sábado, dezembro 13, 2025

Dias Toffoli determina retirar o material contido no celular de Daniel Vorcaro da CPMI do INSS

 

Dias Toffoli determina retirar o material contido no celular de Daniel Vorcaro da CPMI do INSS

Defesa pediu anulação de sigilos telemático, bancário e fiscal do dono do Master, mas foi negada

Por Ana Pompeu/Folhapress

12/12/2025 às 19:45

Atualizado em 12/12/2025 às 22:48

Foto: Reprodução/YouTube

Imagem de Dias Toffoli determina retirar o material contido no celular de Daniel Vorcaro da CPMI do INSS

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (12) a retirada dos documentos com o sigilo das mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

O colegiado havia aprovado nesta semana a quebra do sigilo bancário e telemático do dono do Banco Master. A documentação, após a ordem do ministro, foi retirada dos arquivos da investigação da CPMI.

A defesa do banqueiro pediu a anulação das quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal de Vorcaro.

Toffoli negou os pedidos dos advogados, mas, como a decisão se deu em caráter provisório, determinou que o material colhido até o momento siga para a Presidência do Senado até decisão posterior da corte.

O presidente Carlos Viana (Podemos-MG) lamentou a decisão e disse recebê-la com "indignação".

Na decisão, ficaram mantidas as quebras de sigilo deliberadas tanto pela CPMI quanto pelo juízo criminal de origem.

Toffoli também determinou que o Banco Central e a Receita Federal sejam notificados da medida.

"Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar", afirmou Viana.

O parlamentar disse ainda que os documentos em questão "não são acessórios".

"São peças centrais para compreender fluxos financeiros, contratos, autorizações e relações institucionais que podem revelar quem lucrou bilhões às custas da renda mínima de idosos, viúvas e trabalhadores que contribuíram a vida inteira", disse ele, reclamando que a decisão de Toffoli atrapalha a apuração.

No último dia 3 de dezembro, o ministro decidiu que as investigações envolvendo o caso Master, que estavam sendo feitas pela Justiça federal do DF, deveriam passar pelo seu crivo. Ele também já tinha imposto sigilo elevado ao caso.

Reportagem do jornal O Globo mostrou que, poucos dias antes, Toffoli viajou a Lima para assistir à final da Libertadores da América com um dos advogados que atuam na ação, Augusto de Arruda Botelho, que defende o diretor de compliance do Master. A informação foi confirmada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Politica Livre

Ordem de Moraes sobre Zambelli acua Motta e complica estratégia para julgar Ramagem


 

Corrupção ideológica conseguiu destruir a democracia no Brasil


Charge do Cláudio Oliveira (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

O testamento político do século 21 até agora é um mau presságio. Vivemos no Brasil um drama em dois polos. A esquerda é autoritária, a direita é incapaz. No primeiro caso vemos uma forma sofisticada de cegueira cognitiva e moral: aquela causada pela ideologia política. Não importa a realidade, ela deve prestar contas à estupidez ideológica.

Associado a isso, o drama moral que caracteriza todo um universo de pessoas que dizem representar o bem, mas que, no final do dia, só querem manter o poder e usufruir dele, como quase todo mundo nesse “mercado político”.

INCOMPETÊNCIA – Na direita, formada, normalmente, por gente tosca como o bolsonarismo, o problema hoje é a incompetência dos seus candidatos as eleições de 2026, marcados pela incapacidade de superar o bolsonarismo. Enquanto a direita não escapar da contínua chantagem emocional que a família Bolsonaro faz com o destino político do país, Lula será reeleito até completar cem anos.

O uso do vocabulário religioso por parte do bolsonarismo só humilha aqueles que buscam opções à gangue do PT. O país se afoga na delinquência política. Os bolsonaristas querem transformar uma figura cada vez mais patética como o Bolsonaro num “mito”. Não fica longe da esquerda querendo fazer de um inepto como o Lula um Ghandi ou um Mandela.

A COP30 do Lula é a imagem de um país à deriva institucional: muita bravata, nenhuma infraestrutura, muita propaganda petista, quilos de leviandade. Aliás, a leviandade brasileira atingiu o nível institucional. Nenhum dos poderes da República escapa mais. O Estado brasileiro despreza seu povo e cuida muito mal dele. O resto é blábláblá. O Estado opera contra o cidadão.

