terça-feira, janeiro 06, 2026

Sistema financeiro reage a inspeção do TCU e sai em defesa da independência do BC


Entidades reiteraram que depositam plena confiança no BC

Alexandro Martello
G1

Onze entidades do setor financeiro, bancário, de meios de pagamento e do mercado de capitais divulgaram nesta segunda-feira (5) nota de apoio aos processos de supervisão conduzidos pelo Banco Central, assim como à independência da autoridade monetária.

Neste início de ano, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, determinou uma inspeção técnica em documentos referentes ao banco Master em poder do Banco Central. A determinação do presidente do tribunal já vai ser cumprida logo, apesar de o tribunal ainda estar em recesso.

PLENA CONFIANÇA – Sem citar o caso do banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, as entidades signatárias do manifesto, que representam 757 Instituições Financeiras, 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas, reiteraram que depositam plena confiança nas decisões técnicas do BC nos seus âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização.

Também defenderam que é imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro; o Banco Central brasileiro exerce esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante.

Entre as entidades que assinaram o manifesto, estão a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), a Associação Brasileira de Câmbio (Abracam) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

SOB RISCO – Antes de ser liquidado no ano passado pelo BC, o banco Master já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.

Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

Ouvido em audiência de custódia, na abertura do processo, Maduro se declara “inocente”


Charge do JCaesar: 5 de janeiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Vicente Limongi Netto

O ditador Nicolas Maduro foi ouvido em “audiência de custódia” em Nova York. Fico com urticária quando ouço falar da pomposa expressão. O presidente venezuelano se declarou inocente, na primeira etapa de um processo judicial em território americano, que deve se prolongar por meses. 

Se o procedimento jurídico norte-americano for semelhante ao brasileiro, que passa a mão na cabeça de  assassinos, estupradores,  pedófilos e corruptos, geralmente punidos com multas, serviços comunitários,  ou são considerados inocentes,  equivale dizer que o facínora Maduro vai ser punido com passeio na Disney, com  ingressos para jogos da Copa do Mundo, tour na Casa Branca, com Trump de guia turístico.

E finalmente, quando já estiver enfastiado com a comida norte-americana, Maduro então  retorna a Venezuela com atestado de bons antecedentes, como  puro e imaculado cidadão. 


“Pressão” de ministro do TCU revela o grau de podridão no caso do banco Master


Vídeo: veja entrevista completa com o presidente do TCU, Vital do Rêgo

Vital do Rego neutralizou a manobra em favor do Master

Carlos Newton

Jamais se viu nada igual nas relações entre os três Poderes da República, que estão cada vez mais apodrecidas. Basta analisar a postura de Jhonatan de Jesus, um ex-deputado de trajetória controversa, digamos assim, e que em 2023 chegou ao Tribunal de Contas da União por indicação do todo-poderoso deputado Arthur Lira, então presidente da Câmara.

Não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, esse ministro Jhonatan de Jesus se julgou no direito de questionar a atuação do Banco Central no intrincadíssimo caso do Master, criando uma tremenda confusão.

PARCIALIDADE – Em pleno recesso, quando o TCU nem está funcionando, a voracidade com que o ministro tenta desmoralizar a atuação do Banco Central é altamente significativa., pois ele se comporta como se fosse advogado do Banco Master.

Exibe uma postura tendenciosa, parcial e indigna, porque nem ele nem qualquer outro ministro do TCU tem informações sobre o caso, porque a liquidação extrajudicial do Master corre em absoluto sigilo.

Mesmo assim, o irrefreável ministro Jhonatan de Jesus se acha no direito de criticar o Banco Central e exigir informações que não podem lhe ser oferecidas, segundo as normas que regem o funcionamento do BC.

INFORMAÇÕES – Na semana passada, o arrojado ministro do TCU abandonou o recesso para exigir que o BC lhe desse explicações sobre a liquidação do Master, embora o caso esteja sob sigilo processual.

Foi atendido pela diretoria do Banco Central, que lhe enviou uma Nota Técnica de 18 páginas, relatando as falcatruas cometidas, a gestão ruinosa, a iliquidez e a possibilidade de aumentar o prejuízo, calculado em cerca de R$ 40 bilhões, que atingirá fundos de pensão e investidores de toda espécie. Mas o ministro o TCU  não ficou nada satisfeito.

“Os pontos centrais afirmados na Nota Técnica – embora relevantes como narrativa institucional – não foram acompanhados de prova documental nos autos”, protestou Jhonatan de Jesus.

DISSE JHONATAN – “A Nota Técnica apresentada se limitou, em essência, à exposição sintética de cronologia e fundamentos, com remissão a processos e registros internos, sem que viesse acompanhada, nesta oportunidade, do acervo documental subjacente (peças, notas internas, pareceres e registros de deliberação) necessário à verificação objetiva das assertivas nela contidas”, destacou o ministro, que então determinou uma “inspeção técnica” do TCU no Banco Central, vejam a que ponto chega a insensatez dessa gente.

A situação ficou tão constrangedora que o presidente do TCU, Vital do Rego, foi obrigado a intervir. Com muita diplomacia, confirmou o pedido de inspeção feito por Jhonatan, porque assim o assunto passa automaticamente para a área técnica do TCU e o ministro-relator não terá condições de seguir atacando o Banco Central.

Portanto, a decisão de Vital do Rego favorece o BC, que já avisou que os técnicos do tribunal passarão pelo rigoroso sistema de controle exigido pela autoridade monetária.

