sábado, janeiro 17, 2026

China fecha 2025 com superávit de US$ 1,2 trilhão - O declínio do império americano - China lidera produção e vendas globais de automóveis em 2025 e muito mais....

 

China fecha 2025 com superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, apesar das tarifas de Trump

14/01/2026 Por 

Expansão das exportações para África, Ásia e América Latina impulsiona saldo histórico mesmo com queda nas vendas aos EUA. 247 – A China encerrou 2025 com o maior superávit comercial de sua história, alcançando quase US$ 1,2 trilhão, resultado impulsionado pelo avanço das exportações para mercados fora dos Estados Unidos e pela estratégia de diversificação adotada … Ler mais

China lidera produção e vendas globais de automóveis em 2025 e projeta 19 milhões de carros elétricos em 2026

14/01/2026 Por 

Associação prevê alta de 15,2% nas vendas de veículos de nova energia e exportações de 7,4 milhões. 247 – A China fechou 2025 mantendo a liderança mundial em produção e vendas de automóveis pelo 17º ano consecutivo e já projeta nova expansão dos veículos de nova energia (NEVs) em 2026, com estimativa de 19 milhões de … Ler mais

O declínio do império americano

14/01/2026 Por 

Trump vence com a força ao depor e sequestrar o presidente de um país soberano. No curto prazo, pelo menos. Mas perde a guerra do soft power. Trump vence com força ao depor e sequestrar o presidente de um país soberano. No curto prazo, pelo menos. Mas perde a guerra do soft power. Ao reeditar … Ler mais

Crise EUA–Irã: O gatilho nuclear do século

14/01/2026 Por 

Por que uma mudança de regime em Teerã é uma questão existencial para a China e pode levar a um conflito nuclear de proporções inéditas. Não é apenas petróleo. É o controle dos fluxos energéticos e das rotas continentais da Nova Rota da Seda. A queda do Irã ameaça diretamente o coração do projeto chinês … Ler mais

Rússia acusa ingerência externa em protestos no Irã e condena ameaças dos EUA

14/01/2026 Por 

Maria Zakharova afirma que sanções ocidentais agravaram tensões internas e alerta para riscos de nova escalada militar na região. 247 – As manifestações registradas nas últimas semanas no Irã foram alvo de críticas contundentes do governo russo, que atribui o agravamento da situação interna do país à pressão externa e a tentativas de desestabilização promovidas por … Ler mais

A alma silenciosa da China

14/01/2026 Por 

Como a espiritualidade chinesa moldou ética poder e cotidiano sem deuses centrais articulando família Estado e sociedade. A China não se impôs ao século XXI apenas por fábricas, satélites ou supercomputadores. Ela chegou até aqui sustentada por algo menos visível e mais decisivo: uma disciplina moral acumulada ao longo de mais de dois milênios. Enquanto … Ler mais

Cresce o número de brasileiros que espera melhora da economia, diz Quaest

14/01/2026 Por 

Levantamento mostra aumento expressivo do otimismo com o desempenho econômico nos próximos 12 meses. 247 – A percepção da população sobre o futuro da economia brasileira registrou uma mudança significativa e favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados da Quaest indicam que cresceu de forma consistente o número de brasileiros que acreditam … Ler mais

Violência aparece como questão central para eleições, aponta Quaest
14/01/2026 Por 

De acordo com o levantamento, 31% dos entrevistados apontaram a violência como o principal problema do país. 247 – A violência pública segue como a principal preocupação dos brasileiros no contexto das eleições presidenciais de 2026, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). De acordo com o levantamento, 31% dos entrevistados apontaram a violência como … Ler mais

Lula e Putin falam sobre situação na Venezuela e defendem soberania do país

14/01/2026 Por 

Caracas foi palco de uma invasão dos EUA, que também sequestraram o presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York. 247 – Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia, trataram nesta quarta-feira (14), por telefone, da situação em torno da Venezuela, palco, no último dia 3 de janeiro, de … Ler mais

Ano de extremos: 2025 consolida impactos da crise climática no Brasil

14/01/2026 Por 

O Brasil tem registrado, nas últimas décadas, um aumento significativo no número e na intensidade de desastres climáticos. Essa tendência se manteve e se aprofundou ao longo de 2025, ano marcado por episódios extremos de chuvas, secas, ondas de calor, ondas de frio e fenômenos severos em praticamente todas as regiões do país. O tema … Ler mais

Queria parar de falar do Toffoli. Não consigo.

