sábado, novembro 15, 2025

Trump reduz tarifas sobre café e carne bovina; adicional de 40% sobre Brasil permanec

 

Trump reduz tarifas sobre café e carne bovina; adicional de 40% sobre Brasil permanece

Por Folhapress

14/11/2025 às 19:38

Atualizado em 15/11/2025 às 00:38

Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo

Imagem de Trump reduz tarifas sobre café e carne bovina; adicional de 40% sobre Brasil permanece

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) medida para reduzir tarifas sobre a importação de carne bovina, tomate, café e banana, em movimento voltado para controlar a inflação dos alimentos no país após o tarifaço.

Entre outros países exportadores de commodities, as medidas devem beneficiar o Brasil, maior produtor global de café e segundo maior produtor de carne bovina, atrás apenas dos EUA, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).

O país é alvo de uma sobretaxa total de 50% desde agosto, sendo 10% das tarifas globais recíprocas e 40% relacionado ao que o governo Trump chamou de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda não está clara a magnitude da isenção desta sexta.

Centenas de alimentos foram listados em documento divulgado pela Casa Branca. As medidas se aplicam retroativamente a partir das 2h01 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13).

O decreto modifica o escopo das tarifas chamadas recíprocas com base em segurança nacional, pilares da estratégia de Trump para enfrentar o que ele classifica como "grandes e persistentes déficits comerciais" dos EUA.

A decisão vem após recomendações de autoridades encarregadas de monitorar o estado de emergência nacional declarado por Trump em abril. O governo citou negociações com parceiros comerciais, a demanda doméstica e a capacidade produtiva americana como fatores que motivaram a revisão.

"Após considerar as informações e recomendações que essas autoridades me forneceram, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda doméstica atual por determinados produtos e a capacidade atual de produção desses produtos nos Estados Unidos, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca imposta pela Ordem Executiva 14257", afirma Trump no decreto.

Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os Estados Unidos, sendo o maior fornecedor no período, segundo dados da International Trade Administration, órgão vinculado ao Departamento de Comércio americano.

Desde que as tarifas de 50% entraram em vigor em agosto, no entanto, as vendas de café despencaram, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Em outubro, a retração foi de 54,4% em relação ao ano passado.

Nos EUA, o produto acumula alta de cerca de 20% em relação ao ano passado, segundo dados do CPI (índice oficial da inflação ao consumidor no país).

Para carne bovina, os EUA enfrentam uma inflação de 12% a 18% em relação ao ano passado. Além das tarifas sobre o Brasil, o maior exportador global, uma redução do rebanho local também tem pressionado os preços.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse mais cedo nesta sexta que Trump estava pronto para cumprir as promessas isentar alimentos e outros produtos que não são produzidos nos EUA.

Greer disse que o momento é propício para isso, logo após anúncios de acordos comerciais com Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala nesta quinta (13). A redução marca um recuo para Trump, que até então defendia que as tarifas globais não pressionavam a inflação.

Segundo o governo americano, os acordos na América Latina devem ser concluídos nas próximas duas semanas e abrem os mercados para a produção agrícola e industrial dos EUA. Os quatro países se comprometeram a não impor impostos sobre serviços digitais de big techs.

A Casa Branca indicou que as tarifas gerais de 10% impostas a produtos da Argentina, El Salvador e Guatemala, e de 15% aos originários do Equador, permanecerão sem mudanças, mas que haverá uma redução em um certo número de mercadorias.

Segundo a Casa Branca, o governo americano tem mantido boas conversas com outros países da região. O Brasil, alvo de sobretaxas de 50%, não foi citado nos acordos.

O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) se encontrou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também nesta quinta e disse esperar uma resposta dos EUA sobre a proposta feita pelo Brasil de pausar as tarifas para depois avançar na negociação para produtos específicos.

O ministro não detalhou o teor da proposta, mas o governo brasileiro quer um acordo provisório que passe pela suspensão das sobretaxas de 40% aplicadas ao país para então negociar detalhes das tarifas por setor (no total, produtos brasileiros são taxados em 50%, em razão de tarifa global de 10% aplicada pelo governo americano).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump tiveram em outubro uma reunião presencial em Kuala Lumpur (Malásia), durante uma reunião da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O encontro ocorreu semanas após os dois líderes terem conversado por telefone e na esteira da "química" durante a abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Na Malásia, Trump disse que as tarifas impostas ao Brasil poderiam ser negociadas muito rapidamente. O objetivo do governo brasileiro é que haja uma suspensão das sobretaxas durante o período de negociação.