Os técnicos do TCU deverão assinar  termos de confidencialidade, para terem suas consultas analisadas e respondidas pelo Banco Central, quando for o caso, porque o TCU não tem poderes para intervir em casos de liquidação ainda em andamento.

###
P.S.
 – Com impressionante habilidade, Vital do Rego neutralizou Jhonatan de Jesus, que não poderá ficar dando palpites sobre assunto que está na área técnica do TCU. Isso enfraquece o lobby montado pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, que ficou preso durante apenas uma semana e foi libertado pelo ministro Dias Toffoli, que também tenta reverter a liquidação do banco. Mas quem se interessa? (C.N.)


Candidatura de Flávio ao Planalto força PT a redesenhar estratégia contra Tarcísio

 



Direita brasileira comemora cedo demais a queda de Maduro

 



segunda-feira, janeiro 05, 2026

Planejamento não faz milagre: governar com herança de dívidas exige responsabilidade, não demagogia


Planejamento não faz milagre: governar com herança de dívidas exige responsabilidade, não demagogia

Por José Montalvão

Criticar a gestão do prefeito Tista de Deda dizendo que “falta planejamento” é fácil. Difícil é apontar qual seria o milagre capaz de fazer um município como Jeremoabo gerar recursos do nada, sobretudo após herdar uma inadimplência devastadora do governo anterior — dívidas que vão desde débitos com o INSS, passando por fornecedores, até contas básicas de água e energia elétrica.

A verdade é simples e dura: nenhum planejamento resiste a um caixa vazio e a um município estrangulado financeiramente por irresponsabilidades passadas. Planejar, nessas condições, não significa fazer obras mirabolantes ou prometer o impossível, mas sim administrar com os pés no chão, priorizando, otimizando e corrigindo distorções históricas.

Governar com recursos limitados e ineficientes exige gestão técnica, escolhas duras e responsabilidade, e não discursos fáceis para agradar plateias.


Diagnóstico, transparência e responsabilidade fiscal

Desde o início do mandato, o prefeito Tista de Deda vem adotando uma postura que poucos tiveram coragem de assumir: encarar a realidade. A gestão iniciou um diagnóstico detalhado da situação financeira, administrativa e estrutural do município, mapeando recursos humanos, materiais e financeiros, além de identificar gargalos, desperdícios e ineficiências acumuladas ao longo dos anos.

Esse levantamento é fundamental para qualquer planejamento sério. Não se governa no escuro. E, ao contrário do que dizem alguns críticos, transparência não é discurso — é método.


Otimização da gestão e fortalecimento da arrecadação

Sem aumentar impostos nem penalizar ainda mais a população, a atual gestão tem buscado otimizar a arrecadação própria, modernizando cadastros, aperfeiçoando a cobrança de tributos como IPTU e ISS, e combatendo a inadimplência e a sonegação de forma responsável.

Ao mesmo tempo, a administração vem investindo na revisão de processos internos, utilizando tecnologia para reduzir a burocracia, automatizar procedimentos e melhorar a produtividade da máquina pública. Isso permite fazer mais com menos, liberando servidores para áreas essenciais e reduzindo desperdícios.

Planejamento, aqui, não é palavra vazia — é gestão eficiente.


Captação de recursos e parcerias estratégicas

Outro ponto ignorado pelos críticos é que não há como captar recursos externos se o município estiver inadimplente. Por isso, uma das prioridades da gestão tem sido justamente restabelecer a credibilidade financeira de Jeremoabo, condição básica para acessar convênios estaduais e federais.

A atual administração mantém uma busca ativa por projetos e parcerias, entendendo que a falta de projetos técnicos e bem elaborados sempre foi um dos maiores entraves à chegada de recursos. Além disso, a gestão trabalha para ampliar parcerias com a iniciativa privada, organizações sociais e entidades, além de fomentar um ambiente favorável a novos investimentos.

Atrair empresas, gerar emprego e renda não é improviso: exige planejamento de longo prazo.


Priorizar é governar

Com recursos escassos, tentar fazer tudo ao mesmo tempo é o caminho mais rápido para o fracasso. Por isso, a gestão Tista de Deda tem adotado um princípio básico da boa administração pública: priorizar.

As políticas públicas estão sendo direcionadas para áreas que geram maior impacto social e econômico, como:

  • saúde preventiva,

  • educação básica,

  • infraestrutura essencial,

  • e serviços que atendem diretamente a população mais vulnerável.

Em vez de cortes cegos e irresponsáveis, a gestão vem promovendo cortes inteligentes, eliminando gastos inoportunos, ineficientes ou sem retorno social comprovado.


Conclusão: governar é escolher, não iludir

Planejamento não faz milagre. O que existe é gestão séria, escolhas responsáveis e compromisso com a continuidade dos serviços públicos. O prefeito Tista de Deda não herdou um município organizado e superavitário; herdou dívidas, inadimplência e uma máquina pública fragilizada.

Mesmo assim, vem adotando medidas estratégicas para reduzir gastos, recuperar a credibilidade do município e evitar a solução de continuidade dos serviços essenciais. Isso pode não agradar a todos, mas é o único caminho possível para reconstruir Jeremoabo com responsabilidade.

Criticar é fácil. Governar, pagando dívidas antigas e organizando a casa, é para quem tem coragem, seriedade e compromisso com o futuro.

Em destaque

Força-tarefa aposta em avaliação médica para tirar Bolsonaro da Papudinha

Publicado em 26 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Aliados veem brecha em decisão de Moraes Malu Gas...

Mais visitadas