segunda-feira, outubro 13, 2025

Em encontro com o papa Leão XIV, Lula convida Vaticano para COP-30


‘”Tiramos o Brasil do mapa da fome pela segunda vez”, disse Lula

Deu no Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o papa Leão XIV nesta segunda-feira, 13, no Vaticano. Lula desembarcou em Roma no domingo, 12, para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Esta é a quarta vez que Lula se encontra com um papa desde o início de sua trajetória política. O presidente já havia sido recebido por João Paulo II, Bento XVI e Francisco em diferentes momentos de governo.

TEMAS – Em postagem no X, o presidente disse que abordou temas como a fome e convidou o pontífice para a COP-30, (Conferência das Nações Unidas Sobre Mudança Climática), que ocorre em novembro em Belém, no Pará.

“Falei ao Papa sobre minha participação hoje no encontro da FAO e como em dois anos e meio tiramos pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome. E, agora, estamos levando este debate para o mundo por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.”

“Convidei-o a vir à COP30, considerando a importância histórica de realizarmos uma Conferência do Clima pela primeira vez no coração da Amazônia. Por conta do Jubileu, o Papa nos disse que não poderá participar, mas garantiu a representação do Vaticano em Belém.”

VISITA – Na postagem, o presidente também afirmou que o pontífice pretende visitar o Brasil – embora ainda sem data definida.

“Ficamos muito felizes em saber que sua Santidade pretende visitar o Brasil no momento oportuno. Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro. Lembrei que ontem tivemos uma demonstração imensa dessa fé no Círio de Nazaré e nas comemorações do Dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil.”


O paradoxo de um Brasil que melhora nas estatísticas, mas piora nas ruas


Ex-auxiliares de Bolsonaro tentam reverter processo e reacendem conflito com Moraes


Defesas se manifestaram no processo da trama golpista

Ranier Bragon
Folha

O ex-assessor para assuntos internacionais de Bolsonaro Filipe Martins e o coronel da reserva Marcelo Câmara, também ex-auxiliar do ex-presidente, apresentaram np último sábado (11) suas alegações finais no processo sobre a trama golpista.

Ambos negam qualquer participação em planejamento de golpe de Estado e reafirmam o argumento de que o processo está eivado de vícios, como a, segundo eles, colaboração forçada de Mauro Cid e a incompetência do STF (Supremo Tribunal Federal) para julgar o caso.

MANOBRA – O relator, ministro Alexandre de Moraes, havia afastado os advogados de defesa dos dois réus sob o argumento de que eles usavam manobra protelatória para tentar atrasar o fim da instrução processual. O ministro havia designado defensores públicos para a defesa dos réus, mas depois recuou e deu mais prazo a Martins e Câmara.

Martins, representado pelo advogado Jeffrey Chiquini, reafirmou em suas alegações finais ter sido vítima de lawfare (perseguição judicial) e requereu a anulação do processo por ilegalidades, incluindo o uso da prisão preventiva baseada em uma “viagem inexistente” aos EUA para, em sua versão, forçar uma delação. Câmara, defendido por Eduardo Kuntz, nega ter integrado uma organização criminosa ou planejado a “neutralização” de autoridades.

DESINFORMAÇÃO – O núcleo da trama golpista composto por Martins e Câmara não tem data de julgamento marcada pelo STF. A corte inicia na terça-feira (14) o julgamento de outro grupo, aquele que é acusado de espalhar desinformação contra as urnas eletrônicas e atacar autoridades contrárias a um golpe de Estado.

Esse será o segundo núcleo da trama golpista a ser julgado no Supremo. Os primeiros réus condenados foram os integrantes do grupo central da tentativa de golpe de Estado —o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado nesse julgamento a 27 anos e três meses de prisão.


Festa Literária da Região Cacaueira em Itabuna.

 

Flicacau 2025


Festa Literária da Região Cacaueira em Itabuna. 



Mata Atlântica será protagonista do evento que irá agitar a cultura do sul da Bahia no final de novembro.


De 27 a 29 de novembro, o Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, no sul da Bahia, vai receber a primeira Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau). Com o tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta. A FliCacau  é promovido pela Seneh Comunicação & Projetos, e o evento terá a Mata Atlântica como tema central.


