segunda-feira, novembro 17, 2025

Planalto reage a Motta após relatoria de Derrite no PL Antifacção

Publicado em 17 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

PF indicia Silvio Almeida e leva ao STF denúncia mais delicada da gestão Lula

Publicado em 17 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

EDITORIAL A VERDADE QUE ENFIM EMERGE: O NASCIMENTO DE MARIA BONITA E A FORÇA DA PESQUISA SÉRIA

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EDITORIAL
A VERDADE QUE ENFIM EMERGE:
O NASCIMENTO DE MARIA BONITA E A FORÇA DA PESQUISA SÉRIA

Por: José Montalvão



Há verdades que, mesmo soterradas por décadas de versões repetidas, cedo ou tarde encontram o caminho da luz. Assim ocorre agora com a revelação documentada da verdadeira data de nascimento de Maria Bonita, figura icônica do cangaço e personagem de valor inestimável para a história nordestina.

Não é de hoje que Jeremoabo convive com oportunistas que, ao menor sinal de descoberta, surgem como “autores” ou “detentores do saber”. Mas, diante de fatos sustentados por provas, não há espaço para especulação. Este editorial reafirma um princípio fundamental: a verdade não se constrói em opinião — constrói-se em documentos.

E foram justamente os documentos preservados durante mais de um século que confirmaram aquilo que poucos ousaram questionar. Graças à dedicação incansável do sociólogo e escritor Voldir de Moura Ribeiro, falecido em 20 de janeiro, descobriu-se que Maria Bonita nasceu em 17 de janeiro de 1910, e não em 8 de março de 1911, data que se consagrou equivocadamente na literatura do cangaço.

Voldir não se contentou com narrativas prontas. Ele rastreou arquivos, examinou manuscritos originais, percorreu fontes primárias e encontrou, na Paróquia de São João Batista de Jeremoabo, registros capazes de desmontar décadas de versões frágeis. A força dessa descoberta não reside apenas na data corrigida, mas no exemplo de rigor que sua pesquisa representa — um legado de honestidade intelectual que honra a memória do estudioso.

Somando-se a isso, este editorial incorpora uma relíquia histórica enviada pela Dra. Camila Maria Beder Ribeiro Girishi Panjwani, filha do saudoso pesquisador: uma fotografia de 1919, assinada pelo vigário Padre Euthymio José de Carvalho, então titular da paróquia. O documento fortalece ainda mais a credibilidade da pesquisa realizada por Voldir e ilumina fatos até então obscurecidos.

É importante recordar que essa investigação começou muito antes de qualquer rumor recente. Na década de 1970, Voldir encontrou uma carta mencionando a existência de um documento em Paulo Afonso que contrariava a versão oficial sobre o nascimento de Maria Bonita. A partir daí, dedicou-se — com paciência, persistência e método — a montar um quebra-cabeça histórico que só agora se mostra completo graças ao trabalho de preservação de sua filha.

A verdade demorou, como tantas vezes acontece no Brasil, mas chegou. E chega não apenas para satisfazer a busca de historiadores, mas para corrigir livros, orientar pesquisas futuras e honrar a memória de uma das mais importantes figuras do Nordeste.

Como registro final e gesto de respeito à memória de Voldir, publicamos sua dedicatória enviada ao estimado jurista Dr. Fernando Montalvão, no ano de 2020:

"Ao amigo ilustríssimo Advogado Dr. Antonio Fernando Dantas Montalvão, com a consideração do autor.
Paulo Afonso/BA – XXVIII – VII – 2020
Valdir Ribeiro."

Que este editorial sirva de reafirmação de um princípio que Jeremoabo — e o Nordeste — não podem esquecer: a história merece ser contada com rigor, coragem e responsabilidade. Porque a verdade pode tardar, mas nunca falha.

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Relação entre Motta e Alcolumbre esfria, e Congresso vive embates sob novas gestões

 

Relação entre Motta e Alcolumbre esfria, e Congresso vive embates sob novas gestões

Líderes do centrão destacam que isso pode enfraquecer também o Congresso na disputa com outros Poderes

Por Raphael Di Cunto e Victoria Azevedo/Folhapress

17/11/2025 às 06:53

Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Relação entre Motta e Alcolumbre esfria, e Congresso vive embates sob novas gestões

Davi Alcolumbre

Aliados de primeira hora quando eleitos em 1º de fevereiro, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se afastaram e aliados falam em relação estremecida desde que os senadores derrubaram a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem.

