quarta-feira, maio 16, 2007

Base está dividida sobre candidatura única

BRASÍLIA - A afirmação do presidente Lula sobre a candidatura única provocou divergências na base. O deputado petista Cândido Vaccarezza (SP) pregou uma candidatura do PT à sucessão de Lula. "O presidente está no papel dele de defender a continuidade do governo. Acredito que o melhor caminho é que o nome seja do PT, porque é o partido que reúne as melhores condições de manter unida a coalizão. Temos bons nomes e eu destaco a ex-prefeita e ministra Marta Suplicy", afirmou Vaccarezza.
Lula falou em candidato único no momento em que o bloco governista PSB-PDT-PCdoB na Câmara avança na idéia de uma candidatura própria em 2010 e tem como principal opção o ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE). "Meu bloco está na mesma perspectiva do presidente", afirmou Ciro, sem, no entanto, falar em projeto pessoal.
"Sou capaz de citar uns 20 nomes (de presidenciáveis)", brincou o ex-ministro. "O presidente está sinceramente empenhado em bem governar e essa discussão estéril e impertinente, para ele, só atrapalha. Ele diz que não será candidato para encerrar essa especulação cruel", disse Ciro, duas vezes candidato a presidente, em 1998 e 2002.
O deputado acredita, no entanto, que "existe um favoritismo natural do outro lado (oposição), por causa da possível união Minas Gerais-São Paulo", referindo-se aos governadores tucanos Aécio Neves e José Serra. Sobre a possibilidade de uma aproximação de Aécio com o PT, Ciro comentou: "Aí, ficaria muito melhor."
Diplomático, um dos vice-líderes do governo na Câmara, Henrique Fontana (RS), disse que o momento não é de discutir nomes, mas de "consolidar a coalizão". "O presidente sabe que o PT tem força e candidatos em condições de presidir o País, mas não podemos ter arrogância", afirmou.
Na linha de não provocar atrito com os aliados, Fontana citou Ciro Gomes como um dos possíveis candidatos. O petista acrescentou outras alternativas, todas do PT: "O Tarso Genro, o Patrus Ananias, a Marta, a Dilma Rousseff, o Jaques Wagner."
Fonte: Tribuna da Imprensa

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