A Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o município de Governador Valadares a indenizar a varredora de rua M.E.L.O., vítima de um acidente envolvendo um veículo da prefeitura. De acordo com os autos, M.E.L.O. era servidora municipal contratada para a função de ajudante de produção (varredora de rua) pelo extinto Serviço Municipal de Obras e viação (Semov). No dia 23 de abril de 1998, após seu expediente, ao dirigir-se à sua residência, a mulher foi atropelada por um caminhão de propriedade da Semov. O motorista do veículo não prestou socorro à vítima. M.E.L.O. alegou que sofreu diversas lesões, inclusive uma fratura no tornozelo direito que a impossibilitou de retornar à vida normal. A servidora, que ainda prestou serviços para a Semov até 2000, alegou ainda que a autarquia não aceitou as suas justificativas pelas faltas e nem tomou quaisquer providências para a realização do procedimento de acidente de trabalho. Além disso, a Semov não transferiu os atestados médicos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que impossibilitou que a servidora recebesse benefício previdenciário. O município de Governador Valadares, por sua vez, alegou que tomou conhecimento do acidente e enviou todos os documentos ao INSS, solicitando cobertura assistencial e que esta foi indeferida por questões médicas. O município se defendeu ainda dizendo que não há prova de que o caminhão era de propriedade do Semov, pois nenhuma ocorrência foi registrada na ocasião. Em 1ª Instância, o município foi condenado a indenizar M.E.L.O. em R$75 mil por danos morais e R$13 mil pelos danos estéticos. Inconformada, a prefeitura recorreu ao TJMG pleiteando a diminuição do valor da indenização. Os desembargadores da Sétima Câmara Cível optaram por reformar parcialmente a sentença, arbitrando a indenização por danos morais e estéticos em R$30 mil. O relator do processo, desembargador Wander Marotta, entendeu que os valores fixados pela sentença de Primeira Instância eram exorbitantes. Em seu voto, o relator argumentou que a indenização “tem caráter compensatório e não pode constituir fonte de renda ilícita”. Os desembargadores Belizário de Lacerda e Alvim Soares votaram de acordo com o relator.
Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom TJMG - Unidade Goiás
domingo, maio 11, 2008
Mutirão judicial quer agilizar 45 mil recursos de processos previdenciários
São Paulo - Um mutirão para resolver cerca de 45 mil processos previdenciários em grau de recurso, que aguardam decisão na Justiça Federal em São Paulo, terá início amanhã (12) no Tribunal Regional Federal da 3a Região (TRF3), na capital.Todos esses processos são de pessoas que pedem aposentadoria por idade ou incapacitação para o trabalho, nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.De acordo com o TRF3, todos os interessados identificados como aptos a um eventual acordo serão notificados por carta endereçada aos advogados que os representam na ação.Como esse mecanismo pode não ser eficaz em todos os casos, os interessados podem também checar a situação de seu processo no portal de internet do TRF3 e os processos aptos aparecerão com a mensagem Gabinete da Conciliação.Para fazer a consulta, é preciso previamente pesquisar ou saber o número do processo. A seqüência de opções para fazer a busca é: entrar em Consultas, depois Informações Processuais, Consultar Processo no TRF3 3ª Região.Parte dos processos em questão tem por base os direitos de aposentadoria por idade para os trabalhadores rurais. Outros são os que requerem benefício após os 65 anos de idade, os deficientes físicos ou incapacitados para o trabalho, previstos na Lei Orgânica da Assistência Social.O Programa de Conciliação Previdenciária será formalmente iniciado em cerimônia prevista para as 15h, na sede do tribunal na capital, com a presença da desembargadora federal Marli Ferreira, do ministro da Previdência, Luiz Marinho, de convidados e imprensa e não será aberto ao público.
Fonte: Agência Brasil »
Fonte: Revista Jus Vigilantibus
Fonte: Agência Brasil »
Fonte: Revista Jus Vigilantibus
Terceiro choque do petróleo já ameaça a economia mundial
Brasil enfrenta riscos com a disparada dos preços, mas situação do País é mais confortável hoje graças ao álcool.
