta-feira (12), das 11h às 18h, para referendo da decisão. 

Condenação 

Em maio deste ano, Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  No julgamento, foi decretada a perda do mandato parlamentar e determinado que a Mesa da Câmara declarasse formalmente a vacância do cargo, segundo estabelece a Constituição Federal.  

Antes do fim da possibilidade de recursos, Zambelli fugiu do país. Atualmente ela está na Itália, em prisão preventiva, e aguarda a decisão daquele país sobre sua extradição. 

Desvio de finalidade 

Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes considerou que a deliberação de ontem da Câmara desrespeita os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, além de ter “flagrante desvio de finalidade”. Segundo o relator, a perda do mandato é automática em casos de condenação com pena em regime fechado superior ao tempo restante do mandato, e cabe à Casa legislativa apenas declarar o ato, e não deliberar sobre sua validade. 

O ministro observou que, desde o julgamento da AP 470 (mensalão), o STF estabeleceu que a perda do mandato é efeito automático da condenação criminal definitiva, diante da impossibilidade da sua manutenção em razão da suspensão dos direitos políticos derivados da sentença. Moraes citou como precedentes casos de outros parlamentares, como Paulo Maluf, em que o STF já decidiu pela perda automática do mandato. 

Leia a íntegra da decisão.

(Pedro Rocha/CR//CF) 

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-declara-perda-imediata-de-mandato-da-deputada-federal-carla-zambelli/

O Custo Oculto do Voto Comprado: Alerta de Júnior de Santinha Exige Reflexão em Jeremoabo

O Custo Oculto do Voto Comprado: Alerta de Júnior de Santinha Exige Reflexão em Jeremoabo

Por José Montalvão

Um vídeo contundente do radialista Júnior de Santinha ecoa pela região, expondo uma ferida aberta na democracia local: o ciclo vicioso entre campanhas milionárias e a compra de votos. A mensagem é um alerta necessário para Jeremoabo e região, onde a aproximação das eleições intensifica as práticas imorais e ilegais que comprometem o futuro do município.

O Retorno Maldito do Investimento Milionário

A crítica central do radialista é cirúrgica: quando um candidato investe somas astronômicas, como os mais de R$ 11 milhões citados, esse montante não é um "presente". É um investimento que exige retorno, e quem paga a conta é o cidadão comum.

"Esse dinheiro volta depois, e quem paga é o povo. Sai da saúde, da educação, da segurança, das estradas e da infraestrutura que o município nunca consegue ver funcionando como deveria."

A denúncia ganha peso em Jeremoabo, onde circulam relatos sobre pré-candidatos supostamente comprando cabos eleitorais e eleitores em comunidades. Essa prática transforma o voto – a ferramenta mais poderosa da cidadania – em uma mera mercadoria, ferindo a legitimidade democrática desde sua base.

A Corrupção Começa no Eleitor

Especialistas e observadores políticos locais são unânimes: o eleitor que aceita a oferta por seu voto perde o direito moral de cobrar. O preço do voto vendido não é pago apenas pelo indivíduo, mas por toda a coletividade, perpetuando o atraso.

Críticos dessa prática trazem exemplos dolorosos do cotidiano: a falta de medicamentos, as dificuldades no pagamento do transporte escolar, as estradas vicinais abandonadas.

"Depois não venham chorar pelo leite derramado quando faltar dinheiro para pagar o transporte dos estudantes, para comprar remédios, para consertar as estradas..."

A lição é clara: a corrupção não reside apenas no gabinete; ela se inicia no momento em que o eleitor aceita migalhas em troca de seu poder de escolha. Campanhas milionárias geram políticos comprometidos com os acordos que os elegeram, e não com os anseios da população.

A Responsabilidade Cívica de Jeremoabo

O futuro de Jeremoabo depende, portanto, de uma responsabilidade compartilhada. É preciso que os candidatos ajam com integridade, mas é igualmente vital que os eleitores elevem seu padrão cívico.

A mensagem final do radialista Júnior de Santinha e dos observadores é um apelo à consciência: o voto é a principal ferramenta de mudança. Continuar trocando-o por favores ou dinheiro é perpetuar um ciclo de atraso. O preço de uma escolha malfeita não é pago pelo político eleito, mas sim pela saúde, segurança e educação de toda a cidade.

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  Publicado em 22 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge do Iotti (Gaúcha/Zero Hora) Luísa Martin...

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