A cabruca, o sistema agroflorestal que ajudou na conservação da Mata Atlântica, também será personagem central da Festa. “A cultura literária da região quase sempre toma o cacau, suas histórias e o imaginário desse povo como tema e faz do passado uma forte presença, entendendo que o futuro também precisa ser forjado”, explica Dinalva Melo, uma das curadoras do evento, chamando atenção para o compromisso socioambiental da Flicacau.


Mais do que um momento festivo, a Flicacau propõe olhar cuidadoso sobre a Mata Atlântica e sua importância para toda a região, como ativo ambiental, berço da cacauicultura na Bahia e vínculo profundo com o imaginário da civilização grapiúna. O objetivo é mostrar, por meio de diversas linguagens, a relação direta a força da mata e a sustentabilidade dos modos de ser da região cacaueira, com seus expoentes culturais.


ESPAÇOS.


A Flicacau 2025 terá como palco principal o Espaço Jorge Amado, em homenagem ao escritor itabunense, considerado um dos maiores mestres da literatura de todos os tempos. As outras atrações de destaque vão ocupar os espaços Juventudes e Flicauzinha, este último dedicado às infâncias.


O evento também vai dar destaque à produção de escritores baianos/brasileiros, a editoras parceiras, expositores de diversos produtos e à gastronomia, além do Espaço Bahia Literária, com a Casa do Governo. As atrações e a programação completa da Flicacau serão divulgadas em breve.


Festa Literária da Região Cacaueira tem patrocínio do Governo da Bahia e da Prefeitura de Itabuna.


Fábio Costa Pinto jornalista Mtb 33.166/RJ - Divulgação.

Cúpula do Judiciário passa a propor medidas de prevenção e combate à corrupção de juízes

 

Cúpula do Judiciário passa a propor medidas de prevenção e combate à corrupção de juízes

brasil

Em meio à troca de comando no STF (Supremo Tribunal Federal) e no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a operações que apuram venda de sentenças, a cúpula do Judiciário passou a propor novos mecanismos de prevenção à corrupção no Poder e fomentou uma discussão sobre a aplicação de sanções mais duras a magistrados que usem o cargo para se beneficiar de forma indevida.

No último dia 29, o ministro Edson Fachin foi empossado como presidente de ambos os órgãos e decidiu, entre as suas primeiras medidas, criar um órgão que trabalhará para identificar e prevenir riscos de corrupção e de conflitos de interesse dentro do Judiciário.

Poucos dias antes, o corregedor do CNJ, ministro Mauro Campbell, defendeu em evento do Iasp (Instituto dos Advogados de São Paulo) a extinção da punição de aposentadoria compulsória a magistrados envolvidos em crimes.

“Precisamos mudar a grife errada desta punição. Não soa como punição você aposentar compulsoriamente alguém que maculou a magistratura, mas sim como benefício”, disse ao site Migalhas, após o evento.

“O que precisa ser alterado é a lógica: o magistrado tem direito a se aposentar pelos critérios normais, pelo tempo de contribuição, mas não por força de uma sanção disciplinar.”

O assunto passou a ser discutido entre o CNJ e o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da reforma administrativa na Câmara. Campbell sugere que haja um modelo similar ao do Ministério Público Federal, com demissão.

Nesses casos, mesmo punido, o integrante do órgão tem direito ao que contribuiu, mas não se beneficia de aposentadoria antecipada após ter cometido irregularidades.

As iniciativas acontecem durante um período em que o Judiciário tem sido devassado por operações policiais.

A maior dela, a Sisamnes, supervisionada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, mira suspeitas relacionas a cerca de dez gabinetes no STJ (Superior Tribunal de Justiça), e investiga vendas e vazamentos de votos e decisões. Por ora, nenhum ministro é investigado, apenas servidores dos gabinetes.

Ao mesmo tempo, desembargadores de tribunais estaduais também são investigados ou já alvos de ação penal, tanto na Sisamnes como em outras operações. Isso acontece nos tribunais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Maranhão e Bahia, por exemplo.

Antecessor de Fachin na presidência do Supremo e do CNJ, o ministro Luís Roberto Barroso deu andamento a ações administrativas contra juízes, mas não tomou medidas para ampliar o rigor da punição ou da prevenção.

O ministro, que é mais próximo do que Fachin das associações que representam magistrados, fez seguida defesas da classe nos momentos em que juízes eram questionados tanto por suas condutas quanto por outros desgastes, como a questão dos penduricalhos que inflam seus salários.

