segunda-feira, novembro 17, 2025

Pais são presos sob suspeita de agredir filhos com raquetadas no interior de SP

 

Pais são presos sob suspeita de agredir filhos com raquetadas no interior de SP

Por Fábio Pescarini| Folhapress

Pais são presos sob suspeita de agredir filhos com raquetadas no interior de SP
Foto: Reprodução / @hujundiai

Os pais de dois meninos, de 8 e 10 anos, foram presos na última quarta-feira (12) sob suspeita de agredir os filhos em Jundiaí, a cerca de 60 km de São Paulo. A mãe, segundo um deles, teria usado uma raquete para bater nas crianças. O caso ocorreu
 

As duas crianças estão internados no Hospital Universitário de Jundiaí. Uma terceira filha do casal, de 5 anos, foi levada pelo Conselho Tutelar para um abrigo transitório.
 

Em audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão do casal, um engenheiro de 43 anos e uma enfermeira de 36. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos. No dia da prisão, os pais negaram as agressões.
 

De acordo com boletim de ocorrência registrado no plantão do 1º Distrito Policial da cidade, uma conselheira tutelar foi informada por uma funcionária do Fórum de Jundiaí sobre suposta situação de agressão física ao filho mais velho.
 

Por causa das lesões, a criança havia relutado em ir à escola, onde acabou acolhida.
 

Ainda conforme a funcionária da Justiça, o caso já tinha sido comunicado ao Minitério Público.
 

A partir da denúncia, de acordo com o documento policial, a conselheira tutelar foi até a escola, onde encontrou o menino visivalmente machucado, com acompanhamento de uma equipe pedagófica e de um funcionário da Secretaria de Educação do município.
 

Questionado sobre as lesões, a criança disse que havia sido agredida com uma raquete pela mãe. Também afirmou que os castigos físicos eram diários e recorrentes.
 

O menino declarou ainda que era obrigado a permanecer durante a noite em "posição de flexão, apenas de roupa íntima, trancado em um escritório, sem alimentação adequada, por punição, e sem poder dormir". Disse ainda que ficou sem banho por 15 dias.
 

"A vítima informou que o pai tinha conhecimento das agressões e, por vezes, também participava das mesmas", afirma o boletim de ocorrência.
 

O irmão de 8 anos confirmou a denúncia, mostrando à conselheira cicatrizes antigas que teriam sido originadas de agressões.
 

A conselheira solicitou apoio da Guarda Municipal para garantir a segurança da abordagem e afastou a filha mais nova do ambiente.
 

"Ambos os pais se mantiveram calmos, sem demonstrar reação emocional ou arrependimento, negando os fatos e não apresentando resistência", disse à conselheir à polícia, conforme registro no boletim de ocorrência.
 

Durante atendimento médico, o menino reafirmou as agressões, "relatando que a mãe batia com raquete, arrancava seus cabelos, apertava sua genitália, e já havia quebrado uma garrafa em seu braço, provocando sangramento".
 

Após exame clínico, o médico constatou múltiplas fraturas e alterações abdominais. Foi solicitada ultrassonografia.
 

Na delegacia, a conselheira disse que os pais permaneceram em silêncio quando questionados sobre as agressões, "sendo a única preocupação da mãe relacionada à possibilidade de visitas e à rotina após o afastamento das crianças".
 

Os pais acabaram presos em flagrante e não foi arbitrada fiança.
 

"Apesar de conduzidos negarem os fatos, neste momento de cognição sumaríssima, reputo que há indícios suficientes de autoria e materialidade da infração penal de maus-tratos", escreveu o delegado Elvis Rodrigues Rocha no boletim de ocorrência.

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Ponte Godofredo Diniz: obra altera trânsito a partir desta segunda, 17

 As medidas entram em vigor nesta segunda-feira, 17

A Prefeitura Municipal de Aracaju fará alterações na circulação de pedestres, ciclistas e veículos em um trecho do Calçadão da 13 de Julho e também da Avenida Beira Mar em virtude da obra de duplicação da ponte Godofredo Diniz, que liga os bairros 13 de Julho e Coroa do Meio. As medidas entram em vigor nesta segunda-feira, 17.

Segundo a PMA, a duplicação da ponte Godofredo Diniz (conhecida como ponte da Coroa do Meio) é considerada essencial para resolver um dos principais gargalos da mobilidade urbana da capital, por se tratar de uma área de comum congestionamento, sobretudo em horários de pico. A nova estrutura, paralela à ponte existente, terá 160 metros de extensão, três faixas de rolamento, ciclovia e faixas exclusivas para pedestres.

