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Em entrevista, o presidente da República disse que não desistiu de ter o senador como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026
Por Cibelle Bouças, Valor — Belo Horizonte
11/12/2025 17h46 Atualizado há 12 horas
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)
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Governador agora defende avanços graduais
Bruno Ribeiro
Folha
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse nesta quinta-feira (11), em São Paulo, que o PL da Dosimetria foi “o possível no momento” e defendeu que se busquem “novos passos” para anistiar Jair Bolsonaro (PL).
“[O PL da Dosimetria] é o possível no momento. Eu entendo que a gente precisa buscar um caminho de pacificação, restabelecimento da justiça. Temos que dar os passos possíveis, o que era possível politicamente era isso”, disse.
PRETERIDO – Tarcísio, preterido pelo ex-presidente na indicação de seu nome à Presidência no ano que vem, havia sido um dos principais articuladores da votação que aprovou o regime de urgência, em setembro, para o projeto de lei da anistia, aprovado no dia 17 daquele mês.
Na ocasião, quando era apontado como presidenciável pelos dirigentes dos principais partidos da centro-direita, o governador ficou dois dias em Brasília negociando a aprovação do texto.
A proposta, contudo, foi aprovada em um bloco com a PEC da Blindagem, que teve rejeição popular e motivou manifestações pelo país contra as normas aprovadas pela Câmara. A PEC terminou enterrada no Senado, e o PL da Anistia virou o PL da Dosimetria —que reduz as penas aos condenados pelo 8 de Janeiro, mas não os livra das punições.
UM PASSO POR VEZ – Tarcísio foi questionado sobre o tema durante uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais que têm uma fatia de seus custos arcada pelo governo, em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. “Vamos avançar com esse passo e vamos pensar depois nos próximos”, afirmou o governador.
Ainda em agosto, dias antes de iniciar a articulação no Congresso, Tarcísio disse, durante entrevista ao Diário do Grande ABC, que, se fosse eleito presidente, daria a anistia a Bolsonaro “no primeiro dia, primeiro ato”.
O texto está agora na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, sob relatoria do senador Esperidião Amin (PP-SC). Nesta semana, em um evento no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio afirmou que não se considerava um articulador político, que promove jantares, e que seu foco será a reeleição em São Paulo.
Foto Divulgação - eixo.politico
Tratamento desigual da Câmara abre brecha jurídica que pode reacender disputa sobre cassação automática de parlamentares condenados
Por Cleber Lourenço
A Câmara dos Deputados criou um impasse institucional ao aplicar dois ritos distintos para situações jurídicas idênticas. Quando Paulo Maluf (então PP-SP) foi condenado com trânsito em julgado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, a Mesa Diretora declarou seu mandato vago. No caso de Carla Zambelli (PL-SP), igualmente condenada, a decisão de Hugo Motta foi submeter o processo ao plenário
O advogado de Maluf, Eduardo Galil afirmou ao ICL que a Constituição não deixa margem para interpretação. “Condenado com trânsito em julgado perde o mandato. Acabou. Não tem nem que julgar pelo plenário”, disse ele, ressaltando que a norma constitucional dispensa qualquer deliberação política.
Segundo o advogado, o contraste entre os dois casos é evidente. “Eles afastaram o Paulo pela Mesa, sem plenário, e agora mandam o caso dela para votação. Dois pesos, duas medidas”, afirmou.
Maluf, já idoso, deixou o mandato e foi diretamente ao cumprimento da pena, enquanto Zambelli, mesmo condenada e presa, continua com o mandato preservado enquanto o plenário delibera.
A estratégia está delineada. Galil diz que não pretende agir antes de a Câmara formalizar sua posição.
“Eu vou esperar a decisão. Quando sair a declaração de que não acataram a decisão do Supremo, eu entro com o pedido”, afirmou o advogado.
Assim que o plenário da Câmara formalizar sua posição sobre Zambelli, a defesa acionará o STF pedindo a devolução simbólica do mandato de Maluf e uma indenização pelo período não exercido.
“Eles vão ter que devolver e indenizar o Paulo pelo mandato tirado de forma irregular”, afirmou.
É nesse ponto que a informação revelada em primeira mão pelo jornalista Otávio Guedes, da Globo News — e confirmada pelo ICL Notícias diretamente com a defesa de Maluf — assume peso político. A divulgação pública da iniciativa expôs a Câmara a um questionamento mais amplo e aprofundou a cobrança por coerência institucional.
Nos bastidores, aliados de Hugo Motta afirmaram ao ICL Notícias que a movimentação de Maluf foi lida como um gesto político com endereço certo: Arthur Lira. Para esses interlocutores, Lira, ainda influente no PP e irritado com Motta desde o desfecho da tentativa de cassação de Glauber Braga, teria visto a ofensiva jurídica como uma oportunidade de pressionar o atual presidente da Câmara. O caso de Glauber, que terminou em suspensão e não em cassação, aumentou o desgaste entre ambos.