IMPRENSA INÚTIL – E pensar que toda essa patifaria conta com a anuência da maior parte da imprensa que lambe as botas do Lula, descaradamente. Fosse um presidente que não pertencesse à gangue, a imprensa teria descascado essa coisa ridícula que foi essa balada em Belém, com direito a incêndio, falta de água nas privadas e bate boca com o chancelar alemão, que nada disse além da verdade nua e crua sobre o evento e sua organização. O Brasil nunca foi um país sério.

Diga-se de passagem, que as COPs em geral não servem para nada, a não ser para coquetéis intermináveis que sempre morrem na praia, afinal, elas não têm nenhuma soberania, quem a tem são os estados nacionais. Neste sentido são ainda mais inúteis do que os concílios bizantinos do cristianismo antigo.

Há problemas estruturais no Brasil. Por exemplo, a possibilidade legal de uma pessoa, pouco importa de qual partido, se candidatar várias vezes ao cargo de presidente só destrói a saúde institucional do STF. No caso de Lula ser reeleito para um quarto mandato em 2026, ele terá a chance de indicar mais três ministros para as vagas de Carmén Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Fux.

“IRMANDADE” – Dos 11 membros, nove serão petistas. E não tentem nos enrolar dizendo que “a competência os torna independentes”. No Brasil de hoje, a independência de ação e pensamento se conta nos dedos. E é passível de punição legal e profissional. A independência gera demissões. A “irmandade ideológica” destruiu a vida política nacional e o intelectual público, aliada a clássica corrupção de caráter.

Há outros elementos estruturais, que transcendem o Brasil em si, mas, que se somam a catástrofe institucional que se abateu sobre o Brasil. Vejamos. Democracia é um regime em que a sociedade organiza uma competição legítima por votos. Quem vence, manda.

A democracia atribui a maior parte da sua soberania via essa competição por votos.
consequência inevitável desse procedimento de atribuição da soberania: nenhum candidato viável será virtuoso até o fim das eleições pois fará de tudo para vencer a competição por votos.

BRIGA EXTREMA – Toda vez que há uma disputa séria para se conquistar o poder legítimo, ocorre violência para valer, a briga é para matar. E num quadro em que, cada vez mais, o Estado só cresce e enfia seus tentáculos e suas patas adentro de toda a estrutura social, política e histórica, a tendência é que essa competição por votos se torne mais selvagem, para abocanhar mais territórios de poder na sociedade e na vida das pessoas.

Se o país for estruturalmente corrupto como o nosso, a tendência é a baixaria moral reinar absoluta. O Brasil permanece um sistema de capitanias hereditárias, e a família Bolsonaro gostou de fazer parte do grupo de capitães hereditários e não quer lagar o osso, mesmo que condenem o país a mais quatro anos de tortura sob as botas do casal Lula-Janja.

Suspeito que estão dispostos a rifar 2026 a fim de melhorar as chances do clã em 2030.

Com suas canções de protesto, Gonzaguinha afrontava o regime militar


GonzaguinhaPaulo Peres
Poemas & Canções

O economista, cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Junior (1945-1991), mais conhecido como Gonzaguinha é, sem dúvida, um dos maiores talentos da música brasileira em seus diversos estilos populares.

Sua obra teve, inicialmente, como característica sua postura de crítica à ditadura militar. Cantor de si e do mundo ao redor, ele cantava as lutas individuais e coletivas. Cantar, para ele, era estar à disposição do próprio canto: da vida, da alegria, da dor e tudo sangra, para o bem e para o mal.

A música “Sangrando” faz parte do LP Gonzaguinha: de volta ao começo, gravado ainda no regime militar, em 1980, pela EMI-Odeon.

SANGRANDO
Gonzaguinha

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força canta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar    


Ascensão de Michelle reconfigura o PL e inquieta os herdeiros do clã

Publicado em 12 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet


Governo Trump retira Moraes e família de sanção da Lei Magnitsky


 

Em destaque

Eleições de 2026 devem ser decididas pela rejeição, não pela ideologia, aponta pesquisador político

  Eleições de 2026 devem ser decididas pela rejeição, não pela ideologia, aponta pesquisador político Análises eleitorais indicam que cerca ...

Mais visitadas