domingo, novembro 16, 2025

Advogado é assassinado em escritório em Viçosa; suspeito é cliente que o atacou com faca

 

Advogado é assassinado em escritório em Viçosa; suspeito é cliente que o atacou com faca
Foto: Divulgação

O advogado Marcelo Andrade Mendonça, de 43 anos, foi assassinado dentro do próprio escritório, localizado em Viçosa, na Zona da Mata mineira, na tarde de sexta-feira (14). O suspeito do crime, identificado como um cliente de 53 anos, foi preso em flagrante após ser contido por testemunhas no local do ataque.

 

De acordo com informações da Polícia Militar, o crime teria ocorrido após uma reunião agendada entre o advogado e o cliente, na qual seriam entregues documentos. Relatos indicam que a conversa acabou se tornando uma discussão acalorada, e, em determinado momento, o cliente atacou Marcelo com uma faca dentro da recepção do escritório.

 

Testemunhas relataram que o suspeito chegou ao local acompanhado de sua esposa e demonstrava nervosismo. Durante o encontro, o advogado conduziu o casal até a recepção para mostrar um documento no computador de uma funcionária. Ao visualizar o arquivo, o cliente acusou Marcelo de "agir pelos dois lados", o que teria dado início à discussão.

 

Temendo uma escalada no conflito, a funcionária decidiu se afastar momentaneamente. Ao retornar, ela encontrou o advogado gravemente ferido, já caído e ensanguentado no chão. A situação gerou pânico, e um estagiário que estava em outra sala, ao ouvir os gritos, conseguiu imobilizar o agressor, que ainda segurava a faca.

 

A porta do escritório foi danificada durante o tumulto gerado pelo ataque. Marcelo Mendonça, apesar de ter sido rapidamente socorrido e levado ao Hospital São Sebastião, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

 

O advogado, que tinha uma carreira sólida tanto na advocacia quanto no meio acadêmico, era natural de Carmo do Paranaíba e atuava desde 2018 como procurador municipal, especializado em temas urbanísticos, ambientais e de obras públicas. Formado em Direito pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), também possuía pós-graduação em Direito Público e era mestre em Administração Pública. Além disso, Marcelo foi professor universitário por mais de uma década e ocupou cargos jurídicos em órgãos municipais da região.

 

O corpo de Marcelo Mendonça foi velado na madrugada deste sábado (15), e o sepultamento ocorrerá em sua cidade natal.

 

A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e vai apurar as motivações do crime, ouvir as testemunhas e analisar as imagens e a perícia do local. O agressor segue detido e, de acordo com a polícia, será ouvido nas próximas horas.

Hospital das Clínicas da USP será sede do primeiro hospital inteligente do SUS com apoio do Ministério da Saúde

 

Hospital das Clínicas da USP será sede do primeiro hospital inteligente do SUS com apoio do Ministério da Saúde
Foto: Fernando Frazão / EBC

O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC USP) será o local de implantação do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS), uma iniciativa do Ministério da Saúde que promete transformar o atendimento de urgência e emergência no país. O projeto, que inclui também a criação de uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, foi oficializado por meio de um acordo de cooperação assinado nesta sexta-feira (14) entre o Ministério da Saúde, a USP e o estado de São Paulo.

 

O hospital inteligente será parte de um novo Instituto Tecnológico de Emergência, que terá um impacto significativo na medicina de precisão no SUS. Além da instalação do hospital em São Paulo, a rede de serviços de alta precisão prevê a construção de 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nas cinco regiões do país, além da modernização de unidades de referência no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O Ministério da Saúde está finalizando as etapas para viabilizar o investimento do Banco do BRICS, que irá apoiar o projeto com um financiamento de R$ 1,7 bilhão.

 

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o hospital inteligente é um marco para o SUS e para o Brasil no cenário internacional, destacando a integração de tecnologia, inteligência artificial e inovações no cuidado com os pacientes. "O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para o SUS, para a inovação tecnológica e para o papel do país no cenário internacional", afirmou Padilha.

