sábado, dezembro 29, 2018

Bolsonaro afasta-se de Temer ao recomendar pente fino nos últimos atos dele


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Charge do Clayton (O Povo/CE)
Pedro do Coutto
Em documento enviado a todos os integrantes de seu Ministério, o presidente eleito Jair Bolsonaro recomendou pente fino nos derradeiros atos do presidente Temer. A matéria, como é natural, foi publicada com grande destaque pelo O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.
Em O Globo a reportagem foi de Jussara Gomes, André de Souza e Renata Mariz. Mostra que, com essa iniciativa, Bolsonaro revelou que deseja distanciar-se de seu sucessor. Isso porque ninguém determina revisão de atos se não estiver motivado a modificá-los e assim demonstrar uma situação de não entrosamento.
POR TRÁS DOS PANOS – Como a política, entre outras faces é a forma de dizer o que os lábios não pronunciam, chega-se à conclusão que existe um retraimento de fato entre o Presidente que sai e o que começa.
Melhor dizendo: entre o governo que está no crepúsculo e o governo que, dessa forma, antecipa sua alvorada. Isso por um lado. Por outro, se a recomendação foi divulgada com o destaque que alcançou, é provável que a nova equipe ministerial já tenha identificado pontos sensíveis com os quais ela não concorda.
Pensando bem, se uma revisão como a que foi estabelecida não identificar nenhum plano sensível para sofrer alteração, nesse caso estará fornecendo um documento favorável à equipe que a antecedeu.
TRÊS NOTÍCIAS – Lendo os jornais de ontem, sexta-feira, selecionei três matérias importantes. Mas como o título não tem espaço para destacá-las, resolvi manchetar o artigo com o enfoque político essencial. Porém merece ser iluminada a reportagem de Eliane Oliveira e Daiane Costa em O Globo, a respeito do novo aumento dos juros cobrados pelos cartões de crédito e pelos bancos no caso de cheque especial.
Incrível. Os juros no segundo caso passaram para 300% ao ano e, no caso dos cartões de crédito, para 255% também ao ano. Dentro desse quadro, vale compará-lo com a inflação do IBGE que vai fechar o ano no nível de 4%.
DÉFICIT DO INSS – Em O Estado de São Paulo, Idiana Tomazelli informa que o déficit do INSS chega a 188,9 bilhões em 2018. Importante a informação, pois ocorre dentro de um orçamento de 3,5 trilhões de reais. E o Valor publica o quadro da receita. Só a arrecadação tributária está prevista em 1 trilhão e 390 bilhões de reais. A Previdência tem déficit, mas sua receita em torno de 600 bilhões está prevista na Lei de Meios.
Para finalizar, desejando um feliz 2019 a todos, cito matéria financeira de grande importância para os aplicadores. Está no Valor também de ontem. A rentabilidade de cada aplicação é comparada com o índice inflacionário de 4%. Assim o resultado da comparação explica tudo.

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