sexta-feira, outubro 17, 2025

Fux abandona plenário do Supremo durante críticas de Gilmar à Lava Jato

 Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal)16 de outubro de 2025 | 19:50

Fux abandona plenário do Supremo durante críticas de Gilmar à Lava Jato

brasil

O embate entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux durante o intervalo do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) de quarta-feira (15) se estendeu durante a sessão no plenário do tribunal.

O Supremo julgava um processo sobre os valores obtidos através de condenações em ações públicas na Justiça do Trabalho não serem destinados a um fundo específico, como prevê a legislação.

Gilmar usou o caso para renovar suas críticas à Lava Jato, lendo mensagens trocadas entre procuradores e acusando-os de cretinos. Fux, com quem havia discutido havia minutos, levantou-se da cadeira e deixou o plenário para não mais retornar.

O decano do Supremo fez a ligação entre os dois temas ao se recordar que, durante a Lava Jato, os procuradores responsáveis pela investigação decidiram criar um fundo bilionário, bancado com recursos recuperados da Petrobras e administrado pela força-tarefa para patrocinar projetos de cidadania e anticorrupção.

“O principal exemplo de desvio flagrantemente ilegal de recursos que deveria servir à recomposição de danos de atos ilícitos é, sem dúvida, o que se observou no âmbito da tal Operação Lava Jato, em que foram verificadas até mesmo tentativa de apropriação de verbas bilionários com criação de fundos que seriam administrados pelos procuradores de Curitiba”, disse.

“O Brasil produziu, presidente, nesse período de Lava Jato e quejandos —e é uma singularidade brasileira, uma jabuticaba— um tipo de combatente, ministro Zanin, de corrupção que gosta muito de dinheiro. É uma singularidade”, completou.

Gilmar entrou no assunto por esse caminho, comparando o uso irregular de recursos que deveriam ir a um fundo público. Citada a Lava Jato, o ministro passou a ler mensagens trocadas entre procuradores e avançar sobre temas diversos ao processo em julgamento.

Ele disse que procuradores tentaram montar um esquema internacional para compartilhamento ilegal de provas, citou “entrega de provas em saco de supermercado” e chamou a gestão do ex-chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República) Rodrigo Janot de “triste memória”.

O voto de Gilmar durou pouco menos de 50 minutos. Fux deixou o plenário do Supremo logo no início. Após o decano do tribunal terminar sua fala, foram feitas poucas intervenções e o presidente da corte, Edson Fachin, encerrou a sessão.

Um ministro afirmou à reportagem, sob reserva, que a retirada de Fux foi percebida pelos colegas como um ato de repúdio a Gilmar. O clima na corte seguiu tenso nesta quinta-feira (16). Gilmar e Fux, procurados, não se manifestaram.

Uma hora antes do embate silencioso no plenário, Gilmar e Fux tiveram um duro diálogo em uma das salas do STF anexas ao plenário.

No intervalo da sessão, pouco depois das 16h, Gilmar questionou Fux, de forma irônica, sobre ele ter suspendido o julgamento de um recurso em que Sergio Moro tenta reverter decisão que o tornou réu pelo crime de calúnia contra o próprio Gilmar.

O placar da Primeira Turma estava em 4 a 0 contra Moro. Fux pediu mais tempo para analisar o processo. De acordo com relatos da conversa, Gilmar disse a Fux: “Vê se consegue fazer um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”.

Em seguida, ele afirmou que o colega deveria “enterrar” o assunto “do Salvador”, referindo-se a um ex-funcionário do gabinete de Fux, José Nicolao Salvador, citado numa proposta de delação premiada na década passada, e demitido pelo magistrado em 2016.

De acordo ainda com relatos, Fux reagiu. Respondeu que tinha pedido vista do caso de Moro para examiná-lo melhor e que também estava contrariado com Gilmar, que falaria mal dele em diversos lugares e ocasiões.