Calçadão da 13 de Julho

A instalação de tapumes no trecho entre a ponte Godofredo Diniz e a avenida Francisco Porto ocupará a faixa de ônibus, para permitir a construção de uma nova faixa de tráfego e o deslocamento do passeio público. Por isso, pedestres e ciclistas deverão circular pelo lado oposto da via enquanto durarem os trabalhos.

O primeiro ponto de ônibus será logo após a ponte, sentido Centro. A Prefeitura orienta atenção redobrada aos condutores e reforça que o ponto de ônibus existente na avenida continuará funcionando normalmente, mas com um recuo específico para embarque e desembarque seguro.

Trânsito

Em relação ao trânsito, também haverá alterações temporárias. A segunda etapa da obra contempla a recuperação e ampliação do sistema de drenagem sob a avenida Governador Paulo Barreto de Menezes (avenida Beira Mar), no acesso à avenida Francisco Porto.

Essa fase será executada em três etapas distintas, interferindo de forma parcial nas faixas laterais e centrais da pista. Mesmo com a presença de máquinas e operários, a SMTT garantirá ao menos uma faixa liberada em cada sentido, evitando bloqueios totais. Ainda assim, podem ocorrer pontos de lentidão, especialmente nos horários de pico e, por isso, a SMTT recomenda o uso da avenida Jorge Amado como rota alternativa.

Com informações da PMA

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COP30 - Reação e análise da 350.org: Texto da Presidência abre disputa por um acordo para a eliminação dos combustíveis fósseis na conferência

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16 de novembro de 2025, Belém, Brasil – À medida que a COP30 inicia sua segunda semana, a Presidência divulgou o tão aguardado texto de consulta, que concentra os principais pontos de disputa da conferência, especialmente como responder à lacuna de ambição das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) e ao financiamento climático. A 350.org analisou os elementos centrais do texto (abaixo), que apresenta diversas opções que incluem componentes essenciais para um resultado ambicioso.

 

A publicação ocorre enquanto o apoio para estabelecer um roteiro de transição para o fim dos combustíveis fósseis cresceu para 62 países em apenas uma semana, segundo a análise mais recente da 350.org.

 

“A luta começou. O texto da Presidência da COP30 mostra um caminho visível para fechar a lacuna de descarbonização, ancorado em um roteiro de eliminação dos combustíveis fósseis e em um pacote de financiamento climático de verdade. Agora existem opções textuais reais, ainda que em formato preliminar. O desafio daqui em diante é se o Brasil vai aproveitar esses dois pilares, financiamento e ambição, para conduzir um resultado robusto, ou permitir que o processo caia no denominador comum mais baixo. Igualmente crítico é saber se a Europa e outros países desenvolvidos vão aumentar sua ambição em financiamento climático para viabilizar um acordo.”
— Andreas Sieber, Diretor-Associado de Políticas e Campanhas, 350.org.

 

“O financiamento é o motor da ação climática. A Presidência convoca os países em desenvolvimento a liderar, priorizando financiamento público, baseado em doações e concessional, para proteger os mais vulneráveis do mundo e romper o ciclo vicioso da dívida. No entanto, o texto falha ao não reconhecer a urgência de simplificar o acesso direto ao financiamento para as comunidades, especialmente povos indígenas, que já possuem soluções no território, mas enfrentam enormes barreiras para acessar os recursos necessários para ampliá-las.”
— Fanny Petitbon, Coordenadora da Equipe da França, 350.org

 

Análise da 350.org sobre o texto da Presidência

 

O texto da Presidência da COP30 apresenta uma série de opções que podem moldar os resultados da COP30, incluindo um possível roteiro para acelerar o fim da era dos combustíveis fósseis.

 

Opções para um Roteiro de Transição dos Combustíveis Fósseis

 

O texto apresenta explicitamente opções para que os países “acelerem a ação para a transição para o fim dos combustíveis fósseis”, incluindo a possibilidade de um novo roteiro desenvolvido pelas sucessivas Presidências da COP.

 

Um mandato proposto incluiria:

  • Designar às Presidências da COP a tarefa de desenvolver um roteiro para impulsionar a implementação das NDCs e a cooperação internacional;
  • Convocar uma Coalizão de Ministros do Clima;
  • Publicar o Roteiro antes da COP31

    O texto também inclui uma opção de “não ação”, que adiaria decisões até o próximo balanço global (Global Stocktake).