Leandro Modé
A escalada dos preços do petróleo já leva muitos analistas a considerar factível uma hipótese que algum tempo atrás pareceria risível: que o mundo esteja caminhando para um terceiro choque da commodity. Seu impacto na economia global não seria tão forte como na década de 1970, quando ocorreram os dois choques anteriores. Mas uma redução no ritmo de crescimento é dada como certa. Se serve de consolo, o Brasil, segundo especialistas, está melhor preparado para enfrentar o cenário de águas turbulentas.Na semana passada, o barril do tipo leve (WTI) para entrega em junho bateu recorde todos os dias na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Ao final da sexta-feira, valia US$ 125,96, o maior valor da história, mesmo em termos reais, ou seja, descontada a inflação. A alta na semana foi de 8,3%. Em 2008, chega a 33% e, nos últimos 12 meses, a 81%. Já há até quem diga que a disparada pode ir mais longe. Na terça-feira, um relatório do Banco Goldman Sachs chacoalhou o mercado ao prever que a cotação pode bater nos US$ 200. "A chance de um barril entre US$ 150 e US$ 200 nos próximos 6 a 24 meses parece estar aumentando", afirmou um texto assinado pela equipe de analistas de petróleo. Os investidores prestaram atenção ao alarme porque esse mesmo time publicou um relatório em 2005 segundo o qual as cotações podiam alcançar US$ 105 nos anos seguintes - o que ocorreu. "Se estamos ou não vivendo o terceiro choque do petróleo depende da forma como conceituamos esse movimento", pondera o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Adriano Pires. " Se considerarmos que em 1973 e 1979 os preços dispararam de um dia para o outro por causa da falta de oferta, a resposta é não", diz. "Mas, se interpretarmos esse nível de preço como conseqüência de oferta reprimida e da falta de novos investimentos em produção, seria um choque parecido com o de 1979."Ministro da Fazenda na época do primeiro choque, o professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-deputado federal, Delfim Netto é menos cauteloso. "Provavelmente, sim", diz, em resposta à questão sobre o terceiro choque. Em uma economia global que já sofre os efeitos da recessão nos Estados Unidos e da desaceleração na Europa e no Japão, a disparada do petróleo é uma má notícia. No entanto, os especialistas não acreditam em crises mundiais como as que se sucederam aos choques das décadas de 70. "Haverá alguma desaceleração, mas nada dramático", avalia o professor da USP Simão Silber. "O mundo, que estava crescendo na faixa de 5% ao ano, vai se expandir 3,5%." O recuo deve-se ao provável aumento das taxas de juros globais, como, aliás, já ocorreu no Chile e Austrália, entre outros países. Em todos, a inflação subiu, em parte por causa dos preços da energia. "É a resposta clássica quando os preços aceleram", diz Marcelo Moura, professor do Ibmec São Paulo. O Brasil hoje está em situação totalmente distinta se comparado aos anos 70: tem reservas próximas de US$ 200 bilhões e é quase auto-suficiente na produção de petróleo, entre outras vantagens. Em compensação, como é mais integrado ao resto do mundo, também deve diminuir o ritmo de expansão.
