
Espera-se que o novo chanceler não atrapalhe os acordos
Felipe Gutierrez, Igor Utsumi e Ivan Martínez-VargasFolha/Mercado
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) receberá, em seu primeiro ano de mandato, cinco negociações de acordos de livre comércio em andamento. Duas delas, com Coreia do Sul e Singapura, serão praticamente iniciadas em seu governo. As outras três, em estágio mais avançado, são com Canadá, Efta (bloco de Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein) e União Europeia —que tem uma rodada em andamento nesta semana.
Não há clareza até que ponto a dissolução do Ministério da Indústria e uma possível guinada no de Relações Exteriores poderão afetar as tratativas, segundo um servidor envolvido nas negociações. A dúvida é se o Itamaraty seguirá com a liderança das equipes que participam das rodadas e qual seria o efeito de uma possível alteração.
OBSTÁCULOS – “Precisamos abrir o mercado, mas enquanto não resolvermos o que queremos ser no Mercosul, vamos continuar com obstáculos”, afirma José Augusto de Castro, presidente AEB (associação de comércio exterior).
Ainda assim, a expectativa dos negociadores é que pelo menos um acordo, o do Canadá, seja encerrado no primeiro ano de Bolsonaro no Planalto.
A maior abertura do mercado canadense pode ampliar a exportação de 336 produtos, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). “Em algumas pautas, como carne, a tarifa média por lá hoje é de 70%. É a 10ª maior economia do mundo e o 10º maior importador”, diz Fabrizio Panzini, gerente de negociações internacionais da entidade.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Espera-se que o futuro chanceler Ernesto Araújo deixe a ideologia de lado e atue com o máximo de profissionalismo na defesa dos interesses nacionais, porque o Brasil precisa desesperadamente incrementar suas exportações, para aumentar a geração de divisas, a criação de empregos e a distribuição de renda. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Espera-se que o futuro chanceler Ernesto Araújo deixe a ideologia de lado e atue com o máximo de profissionalismo na defesa dos interesses nacionais, porque o Brasil precisa desesperadamente incrementar suas exportações, para aumentar a geração de divisas, a criação de empregos e a distribuição de renda. (C.N.)