A defesa de Maluf nega qualquer atuação coordenada com Lira e sustenta que o pedido tem motivação exclusivamente jurídica. Mas o impacto político é inevitável: ao questionar o rito escolhido para Zambelli, a defesa recoloca no centro do debate a disputa entre Legislativo e STF sobre quem detém a última palavra na perda de mandato de parlamentares condenados.
Se o STF for acionado, terá de enfrentar novamente esse tema sensível e definir, com mais clareza, qual rito deve prevalecer — o constitucional ou o político. Uma decisão poderá obrigar a Câmara a padronizar procedimentos, reduzindo a margem para casuísmos e interpretações convenientes.
Agora, todas as atenções se voltam para a decisão de Hugo Motta no caso Zambelli. O caminho que ele escolher definirá não apenas o futuro da deputada, mas também se a disputa jurídica envolvendo Maluf ganhará força no Supremo e recolocará em debate a própria forma como o Legislativo lida com condenações criminais transitadas em julgado.
Nota da Redação Deste Blog -
O prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, esteve em Brasília nesta quarta-feira (10) para participar de um dos eventos mais importantes do calendário federal: o anúncio dos novos investimentos do Novo PAC Seleções, programa que reúne ações estratégicas para impulsionar infraestrutura, serviços públicos e qualidade de vida em todo o país.
Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um conjunto de iniciativas que somam R$ 39,3 bilhões em recursos destinados às áreas de educação, saúde, saneamento básico e infraestrutura social. O município de Jeremoabo está entre os contemplados, um reconhecimento que marca mais um passo na reconstrução administrativa da cidade.
De acordo com o prefeito Tista de Deda, a inclusão do município no programa reforça o compromisso da gestão em buscar soluções concretas para desafios históricos. Ele destacou que a participação direta no evento representa mais que uma agenda institucional — simboliza a abertura de portas para novos investimentos.
Segundo o prefeito, o encontro ampliou diálogos essenciais para garantir obras e ações que deverão impactar profundamente a vida da população. “Estar aqui significa reafirmar que Jeremoabo voltou a ter voz e prestígio no cenário nacional. O Novo PAC abre caminhos para intervenções que podem transformar o dia a dia da nossa gente, e estamos preparados para aproveitar cada oportunidade”, afirmou Tista.
Um dos eixos mais relevantes do pacote federal é o saneamento básico. O Novo PAC Seleções prevê R$ 11,2 bilhões para projetos de abastecimento de água, tanto nas zonas urbanas quanto nas comunidades rurais, além de obras de esgotamento sanitário.
Para Jeremoabo — município que há décadas convive com limitações estruturais — esse investimento pode representar um salto de dignidade, saúde pública e desenvolvimento sustentável.
A ampliação do acesso à água potável e ao saneamento básico reduz doenças, melhora a qualidade de vida e abre espaço para a expansão urbana ordenada.
Outro ponto de grande impacto é o papel do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), que vai direcionar R$ 28,1 bilhões para a construção e modernização de escolas, creches, unidades básicas de saúde, hospitais e para aquisição de equipamentos essenciais.
Para municípios como Jeremoabo, essa iniciativa significa a possibilidade real de:
ampliar vagas na educação infantil;
melhorar prédios escolares antigos;
modernizar a estrutura da rede de saúde;
reduzir filas e fortalecer o atendimento básico;
equipar hospitais e postos com tecnologia e insumos adequados.
A presença de Tista de Deda em Brasília reafirma um movimento que já começa a ser percebido pela população: Jeremoabo volta a se posicionar entre os municípios que buscam protagonismo, planejamento e diálogo com o governo federal.
A cidade, que durante anos enfrentou abandono estrutural, agora encontra nas políticas públicas nacionais uma oportunidade concreta de reconstrução e crescimento.
Com o Novo PAC Seleções, água, saúde e educação deixam de ser apenas promessas e passam a ser metas possíveis. A gestão municipal demonstra preparo e articulação para captar recursos e trazer os benefícios para onde eles devem chegar: a vida das pessoas de Jeremoabo.

Flávio desistirá da candidatura mediante uma boa oferta
Dora Kramer
Folha
Se a insensatez e a afobação fossem fatores primordiais na escala do eleitorado para a escolha de governantes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia ser considerado eleito presidente.
Menos de 48 horas depois de dizer que disputaria o Palácio do Planalto com o aval do pai, o senador confessou que sua candidatura tem preço e ainda detectou erros graves na própria ascendência ao exibir como selo de boa qualidade a promessa de ser “um Bolsonaro diferente”.
REPAGINADO – Muito franco, acenou com a figura de um Bolsonaro “mais centrado, que conhece a política e quer realmente fazer a pacificação no país”. Qualificou o genitor como pessoa fora do eixo, incompetente na política e falso pacificador.
Flávio não esperou a jogada esquentar para assumir que desistiu da empreitada mediante uma boa oferta. Está à venda, portanto. E cobra alto: o Congresso deu por não dito o que foi dito pelo Supremo Tribunal Federal nas notícias de Jair Bolsonaro e comparações por tentativa de golpe de Estado.