Fonte: Estadão
Leandro Modé
A escalada dos preços do petróleo já leva muitos analistas a considerar factível uma hipótese que algum tempo atrás pareceria risível: que o mundo esteja caminhando para um terceiro choque da commodity. Seu impacto na economia global não seria tão forte como na década de 1970, quando ocorreram os dois choques anteriores. Mas uma redução no ritmo de crescimento é dada como certa. Se serve de consolo, o Brasil, segundo especialistas, está melhor preparado para enfrentar o cenário de águas turbulentas.Na semana passada, o barril do tipo leve (WTI) para entrega em junho bateu recorde todos os dias na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Ao final da sexta-feira, valia US$ 125,96, o maior valor da história, mesmo em termos reais, ou seja, descontada a inflação. A alta na semana foi de 8,3%. Em 2008, chega a 33% e, nos últimos 12 meses, a 81%. Já há até quem diga que a disparada pode ir mais longe. Na terça-feira, um relatório do Banco Goldman Sachs chacoalhou o mercado ao prever que a cotação pode bater nos US$ 200. "A chance de um barril entre US$ 150 e US$ 200 nos próximos 6 a 24 meses parece estar aumentando", afirmou um texto assinado pela equipe de analistas de petróleo. Os investidores prestaram atenção ao alarme porque esse mesmo time publicou um relatório em 2005 segundo o qual as cotações podiam alcançar US$ 105 nos anos seguintes - o que ocorreu. "Se estamos ou não vivendo o terceiro choque do petróleo depende da forma como conceituamos esse movimento", pondera o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Adriano Pires. " Se considerarmos que em 1973 e 1979 os preços dispararam de um dia para o outro por causa da falta de oferta, a resposta é não", diz. "Mas, se interpretarmos esse nível de preço como conseqüência de oferta reprimida e da falta de novos investimentos em produção, seria um choque parecido com o de 1979."Ministro da Fazenda na época do primeiro choque, o professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-deputado federal, Delfim Netto é menos cauteloso. "Provavelmente, sim", diz, em resposta à questão sobre o terceiro choque. Em uma economia global que já sofre os efeitos da recessão nos Estados Unidos e da desaceleração na Europa e no Japão, a disparada do petróleo é uma má notícia. No entanto, os especialistas não acreditam em crises mundiais como as que se sucederam aos choques das décadas de 70. "Haverá alguma desaceleração, mas nada dramático", avalia o professor da USP Simão Silber. "O mundo, que estava crescendo na faixa de 5% ao ano, vai se expandir 3,5%." O recuo deve-se ao provável aumento das taxas de juros globais, como, aliás, já ocorreu no Chile e Austrália, entre outros países. Em todos, a inflação subiu, em parte por causa dos preços da energia. "É a resposta clássica quando os preços aceleram", diz Marcelo Moura, professor do Ibmec São Paulo. O Brasil hoje está em situação totalmente distinta se comparado aos anos 70: tem reservas próximas de US$ 200 bilhões e é quase auto-suficiente na produção de petróleo, entre outras vantagens. Em compensação, como é mais integrado ao resto do mundo, também deve diminuir o ritmo de expansão.
Fonte: Estadão
Conheça as diferenças entre as zonas erógenas femininas e masculinas e tenha mais prazer
Maria Vianna - O Globo Online
RIO - Em sua adaptação do clássico indiano "Kama Sutra", o terapeuta holístico Deepak Chopra afirma que valorizar o erotismo nas relações sexuais "nos permite não apenas atingir o ápice do prazer, mas também romper preconceitos e atingir novas percepções em diferentes áreas da vida". O conceito pode parecer complicado, mas o que Chopra quer incentivar com o livro "Kama Sutra - As sete leis espirituais do amor" (ed. Rocco) é que o leitor experimente novas carícias e celebre sua sensualidade, em vez de reprimir desejos e passar a vida reclamando do parceiro.
- A relação sexual prazerosa, segundo o "Kama Sutra", é aquela que une sete fatores: atração, fascinação, comunhão, intimidade, entrega, paixão e, finalmente, o êxtase - ensina Chopra em seu livro.
Para que isso aconteça, ele sugere que homens e mulheres conheçam melhor suas zonas erógenas - áreas do corpo onde o toque provoca excitação. O ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de sexualidade humana e ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC Paulista, concorda com o indiano, e enfatiza que são poucas as pessoas que têm a paciência e a falta de pudor para descobrir o que aumenta o tesão em si e no outro.
" A relação sexual prazerosa, segundo o Kama Sutra, é aquela que une sete fatores: atração, fascinação, comunhão, intimidade, entrega, paixão e, finalmente, o êxtase "
- O erotismo se tornou um jogo: a mulher mexe nos cabelos, pinta os lábios de vermelho, usa salto alto para arrebitar o bumbum, tudo isso para mostrar ao homem que está excitada. Por isso, os homens têm que ficar mais atentos aos carinhos que excitam ou não a mulher - explica o médico. Mulheres preferem toques suaves, homens gostam da agressividade
As zonas erógenas nas mulheres e nos homens costumam ser as mesmas, frisa Pellini, já que são áreas que tanto no corpo deles quanto no delas contêm mais terminações nervosas. A diferença é que, como as mulheres dão mais valor às preliminares e às sensações sutis, elas costumam precisar de mais estímulos em diferentes áreas do corpo para se sentirem excitadas, enquanto só o estímulo visual já é capaz de provocar a ereção no homem.