 

Arte: Marcelo Chello

Toffoli, querido, darling, cariño, ¿qué se pasa? Tem mais duas dele hoje no caso do Banco Master. O Estadão revelou que o cunhado do Daniel Vorcaro foi sócio dos irmãos do Toffoli em um resort no Paraná. (Não para nunca?) E o ministro tomou uma decisão que atrapalha o rolê da Polícia Federal. Determinou que os depoimentos sejam todos tomados em dois dias e não no cronograma de duas semanas da PF. E mais: que os depoimentos sejam tomados em uma sala suprema.

Resultado: deputados e senadores de direita estão pedindo que ele se declare impedido. Pronto, agora politiza de vez e aí esquecem-se as coisas esquisitas.

Para quem está perdido e não acompanhou o rolê, Toffoli virou o relator do caso do Master no Supremo. Foi depois que a defesa pediu, de forma relâmpago, para o caso ir ao Supremo quando se encontrou só uma cartinha que citava um deputado no caso. Toffoli pegou o caso e, de uma canetada, decretou um alto nível de sigilo — desses que a gente nem conhecia.

Na sequência, descobriu-se que ele viajou de jatinho para assistir a um jogo de futebol com um dos advogados do caso. Esta semana ele criticou a forma de atuação da Polícia Federal, determinou que as provas ficassem no Supremo e depois voltou atrás, mas nomeou os peritos que ele escolheu a dedo. Como já escrevi outro dia: festa estranha com gente esquisita.

E para os mais perdidos ainda: Daniel Vorcaro é o banqueiro que criou o Banco Master. Seu cunhado é o pastor Fabiano Zettel, da Igreja da Lagoinha (que afastou o moço de suas atividades), e que chegou a ser preso rapidamente nesta semana, na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Os irmãos do Toffoli são donos de um resort. Entre 2021 e 2025, eles dividiram o controle com um fundo chamado Arleen, e descobriu-se agora que Zettel era o cotista do fundo por meio de outro fundo.

Dinheiro de pinga

E o noticiário dá conta de que a polícia estima que as operações fraudulentas do Master renderam quase uns R$ 6 bi para o patrimônio pessoal do Vorcaro. Imagina se alguém com um dinheiro desses não vai dar muitas festas animadas no seu hotelzinho Fasano cheio de políticos? Sim, Vorcaro chegou a ser dono do Hotel Fasano. Mas a defesa do Vorcaro nega qualquer irregularidade, e ele está colaborando super com as investigações.

E a Michelle?

Bolsonaro foi para a Papudinha. Hoje a imprensa noticiou que, horas antes, quem esteve com Xandão? Ela. Michelle Bolsonaro. Mas ela pediu que todos olhem para o amor dela e não a julguem no tribunal político da internet. Mas qual o medo, Tixa? Medo de que achem que ela é amiga do Xandão? Sei lá, darling, a Michelle que lute, que eu já estou lutando o suficiente por aqui.
Ah, e Michelle também esteve com o supremo Gilmar.

Dino na guerra das emendas

O supremo Dino DaSsilvassauro (eu não consigo resistir ao apelido) segue na sua guerra das emendas. Ele agora determinou que o governo Lula faça um cronograma decente para explicar a fiscalização das emendas apresentadas pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Eles queriam entregar tudo só em 2027. Tão de brincadeira, né? Vou ter que concordar com o supremo Dino.

Para os perdidos. Deputados e senadores têm direito a uma fatia das emendas parlamentares, que nada mais são do que uma fatia do orçamento público. Eles pegam esse dinheiro e mandam para onde bem entenderem. Mas quem executa o orçamento é o governo. Por isso, as ordens são enviadas para os ministérios e departamentos. Assim, se um deputado quer mandar dinheiro para comprar dentadura para a população lá no Maranhão, ele manda a ordem para o Ministério da Saúde, que é quem libera o dinheiro. Por isso, Dino agora quer a fiscalização dos gastos do SUS.

A gente que lute para entender esse BRASEW.

