terça-feira, outubro 14, 2025

Terreiro Ilê Axé Iá Oxum é invadido e destruído em Aracaju

 A casa acredita se tratar de um caso de racismo religioso

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A Casa Ilê Axé Iá Oxum, localizada no bairro Robalo, em Aracaju, foi invadida e teve suas instalações destruídas no dia 3 de outubro. O vídeo com a denúncia foi divulgado neste fim de semana nas redes sociais.

Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver a porta do imóvel arrombada, cômodos revirados e diversos artigos religiosos espalhados pelo chão. Instrumentos sagrados, roupas litúrgicas e objetos de uso cotidiano foram levados ou destruídos.

De acordo com os responsáveis pela casa, também foram roubados eletrodomésticos como geladeira, fogões, botijões de gás e até uma máquina de costura utilizada na confecção das indumentárias das cerimônias religiosas.

Para Vanderlande Ogum, integrante da casa, o sentimento é de consternação diante do ocorrido. “Nossa casa foi arrombada, foi vilipendiada, foi usurpada. Uma afronta à nossa identidade religiosa, à nossa autonomia enquanto casa de axé e à nossa autonomia enquanto povo tradicional”, declarou.

Ele também fez um apelo à união das comunidades de axé e de pessoas comprometidas com a liberdade religiosa. “Convidamos todos os nossos irmãos de axé, pessoas que são ligadas ao campo progressista, que façam conosco uma voz de resistência a esses atos que são de vandalismo e, principalmente, de racismo religioso contra nossa instituição”, afirmou.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado em boletim de ocorrência e está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento a Crimes Homofóbicos, Racismo e Intolerância Religiosa (Dachri), unidade responsável por apurar situações de intolerância religiosa e garantir a responsabilização dos envolvidos.

Por Nicolle Santana e Verlane Estácio

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Título: Corrupção, consciência e o voto que define o futuro

 Nota da Redação Deste Blog

Título: Corrupção, consciência e o voto que define o futuro

O radialista Júnior de Santinha trouxe recentemente um tema de grande relevância para o debate público: a corrupção e o roubo do dinheiro do povo. Um assunto que, infelizmente, ainda se repete como um eco constante na política brasileira, e que merece não apenas reflexão, mas também atitude do eleitor.

Ele está certo ao dizer que é preciso mudar em defesa dos próprios direitos, pois não há transformação social sem a participação consciente do cidadão. Contudo, surge a grande pergunta: como mudar, se muitos eleitores continuam sendo induzidos a votar nos mesmos candidatos marcados por processos de improbidade, desvios de recursos e má gestão do dinheiro público?

A resposta passa, inevitavelmente, pela educação política e pela independência do voto. O eleitor precisa compreender que seu voto não é um favor, nem uma troca por pequenas vantagens. Ele é um instrumento de poder e de cidadania. Quando se vota em políticos com histórico de corrupção, está se assinando uma espécie de autorização para ser enganado de novo.

Infelizmente, , muitos vereadores — que deveriam ser exemplos e defensores do povo — acabam sendo os primeiros a incentivar o voto em candidatos com folha corrida, manchada por escândalos e práticas ilícitas. Fazem isso, muitas vezes, por conveniência, por alianças políticas ou até por benefícios pessoais.

Essa atitude é uma traição à confiança popular, e demonstra como o sistema político ainda está contaminado por interesses mesquinhos. Mas há um caminho de esperança: o voto consciente. Quando o eleitor decide pesquisar, questionar, comparar e rejeitar quem já provou ser desonesto, ele rompe o ciclo da corrupção e ajuda a construir um novo futuro.

A mudança que o radialista propõe não depende apenas dos políticos — começa em cada cidadão, na urna, no dia da eleição.
Porque, no fim das contas, quem elege o corrupto não é o corrupto — é o eleitor desinformado ou acomodado.
E só quando essa consciência despertar de forma coletiva, o Brasil — e cidades como Jeremoabo — poderão, enfim, viver uma política limpa, justa e voltada para o bem comum não elegendo agora nas próximas eleições deputados e senadores  corruptos.

segunda-feira, outubro 13, 2025

Fux concede habeas corpus para ex-presidente do INSS poder ficar em silêncio durante CPI

 Foto: Victor Piemonte/STF/Arquivo

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF)13 de outubro de 2025 | 17:06

Fux concede habeas corpus para ex-presidente do INSS poder ficar em silêncio durante CPI

brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda-feira, 13, habeas corpus ao ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, para poder permanecer em silêncio durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS.

Fux também permitiu que Stefanutto possa ter comunicação irrestrita com sua defesa. A oitiva com o ex-presidente do INSS ocorrerá ainda nesta segunda-feira.