- Os homens costumam ser muito mais focados nos genitais, porque o componente hormonal os deixa muito mais preparados para a excitação instantânea.Ela costuma demorar mais porque, biologicamente, é mais seletiva. A exceção é a mulher apaixonada ou na fase da ovulação, que costuma se excitar com facilidade. Nessas fases, elas ficam mais masculinas, querem ir direto ao ponto - explica Pellini.
Ele ensina que as mulheres costumam valorizar as carícias da cintura para cima - cabelos, orelhas, nuca, ombros, pescoço e seios - enquanto os homens preferem os toques da cintura para baixo. E, claro, ambos valorizam as carícias na região genital, sendo que as mulheres costumam preferir os toques mais leves, enquanto os homens gostam de carícias com um pouco mais de pressão.
- Os homens costumam pensar em sexo oito vezes por hora. Uma mulher bonita desperta no homem seus desejos mais primitivos, e a maioria deles têm vontade de tocar nos testículos sempre que se sentem estimulados visualmente. Já a mulher é sempre mais racional, pensa nos prós e contras antes de 'esquentar' - avalia Pellini.
A sexóloga australiana Tracey Cox, autora dos livros "Atração" (ed. Fundamento) e "Supersexo" (ed. Ediouro) acredita que conhecer bem seu corpo é fundamental para chegar ao que ela chama de 'supersexo'. E, diz a especialista, para aproveitar todas as suas zonas erógenas, é preciso despir-se de preconceitos. Ela lembra que, além de compartilhar fantasias e sugerir novas posições, o casal também deve abandonar o mito de que os carinhos melosos e os chamegos devem, necessariamente, estar presentes em todas as relações.
" As mulheres gostam de dizer que os homens precisam 'ter pegada' "
- O mito do amor romântico pode ser uma barreira na hora de aproveitar uma noite de sexo inesquecível. Cuide de sua vida sexual e o lado amoroso tomará conta de si mesmo - ensina Cox no livro "Supersexo".
E a eterna polêmica do ponto G? Para Eliano Pellini, o verdadeiro ponto G das mulheres é o cérebro.
- As mulheres gostam de dizer que os homens precisam 'ter pegada'. E essa 'pegada' costuma ser um misto de cheiros compatíveis, admiração, vínculo instantâneo, interesses em comum e a percepção, mesmo que inconsciente, de que aquele homem poderia lhe dar filhos lindos. Ou seja, tudo começa na cabeça - resume o médico.
Fonte: Jornal Extra
RIO - Em sua adaptação do clássico indiano "Kama Sutra", o terapeuta holístico Deepak Chopra afirma que valorizar o erotismo nas relações sexuais "nos permite não apenas atingir o ápice do prazer, mas também romper preconceitos e atingir novas percepções em diferentes áreas da vida". O conceito pode parecer complicado, mas o que Chopra quer incentivar com o livro "Kama Sutra - As sete leis espirituais do amor" (ed. Rocco) é que o leitor experimente novas carícias e celebre sua sensualidade, em vez de reprimir desejos e passar a vida reclamando do parceiro.
- A relação sexual prazerosa, segundo o "Kama Sutra", é aquela que une sete fatores: atração, fascinação, comunhão, intimidade, entrega, paixão e, finalmente, o êxtase - ensina Chopra em seu livro.
Para que isso aconteça, ele sugere que homens e mulheres conheçam melhor suas zonas erógenas - áreas do corpo onde o toque provoca excitação. O ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de sexualidade humana e ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC Paulista, concorda com o indiano, e enfatiza que são poucas as pessoas que têm a paciência e a falta de pudor para descobrir o que aumenta o tesão em si e no outro.