Corra, Perna Cabeluda

 

Olá,

Perdoem o “amostramento”, sou pernambucano. E como os quase 10 milhões de seres agraciados com a sorte de nascer nesta terra, quase não piso no chão nesta semana. A lista de motivos para se orgulhar de ser do centro cultural do universo sempre foi a maior em linha reta da galáxia e vai além do sotaque mais bonito do país, mas sempre há quem tente reduzir a região a uma farofa de pobreza e sertão, consumida com camadas de bolo de rolo ao som de um frevo que não toca nas rádios.

O Globo de Ouro premiar “O Agente Secreto” duas vezes é um recado gringo sobre o que sai da capital do cinema, título que mesmo os compatriotas brazucas há anos rejeitam.

Não é exagero, nem figura de linguagem, é pernambucanidade. Pode chamar de arrogância.

E ainda assim, minha emoção, sentida ao assistir ao filme pela primeira vez, experimentada novamente ao ver Kleber Mendonça Filho no palco do Beverly Hilton, em Los Angeles, tinha menos a ver com meu estado e mais com meu ofício.

Pra mim, “O Agente Secreto” sempre foi sobre jornalismo.

Eu acompanhava Kleber no Caderno C, do Jornal do Commercio, enquanto eu começava na profissão, no Diario de Pernambuco. Eu o achava um chato. Ele não curtia um filme sequer que eu gostava, detonava com elegância e falava belamente de obras que eu teria, no mínimo, como 26ª opção para o fim de semana. E trocava ideia com o hoje também cineasta Júlio Cavani, nosso repórter de cinema no jornal “mais antigo em circulação na América Latina” – sim, nosso abuso não é só marketing, é identidade também. E acompanhava cada resenha dos dois. Muitas vezes para chegar à conclusão “eu só posso estar doido”, ao vê-los concordar sobre alguma obra que eu havia detestado.

Mas essa é a questão: é possível discordar, achar chato e, ainda assim, reconhecer a importância, a competência, admirar o trabalho, mesmo envolto no Fla-Flu, ou melhor, no Sport x Santa Cruz jornalístico. No último domingo, vibrei como num estádio. Me emocionei com a imagem de amigos fazendo o mesmo, aos montes. Com bares cheios, gente chorando. Pernambuco numa Copa do Mundo, meus caros. E vencendo!

Ser pernambucano é lidar com uma realidade fantástica que te assombra em cada referência. A Perna Cabeluda, inserida em “O Agente Secreto” de modo magistral (que até agora eu não entendo como pode uma loucura daquela “funcionar” na telona), por exemplo, aterrorizou de verdade famílias pernambucanas. E quase levou um outro colega, da Rádio Jornal, Jota Ferreira, à prisão. A ele é creditada a criação da figura mítica que atacava amantes no Parque 13 de Maio, no Centro do Recife.

A fábula acabou sendo usada também como uma cifra, uma forma de dar cara de sobrenatural ao trabalho de militares a serviço da ditadura e fazer o absurdo ser aprovado pela censura em forma de notícia. Uma mentira, publicada nos jornais, que fez muitas crianças chorarem, e que estrela a obra que deve levar o estado (eu sei, o país, me deixe) ao Oscar.

Minha antiga casa, o Diario, também é personagem no filme. Vai ali ajudando a ditar o tempo e fornece pistas sobre a história do professor Armando, em sua derradeira tentativa de fuga. É a ficção usando a credibilidade documental para dar veracidade ao que se ouve e vê.

São a recortes e registros em áudio que duas pesquisadoras recorrem para juntar cacos da história do protagonista para tentar desbravar o que seria apenas mais uma vítima da ditadura – a real, que muitos insistem em chamar de ficção e que, todos os anos, insistimos aqui na Pública em revisitar, lembrar e descobrir novos detalhes pouco humanos. As duas quase vão fazendo o que nossa redação faz todos os dias: catando informações, juntando pontas soltas, investindo em personagens, ouvindo gente e com um esforço coletivo de registrar a história, dando nome aos pistoleiros, latifundiários do agro,  engravatados, desmatadores e violadores dos direitos humanos, em vez de atribuir qualquer terror a pernas sem donos, com pelos ou sem. E se em plena democracia estamos censurados há mais de 2 anos, o que imaginar do tempo dos orelhões de fichas?

Em tempos de amnésia seletiva e verdades relativas, para mim, “O Agente Secreto” é sobre jornalismo, sobre a busca e a recusa ao esquecimento e à negação do passado. Kleber, jornalista, criou um Armando/Marcelo como lembrete das vidas não apenas perdidas, mas protagonistas de histórias que poderiam facilmente deixar de ser contadas e passar a eternidade desconhecidas até por famílias desavisadas.

