quarta-feira, janeiro 21, 2026

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Relação com Lúcio Funaro aumenta os boatos sobre delação de Vorcaro


Tribuna da Internet | Repercussão do retorno de Funaro movimenta bastidores  do mercado

Lucio Funaro, preso na Lava Jato, procura ajudar Vorcaro

Carlos Newton

Em Brasília, as relações contam. E contam muito. Não apenas as relações formais, que aparecem em contratos e atas, mas também aquelas que se constroem ao longo do tempo, em encontros repetidos, conversas reservadas e círculos de confiança.

No caso que envolve o Banco Master e operações financeiras que passaram a chamar atenção pública, uma dessas relações merece registro jornalístico: a relação entre Daniel Vorcaro e Lúcio Funaro, o famoso doleiro e operador que foi preso na Lava Jato e fez espetacular delação.

DE VOLTA AO MERCADO – Não se trata de especulação. Funaro está de volta ao mercado há mais de um ano, como “consultor financeiro”. Sua relação com Vorcaro existe, as reuniões aconteceram e são conhecidas nos bastidores políticos e empresariais.

Eles já se encontraram diversas vezes, em contextos que variaram de conversas reservadas a reuniões mais amplas, segundo relatos convergentes de pessoas que transitam no mesmo ambiente. Isso não é segredo, nem foi negado por quem conhece os dois.

Funaro é um personagem conhecido do país. Seu nome atravessou diferentes momentos da vida política e econômica brasileira, sempre associado aos bastidores, às articulações e à compreensão de estruturas financeiras complexas. Vorcaro, por sua vez, ocupa posição central em um grupo financeiro que cresceu rapidamente e passou a operar em áreas sensíveis, envolvendo grandes volumes de recursos e ativos de difícil avaliação.

RELAÇÕES PERIGOSAS –  A existência dessa relação, por si só, não configura qualquer irregularidade. Amizades e encontros não são crimes. O jornalismo sério não acusa — apenas informa. E registra fatos em histórias que envolvem cifras elevadas, porque nessas decisões estratégicas e de exposição ao público investidor, as redes de relacionamento fazem parte do contexto que ajuda a compreender o todo.

O ponto relevante não é o simples fato de terem se encontrado, mas a naturalidade com que esses encontros ocorreram e a recorrência com que são mencionados por diferentes interlocutores. No Brasil, raramente grandes operações surgem isoladas.

Elas costumam nascer em ambientes de confiança mútua, onde pessoas se conhecem, se escutam e trocam impressões antes que qualquer coisa ganhe forma concreta.

INFORMAÇÃO RELEVANTE – Nada se afirma aqui sobre o conteúdo dessas conversas. Não se diz que houve negociação, influência indevida ou participação em decisões específicas. O que se afirma — e isso é um dado objetivo — é que há uma relação, há proximidade e houve encontros. E isso, goste-se ou não, é informação relevante em qualquer apuração que se pretenda completa.

O jornalismo não pode tratar relações pessoais como se fossem invisíveis, nem pode transformá-las automaticamente em acusações. Entre um extremo e outro existe o registro responsável dos fatos. E o fato é que Lúcio Funaro e Daniel Vorcaro mantêm relação conhecida no meio, inserida em um contexto maior que ainda está sendo examinado.

Em histórias assim, o silêncio não esclarece — apenas esconde. Registrar o que é conhecido não significa condenar ninguém. Significa apenas cumprir a função básica da imprensa: mostrar o cenário inteiro, para que o leitor tire suas próprias conclusões. E o principal assunto em Brasília é a possibilidade de delação de Daniel Vorcaro, que pode estremecer o país.


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Jeremoabo: Potencial Rural à Espera de Planejamento, Incentivo e Ação

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Jeremoabo: Potencial Rural à Espera de Planejamento, Incentivo e Ação


* Por José Montalvão

Jeremoabo não é uma terra pobre de recursos; é, isso sim, uma terra pobre de políticas públicas consistentes voltadas para o desenvolvimento rural. O que está faltando para transformar a agricultura e a pecuária do município em atividades modernas, competitivas e geradoras de renda não é milagre, nem discurso vazio: é planejamento, capacitação, iniciativa e, sobretudo, ação.

Recursos naturais existem em abundância. O subsolo de Jeremoabo é rico em água subterrânea, um patrimônio estratégico em pleno semiárido. Os terrenos, em sua maioria, são de boa qualidade e perfeitamente aptos para culturas adaptadas ao clima da região, bem como para a criação racional de bovinos, caprinos e ovinos. Em outras palavras: a base produtiva está pronta; o que falta é organizá-la, estruturá-la e colocá-la a serviço do desenvolvimento.

O grande gargalo está na ausência de políticas de incentivo continuadas por parte dos governos estadual e federal. Jeremoabo precisa de programas de perfuração e manutenção de poços, de sistemas de irrigação eficientes, de crédito rural acessível, de assistência técnica permanente e de projetos que integrem pequenos, médios e grandes produtores em cadeias produtivas sustentáveis. Sem isso, o agricultor e o pecuarista continuam reféns do improviso, da dependência das chuvas e da lógica da subsistência.

Mais grave ainda é a omissão histórica da classe política que deveria representar o município nas esferas estadual e federal. Onde estão os deputados e senadores quando se trata de destinar emendas para a agricultura familiar, para a mecanização do campo, para a construção de barragens subterrâneas, adutoras, estradas vicinais e centros de comercialização? Muitos aparecem apenas em época de eleição, pedem votos, tiram fotos e desaparecem quando chega a hora de defender, em Brasília ou em Salvador, os interesses reais de Jeremoabo.