Gilmar afirmou que isso era verdade, mas que falava mal de Fux publicamente, e não pelas costas, por considerá-lo uma figura lamentável. E deu como exemplo o julgamento de Jair Bolsonaro, dizendo que Fux “impôs aos colegas [da Primeira Turma] um voto de 12 horas que não fazia o menor sentido”, finalizando por absolver o ex-presidente e “condenar o mordomo [o tenente-coronel Mauro Cid, por tentativa de abolição do Estado democrático de Direito]”, o que teria deixado “todo mundo” chateado.

Fux, segundo ainda relatos, defendeu seu voto, afirmando que era o que tinha que fazer diante do que entendia ser um massacre sofrido pelos réus da trama golpista.

Cézar Feitoza/FolhapressPolitica Livre

Indefinições de Bolsonaro e Tarcísio afetam chapas da direita ao Senado

 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro17 de outubro de 2025 | 06:43

Indefinições de Bolsonaro e Tarcísio afetam chapas da direita ao Senado

brasil

Partidos de direita aguardam a definição de Jair Bolsonaro (PL) sobre quem será seu sucessor na disputa pela Presidência em 2026 para definir chapas em estados considerados estratégicos para a eleição nacional.

O bolsonarismo tem candidatos competitivos ao Senado, seja do PL, seja de partidos aliados, em ao menos 13 estados —majoritariamente no centro-sul do país.

A Casa tem a prerrogativa de aprovar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi eleita como prioridade por Bolsonaro, que sonha concentrar a maioria dos parlamentares para “ter mais poderes quer o próprio presidente da República”, como já afirmou.

Aliados do bolsonarismo apontam que alianças podem ser feitas ou desfeitas a depender de quem for o candidato ao Planalto —e de se for um nome também próximo de alguns partidos de centro, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou algum integrante da família Bolsonaro.

A indefinição se dá especialmente no PSD —que integra o governo Lula (PT), mas também o de Tarcísio em São Paulo. O governador tem mantido postura ambígua, mas freou a ofensiva presidencial nas últimas semanas e tem reforçado ser candidato à reeleição.

A ordem do ex-presidente é para que uma das vagas em cada estado seja de sua indicação, e a outra, de um partido aliado.

Apesar da prioridade dada por Bolsonaro, seu campo político precisaria de um desempenho eleitoral sem precedentes em 2026 para controlar a maioria das 81 cadeiras do Senado.

Em 2022, foram disputadas 27 vagas na Casa, e os aliados do ex-presidente conquistaram 56% delas. Em 2026, o Senado irá renovar as demais 54 vagas. Se o bolsonarismo repetir o índice de sucesso, conseguirá ocupar a maioria das cadeiras, 45, mas não chegará às 54 necessárias para conseguir a aprovação de um impeachment de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

No Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Paraná, a definição da chapa do Senado para o ano que vem depende bastante do arranjo para a disputa presidencial.

No Rio de Janeiro, se Tarcísio for candidato ao Planalto, o prefeito e provável candidato ao governo Eduardo Paes (PSD) pode ficar neutro em relação à Casa, o que beneficiaria o PL, que pode ter dois candidatos no estado.

Paes é aliado de Lula, mas o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já disse que estará com Tarcísio caso o governador se lance à Presidência.

No Rio, além de Flávio Bolsonaro, o PL pode lançar ao Senado o governador Cláudio Castro, o senador Carlos Portinho ou até mesmo o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante.

O PSD hoje tem um pré-candidato próprio ao governo federal: Ratinho Jr., chefe do Executivo no Paraná. Ele manterá a candidatura caso o governador de São Paulo decida não concorrer. Caso contrário, poderá se lançar ao Senado. No estado, o bolsonarismo tem mais duas candidaturas: deputado Filipe Barros (PL-PR) e Cristina Graeml (Podemos).

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a indefinição preocupa aliados do governador e do ex-presidente. Um cenário se desenha com Tarcísio concorrendo à reeleição, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), para uma vaga ao Senado e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) concorrendo para a outra —mas a presença dele nos EUA e as investigações que o atingem podem inviabilizá-lo.

