segunda-feira, janeiro 05, 2026

Planejamento não faz milagre: governar com herança de dívidas exige responsabilidade, não demagogia


Planejamento não faz milagre: governar com herança de dívidas exige responsabilidade, não demagogia

Por José Montalvão

Criticar a gestão do prefeito Tista de Deda dizendo que “falta planejamento” é fácil. Difícil é apontar qual seria o milagre capaz de fazer um município como Jeremoabo gerar recursos do nada, sobretudo após herdar uma inadimplência devastadora do governo anterior — dívidas que vão desde débitos com o INSS, passando por fornecedores, até contas básicas de água e energia elétrica.

A verdade é simples e dura: nenhum planejamento resiste a um caixa vazio e a um município estrangulado financeiramente por irresponsabilidades passadas. Planejar, nessas condições, não significa fazer obras mirabolantes ou prometer o impossível, mas sim administrar com os pés no chão, priorizando, otimizando e corrigindo distorções históricas.

Governar com recursos limitados e ineficientes exige gestão técnica, escolhas duras e responsabilidade, e não discursos fáceis para agradar plateias.


Diagnóstico, transparência e responsabilidade fiscal

Desde o início do mandato, o prefeito Tista de Deda vem adotando uma postura que poucos tiveram coragem de assumir: encarar a realidade. A gestão iniciou um diagnóstico detalhado da situação financeira, administrativa e estrutural do município, mapeando recursos humanos, materiais e financeiros, além de identificar gargalos, desperdícios e ineficiências acumuladas ao longo dos anos.

Esse levantamento é fundamental para qualquer planejamento sério. Não se governa no escuro. E, ao contrário do que dizem alguns críticos, transparência não é discurso — é método.


Otimização da gestão e fortalecimento da arrecadação

Sem aumentar impostos nem penalizar ainda mais a população, a atual gestão tem buscado otimizar a arrecadação própria, modernizando cadastros, aperfeiçoando a cobrança de tributos como IPTU e ISS, e combatendo a inadimplência e a sonegação de forma responsável.

Ao mesmo tempo, a administração vem investindo na revisão de processos internos, utilizando tecnologia para reduzir a burocracia, automatizar procedimentos e melhorar a produtividade da máquina pública. Isso permite fazer mais com menos, liberando servidores para áreas essenciais e reduzindo desperdícios.

Planejamento, aqui, não é palavra vazia — é gestão eficiente.


Captação de recursos e parcerias estratégicas

Outro ponto ignorado pelos críticos é que não há como captar recursos externos se o município estiver inadimplente. Por isso, uma das prioridades da gestão tem sido justamente restabelecer a credibilidade financeira de Jeremoabo, condição básica para acessar convênios estaduais e federais.

A atual administração mantém uma busca ativa por projetos e parcerias, entendendo que a falta de projetos técnicos e bem elaborados sempre foi um dos maiores entraves à chegada de recursos. Além disso, a gestão trabalha para ampliar parcerias com a iniciativa privada, organizações sociais e entidades, além de fomentar um ambiente favorável a novos investimentos.

Atrair empresas, gerar emprego e renda não é improviso: exige planejamento de longo prazo.


Priorizar é governar

Com recursos escassos, tentar fazer tudo ao mesmo tempo é o caminho mais rápido para o fracasso. Por isso, a gestão Tista de Deda tem adotado um princípio básico da boa administração pública: priorizar.

As políticas públicas estão sendo direcionadas para áreas que geram maior impacto social e econômico, como:

  • saúde preventiva,

  • educação básica,

  • infraestrutura essencial,

  • e serviços que atendem diretamente a população mais vulnerável.

Em vez de cortes cegos e irresponsáveis, a gestão vem promovendo cortes inteligentes, eliminando gastos inoportunos, ineficientes ou sem retorno social comprovado.


Conclusão: governar é escolher, não iludir

Planejamento não faz milagre. O que existe é gestão séria, escolhas responsáveis e compromisso com a continuidade dos serviços públicos. O prefeito Tista de Deda não herdou um município organizado e superavitário; herdou dívidas, inadimplência e uma máquina pública fragilizada.

Mesmo assim, vem adotando medidas estratégicas para reduzir gastos, recuperar a credibilidade do município e evitar a solução de continuidade dos serviços essenciais. Isso pode não agradar a todos, mas é o único caminho possível para reconstruir Jeremoabo com responsabilidade.

Criticar é fácil. Governar, pagando dívidas antigas e organizando a casa, é para quem tem coragem, seriedade e compromisso com o futuro.

Em destaque

Câmara nega irregularidades e diz a Dino que emendas seguem rito legal

Publicado em 21 de julho de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge do Orlando Pedroso (Canal Meio) Luiz Felipe ...

Mais visitadas