Em conversa com jornalistas pouco antes de sair da presidência do Supremo, Barroso disse que a Justiça efetivamente punia más condutas de magistrados e que as operações que estão acontecendo no momento são um “sinal que o Judiciário está funcionando”.

Questionado sobre a aposentadoria compulsória, disse que “ela não é ilegítima, ainda quando ela possa ser indesejável”.

O discurso de Fachin na cerimônia de posse no STF, no dia 29, já dava um tom diferente. Ele disse que a “resposta à corrupção deve ser firme e institucional” e que “ninguém está acima das instituições, sejam juízes, sejam parlamentares, sejam gestores públicos”.

No âmbito do CNJ, foi criado por meio de portaria o chamado Observatório Nacional da Integridade e Transparência do Poder Judiciário, cuja intenção é criar mecanismos de alerta precoce para evitar problemas como corrupção, conflitos de interesse e, também, “captura institucional e outras ameaças à independência e à imparcialidade da Justiça”.

A ideia é que o próprio Judiciário seja proativo para evitar crises como as que têm acontecido nos últimos anos.

O observatório inclui outros objetivos, sobretudo relacionados à transparência. Entre eles, estão a consolidação de dados e painéis de monitoramento e a cooperação entre órgão relacionados à Justiça de metodologias, boas práticas e resultados comparativos.

Como a Folha mostrou, a ascensão de Fachin ao Supremo é alinhada à dos presidente dos tribunais superiores, com um perfil de discrição e avessos às rodas políticas de Brasília.

Atualmente, os outros tribunais são comandados por Herman Benjamin (STJ), Cármen Lúcia (TSE), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (TST) e Maria Elizabeth Rocha (STM).

No TST, Vieira de Mello organizou uma votação que fez o tribunal decidir, por unanimidade, cancelar o contrato para a construção de uma sala VIP no aeroporto de Brasília para uso exclusivo de seus 27 ministros.

Segundo o tribunal, a decisão se deu por não haver mais “necessidade de uso do espaço, assim como pela possibilidade de cancelamento do contrato assinado, sem prejuízo para a administração”.

José Marques/FolhapressPolitica Livre
Nota da redaçao deste Blog : 

Juízes não são deuses: a lei, enfim, parece alcançar a todos

Por muito tempo, parte da sociedade brasileira enxergou o Poder Judiciário como uma fortaleza impenetrável, onde raramente a responsabilidade e a punição alcançavam seus membros. A toga, símbolo da Justiça, passou a ser confundida com um escudo de impunidade. No entanto, os últimos acontecimentos indicam que esse cenário começa, ainda que timidamente, a mudar.

No último dia 29, o ministro Edson Fachin assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e uma de suas primeiras medidas foi criar um órgão voltado à prevenção de riscos de corrupção e conflitos de interesse dentro do Judiciário. Trata-se de uma iniciativa que, se levada a sério, pode marcar o início de uma nova era de transparência e integridade na mais alta esfera do poder.

Ao mesmo tempo, o ministro Mauro Campbell, corregedor do CNJ, propôs o fim da chamada aposentadoria compulsória como punição a juízes que cometem crimes. Afinal, como bem destacou, “não soa como punição você aposentar compulsoriamente alguém que maculou a magistratura, mas sim como benefício”. A verdade é que essa prática, mantida por décadas, sempre foi uma forma elegante de encobrir escândalos e preservar privilégios.

A ideia é simples: que magistrados punidos sejam demitidos, como já ocorre no Ministério Público, e tenham direito apenas ao que efetivamente contribuíram. Nada mais justo. Afinal, quem fere a ética e desonra o cargo que ocupa não pode ser recompensado com o conforto de uma aposentadoria integral custeada pelo contribuinte.

Essas medidas ganham relevância em meio a um cenário preocupante, em que operações policiais revelam suspeitas de venda de sentenças, vazamento de decisões e corrupção em diversos tribunais pelo país — incluindo o STJ e cortes estaduais em São Paulo, Bahia, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. A crise de credibilidade do Judiciário atinge níveis que exigem uma resposta firme, moralizadora e sem complacência.

É alentador perceber que, finalmente, há vozes dentro do próprio sistema reconhecendo que juízes não são deuses. São servidores públicos, sujeitos às mesmas leis que aplicam aos demais cidadãos. O país não suporta mais castas intocáveis, nem privilégios disfarçados de prerrogativas.