“RECADO” – O irmão Eduardo achou que era um “xeque-mate”, “um baita recado” para quem quer distância do clã na direita e cercanias. Deve pensar que haverá uma porta para aceitar as ordens e rapidamente se formar um grande movimento em prol da anistia que, assim, terá sua aprovação garantida. Em matéria de delírio, uma família já produziu mais criativos.
A realidade até agora não se mostrou benevolente. A esquerda ironizou alegremente, o centro calou, o centrão ficou entre o silêncio e a exclusão, o PL deu aval formal, Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo) receberam Flávio como apenas mais um na disputa pela Presidência, Tarcísio de Freitas (Republicanos) —”o melhor do tempo”— adiou a ocorrência e Gilberto Kassab (PSD) fechou-se em copas.
Todos no aguardo do que vai dar o lance de chantagem explícita, sem que o autor tenha algo de substantivo para oferecer além de candidatura desprovida de lastro e para cuja retirada não é certeza de que alguém esteja disposto a pagar.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A postura dos Bolsonaros revela um grau de oportunismo político que beira o descolamento completo da realidade. Transformar uma candidatura presidencial em moeda de troca, como fez Flávio Bolsonaro, expõe não apenas a fragilidade do projeto familiar, mas a total ausência de compromisso com qualquer horizonte público que não seja o da autopreservação. Ao admitir que desistiria da disputa por meio de uma “boa oferta”, o senador escancara uma lógica de atuação em que princípios são negociáveis, convicções são aplicadas e a política se reduz a chantagens explícitas. Pior: ao tentar se vender como “um Bolsonaro diferente”, Flávio desqualifica o próprio pai, reconhecendo o que o país já sabe — a incapacidade de Jair Bolsonaro de liderança com equilíbrio, responsabilidade ou competência. Trata-se de um clã que, ao invés de construir alternativas, insiste em transformar crises pessoais em moeda política, reiterando a irresponsabilidade que marcou sua trajetória. (MC)
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Moraes declara nula decisão e ordena posse de suplente
Mariana Muniz
O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou nula a decisão da Câmara que preservou o mandato de Carla Zambelli (PL-SP) e ordenou nesta quinta-feira a posse do suplente da parlamentar, Coronel Tadeu (PL-SP).
Com a decisão, Moraes decretou a perda imediata do mandato parlamentar e determinou que o presidente da Câmara, deputado Hugo Mota (Republicanos-PB), efetive a posse do suplente no prazo máximo de 48 horas, conforme o artigo 241 do Regimento Interno da Casa.
VIOLAÇÃO – Segundo Moraes, a deliberação da Câmara dos Deputados, que rejeitou a perda do mandato de Zambelli, “ocorreu em clara violação” à Constituição. “Trata-se de ATO NULO, por evidente inconstitucionalidade, presentes tanto o desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, quanto flagrante desvio de finalidade”, disse o ministro do Supremo.
O ministro também solicitou ao presidente da Primeira Turma do STF, Flávio Dino, o agendamento de uma sessão virtual para esta sexta-feira, das 11h às 18h, para que os demais ministros do colegiado julguem se confirmam ou não a decisão dada por ele. A Procuradoria-Geral da República foi comunicada da decisão.
Segundo Moraes, a Constituição Federal atribui ao Poder Judiciário a competência para determinar a perda do mandato parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado. Nesses casos, explicou o magistrado, cabe à Mesa da Câmara apenas declarar a perda do mandato, por meio de um ato administrativo vinculado, conforme prevê a Constituição.
AFRONTA – O ministro, que é o relator do processo que levou à condenação da deputada, também observou na sua decisão que a votação da Câmara afrontou uma série de julgados do STF sobre o tema, ressaltando que a Corte, desde o julgamento da Ação Penal 470 (o “mensalão”), em 2012, consolidou o entendimento de que parlamentares condenados criminalmente com trânsito em julgado perdem automaticamente o mandato.
A cassação ocorre após a Câmara ter rejeitado, em plenário, a perda do mandato de Zambelli por não atingir o quórum constitucional de 257 votos. A votação ocorreu na madrugada desta quinta-feira.
Como mostrou O Globo, ministros do STF afirmaram ver a decisão que manteve o mandato de Zambelli como “inaceitável” e avaliaram como uma tentativa de desmoralizar a Corte. Magistrados ouvidos reservadamente pelo GLOBO já falavam que haveria a adoção de alguma nova medida por parte do tribunal.
UNANIMIDADE – Antes uma das deputadas mais próximas de Jair Bolsonaro, Zambelli foi condenada por unanimidade em maio pelo Supremo a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do CNJ, junto com o hacker Walter Delgatti. Com a condenação, ela ficou inelegível por oito anos. Além disso, a Corte determinou a perda automática do mandato.
Presa na Itália após deixar o Brasil através da fronteira com a Argentina em Foz do Iguaçu (PR), Zambelli também foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que a deputada perseguiu um homem com uma arma em punho na véspera do segundo turno da eleição de 2022 em São Paulo.
Publicado em 22 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge do Iotti (Gaúcha/Zero Hora) Luísa Martin...