Desde que Rubio foi escalado como o principal negociador para o tarifaço contra o Brasil, Vieira realizou quatro reuniões com o secretário de Estado. A primeira delas ocorreu dias depois do telefonema entre Trump e Lula.

Na ocasião, Vieira afirmou que aquele era um "início auspicioso de processo negociador" com os Estados Unidos.

Ao longo das últimas semanas, negociadores brasileiros mantiveram conversas informais com responsáveis por questões comerciais dos EUA, em que os americanos apontaram as suas prioridades nas negociações: conseguir acesso ao mercado de etanol no Brasil e discutir a regulamentação de big techs, incluindo moderação de conteúdo.

Os americanos afirmaram que a regulação das plataformas digitais está ligada a questões de liberdade de expressão. Já o etanol é uma queixa antiga dos americanos. A reclamação é que o etanol americano, feito de milho, enfrenta uma sobretaxa de 18% para entrar no Brasil, enquanto a barreira nos EUA era de apenas 2,5%.

Já o lado brasileiro aponta que Washington nunca aceitou vincular discussões sobre o etanol a uma liberalização do mercado de açúcar nos EUA, altamente protegido. Na terça (11), Trump disse reduziria "algumas tarifas" sobre o café.

Polícia Federal indicia Silvio Almeida em investigação sobre denúncias de assédio sexual

 

Polícia Federal indicia Silvio Almeida em investigação sobre denúncias de assédio sexual

Por Ana Pompeu, Folhapress

15/11/2025 às 07:26

Foto: Silvio Almeida no Instagram/Arquivo

Imagem de Polícia Federal indicia Silvio Almeida em investigação sobre denúncias de assédio sexual

Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, que foi demitido após acusações de assédio sexual

A Polícia Federal indiciou o ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula (PT) Silvio Almeida após investigação que apurou acusações de assédio sexual. O indiciamento foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) e aponta prática de importunação sexual.

A informação foi noticiada inicialmente pela TV Globo e confirmada pela Folha.

As denúncias contra o ministro foram encaminhadas à Organização Me Too e reveladas pelo portal Metrópoles em setembro do ano passado. Entre as acusações estaria uma feita pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

O caso tramita sob sigilo na corte e está sob a relatoria do ministro André Mendonça. No início do ano, durante as investigações, Silvio Almeida chegou a depor por mais de duas horas à Polícia Federal.

A postura de Silvio Almeida desde a revelação das informações foi a de repudiar as acusações e negar que tivesse cometido os supostos crimes. O ex-ministro, por sua vez, chegou a dizer, em entrevista ao UOL em fevereiro deste ano, que Anielle teria "se perdido no personagem" e caído em uma armadilha política.

"Acho que ela [Anielle] caiu numa armadilha, a falta de compreensão de como funciona a política —a armadilha em que eu caí também", afirmou.

"Não prestei atenção em coisas em que deveria ter prestado mais atenção. Ela, da mesma forma. Ela se perdeu num personagem. Para tentar me desgastar, ela participou desse espalhamento de fofocas e intrigas sobre mim."

Na época, o ex-ministro também publicou um manifesto nas redes sociais no qual afirmou que retomaria suas atividades públicas. "Eu estou vivo, continuo indignado e não quero compaixão nem 'segunda chance'. Eu quero justiça."

Em nota, a ministra rebateu as declarações de Silvio Almeida e disse que ele usou o espaço público para desqualificar as denúncias e intimidar as vítimas de assédio.

"A tentativa de descredibilizar vítimas de assédio sexual, minimizar suas dores e transformar relatos graves em 'fofocas' e 'brigas políticas' é inaceitável. Na véspera de prestar depoimento à Polícia Federal como investigado, o acusado escolheu utilizar um espaço público para atacar e desqualificar as denúncias, adotando uma postura que perpetua o ciclo de violência e intimida outras vítimas", diz nota de Anielle.

Em seu depoimento à PF, Anielle disse que as "abordagens inadequadas" de Silvio Almeida foram escalando até a importunação física.