A situação está longe de um rompimento. Ambos conversam frequentemente, em eventos e por telefone, mas a atuação política deixou de ser alinhada previamente e novos embates começaram a surgir. Isso, afirmam congressistas, tem afetado o andamento de propostas, levando a pautas paradas após serem aprovadas por uma das Casas.

Líderes do centrão destacam que isso pode enfraquecer também o Congresso na disputa com outros Poderes. Nas palavras de um deles, uma rixa entre deputados e senadores enfraquece o Legislativo como um todo. Políticos com interlocução com os chefes da Câmara e do Senado tentam distensionar o clima para contornar isso.

A rejeição da PEC da Blindagem, que bloqueava inquéritos contra deputados e senadores enquanto não houvesse autorização do Congresso, ainda incomoda os líderes da Câmara, e um experiente parlamentar do centrão diz que os deputados ainda darão uma resposta ao Senado.

Segundo ele, uma opção pode ser travar projetos de interesse dos senadores ou até mesmo rejeitar mudanças que o Senado venha a fazer em projetos que voltarem à Câmara —como a segunda etapa da regulamentação da reforma tributária, modificada pelos senadores e que agora terá essas mudanças submetidas ao escrutínio dos deputados.

Um aliado de Motta diz ainda que esse estremecimento na relação entre ele e Alcolumbre é natural depois do prejuízo que o senador teria causado à imagem do deputado. Além de ser criticado junto à opinião pública, o presidente da Câmara passou a ser contestado pelos deputados, que viram ainda mais abalada sua sustentação no comando da Casa.

Procurados, via assessoria de imprensa, Motta e Alcolumbre não comentaram.

O Senado, por sua vez, está incomodado com uma mudança no regimento, feita na gestão Arthur Lira (PP-AL) na Câmara, que acabou com a prioridade para os projetos já aprovados pelos senadores sobre aqueles sugeridos pelos deputados. Com a mudança, se existir uma proposta mais antiga de autoria de um deputado, ele terá preferência.

Embora pareça mera questão processual, o rito é relevante para a elaboração das leis e define, no final das contas, quem dará a última palavra, se a Câmara ou o Senado, sobre o conteúdo dos projetos antes que sigam para sanção presidencial. A Casa que inicia a tramitação da proposta tem a prerrogativa de rejeitar as alterações feitas pela outra.

A mudança já causou embates no projeto do mercado de carbono, mas a primeira divergência na gestão Motta/Alcolumbre ocorreu há duas semanas, quando a Câmara aprovou a regulamentação do streaming. O Senado já tinha aprovado um texto sobre o assunto, mas ele foi deixado de lado.

Outro embate é sobre a gratuidade do transporte de uma mala de mão nos voos nacionais. Motta anunciou que trataria do tema, mas o Senado correu e votou uma proposta antes. Agora, cada Casa tem um projeto aguardando deliberação pela outra.

A situação atual é muito diferente do começo da gestão deles, marcada por uma dobradinha na política. Eles atuaram unidos para destravar o pagamento das emendas parlamentares, combinaram de esvaziar uma MP (medida provisória) do governo Lula para desgastar o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) e viajaram juntos para eventos como o São João em Petrolina e o Festival de Parintins, no Amazonas.

Motta destravou também uma das principais demandas do Senado, mesmo que isso tenha significado diminuir o poder da Câmara: permitiu a volta das comissões do Congresso para as MPs, que estavam bloqueadas por ordem de Lira em sua rixa pessoal com Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Lira e Pacheco, então presidentes da Câmara e do Senado, viveram às turras durante grande parte de suas gestões. Projetos aprovados em uma Casa travaram na outra, a Câmara bloqueou a instalação das comissões mistas e eles passaram meses sem conversar, trocando recados apenas por interlocutores.

Motta e Alcolumbre foram eleitos com a promessa de mudar isso, e nos primeiros meses atuaram muito alinhados. Mas a relação esfriou depois da PEC da Blindagem, que o presidente da Câmara tinha se empenhado pessoalmente para aprovar.