É sobre se importar de levar informações até a quem simplesmente não a deseja, bem como a quem se incomoda com ela, porque alguém tem que fazê-lo e porque merecem ser contadas. É sobre isso que fazemos todos os dias, mesmo quando parece sem valor, para que o futuro tenha curadoria, contexto, emoção e realidade, do Brasil, do mundo e de Pernambuco (sim, nessa ordem). A quem se pergunte até agora onde estaria o agente secreto do filme, apresento os nossos aqui da Pública, uma equipe inteira, cheia de molho, apresentando roteiros reais que valeriam outros globos de ouro só de pirraça.

Se você acredita no valor das nossas histórias e no roteiro que a gente ajuda a escrever pro Brasil — um roteiro soberano, sem censura e sem amarras com o poder — considere que sua contribuição é um globo de ouro pra gente. Você não tem ideia do quanto valorizamos os nossos Aliados e apoiadores. Chega mais!

Crítica que corrige, liderança que constrói: a gestão democrática de Tista de Deda

Por José Montalvão

No meu entendimento, o prefeito Tista de Deda reúne características raras e necessárias à boa administração pública: experiência como gestor, liderança natural e uma formação moral sólida, ancorada também em sua fé católica. Não por acaso, sua postura diante da crítica lembra um ensinamento atribuído a Santo Agostinho: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem.” Essa frase sintetiza uma visão madura de poder, na qual a verdade e o aprimoramento coletivo valem mais do que a bajulação fácil e estéril.

Ao valorizar a crítica construtiva, o gestor demonstra compreender que administrar não é cercar-se de aplausos, mas de pessoas capazes de apontar falhas, sugerir correções e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas. A adulação, ao contrário, cria uma falsa sensação de acerto permanente, que leva à vaidade, ao isolamento e, muitas vezes, à corrupção moral e administrativa.

Essa postura se conecta diretamente com o modelo de administração democrática, caracterizado pela participação ativa, pela transparência e pelo compartilhamento de responsabilidades. Trata-se de um modelo que exige diálogo permanente, escuta ativa e disposição para rever decisões à luz de argumentos consistentes. Não é um caminho simples, mas é, sem dúvida, o mais legítimo em uma democracia.

Dentro desse contexto, a necessidade de “aparar arestas” é natural e até saudável. A diversidade de opiniões, quando a equipe é chamada a participar dos processos decisórios, gera divergências que precisam ser mediadas. Cabe à liderança exercer o papel de conciliadora, promovendo o equilíbrio entre interesses distintos e transformando conflitos em oportunidades de crescimento institucional.

As reuniões frequentes, tão comuns nesse modelo de gestão, cumprem justamente essa função: alinhar objetivos, esclarecer rumos, avaliar resultados e construir consensos. Elas não devem ser vistas como perda de tempo, mas como espaços legítimos de construção coletiva, onde cada voz tem valor e cada decisão ganha maior legitimidade.

Entretanto, a liderança democrática também exige cuidado. O excesso de reuniões sem foco, sem pauta clara ou sem encaminhamentos objetivos pode transformar a virtude do diálogo em ineficiência administrativa. Por isso, o bom líder democrático precisa equilibrar a escuta com a firmeza, saber ouvir, mas também decidir; dialogar, mas estabelecer prazos; acolher sugestões, mas manter o foco nas prioridades.

Em síntese, a gestão democrática é um processo contínuo de colaboração, mediação e aprendizado. Ela exige humildade para aceitar críticas, sabedoria para filtrar opiniões e coragem para tomar decisões. Ao demonstrar abertura ao contraditório e rejeição à bajulação, o prefeito Tista de Deda sinaliza que compreende uma verdade fundamental da vida pública: quem governa para o povo não pode temer a crítica, pois é dela que nasce a correção, o aprimoramento e o verdadeiro compromisso com o bem comum. 


José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025 

Em destaque

Ministros do STF defendem envio do caso Master à 1ª instância como 'saída honrosa' para Toffoli

    como 'saída honrosa' para Toffoli Brasil Ministros do STF defendem envio do caso Master à 1ª instância como 'saída honrosa...

Mais visitadas