Opções sobre Financiamento

 

O documento reconhece plenamente as lacunas persistentes e crescentes no financiamento climático e destaca o papel do financiamento como elemento essencial para a ação climática. Ele abre caminho para uma cooperação internacional ampliada, chamando especificamente os países desenvolvidos a liderar. Um possível caminho adiante incluiria:

 

  • Estabelecer um programa de trabalho de três anos de Belém e um Plano de Ação para implementação do Artigo 9.1;
  • Triplicar o financiamento para adaptação;
  • Estabelecer arranjos justos de repartição de esforços.

Opções para o Resultado Final da COP30

 

O texto também apresenta várias opções formais para o acordo final da conferência, desde uma decisão de Mutirão até uma decisão de cobertura (cover decision) de fato, além de diferentes tipos de planos:

  • Decisão Mutirão
  • Ação orientada por uma missão (mission-oriented action)
  • Plano de resposta global
  • Plano de ação
  • Plano de entrega (delivery plan)

Isso abre a possibilidade de diferentes elementos do pacote final serem distribuídos entre diferentes veículos de decisão. O essencial é que o resultado formal entregue uma resposta robusta ao gap de ambição para 1,5°C e ao financiamento climático, potencialmente complementado por declarações adicionais ou resultados paralelos.

Na segunda-feira, 17 de novembro, as Partes oferecerão feedback sobre se o resumo reflete com precisão suas posições, definindo o cenário para um possível pacote negociado na segunda metade da semana.

 

– FIM –

Contato para a imprensa:
Rachel Brabbins | rachel.brabbins@350.org | +55 21 98299

 

domingo, novembro 16, 2025

Guardas municipais reivindicam que sejam considerados como “policiais”

Publicado em 16 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

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Reinvindicação dos guardas municipais é justa e necessária

Da Agência Câmara

Representantes das guardas municipais reivindicaram nesta terça-feira (11), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, mudanças na Constituição que levem ao reconhecimento desses agentes de segurança como policiais.  Segundo o presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais, Gerson Nunes, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal reconheceram as guardas municipais como força policial. “Já somos a polícia municipal nas ruas”, afirmou.

“O reconhecimento das guardas municipais como polícia não é mudar nada, não é inventar a roda, é reconhecer aquilo que já é e sempre foi”, disse o presidente da Associação Nacional de Guardas Municipais, Reinaldo Monteiro da Silva. Por sua vez, Reinaldo Silva explicou que “a palavra ‘polícia’ significa ‘guarda da cidade’, é usada para designar corporações e indivíduos cuja principal função é o exercício de poder de polícia. Então, por que não fazer essa correção no texto constitucional?”, indagou

HÁ 30 ANOS – “Precisamos do reconhecimento constitucional do que fazemos há 30 anos e de isonomia nas regras previdenciárias”, completou a diretora jurídica da Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil, Rejane Soldani.

O deputado Alberto Fraga (PL-DF), um dos que sugeriram a audiência pública na comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25), ponderou: “Sou favorável, sim, ao avanço das guardas municipais. Agora, não da forma como vocês estão querendo. Temos que ter algumas regras. Para ser polícia, tem o ônus e o bônus, não é assim, da noite para o dia”.

O relator da comissão especial, deputado Mendonça Filho (União-PE), também pediu prudência. “A transformação nessa área ocorrerá de forma lenta e gradual. Eu me reservo o dever de buscar os avanços na direção correta”, disse.

MUDANÇAS – Elaborada pelo governo federal, a PEC 18/25 altera a estrutura de segurança pública no Brasil, buscando maior integração e coordenação entre diferentes níveis federativos e órgãos de segurança.

São três alterações principais: o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), hoje previsto em lei ordinária (Lei 13.675/18), passará a fazer parte da Constituição; as competências de alguns órgãos de segurança, como a Polícia Federal, serão ampliadas; e o papel do governo federal no planejamento e na coordenação da segurança pública acabará fortalecido.

Além de Alberto Fraga, a audiência pública foi proposta também pelos deputados Capitão Alden (PL-BA), Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), Delegada Ione (Avante-MG) e Sanderson (PL-RS). Os deputados Sargento Fahur (PSD-PR) e Célio Silveira (MDB-GO) participaram da reunião.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reivindicação dos guardas municipais é muito justa e necessária. Eles estão sendo autorizados a andar armados. A decisão do STF pacificou o entendimento de que as guardas municipais têm direito ao porte de arma de fogo, pois integram o sistema de segurança pública. Bem, se andam armados e fazem o trabalho de polícia, têm de ser considerados policiais. Isso é apenas o óbvio ululante que Nelson Rodrigues tanto exaltava(C.N.)

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