A ministra afirmou ainda à revista Veja que houve "atitudes inconvenientes" por parte dele, como toques inapropriados e convites impertinentes, mas que ela não reportou os episódios por "medo do descrédito e dos julgamentos", além da sensação de que a culpa era da vítima, não do agressor.

"É importante deixar claro que o que houve foi um crime de importunação sexual. Fui vítima de importunação sexual. Precisamos reforçar isso para evitar que mulheres continuem sendo vítimas desse tipo de agressão", disse Anielle à revista Veja.

Também há uma apuração correndo contra Silvio Almeida na Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência. Ela apura os fatos na esfera administrativa, por envolver um agente público. A investigação foi oficializada na 27ª Reunião Extraordinária da CEP de 6 de setembro de 2024, um dia após as denúncias virem a público.

O caso levou o presidente Lula a demitir Silvio Almeida um dia após a revelação das denúncias. Antes da decisão, o petista se reuniu separadamente com Almeida e, após publicar a demissão, com Anielle Franco. Desde então, a pasta dos Direitos Humanos é comandada por Macaé Evaristo.

No comunicado oficial da demissão, o governo informava que o presidente considerava "insustentável" a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual.

O episódio gerou embates políticos dentro da pasta da Igualdade Racial, bem como entre a chefe do ministério e o ex-colega de governo. Um mês após a revelação do caso, a ministra demitiu Yuri Silva, então secretário de Gestão do Sinapir (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial), que era ligado a Silvio Almeida.

Politica Livre

PF pede proteção total a Mauro Cid e família, e decisão vai para Moraes


Mauro Cid vira caso de segurança nacional para a PF

Daniel Gullino
O Globo

A Polícia Federal (PF) sugeriu a inclusão do tenente-coronel Mauro Cid e de seus familiares no programa federal de assistência às testemunhas. A solicitação será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).  

Há duas semanas, Moraes autorizou o início do cumprimento de pena de Cid, que foi condenado a dois anos de prisão, em regime aberto, no processo que analisou uma tentativa de golpe. O militar foi o único dos oito condenados a não recorrer contra a sentença, já que a pena seguiu o que foi acertado em sua delação premiada.

“AÇÕES NECESSÁRIAS” – O ministro também estabeleceu que a PF deveria tomar as “ações necessárias” para “manter a segurança” de Cid e sua família. Em despacho na quinta-feira, Moraes afirmou que a corporação informou que, “como ação indispensável à preservação da integridade física do réu e de seus familiares, revela-se possível a inclusão destes no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas”.

O ministro pediu um posicionamento da PGR, em até cinco dias, antes de decidir. O programa de assistências a testemunhas é regulamentado por uma lei de 1999 e é destinado a “testemunhas de crimes que estejam coagidas ou expostas a grave ameaça em razão de colaborarem com a investigação ou processo criminal”.

Tropeço no PL Antifacção enfraquece ofensiva da direita para 2026

Publicado em 14 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Bruno Struzani (Instagram)

Ana Luiza Albuquerque
Bruno Ribeiro
Marianna Holanda
Folha

Com o tropeço do relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite (PP), que avançou o sinal contra a Polícia Federal e precisou recuar dias depois, a direita arriscou a vantagem que avalia ter nas discussões em torno da segurança pública, pauta que candidatos do grupo pretendem usar como vitrine nas eleições de 2026.

O movimento, visto como atropelado até por aliados, atrasou a votação do projeto e levou Derrite a recuar das propostas iniciais e se explicar reiteradamente. “Vocês sabem quem está do lado da população e quem acha que bandido é um coitadinho vítima da sociedade”, disse ele em vídeo na última quarta-feira (12), numa menção velada ao presidente Lula (PT), que chamou traficantes de vítimas e teve de se retratar depois. “Repito, é hora de descer do palanque e atender o grito de socorro da população.”

SUBMISSÃO – O relatório inicial apresentado no último dia 7 por Derrite, que é secretário de Segurança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reduzia as competências da PF e a submetia aos governos dos estados. Por isso foi amplamente criticado não apenas na corporação e no governo Lula, que apresentou o projeto, mas também por integrantes do Ministério Público, juristas, especialistas e até mesmo outros políticos da direita.

A condução do PL e as mudanças propostas no texto por Derrite —pré-candidato ao Senado no próximo ano por indicação de Tarcísio— abriram espaço para que o governo federal pudesse avançar na discussão, com acusações de que a direita teria tentado tirar proveito eleitoral do episódio.