 

A idealizadora do projeto, a Professora Ludhmila Hajjar, Titular de Emergências da Faculdade de Medicina da USP, enfatizou a importância de hospitais inteligentes para o atendimento de pacientes graves e em situações de emergência. "O paciente grave, de emergência, é o que mais se beneficia dessas tecnologias redutoras de tempo, que vão instituir terapias personalizadas. Esse hospital dá um salto para a medicina de precisão, centrada no paciente. É um SUS que vai cuidar de maneira eficiente e segura do paciente de alta complexidade", destacou a professora.

 

A criação dessa rede nacional de serviços de saúde de alta precisão está inserida no Programa Agora Tem Especialistas, uma iniciativa do Ministério da Saúde voltada para a expansão da atenção especializada no SUS. O projeto foi apresentado ao Banco do BRICS pelo ministro Padilha em março deste ano, e, em julho, a proposta foi anunciada pela ex-presidente Dilma Rousseff, durante reunião do bloco no Rio de Janeiro. Em outubro, Padilha formalizou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas para fortalecer o apoio ao projeto.

 

A missão técnica do Banco do BRICS já visitou o local onde será construído o novo Instituto do HC-USP. A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) pelo Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo, Faculdade de Medicina da USP e Hospital das Clínicas é o último passo para a avaliação final e o início das obras.

Exportadores de café dizem que situação ficou até pior para o Brasil com redução de tarifa global

 

Exportadores de café dizem que situação ficou até pior para o Brasil com redução de tarifa global

Por Ana Paula Branco, Folhpress

15/11/2025 às 16:59

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Exportadores de café dizem que situação ficou até pior para o Brasil com redução de tarifa global

Setor teme troca por concorrentes que fecharam acordos específicos com os EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos de manter tarifas de 40% sobre produtos como o café causou frustração e preocupação entre produtores brasileiros. Eles pedem a manutenção das negociações com os americanos.

Decreto assinado pelo presidente Donald Trump eliminou tarifas de 10% sobre uma série de produtos, principalmente agrícolas, de todo o mundo. Ficou mantida, no entanto, a sobretaxa imposta a itens vendidos pelo Brasil.

"Nossa competitividade segue afetada, se não, até pior, porque nossos concorrentes estão isentos, e o Brasil segue com a tarifa de 40%", afirma Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

O temor é que países como Colômbia, Costa Rica, Etiópia, Vietnã e Indonésia ocupem o espaço nos blends (mistura de grãos) vendidos aos americanos, e que o consumidor do país se acostume aos novos sabores. "Cada dia que passa é um prejuízo enorme, cada dia que passa fica mais difícil ou irreversível ocupar novamente os espaços nesses blends", afirma Matos.

Segundo dados da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), entre agosto e outubro deste ano as exportações de cafés especiais do Brasil para os EUA caíram 55% em relação ao mesmo período de 2024, de 412 mil para 190 mil sacas de 60 kg.

A BSCA defende que o governo brasileiro acelere as negociações com Washington para tentar remover por completo as barreiras para que o fluxo comercial seja normalizado o mais rápido possível.

Análise preliminar feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) indicou que 80 produtos agrícolas exportados pelo Brasil aos Estados Unidos serão beneficiados pela remoção da tarifa global. Eles representaram, em 2024, US$ 4,6 bilhões em vendas aos americanos (11% do total).

De acordo com o levantamento, quatro produtos ( castanha-do-pará e três tipos de suco de laranja) ficarão isentos de taxas, em razão de já estarem na primeira lista de cerca de 700 exceções abertas pelo governo americano, em julho.

"Outros 76, que incluem carne bovina e café não torrado, setores em que o Brasil se destacava como fornecedor, tiveram a taxação total reduzida, mas ainda enfrentarão 40% de tarifa para entrar no mercado americano", diz a entidade.

As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA em agosto provocaram prejuízos estimados em US$ 700 milhões ao setor de carne bovina, segundo estudo da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos). As vendas totais de carne e subprodutos para o mercado americano recuaram 36,4% no trimestre de vigência das medidas.

Em outubro, a retração foi ainda mais forte. O levantamento mostra que as vendas de carne bovina in natura para os EUA caíram 54% em relação ao mesmo mês de 2024. O embarque de carne industrializada recuou 20,3%, e o de sebo e outras gorduras bovinas, 70,4%.