Nesse cenário, a iniciativa do prefeito Tista de Deda surge como um ponto de inflexão necessário. Ao planejar a implantação e o incentivo de uma agricultura competitiva e desenvolvida, baseada em novas técnicas e no uso de maquinário moderno e sofisticado, o prefeito sinaliza que é possível romper com o atraso histórico do setor. A mecanização, a irrigação inteligente, o uso de sementes melhoradas, a correção de solo e a introdução de tecnologias de precisão podem transformar a produtividade local e abrir novas oportunidades de mercado.

Mas nenhuma gestão municipal, por mais bem-intencionada que seja, conseguirá fazer isso sozinha. É imprescindível o apoio efetivo do governo federal, por meio de programas como crédito subsidiado, fomento à inovação no campo, fortalecimento da assistência técnica e extensão rural (ATER) e parcerias com universidades e institutos federais. Do mesmo modo, o governo estadual precisa assumir sua parte, integrando Jeremoabo aos seus planos de desenvolvimento rural e de convivência com o semiárido.

Outro ponto central é a capacitação dos produtores. Não basta entregar máquinas e insumos; é preciso ensinar a usá-los de forma eficiente, econômica e sustentável. Cursos, oficinas, dias de campo e acompanhamento técnico contínuo devem fazer parte de uma política séria de modernização rural. Sem conhecimento, a tecnologia vira sucata; com conhecimento, ela vira prosperidade.

Jeremoabo tem tudo para deixar de ser apenas um município que sobrevive do campo e passar a ser um município que cresce a partir do campo. O que falta não é água, nem terra, nem vocação produtiva. Falta vontade política em nível mais amplo, compromisso dos representantes eleitos e uma articulação firme entre município, estado e União.

Se o projeto do prefeito Tista de Deda for levado a sério e receber o apoio institucional que merece, a agricultura e a pecuária de Jeremoabo podem entrar em um novo ciclo: mais produtivo, mais moderno, mais justo e mais gerador de renda. Caso contrário, continuaremos vendo o potencial desperdiçado, enquanto o povo do campo segue pagando o preço da negligência e do improviso.

Desenvolver Jeremoabo não é utopia. É decisão política. É planejamento. É ação.


José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Se não fosse trágico, seria hilariante


  • Se não fosse trágico, seria hilariante

    Se não fosse trágico, seria realmente hilariante. Em Jeremoabo, alguns cidadãos que vivem a posar de paladinos da moral, que bradam contra a corrupção “entre aspas” e se autoproclamam donos da honestidade, agora trabalham abertamente para angariar votos para pré-candidatos a deputado nas próximas eleições — justamente nomes que, segundo denúncias recentes, estariam envolvidos em supostos casos de improbidade administrativa.

    Mais uma vez, chega às minhas mãos um vídeo em que um cidadão denuncia um escândalo de grandes proporções: o desvio de recursos públicos no valor de R$ 1.977.943,48, supostamente sangrados dos cofres do município de Coronel João Sá. Segundo o denunciante, esses valores estariam sendo utilizados para pagar servidores fantasmas, muitos deles apoiadores políticos do pré-candidato a deputado estadual Carlinhos Sobral.

    A denúncia é ainda mais grave quando se detalha que 207 pessoas, oriundas de 52 municípios diferentes, estariam inseridas na folha de pagamento municipal como agentes administrativos, auxiliares de serviços gerais e outros cargos. A maioria, segundo o vídeo, seria da cidade de Paulo Afonso, incluindo parentes de vereadores derrotados nas últimas eleições. Um verdadeiro festival de irregularidades, caso tudo isso venha a se confirmar.

    É preciso deixar claro um ponto: em nenhum momento o cidadão denunciante afirma que é o pré-candidato Carlinhos Sobral quem está efetuando os pagamentos. E isso é lógico. Carlinhos Sobral não é mais prefeito e, portanto, não detém qualquer controle direto sobre a máquina administrativa municipal. Justamente por isso, cabe ao Ministério Público apurar, com rigor e isenção, quem são os responsáveis por esse possível rombo milionário.

    O que salta aos olhos é a hipocrisia de certos jeremoabenses que, enquanto atacam a corrupção nos discursos e nas redes sociais, fecham os olhos — ou fazem vista grossa — quando as denúncias envolvem seus aliados políticos ou seus projetos eleitorais pessoais. A moralidade, para esses, parece ter lado, endereço e conveniência.

    Se as acusações forem verdadeiras, estamos diante de um dos maiores escândalos da região nos últimos tempos. E se forem falsas, que os responsáveis por espalhar denúncias levianas também respondam por seus atos. Em qualquer dos cenários, o que não dá mais é para aceitar esse jogo duplo: criticar a corrupção de um lado e flertar com ela do outro.

    O povo está cansado de cinismo. Está cansado de moral seletiva. Está cansado de ver os mesmos personagens se revezando entre o papel de acusadores e o de cúmplices.

    Que o Ministério Público cumpra seu papel. Que os culpados sejam responsabilizados. E que os falsos moralistas sejam desmascarados. Porque, do jeito que está, se não fosse trágico… seria apenas uma piada de mau gosto.. 

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