Stefanutto era o presidente do INSS quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, em abril, para investigar um suposto esquema fraudulento de descontos associativos não autorizados em aposentadorias. Ele foi exonerado também em abril

Ele foi nomeado para o cargo no dia 11 de julho de 2023 pelo então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Antes de assumir a presidência do INSS, Stefanutto esteve à frente da Procuradoria-Federal Especializada junto ao INSS durante seis anos, de 2011 a 2017.

Ele já foi alvo de pedido de prisão da própria CPI do INSS, em setembro.

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reclamou de mais um habeas corpus concedido. Até então, é o oitavo. “Ninguém vai calar a verdade, ninguém vai nos fazer parar nessa investigação. Vamos enfrentar tudo isso”, afirmou.

Levy Teles, Estadão Conteúdo

Tarcísio aprende em 24 horas como remendar imagem e entrar no jogo


ATO BOLSONARISTA / DIA DA INDEPENDENCIA / AV. PAULISTA. Foto: Daniel Teixeira/Estadao

Tarcísio aprendeu a fazer política e sabe como proceder

Francisco Leali
Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está na qualidade de “pré-pré-candidato” a presidente da República. Na direita, seu nome lidera as preferências como alternativa ao impedimento de Jair Bolsonaro, inelegível e condenado por tentativa de golpe de Estado.

Nessa posição de quem vai ser, mas ainda não é, Tarcísio fez dois movimentos esta semana. No momento, parece não querer se dar ao luxo de ter fissuras na imagem pública.

SÃO RESPOSTAS – Os dois episódios estão traduzidos no mundo das redes no formato de vídeos gravados pelo próprio governador. O primeiro é do “Errei”. O segundo segue a filosofia do bordão “me deixem trabalhar”.

O primeiro caso ocorreu no começo da semana. Fez piada fora de hora sobre o caso das bebidas adulteradas e que resultaram em mortes. No dia seguinte, correu para as redes para pedir desculpas, admitir o erro na tentativa de encerrar logo o assunto. Apressou-se, portanto, para remendar sua imagem.

Já o segundo caso serve de modelo para como Tarcísio já está pronto para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ambiente público.

CAMPANHA DO PT – O governador gravou um vídeo dizendo que estava sendo obrigado a fazer uma pausa no trabalho por ser vítima de uma campanha do PT de desconstrução da sua imagem.

Ele citou nominalmente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para sustentar que não apoia

Tarcísio aprende em 24 horas como remendar imagem e entrar no jogo

ATO BOLSONARISTA / DIA DA INDEPENDENCIA / AV. PAULISTA. Foto: Daniel Teixeira/Estadao

Tarcísio aprendeu a fazer política e sabe como proceder

Francisco Leali
Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está na qualidade de “pré-pré-candidato” a presidente da República. Na direita, seu nome lidera as preferências como alternativa ao impedimento de Jair Bolsonaro, inelegível e condenado por tentativa de golpe de Estado.

Nessa posição de quem vai ser, mas ainda não é, Tarcísio fez dois movimentos esta semana. No momento, parece não querer se dar ao luxo de ter fissuras na imagem pública.

SÃO RESPOSTAS – Os dois episódios estão traduzidos no mundo das redes no formato de vídeos gravados pelo próprio governador. O primeiro é do “Errei”. O segundo segue a filosofia do bordão “me deixem trabalhar”.

O primeiro caso ocorreu no começo da semana. Fez piada fora de hora sobre o caso das bebidas adulteradas e que resultaram em mortes. No dia seguinte, correu para as redes para pedir desculpas, admitir o erro na tentativa de encerrar logo o assunto. Apressou-se, portanto, para remendar sua imagem.

Já o segundo caso serve de modelo para como Tarcísio já está pronto para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ambiente público.

CAMPANHA DO PT – O governador gravou um vídeo dizendo que estava sendo obrigado a fazer uma pausa no trabalho por ser vítima de uma campanha do PT de desconstrução da sua imagem.

Ele citou nominalmente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para sustentar que não apoia quem quer criar impostos ao invés de cortar gastos.

Ao mesmo tempo, posta-se como o engenheiro que toca obras. Foi como se vendeu em 2022 e muito certamente o fará em 2026.

VERSÃO LIGHT – Nos dois casos, Tarcísio deu sinais de estar disposto a responder rápido ao que é lançado na direção de suas vidraças. Mas, por enquanto, interpreta o papel de uma versão light do bolsonarismo e ainda não partiu, de fato, para a ofensiva.

Não é bem o estilo incensado por Jair Bolsonaro, mas parece ter o que se tem no momento à disposição da direita.

Caso o governador seja, de fato, ungido como herdeiro do ex-presidente, talvez tenha que mudar de tom e também vestir o figurino de quem está pronto para briga.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo de Fernando Leali. Retrata bem o momento, com Tarcísio levando pancada de todos os lados. No próximo ano, quando Bolsonaro anunciar apoio a ele, poderá então se lançar em campanha. Por enquanto, é somente treino. O jogo de verdade começa no ano que vem, e Tarcísio estará preparado para entrar em campo. (C.N.)

 quem quer criar impostos ao invés de cortar gastos.