Apesar da queda recente, o ritmo forte das exportações no início do ano fez a receita acumulada de janeiro a outubro com os EUA crescer 40,4%, para US$ 1,79 bilhão (cerca de R$ 9,5 bilhões). Segundo a Abrafrigo, os resultados seriam mais altos caso as tarifas não tivessem sido aplicadas.

O crescimento do mercado de carne foi sustentado pela demanda chinesa e pela União Europeia.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, as exportações totais de carne e derivados somaram US$ 14,65 bilhões (R$ 77,60 bilhões), alta de 36% na comparação anual e recorde histórico, de acordo com a entidade.

Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), do ponto de vista da concorrência com outros exportadores, a redução anunciada não traz prejuízo ao Brasil.

"Mesmo com tarifas muito altas, o Brasil manteve embarques para os EUA, porque hoje há uma forte demanda americana por matéria-prima para a indústria, e poucos países conseguem suprir esse volume com regularidade", afirma Perosa.

O executivo diz ainda que a redução não nos coloca em desvantagem porque o produto brasileiro não compete diretamente com Austrália, Canadá ou México no varejo americano. "Esses países vendem majoritariamente carne premium, e o Brasil fornece sobretudo cortes do dianteiro para processamento [em especial para a produção de hambúrgueres], um nicho em que a disponibilidade global é limitada", afirma.

O Brasil, segundo Perosa, já operava num ambiente muito mais desfavorável em relação aos demais exportadores, e qualquer alívio tarifário tende a reduzir essa assimetria, não ampliá-la.

Em contraste com o cenário de perdas na carne bovina e no café, o setor de suco de laranja teve um alívio, embora parcial.

O governo americano incluiu todos os códigos tarifários do suco brasileiro —tanto o concentrado quanto o não concentrado— no anexo de produtos isentos da sobretaxa recíproca de 10%.

A medida reduz a pressão competitiva sobre o produto nacional em um momento de preços internacionais mais baixos, segundo a CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).

A isenção, porém, não elimina o custo total: permanece vigente a tarifa tradicional de US$ 415 por tonelada de suco concentrado, aplicada há décadas, e subprodutos como óleos essenciais e farelo de laranja continuam sujeitos às tarifas adicionais.

A entidade espera que as negociações avancem para remover todas as barreiras impostas à cadeia cítrica.

Politica Livre

Aliados de Lula articulam superagência antimáfia com modelo internacional

Publicado em 15 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

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Silêncio de Jorginho Mello alimenta guerra entre Carlos Bolsonaro e Carol de Toni

Publicado em 15 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Jorginho Mello evita se posicionar em disputa pelo Senado

Yago Godoy
O Globo

Em meio à acirrada disputa entre o vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) e a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) para concorrer ao Senado Federal por Santa Catarina, o governador do estado, Jorginho Mello (PL), permanece sem se manifestar abertamente sobre o imbróglio.

Principal parte interessada no assunto, o mandatário começou a ser cobrado por bolsonaristas por seu apoio ao atual senador Esperidião Amin (PP-SC), que concorrerá à reeleição, deixando apenas uma vaga para o PL na chapa. Ao mesmo tempo, no final de semana, ele elogiou publicamente a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), uma das principais críticas no partido à candidatura de Carlos.

“MENTIROSA” – O acordo com Amin e o PP busca garantir a Jorginho mais tempo de TV e o palanque de um dos políticos mais experientes do estado, na tentativa de conquistar um novo mandato no ano que vem. No fim de outubro, o vereador carioca chamou Campagnolo de “mentirosa” quando ela explicou a apoiadores que o acordo de Jorginho foi uma negociação do próprio PL com o PP, e que Carlos estaria tirando a vaga de Carol de Toni.

Bolsonaristas têm acusado Jorginho, no entanto, de quebrar outro acordo. Em um vídeo publicado no sábado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, sem citar o governador, ser “martelo batido” que seu pai poderá indicar Carlos para uma das vagas. Um eventual “recuo”, segundo o parlamentar, poderia ser visto como uma derrota para o ex-presidente Jair Bolsonaro e um convite para que outros políticos “se rebelem” e deixem de seguir as ordens e acordos firmados com a principal liderança do partido.