Em outro cenário, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), deixaria o cargo para concorrer ao governo ou o vice-governador Felício Ramuth (PSD) seria alçado ao posto.

Há ainda a possibilidade de o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), considerado um empecilho para eventual saída de Nunes, ser candidato ao Senado no lugar de Eduardo, que não deve retornar ao Brasil.

Em Minas Gerais, estado do também presidenciável Romeu Zema (Novo), o Republicanos deve lançar para governador o senador Cleitinho, enquanto o chefe do Executivo estadual busca emplacar seu vice, Matheus Simões.

Para isso, Simões pode se filiar ao PSD, que hoje é casa do senador Rodrigo Pacheco (MG), possível nome de Lula para governador no estado.

Santa Catarina, Distrito Federal e Rondônia são estados em que o PL deverá ter dois nomes concorrendo ao posto.

No primeiro caso, Carlos Bolsonaro deve ficar com uma das vagas. A segunda é disputada pela deputada Carol de Toni (PL-SC) e pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), que busca a reeleição.

Os dois estiveram recentemente com Bolsonaro, preso em casa desde 4 de agosto. O ex-presidente disse à deputada que ela era um bom nome e deu aval para que tentasse se viabilizar. Já Amin afirmou à Folha, após o encontro, que está cedo e há muita coisa para acontecer ainda.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), tenta um arco amplo de alianças, mas poderia perder Amin e o PP —que se uniriam a uma candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD)— caso seu partido lance dois nomes ao Senado.

No Distrito Federal, o PL apresenta duas candidaturas eleitoralmente viáveis, mas o movimento pode pôr o partido em rota de colisão com aliados. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é vista como garantida em uma das vagas —caso não se lance numa eventual chapa à Presidência, mesmo que como vice.

A outra é postulada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que busca firmar acordo com PL e PP. A ideia é que a vice Celina Leão (PP), amiga de Michelle, seja sua sucessora e a chapa contemple a ex-primeira-dama e ele.

Mas a deputada Bia Kicis (PL-DF) também se colocou para o cargo, após conversas com Bolsonaro no início do ano.

Em Rondônia, o PL também deverá ter dois candidatos: o senador Marcos Rogério, que tentará se reeleger, e o empresário e amigo do clã Bruno Scheid.

Opções ao Senado competitivas ao bolsonarismo*
NORTE (3)
Acre: senador Márcio Bittar (PL-AC)
Rondônia: deputado federal Fernando Máximo (União Brasil-RO)
Pará: deputado federal Éder Mauro (PL-PA)

NORDESTE (1)
Rio Grande do Norte: senador Styvenson Valentin (Podemos-RN)

CENTRO-OESTE (4)
Distrito Federal: ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF)
Goiás: deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO)
Mato Grosso do Sul: governador Reinaldo Azambuja (PL)
Tocantins: senador Eduardo Gomes (PL-TO)

SUDESTE (3)
Minas Gerais: senador Carlos Viana (Podemos-MG)
São Paulo: secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP)
Rio de Janeiro: senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

SUL (2)
Paraná: Cristina Graeml (Podemos)
Santa Catarina: Carlos Bolsonaro (PL-RJ)

*Incluindo nomes do PL, partidos aliados ou notórios apoiadores de Bolsonaro que já estão bem posicionados em pesquisas locais para ao menos uma das vagas ao Senado

Marianna Holanda e Thaísa Oliveira/FolhapressPolitica livre

PT condena plano militar de Trump e alerta para nova era de ingerência dos EUA na Venezuela

Publicado em 16 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Partido disse que ações violam a soberania venezuelana

Deu no O Globo

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota nesta quinta-feira condenando as declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre a Venezuela, que afirmou considerar expandir as operações militares no Caribe para incluir ataques terrestres na Venezuela e também revelou ter autorizado a Agência Central de Inteligência (CIA) a conduzir ações secretas na Venezuela, intensificando uma campanha contra Nicolás Maduro, o líder do país.

A legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou como uma ” afronta à soberania do país sul-americano” e as chamou de inaceitáveis e deploráveis.

AFRONTA À SOBERANIA – “As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que autoriza operações secretas da CIA no território da Venezuela, são uma afronta à soberania do país sul-americano e uma violação do Direito Internacional. É uma iniciativa inaceitável e deplorável. Soma- se a isso o cerco militar que vem sendo praticado contra o povo venezuelano, com execuções sumárias de vidas humanas por forças militares norte-americanas. Trata-se de uma prática inadmissível, sem base legal e sem qualquer processo investigativo. (….) Essas ações antidemocráticas deixaram marcas de ingerências, ilegalidades, golpes, repressão e ditaduras sangrentas no subcontinente”, diz trecho do comunicado.

O partido condenou ainda os ataques: “O Partido dos Trabalhadores condena com veemência mais um ataque dos EUA à soberania da Venezuela. Somos defensores do Direito Internacional e dos princípios da não ingerência e da autodeterminação dos povos em qualquer parte do mundo”, finaliza o texto

Desde agosto, o governo americano envia navios de guerra ao Caribe para operações de combate ao tráfico de drogas, segundo Washington, enquanto acusa Maduro de liderar redes de narcotráfico. Pelo menos cinco pequenas embarcações foram bombardeadas desde então, deixando 27 mortos, o que Caracas chama de “execuções extrajudiciais”.

ATAQUES – “Certamente estamos pensando em terra agora, porque temos o mar sob controle”, disse Trump no Salão Oval nesta quarta-feira, quando perguntado por repórteres sobre a possibilidade de ataques terrestres. Sobre usar a Guarda Costeira em vez de lançar os ataques, Trump completou dizendo que “nunca funcionou quando feito de uma maneira politicamente correta”.

Em evento do Conselho Nacional pela Soberania e Paz, comissão criada depois que Washington passou a enviar navios de guerra ao Caribe, Maduro afirmou que não haverá mudança de regime na Venezuela, “como aconteceu no Afeganistão e na Líbia, nem golpe de estado, como a CIA promoveu no Chile ou na Argentina”.

“Não aos golpes de Estado dados pela CIA, que tanto nos lembram os 30 mil desaparecidos pela CIA nos golpes de Estado contra a Argentina (…) Até quando golpes de Estado da CIA? A América Latina não os quer, não os necessita e os repudia”, disse o líder esquerdista.

Traído de novo, Planalto ensaia o fim do relacionamento aberto com o Centrão


Ilustração de Takeshi Gondo (ohoje.com)

Bernardo Mello Franco
O Globo

O Planalto avisou: vai punir deputados que controlam cargos, mas votam contra o governo. As demissões começaram na sexta passada. Miram indicados do Centrão em ministérios, autarquias e bancos federais.

Ao justificar as degolas, a ministra Gleisi Hoffmann disse que “quem quer ficar no governo tem que votar com o governo”. Ela comparou os aliados infiéis a visitantes que “vivem na sua casa, comem da sua comida, mas não são leais com você”.

METÁFORA – O ministro Celso Sabino preferiu recorrer a uma metáfora conjugal. “Não dá pra ser casado e levar vida de solteiro”, resumiu. Desde o início do terceiro mandato de Lula, Planalto e Centrão vivem um relacionamento aberto. Deputados fingem que apoiam o governo, e o governo finge que acredita no apoio. Enquanto a eleição não chega, os infiéis se lambuzam na máquina federal.

O caso do ministro do Turismo ajuda a ilustrar a barafunda. Filiado ao União Brasil, ele nunca evitou que a maioria dos correligionários votasse com a oposição. Agora resiste a uma ordem partidária para deixar o governo.