A rejeição foi seguida por acusações, nos bastidores, de traição. Motta tinha prometido aos deputados que havia acordo com o Senado para uma aprovação rápida. Mas milhares de pessoas tomaram as ruas em protesto contra a proposta, Alcolumbre a despachou para uma comissão e lá ela foi derrubada por unanimidade.

Dias depois, na posse do ministro Edson Fachin como presidente do STF, eles postaram fotos juntos nas redes sociais para rebater as acusações de rompimento.

Apesar disso, desde a PEC a relação não é mais a mesma, e Motta passou a dizer a aliados que cada Casa tocará sua agenda de maneira própria, sem necessidade de combinar o jogo antes.

Foi o que ocorreu nas discussões sobre o projeto antifacção enviado pelo governo e na escolha do senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator do projeto que aumentou a isenção do Imposto de Renda –função que ele usou para atacar a Câmara e Lira, seu rival em Alagoas e quem relatou a proposta na Câmara.

Desemprego na mínima histórica não reduz informalidade nem aumenta produtividade

 

Desemprego na mínima histórica não reduz informalidade nem aumenta produtividade

Por Fernando Canzian | Folhapress

Desemprego na mínima histórica não reduz informalidade nem aumenta produtividade
Foto: Marcello Casal JR / Agência Brasil

Com o nível de desemprego no menor patamar da série histórica, em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o Brasil não tem sido capaz de reduzir a taxa de informalidade, que se mantém perto de 40% da força de trabalho ocupada há uma década.
 

A produtividade média dos trabalhadores também está estagnada. Em um contexto de economia aquecida e descrito por alguns setores como de "apagão de mão de obra", sem aumento da produção por hora trabalhada, empresários têm de pagar mais para atrair pessoal, repassando o custo aos preços, o que é inflacionário.
 

Com melhor estrutura em empresas regularizadas, um trabalhador formal é quatro vezes mais produtivo do que um informal, segundo o FGV/IBRE (Instituto Brasileiro de Economia). Apesar de o Brasil ter criado 4,6 milhões de vagas com carteira desde 2023, como ainda há um número expressivo de informais no mercado (40,8 milhões, segundo a PnadC do IBGE), eles tendem a puxar a produtividade para baixo.
 

O quadro de informalidade poderia ser pior não fosse a explosão no total de MEIs (microempreendedores individuais) e de PJs (pessoas jurídicas) nos anos recentes. Minimamente formalizados, os chamados conta própria com CNPJ saltaram de 3,3% para quase 7% da força de trabalho em pouco mais de dez anos.
 

Muitos dos novos trabalhadores que entraram no mercado adotaram esse modelo de contratação (MEI e PJ) para terem mais flexibilidade. Há ainda os que optaram por passar da CLT para esses regimes com o mesmo objetivo, o que acabou mantendo a taxa de formalização estável.
 

Pesquisa Datafolha em junho apontou que 59% dos brasileiros prefeririam trabalhar por conta própria, ante 39% que se sentiriam melhor contratados contratados e 31% que consideram mais importante ganhar mais do que estar registrado.
 

Em termos salariais, os conta própria com CNPJ têm rendimento médio superior (R$ 4.947) aos formais com carteira no setor privado (exceto domésticos), que recebem R$ 3.200.
 

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, outros podem ter sido obrigados por empresas a adotar os modelos para reduzir encargos da carteira assinada, que chegam a 70% sobre o salário. Levantamento da pasta sustenta que, entre 2022 e julho deste ano, 5,5 milhões de CPFs de trabalhadores migraram diretamente da carteira assinada para regimes de conta própria com CNPJ.
 

"O fato é que contratar empregados CLT no Brasil ainda custa muito caro porque o governo precisa arrecadar para financiar seus gastos. Isso faz com que empresas e trabalhadores adotem o 'meio do caminho’, via MEIs e PJs, numa espécie de semi-informalidade", afirma Sérgio Vale, da MB Associados.
 

Na consultoria em que atua como economista-chefe, Vale diz que clientes de setores como agronegócio e varejo relatam dificuldades crescentes para encontrar mão de obra. Na construção civil, a maioria dos canteiros opera com pessoal 10% aquém do necessário, diz Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, que reúne construtoras no estado.
 

"Há um fluxo migratório menor do Nordeste, que historicamente trazia mão de obra, e muitos trabalhadores, sobretudo os mais jovens, evitam a CLT em troca de flexibilidade", diz Estefan.
 