— Ana Campagnolo está praticamente, talvez não intencionalmente, convidando todo mundo a se rebelar. Imagina nos 27 estados ter o problema de Santa Catarina, de o deputado estadual mais votado (Campagnolo) não seguir uma diretriz do líder do movimento, e acontecendo isso tudo — frisou o parlamentar em outro momento.

CRÍTICAS – Com o avanço da crise e o silêncio de Jorginho, as redes sociais do governador passaram a ser alvo de críticas de apoiadores, que apontam “decepção” por não endossar a candidatura de Carlos. Outra crítica pública foi do deputado estadual por São Paulo Gil Diniz (PL), que cobrou “explicações aos bolsonaristas de por que deixou Bolsonaro ser tão desgastado” com a indefinição.

Na publicação mais recente do governador na rede social X, sobre a entrega de materiais escolares para estudantes do estado, grande parte dos comentários foi em tom de cobrança a Jorginho. “A culpa dessa briga também é sua, não fuja da responsabilidade”, escreveu um apoiador. “Só aceitamos o que foi combinado com Bolsonaro, você não vai querer os bolsonaristas todos os dias em suas publicações”, publicou outro internauta.

ELOGIO – No evento Rota 22, promovido pelo PL em Blumenau (SC), Jorginho abraçou e elogiou Campagnolo no palco após a deputada discursar. Ele destacou que a parlamentar faz um “grande trabalho” no estado e afirmou que sua votação “vai dobrar” nas eleições de 2026. Também estiveram no local os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Rogério Marinho (PL-RN) e os deputados federais Ricardo Ghidi (PL-SC) e Zé Trovão (PL-SC).

— Essa moça bonita e querida aqui, Ana Campagnolo, inteligente, escritora, orgulha o parlamento de Santa Catarina pelo que representa. Eu gosto muito de ouvi-la. Ela tem cultura, sabe colocar as palavras. Eu tenho muito prazer e muito orgulho em ela ser nossa deputada — ressaltou o governador, sob aplausos.

No discurso, a deputada também fez declarações direcionadas a Jorginho. Segundo ela, o estado tem um governador que “gera vida” e faz de Santa Catarina “o melhor lugar do mundo para se viver, não só do Brasil”. Nas redes sociais, ao publicar o vídeo da declaração, a parlamentar também escreveu que os catarinenses têm a “tradição da política propositiva, na qual o Estado serve aos interesses do cidadão, e não o contrário”.

DISCUSSÃO – O afago do governador aconteceu horas depois de Campagnolo discutir com a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC), em uma live nas redes sociais, sobre a disputa interna no partido. Zanatta defendeu uma “chapa pura”, ou seja, com as duas vagas para o Senado sendo ocupadas por membros do PL — Carlos e Carol de Toni.

Durante a live, Campagnolo reclamou dos ataques e acusações de “traição” que passou a sofrer de bolsonaristas por conta da discordância. Zanatta, por sua vez, defendeu que a deputada estadual deve se desculpar com Carlos, já que teria angariado a maioria de seus votos apenas pelo apoio da família Bolsonaro.

Eduardo, que em outro momento já teceu críticas a Campagnolo por conta das divergências em relação à candidatura do irmão, já destacou que Jorginho “mostra disposição” para atender aos pedidos do clã Bolsonaro, segundo informou a colunista Bela Megale em maio deste ano. Apontado como um nome com o qual a família do ex-presidente pode contar, ele é um dos poucos governadores de direita poupados por Eduardo nos últimos meses e, ao mesmo tempo, mantém relação próxima com os gestores estaduais já atacados pelo parlamentar.

VISITA – No final de outubro, em meio à disputa, Jorginho foi visitar Bolsonaro em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. Após o encontro, Carol de Toni informou à rádio catarinense Princesa Xanxerê que, caso não consiga resolver a questão dentro do partido, irá buscar outra legenda para concorrer. De acordo com a deputada, Bolsonaro irá apoiá-la mesmo em outra sigla, mas sem abrir mão de ter Carlos na chapa do PL.

No início deste mês, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou apoio à candidatura de Carol de Toni ao Senado “independentemente da sigla partidária”. Já no próximo dia 21, Campagnolo estará com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Florianópolis, para o lançamento de um livro de autoria de ambos direcionado ao público infantil.


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