Impedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de retornar à Policia Federal, se assim desejasse, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Paulo Bezerra, foi mantido no comanda da pasta pelo governador Jaques Wagner (PT). Porém, ao contrário do que ocorreu na semana passada, não foi uma decisão fácil. A informação oficial só foi divulgada no final da noite de ontem.
Junto com dois outros delegados federais, inclusive o superintendente atual da PF, César Nunes, Paulo Bezerra foi afastado da corporação por 60 dias pela ministra do STJ, Eliana Calmon, a mesma que autorizou a prisão do prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano, e mais 46 pessoas no âmbito da Operação Navalha.
Segundo assessores do governo estadual, Paulo Bezerra e Jaques Wagner tiveram um encontro às 13h, quando a permanência do secretário teria sido confirmada. Porém, após solenidade em que assinou a lei que define o reajuste do funcionalismo, Jaques Wagner, por não se sentir informado o suficiente sobre o caso, não falou com a imprensa sobre a situação do secretário. O governador vai prosseguir colhendo informações do caso e pode mudar de opinião sobre a permanência de Bezerra.
Em cinco meses, Bezerra coleciona dissabores no governo estadual, como o aumento no índice de violência no Carnaval e a atrapalhada atuação da pasta nas investigações do assassinato do servidor da Secretaria de Saúde de Salvador e parcerias suspeitas com empresas de economia mista e particulares.
Na semana passada, antes de ser afastado da PF, Bezerra havia rechaçado qualquer vestígio de irregularidade contra sua conduta na instituição. “Se houver algum indício de que fui desleal com minha instituição, que me afastei um milímetro de meus deveres profissionais e do juramento que fiz quando ingressei na Polícia Federal, rasgo esta carteira (de delegado) que me acompanha há muito tempo e meus diplomas de delegado e de bacharel em direito”, afirmou, teatralmente, em coletiva de imprensa.
FONTE: CORREIO DA BAHIA
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