Segundo ele, contratar bolivianos, nigerianos e mais mulheres (para funções menos pesadas) tem sido uma das saídas, além de aumentar os salários acima da inflação.
 

Mesmo assim, algumas das profissões que mais geraram vagas na última década tiveram rendimentos relativos diminuídos na comparação entre 2012 e 2024, segundo trabalho do economista Nelson Marconi, da FGV-Eaesp. O fato indica certa precarização no mercado de trabalho.
 

O estudo considera o rendimento médio das profissões e dos setores analisados igual a 1. Assim, é possível observar quais áreas pagam acima ou abaixo da média, e como as remunerações variaram de 2012 a 2024, segundo dados do IBGE.
 

Já a produtividade por hora trabalhada no Brasil não cresce, o que dificulta às empresas produzir mais sem pressões de custos causadas pelo aumento das contratações e dos salários.
 

Segundo Silvia Matos, do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, a entrega por hora trabalhada cresceu só 0,3% ao ano nos últimos cinco anos. Mas a renda per capita aumentou 1,7% ao ano, sustentada pelo crescimento da taxa de ocupação (+1,1% ao ano). Ou seja, houve alta expressiva no número de pessoas empregadas em relação ao aumento da população economicamente ativa.
 

Para Matos, essa combinação de dados revela que o crescimento da taxa de ocupação (que trouxe o desemprego a 5,6%) representa um fator "cíclico" para o aumento da renda per capita, não "estrutural".
 

"Em resumo, para manter um ritmo de alta da renda per capita a taxas mais elevadas e sem gerar desequilíbrios é crucial que haja aumento da produtividade. Sem isso, não teremos garantia de que o crescimento será sustentável", diz Matos.
 

Uma das principais causas da baixa produtividade é o fato de o Brasil ser um país fechado para o mundo, com participação irrisória de 1% no comércio internacional e pouco exposto à competição externa, que obrigaria empresas a serem mais eficientes.
 

Para José Pastore, da FEA-USP e especialista em trabalho, a atual robustez do mercado tem sido mantida pelo aumento de gastos do governo, que considera insustentável.
 

"Há um 'apagão de mão de obra', com custos crescentes para as empresas. O aquecimento é provocado por uma política populista de elevação da despesa pública. É bem provável que isso se sustente até as eleições de 2026, mas é uma conjuntura artificial que vai capotar mais à frente", diz.
 

 

Ex-procurador-geral do INSS e esposa compram imóveis de alto valor após operação Sem Desconto

 

Ex-procurador-geral do INSS e esposa compram imóveis de alto valor após operação Sem Desconto
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Filho, e sua esposa, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson, adquiriram em maio deste ano uma “mansão suspensa” avaliada em R$ 5,3 milhões em Curitiba (PR), depois da deflagração da operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal (PF) em abril, que investigou desvios em benefícios de aposentados.

 

O imóvel é um apartamento de 340 metros quadrados no edifício Seventy Upper Mansion, no bairro Campo Comprido. Segundo a coluna de Andreza Matais, o casal realizou diversas aquisições acima da renda declarada.

 

Servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU), Virgílio Filho comprou em agosto de 2024 um Porsche Cayenne híbrido avaliado em R$ 789 mil, também por meio da empresa de Thaisa. Seus rendimentos como servidor público eram de cerca de R$ 24 mil.

 

Uma investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que Virgílio Filho teve um acréscimo patrimonial de aproximadamente R$ 18 milhões durante o período de apuração. Além disso, Thaisa firmou um termo de reserva para adquirir um apartamento de R$ 28 milhões na Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC), um empreendimento de alto luxo projetado para ter 550 metros de altura e divulgado como “o residencial mais alto do mundo”.

 

Virgílio Filho ocupou o cargo de procurador-geral do INSS tanto no governo de Jair Bolsonaro (PL) quanto no atual mandato de Lula (PT), entre 16 de abril de 2020 e 1º de junho de 2022, e novamente de 29 de setembro de 2023 até seu afastamento judicial em 23 de abril de 2025. Após a decisão, a AGU determinou sua exoneração.

 

Na semana passada, Virgílio Filho e Thaisa Hoffmann Jonasson foram ouvidos na CPMI do INSS. Ele negou irregularidades e afirmou não ser indiciado, réu ou condenado.

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