Se o novo comando do STF e do CNJ tiver coragem de seguir adiante com essas mudanças, poderemos enfim começar a escrever um novo capítulo na história da Justiça brasileira — um capítulo em que a lei vale para todos, inclusive para aqueles que, até agora, pareciam pairar acima dela.

Saída de Barroso reabre jogo no STF e põe Lula diante de uma escolha de poder


Cotados podem ficar em torno de 30 anos na Corte

Bela Megale
O Globo

Desafeto de Jair Bolsonaro e de muitos de seus aliados, o ministro Luís Roberto Barroso causou lamento em parte do grupo ao anunciar que vai se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF).

Oposição apoia Pacheco no STF para esvaziar palanque de Lula em Minas em 2026
Lula terá que decidir entre dois critérios na escolha de substituto de Barroso, avaliam ministros do STF

PRERROGATIVA – O motivo principal é que, com sua saída, Barroso deu a Lula a prerrogativa de indicar mais um membro da corte. Será o terceiro ministro do Supremo nomeado pelo petista em seu terceiro mandato como presidente. Outro ponto é que Barroso mantinha diálogo com parte dos interlocutores do ex-presidente.

A avaliação desse segmento é que, se um nome ligado diretamente ao PT — como o advogado-geral da União, Jorge Messias — for o indicado, o trânsito para aliados de Bolsonaro ficará ainda mais difícil do que era com Barroso.

Além disso, avaliam que ele se somará à ala de magistrados que se posicionaram de maneira mais dura em relação ao ex-presidente no julgamento da trama golpista, como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

TORCIDA – Como informou a coluna, a oposição a Lula tem torcido para que o presidente escolha o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de Barroso. Apesar de Pacheco não ser considerado o “nome ideal”, é visto como uma opção melhor do que Messias.

Isso porque avaliam que o diálogo com o senador seria mais aberto e que sua nomeação retiraria o palanque que Lula pode ter em Minas Gerais na eleição de 2026. A aposentadoria de Barroso estava prevista para 2033, mas ele optou por adiantar sua saída da corte em oito anos, após concluir seu mandato como presidente do STF.

A ficção supera a realidade e o Brasil parou por causa de Odete Roitman


Cartunista Zappa on X: "Ahááá! Descobriram quem matou Odete Roitman neste  Vale Tudo do atual Brasil ! O final que a Globolixo queria...  https://t.co/rPwRouaNTm" / X

Charge do Zappa (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Brasil não quer saber de outra coisa. Parou de verdade para se preocupar com bobagens. Mesmo faltando comida e emprego na casa de muita gente. Mesmo com a politicagem sempre ensaiando novos golpes contra a população.

Por algum tempo as pessoas de bem largaram de mão até a figura torpe e desprezível do fujão Eduardo Bolsonaro. Patriota de meia pataca. Fazendo intrigas contra a soberania brasileira nos Estados Unidos. Junto com outro bobalhão, Paulo Figueiredo. 

ASSUNTO ÚNICO – Raios, trovões, relâmpagos, é proibido tratar de qualquer outro assunto. Está presente na praia, nos bares, restaurantes, ministérios, dentro do Congresso Nacional e – por que não? – em gabinetes poderosos do Palácio do Planalto. 

É uma nação de noveleiros. Elas são válvulas de escape para milhões de brasileiros. A pergunta está na boca de todo mundo: quem matou Odete Roitman?

Como ano que vem as urnas elegerão candidatos de todos os gostos para tudo que é cargo político, inclusive para presidente da República, Lula, entrou na onda e também quer saber quem matou Odete Rotman?

CAI FORA – Ultrajante, torpe e desnecessária a intromissão da dona Michelle Bolsonaro na política do Distrito Federal, como candidata ao Senado. Dona Michelle nunca ergueu um tijolo em benefício dos brasilienses. Brasília não precisa de candidatos paraquedistas. É o fim da picada.

O criador da infeliz ideia é o governador Ibaneis Rocha, rompido com Lula. Quer mostrar que tem força política.  Conversa fiada. Bancada de senadores de Brasília é operosa, digna e unida. Não pode nem merece ser desmoralizada por vaidades pessoais de um cidadão inelegível.

Alguns setores acreditam que a infeliz iniciativa também tem digitais da senadora bolsonarista Damares Alves. 


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