Sabino chegou a entregar uma carta de demissão, mas alegou ter mudado de ideia após uma conversa com o presidente. Ao anunciar o recuo, fez um pastiche da fala de Dom Pedro no Dia do Fico. Disse que permaneceria pelo bem do turismo e pela felicidade do povo do Pará.

NEGOCIAÇÕES –  O imperador se espantaria com a falta de cerimônia das autoridades republicanas. Ao vincular as demissões à derrubada de uma Medida Provisória, a ministra das Relações Institucionais escancarou o fisiologismo que pauta as negociações do governo com o Congresso. Gleisi deixou claro que a partilha de cargos federais obedece à lógica do “toma lá, dá cá”. Não há novidade nisso, mas os organizadores da farra já foram mais discretos.

Sem base parlamentar estável, o Planalto agora tenta dosar a extensão da degola. O desafio é evitar que as dispensas virem pretexto para novas traições na Câmara. O risco é deixar que ameaças de punição caiam em descrédito.

Até aqui, não houve disposição para cortar cabeças coroadas. A guilhotina só alcançou ocupantes de cargos de segundo e terceiro escalão.


Piada do Ano! Moraes aciona Defensoria para processar Eduardo Bolsonaro


Eduardo foi notificado por edital sobre acusação da PGR

Márcio Falcão
G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou nesta quinta-feira (16) a Defensoria Pública da União (DPU) a apresentar a defesa prévia do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na acusação sobre coação no curso do processo.

No mês passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Eduardo e o youtuber Paulo Figueiredo por coação em processo judicial. O caso é sobre a atuação de Eduardo para atrapalhar o processo sobre golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.

SANÇÕES E TARIFAS – Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.

Como filho de Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos, Moraes determinou a notificação de Eduardo por edital, para que ele apresentasse resposta à denúncia apresentada pela PGR. Na ocasião, o ministro afirmou que o parlamentar está fora do país para escapar da lei penal brasileira.

DEFESA PRÉVIA – Apesar da notificação via edital, Eduardo Bolsonaro não apresentou defesa prévia. Por isso, conforme a lei, Moraes intimou a DPU para apresentar a defesa em nome do parlamentar. O prazo para a resposta da defensoria é de 15 dias úteis.

Com a apresentação da resposta, o ministro do STF poderá dar andamento ao caso e a Corte poderá decidir se aceita a denúncia contra Eduardo Bolsonaro, tornando-o réu por coação no curso do processo judicial, ou se arquiva o caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Atrapalhar um processo que corre a sete chaves no Supremo só pode ser Piada do Ano. Aliás, o que mais atrapalha os processos no STF é a presença nefasta do ministro Alexandre de Moraes, que sustenta acusações mesmo sabendo que são falsas, como ocorreu no caso de Felipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro. (C.N.)

Lula busca consenso com Alcolumbre antes de bater o martelo sobre vaga no Supremo


Reunião com Alcolumbre deve ocorrer até esta sexta-feira

Gioconda Brasil
G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua as consultas para fechar a indicação dele para a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria antecipada de Luiz Roberto Barroso.

Depois de ouvir ao longo dessa semana ministros do STF, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e integrantes do PT, Lula vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A reunião com Alcolumbre deve ocorrer até a manhã desta sexta-feira (17)

FORTE ALIADO – O presidente do Senado trabalha para emplacar o nome do senador Rodrigo Pacheco, do PSD, na vaga de Barroso. Pacheco é um forte aliado de Davi Alcolumbre e, segundo parlamentares que acompanham as articulações, é o único que tem garantia de aprovação no plenário da Casa.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, nome de confiança de Lula, também é cotado para a vaga. Conta a seu favor o fato de ser evangélico, o que poderia dar força para o governo nesse segmento da população, que tende mais à ala conservadora da política.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Outra Piada do Ano… Lula se consultar com Davi Alcolumbre é o fim da picada. Alcolumbre representa a ligação entre o narcotráfico e a política, pois em seu Estado, o Amapá, um irmão do senador atua nesse estratégico segmento empresarial, com avião e tudo o mais. (C.N.)


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