Ao mesmo tempo, posta-se como o engenheiro que toca obras. Foi como se vendeu em 2022 e muito certamente o fará em 2026.

VERSÃO LIGHT – Nos dois casos, Tarcísio deu sinais de estar disposto a responder rápido ao que é lançado na direção de suas vidraças. Mas, por enquanto, interpreta o papel de uma versão light do bolsonarismo e ainda não partiu, de fato, para a ofensiva.

Não é bem o estilo incensado por Jair Bolsonaro, mas parece ter o que se tem no momento à disposição da direita.

Caso o governador seja, de fato, ungido como herdeiro do ex-presidente, talvez tenha que mudar de tom e também vestir o figurino de quem está pronto para briga.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo de Fernando Leali. Retrata bem o momento, com Tarcísio levando pancada de todos os lados. No próximo ano, quando Bolsonaro anunciar apoio a ele, poderá então se lançar em campanha. Por enquanto, é somente treino. O jogo de verdade começa no ano que vem, e Tarcísio estará preparado para entrar em campo. (C.N.)


Depois de dois anos de cativeiro, Hamas liberta 20 reféns e reforça trégua com Israel

Publicado em 13 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Reféns com vida foram libertados nesta manhã

Deu na Folha

Após dois anos de cativeiro, 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados pela facção nesta segunda-feira (13). O grupo foi devolvido em dois lotes, sete nas primeiras horas da manhã e um segundo grupo de 13 reféns transferido em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informou a emissora pública israelense. Israel confirmou que os 20 reféns já chegaram ao país.

De acordo com fonte do Exército israelense, o Hamas permitiu mais cedo o contato, por chamada de vídeo e por meio da Cruz Vermelha, de familiares com ao menos três reféns, Matan Tseuganker, Nimrod Cohen, Ariel e David Kuneo. Os três ainda não haviam sido devolvidos quando isso aconteceu.

ETAPAS DA TRÉGUA – Metade dos 28 corpos daqueles que morreram sob poder do Hamas no território palestino também devem ser devolvidos nesta segunda, enquanto o restante deve ser entregue nas próximas etapas da trégua acordada na semana passada entre a facção e Israel. O número inclui os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos.

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda que Tel Aviv liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início do conflito.

Trump desembarcou em Israel também no início desta segunda. Ele foi recebido em um tapete vermelho no aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e pelo presidente Isaac Herzog.

CELEBRAÇÃO – Os últimos dias foram de celebração em Israel, após o anúncio do acordo. No sábado, dezenas de milhares de israelenses, muitos com camisetas com imagens dos reféns, se reuniram no local que ficou conhecido como Praça dos Reféns, em Tel Aviv, diante de um telão que marcou os 735 dias desde os atentados do Hamas.

“Sinto uma emoção imensa, não tenho palavras para descrevê-la —para mim, para nós, para todo Israel, que quer que os reféns voltem para casa e espera ver todos regressarem”, disse à agência de notícias AFP, durante a manifestação, Einav Zangauker, mãe do refém Matan Zangauker, 25.

Participaram do evento o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e a filha do presidente, Ivanka Trump. Eles foram aplaudidos ao falarem no palco, mas a menção ao nome do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, provocava vaias.

PAPEL DE WASHINGTON – Udi Goren, primo de um refém morto no dia 7 de outubro e levado para a Faixa de Gaza, disse à BBC Radio 4 neste domingo que falou com Witkoff e que o enviado dos EUA compreendia a importância de resgatar os sequestrados, mas questiona o papel que Washington teve que desempenhar para que o retorno acontecesse.

“Por que ontem à noite havia três pessoas […] de alto escalão no governo Trump falando no palco da Praça dos Reféns em vez de alguém do governo israelense?”, afirmou ele ao veículo.

CÚPULA PARA A PAZ – O republicano, aliás, passou no país por algumas horas antes de ir a Sharm el-Sheikh, no Egito, para presidir uma cúpula para a paz ao lado do líder egípcio, Abdul Fatah Al-Sisi. Estarão presentes também o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; e o presidente a Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

O gabinete de Netanyahu anunciou que nenhuma autoridade israelense compareceria à reunião, nem o Hamas. Apesar do aparente progresso nas negociações, os mediadores ainda enfrentam a difícil tarefa de garantir uma solução política de longo prazo que leve a facção a entregar suas armas.

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COMO OCORRE A TROCA

Fase 1: Troca e transferência inicial
A Cruz Vermelha Internacional coordena o resgate dos reféns em local previamente acordado com o Hamas. Em seguida, o comboio seguirá para encontrar o Exército de Israel, que vai a custódia dos sobreviventes e os transportará para a base militar de Re’im, onde aguardam as famílias.