" A relação sexual prazerosa, segundo o Kama Sutra, é aquela que une sete fatores: atração, fascinação, comunhão, intimidade, entrega, paixão e, finalmente, o êxtase "
- O erotismo se tornou um jogo: a mulher mexe nos cabelos, pinta os lábios de vermelho, usa salto alto para arrebitar o bumbum, tudo isso para mostrar ao homem que está excitada. Por isso, os homens têm que ficar mais atentos aos carinhos que excitam ou não a mulher - explica o médico. Mulheres preferem toques suaves, homens gostam da agressividade
As zonas erógenas nas mulheres e nos homens costumam ser as mesmas, frisa Pellini, já que são áreas que tanto no corpo deles quanto no delas contêm mais terminações nervosas. A diferença é que, como as mulheres dão mais valor às preliminares e às sensações sutis, elas costumam precisar de mais estímulos em diferentes áreas do corpo para se sentirem excitadas, enquanto só o estímulo visual já é capaz de provocar a ereção no homem.
- Os homens costumam ser muito mais focados nos genitais, porque o componente hormonal os deixa muito mais preparados para a excitação instantânea.Ela costuma demorar mais porque, biologicamente, é mais seletiva. A exceção é a mulher apaixonada ou na fase da ovulação, que costuma se excitar com facilidade. Nessas fases, elas ficam mais masculinas, querem ir direto ao ponto - explica Pellini.
Ele ensina que as mulheres costumam valorizar as carícias da cintura para cima - cabelos, orelhas, nuca, ombros, pescoço e seios - enquanto os homens preferem os toques da cintura para baixo. E, claro, ambos valorizam as carícias na região genital, sendo que as mulheres costumam preferir os toques mais leves, enquanto os homens gostam de carícias com um pouco mais de pressão.
- Os homens costumam pensar em sexo oito vezes por hora. Uma mulher bonita desperta no homem seus desejos mais primitivos, e a maioria deles têm vontade de tocar nos testículos sempre que se sentem estimulados visualmente. Já a mulher é sempre mais racional, pensa nos prós e contras antes de 'esquentar' - avalia Pellini.
A sexóloga australiana Tracey Cox, autora dos livros "Atração" (ed. Fundamento) e "Supersexo" (ed. Ediouro) acredita que conhecer bem seu corpo é fundamental para chegar ao que ela chama de 'supersexo'. E, diz a especialista, para aproveitar todas as suas zonas erógenas, é preciso despir-se de preconceitos. Ela lembra que, além de compartilhar fantasias e sugerir novas posições, o casal também deve abandonar o mito de que os carinhos melosos e os chamegos devem, necessariamente, estar presentes em todas as relações.
" As mulheres gostam de dizer que os homens precisam 'ter pegada' "
- O mito do amor romântico pode ser uma barreira na hora de aproveitar uma noite de sexo inesquecível. Cuide de sua vida sexual e o lado amoroso tomará conta de si mesmo - ensina Cox no livro "Supersexo".
E a eterna polêmica do ponto G? Para Eliano Pellini, o verdadeiro ponto G das mulheres é o cérebro.
- As mulheres gostam de dizer que os homens precisam 'ter pegada'. E essa 'pegada' costuma ser um misto de cheiros compatíveis, admiração, vínculo instantâneo, interesses em comum e a percepção, mesmo que inconsciente, de que aquele homem poderia lhe dar filhos lindos. Ou seja, tudo começa na cabeça - resume o médico.
Fonte: Jornal Extra
Remédio até 40% mais barato pela internet
Gustavo Fernandes - Extra
RIO - As redes de farmácias do Rio estão usando a internet como mais uma opção na guerra de preços pelo consumidor. Na busca incessante para fazer o salário render mais, quem opta pelo mundo virtual pode obter descontos de até 40%, como no caso do Renitec, remédio para controlar a pressão arterial. A caixa com 30 comprimidos tem preço máximo ao consumidor de R$ 30,07, mas é encontrado nos sites das drogarias por R$ 18,04. (Veja a comparação dos preços de outros remédios)
Entres as redes que apostam na internet está a Onofre. Na maioria dos casos, os valores do site são mais baixos do que os utilizados nas próprias unidades da empresa. Mas, há exceções. Indicado para tratamento contra obesidade, o Cloridrato de Sibutramina genérico 10g com 30 comprimidos é encontrado por R$ 28,58 no site, mas sai por R$ 21,05 na unidade da Tijuca.
