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Por: José Mário Varjão
Todo mau gestor tende a se fazer presente de alguma maneira, mas, infelizmente, por repetição de atos endêmicos e não republicanos na gestão pública, ou seja, legais porque a lei permite, porém imorais, por ferir diversos princípios implícitos, tais como: economicidade, razoabilidade, inclusive a moralidade e a própria eficiência, que fazem parte do conceito “LIMPE”, entre outros. Enquanto isso, continua fortalecendo a Política do Pão e Circo, já que do “BOLO”, apenas as migalhas atiradas ao chão, continuam alimentando o puxa saco, o subserviente e o omisso, que à beira da estrada, observam passar o Rei e sua Pomposa Carruagem, para em seguida, surgir o alarido das carroças vazias, quer em objeto, quer em pessoas, já que apenas barulhos são ouvidos; não porque alimentados, mas pela incapacidade de entenderem que estão a ceder os seus direitos através de procuração em branco, para aqueles que fazem da desgraça dos mais
humildes (desprovidos de discernimento e bom senso), entenderem o mal que fazem a si.
A realidade de Jeremoabo somente pode ser traduzida pela interpretação da música de Luís Gonzaga, que diz: Um pra tu, dois pra mim, outro para mim.
Às vezes penso que melhor seria ser um ignorante/analfabeto, para tudo ver, mas não entender e nem ter a capacidade de separar o certo do errado, ou ainda, compreender os meandros que unem o imoral ao legal, que hoje praticado aos olhos da justiça, nada pode fazer ou quando manifestada, apenas promove resultados ineficientes e tardios.
Para ilustrar esta minha maneira de pensar, cito: a cidade de Jeremoabo que hoje vive um caos completo, seja por denúncia de supostos atos de corrupção, seja por abandono das vias públicas, especialmente o acesso ao Hospital Geral de Jeremoabo, bairro Romão, Rua Aracaju, Avenida Recife, trecho compreendido entre o Terminal
Rodoviário e Posto de Combustível: Ararinha azul, entre tantas outras, pois buraco nas ruas da cidade é o que não falta.
Enquanto há carência de recursos para cuidar do bem público, espaços de necessidade contínua para os munícipes e visitantes, expõem-se os seguintes gastos:
São João mais rico que Jeremoabo vai ter:
1 – Wesley Safadão – R$ 700.000,00
2 – Jonas Esticado – R$ 220.000,00
3 – Iguinho e Lulinha – R$ 200.000,00
4 – Adelmário Coelho – R$ 180.000,00
5 – Cavaleiros do Forró – R$ 150.000,00
Seguindo-se tantos outros, a verdade é que o somatório chega a bagatela de R$ 2.390.000,00, totalizando 21 Bandas; agora este valor fica fortalecido pelos gastos com Buffet e Decorações, serviços a serem fornecidos por uma empresa, que segundo informações, é sediada em Petrolina/PE. Tal empresa ganhou um processo licitatório na modalidade Pregão Eletrônico, no valor de:
1 - Processo Administrativo 121/2023 – R$ 1.227.005,70 – vinculado à Secretaria
de Educação.
Quando mencionado o princípio da razoabilidade, aqui faço um comentário sobre esse processo, já que, fazendo uso do bom senso, pergunto: estando essa empresa sediada em Petrolina, e a Secretaria Municipal de Educação resolva promover um mês de atividades escolares, tipo: cursos, palestras, seminário, etc., como a citada empresa atenderá às necessidades pertinentes à contratação, estando ela sediada há mais ou menos 300 Km da nossa cidade?
Pouco me importa quem venha a ser a oposição no pleito eleitoral de 2024, mas averdade é que Jeremoabo precisa mudar, ISTO É FATO!
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Nota da redação deste blog - Perdemos a referência civilizacional, já o conluio perdeu completamente a noção do ridículo.
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce à prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. ” (Bertolt Brecht)
Em tempos difíceis no município de Jeremoabo, gastar milhões em desfiles, trios e festas é no mínimo um absurdo, pois de uma hora para outra o povo esquece de toda a corrupção, epidemia e a crise que o município atravessa. O fenômeno do São João faz com que a maioria dos jeremoabenses esqueça dos problemas, da política corrupta, da Saúde e de todos os nossos percalços econômicos e sociais. Em um instante em que a cidade explode em uma comoção de alegria sem motivo e sem pudor, o conluio improbo, não esquece sua agenda e seus compromissos. Pelo contrário. É cruel e tem boa memória.
Não estou aqui para criticar o São João e suas consequências, mas sim para alertar os leitores que enquanto nos divertimos, os corruptos conseguem respirar e ganhar tempo para realizar novos projetos que enganam o povo. Podemos sim ter nosso momento de alegria, mas não podemos dar sequer um minuto de sossego aos ladrões que assaltam nossa democracia.
Isso responde por que nossos atuais políticos adoram o São João, simplesmente pelo fato de que os jeremoabenses se esquecem por alguns dias do obscuro cenário politico/econômico, pois se você der um pedaço de pão (auxílios sociais) e montar um circo (alvorada), os jeremoabenses irão esquecer a corrupção, epidemias e mesmo que não tenham nada para comer amanhã, depois de tanto progresso, ainda prevalece a política do pão e circo.
Mesmo diante de feriados e festas populares, não podemos esquecer de nossos compromissos como cidadãos de bem e engajados com a melhora de nossa economia e democracia, pois se já está difícil com todas as lentes e olhos apontados para os três grandes poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), imagine se deixarmos de lado para farrear e esquecermos de tudo. Como fica? (Fonte: Felipe Vidolin é Pós-Graduado em Engenharia de Telecomunicações e investidor).