Fase 2: Triagem médica e reunião familiar
Na base de Re’im, cada refém será acolhido para avaliação inicial. Após exame preliminar de saúde, verificando a necessidade de intervenções imediatas, os sobreviventes encontrarão com seus familiares. Em seguida, serão transferidos por helicóptero da Força Aérea para três hospitais: Sheba em Tel HaShomer (10 pacientes), Ichilov em Tel Aviv (5) e Beilinson em Petah Tikva (5).

Fase 3: Recebimento dos mortos
Simultaneamente, a Cruz Vermelha vai preparar veículos adaptados para o transporte dos corpos dos 28 sequestrados mortos, mas apenas metade deverá ser devolvida na primeira etapa. Os caixões serão recebidos com cerimônia militar antes de serem encaminhados ao Instituto de Medicina Legal de Abu Kabir para identificação. Após confirmação das identidades, a Administração de Reféns e Desaparecidos notificará as famílias.

Ciro Nogueira diz que Eduardo Bolsonaro afundou projeto eleitoral da direita


Para Ciro, família Bolsonaro está fora da disputa em 2026

Célia Froufe
Estadão  

O presidente do PP e senador Ciro Nogueira (PI) disse que a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos prejudicou o cenário político para a direita, durante participação no programa Canal Livre, da Band. Ele também afirmou que, dadas as notícias recentes, são inviáveis, neste momento, as chances de algum nome da família disputar na chapa para a Presidência da República.

“Eu não sei o que eu faria se meu pai fosse injustiçado, mas foi um prejuízo gigantesco para nosso projeto político. Nós tínhamos uma eleição completamente resolvida”, avaliou.

SANÇÕES – Do exterior, o parlamentar, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nos últimos tempos que articulou sanções que chegaram ao Brasil em forma de tarifas e atuações diretas contra ministros da Suprema Corte. Na avaliação de Ciro Nogueira, o foco desse trabalho deveria ter sido especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não os magistrados.

O presidente do PP também disse que, com a rejeição muito grande por parte da população em relação ao tarifaço, que não é viável hoje um nome da família Bolsonaro para a corrida à Presidência da República. Ele não quis falar sobre composições ou sobre a escolha do vice, alegando que primeiro é preciso escolher a cabeça de chapa.

DEFINIÇÃO – O presidente do PP afirma que pediu ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, que informe até o fim do ano o candidato à Presidência da República quem pretende apoiar em 2026. “Ele me garantiu que ia fazer a sua escolha no momento correto. Eu defendi que ele fizesse isso até o final do ano”, disse.

Ciro não quis dizer se Bolsonaro já deu sinais de quem poderia apoiar e afirmou que o ex-presidente tem ouvido muita gente. “Eu acho que vai fazer a sua escolha num momento correto para anunciar.”

Na avaliação do senador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está hoje como favorito porque é o que já sinalizou que deverá ser candidato à reeleição. “Isso é porque só tem um time em campo, né? Agora, quando outro time entrar, têm jogadores bem melhores, eu não tenho dúvida que a gente vire esse jogo e vamos ganhar a eleição no próximo ano”, considerou.

LEALDADE –  Sobre a potencial candidatura à presidência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ciro disse que o carioca não deve “bater continência” a Bolsonaro. “Ele vai ser leal. Ele jamais pode trair o ex-presidente Bolsonaro. Ele sempre vai ser leal ao Bolsonaro, mas jamais vai ser subordinado ao mandato Bolsonaro. Isso aí pode ter toda certeza, eu conheço”, avaliou.

Seja quem for o candidato, na opinião do presidente do PP não haverá ataques a Lula. “Ninguém vai roubar os eleitores de Lula”, disse, comentando que a direita precisa se unir e que um exemplo de má atuação foi a eleição de Ricardo Nunes para a Prefeitura de São Paulo, que, segundo ele, foi um exemplo de uma eleição que não unificou a fatia da direita.

SEM CONDIÇÃO – Ciro Nogueira, que visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro – que está em prisão domiciliar -, avaliou que o ex-mandatário está claramente com a saúde debilitada e que não há sentido em se falar em prisão em uma cadeia no caso dele. “Não tem a menor condição de ele ir para a prisão por conta da questão de saúde de Bolsonaro”, disse.

“Infelizmente, um dia, nós vamos perder (Bolsonaro) por conta dessa facada. Eu estou lá o tempo todo com ele, ele não é uma pessoa saudável, não tem a menor condição de uma pessoa como essa ser colocada em um presídio. Porque se fizer eles vão matá-lo. Não tenha dúvida de que isso vai acontecer, infelizmente”, afirmou, em referência ao ataque que Bolsonaro sofreu durante a campanha para presidente.

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