Vice-líder da oposição e policial federal de carreira, o deputado Sanderson (PL) avaliou que o relatório gerou ruídos que precisaram de ajustes. “Faltou um pouco de comunicação e objetividade na construção do relatório”, afirmou. “A proposta de redução de atribuições da PF, a necessidade de autorização dos governadores, não seria votada por nós na Comissão de Segurança Pública.”

EQUÍVOCO – Um deputado próximo a Derrite também afirmou à reportagem, sob anonimato, que houve equívoco na formulação e na forma de divulgação. Para esse aliado, o modo como a PF foi tratada deu margem ao Planalto para bloquear a iniciativa da oposição.

Segundo essa leitura, a tentativa do secretário de limitar a atuação da corporação seria uma resposta à PEC da Segurança, defendida pelo governo e criticada pela oposição, que centralizaria as ações do órgão.

Desde a mais letal operação policial da história do país, levada a cabo pelo governador Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro ao fim de outubro, governadores de direita se uniram para pautar o debate nacional em torno da segurança pública, tema que veem como o ponto fraco do governo Lula e da esquerda.

NOVA NARRATIVA – Com isso, conseguiram liderar uma nova narrativa com potencial de representar ganhos eleitorais em 2026. Políticos de direita, inclusive aliados de Jair Bolsonaro (PL), já admitiam, sob reserva, cansaço com a pauta da anistia ao ex-presidente e aos participantes do 8 de Janeiro.

Há sinais de que, por enquanto, a exploração do tema da segurança pública surtiu efeito ao interromper uma sequência de resultados positivos na evolução da popularidade de Lula. Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indicou um freio nessa recuperação, com 31% de avaliação positiva e 38% de negativa.

A indicação de Derrite para a relatoria do PL Antifacção, decidida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), foi uma vitória para a direita, cujos partidos se uniram em torno do nome do secretário de Tarcísio.

“FAKE NEWS” –   A eleição presidencial será daqui a quase um ano, mas todos os movimentos de hoje já antecipam o debate. Neste caso, PP, PL, Republicanos e União Brasil, que devem caminhar juntos em 2026, também abraçaram as mudanças iniciais propostas por Derrite e classificaram as críticas como “narrativas” e “fake news”.

O próprio Tarcísio participou de um podcast ao lado do secretário para defender a proposta de equiparar facções criminosas a organizações terroristas, discurso encampado pela direita brasileira em alinhamento ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo norte-americano tem justificado ações militares em território internacional, especialmente no mar do Caribe, sob o pretexto de combater o que chama de narcoterroristas.

“Isso [a ação de facções] tem que ser classificado como terrorismo, como forma também de aumentar o custo do crime. É esse entendimento que a gente tem”, disse o governador, cotado para disputar a Presidência, possibilidade que ele publicamente nega.

PROPOSTA – Com o PL Antifacção, a direita planeja se unir em torno de uma primeira proposta concreta para a segurança pública, tema que políticos do grupo querem que seja o principal durante a campanha de 2026.

Professor de ciência política da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Jorge Chaloub afirma que a segurança virou a grande aposta da direita para frear a popularidade de Lula e para as eleições presidenciais, mas ainda é preciso tempo para entender como a opinião pública se desenhará.

Ele diz não ter dúvidas de que a maioria da população aprova medidas duras contra o crime, como mostrou pesquisa Datafolha após a operação policial no Rio de Janeiro, mas afirma que a extensão desse apoio ainda será disputada pelos atores políticos. “A depender de como for se desdobrando, não acho que seja tão simples e automática [a ideia de] que é só sair matando que vai ter o apoio da população.”

AVALIAÇÃO – Chaloub lembra que a popularidade do presidente autoritário de El Salvador, Nayib Bukele, frequentemente reverenciado por figuras da direita brasileira, não é consequência de assassinatos pelo Estado, mas sim da avaliação do eleitorado de que o governo conseguiu retomar territórios antes tomados pelo crime.

Neste sentido, afirma, ainda que a segurança pública não seja o ponto forte do governo Lula, mesmo governadores de direita não têm casos de sucesso para apresentar ao eleitorado. “Segurança pública nunca é um tema tão confortável para ninguém.”


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