Outras redes como a Vita mantêm os mesmos preços no site e nas lojas. Mas, com o estoque ao alcance do mouse, o cliente consegue pesquisar a diferença de valores entre remédios de marca e genéricos.
Assim como no caso de produtos como roupas e eletroeletrônicos, os remédios comercializados pelo sistema online têm preços menores graças à economia das empresas com aluguel de lojas, impostos e encargos com funcionários. De acordo com o diretor comercial da Drogaria Onofre, Marcos Arede, a empresa aposta em uma central única de distribuição.
Para o consultor de varejo Marco Quintarelli, a estratégia adotada pelas farmácias é parecida com as ações executadas por supermercados. Para ele, a internet é mais uma opção de consulta para os clientes, que já dispõem de encartes promocionais e cartões de descontos.
- O brasileiro é acostumado a comparar preços entre supermercados. Basta adotar a mesma tática nas drogarias - diz.
Quem já coloca o conselho em prática é o balconista Jurandir Galdino, de 32 anos.
- Não dá para comprar em um só lugar - diz.
Fonte: Jornal Extra
RIO - As redes de farmácias do Rio estão usando a internet como mais uma opção na guerra de preços pelo consumidor. Na busca incessante para fazer o salário render mais, quem opta pelo mundo virtual pode obter descontos de até 40%, como no caso do Renitec, remédio para controlar a pressão arterial. A caixa com 30 comprimidos tem preço máximo ao consumidor de R$ 30,07, mas é encontrado nos sites das drogarias por R$ 18,04. (Veja a comparação dos preços de outros remédios)
Entres as redes que apostam na internet está a Onofre. Na maioria dos casos, os valores do site são mais baixos do que os utilizados nas próprias unidades da empresa. Mas, há exceções. Indicado para tratamento contra obesidade, o Cloridrato de Sibutramina genérico 10g com 30 comprimidos é encontrado por R$ 28,58 no site, mas sai por R$ 21,05 na unidade da Tijuca.
Outras redes como a Vita mantêm os mesmos preços no site e nas lojas. Mas, com o estoque ao alcance do mouse, o cliente consegue pesquisar a diferença de valores entre remédios de marca e genéricos.
Assim como no caso de produtos como roupas e eletroeletrônicos, os remédios comercializados pelo sistema online têm preços menores graças à economia das empresas com aluguel de lojas, impostos e encargos com funcionários. De acordo com o diretor comercial da Drogaria Onofre, Marcos Arede, a empresa aposta em uma central única de distribuição.
Para o consultor de varejo Marco Quintarelli, a estratégia adotada pelas farmácias é parecida com as ações executadas por supermercados. Para ele, a internet é mais uma opção de consulta para os clientes, que já dispõem de encartes promocionais e cartões de descontos.
- O brasileiro é acostumado a comparar preços entre supermercados. Basta adotar a mesma tática nas drogarias - diz.
Quem já coloca o conselho em prática é o balconista Jurandir Galdino, de 32 anos.
- Não dá para comprar em um só lugar - diz.
Fonte: Jornal Extra
Mídia infame
Na semana passada, estarreceram-me as interpretações dadas por alguns meios de comunicação sobre o episódio em que se envolveu Ronaldo na belíssima noite carioca. Que o fato foi pitoresco ninguém tem dúvida alguma, mas querer extrair do acontecido definições equivocadas a respeito das opções comportamentais do craque é um claro exagero. Quando não, sensacionalismo. Podemos admitir que ele tenha sido ingênuo ao não discernir entre uma mulher e um travesti, mas me digam: quem nunca se enganou em uma questão como esta? Sem pretender comparar as qualidades físicas das que com ele estiveram naquele motel com a que passo a me referir, diria que uma das mulheres mais lindas que já vi na vida foi Roberta Close. A qual, apesar da aparência mais que feminina, de ter sido escolhida a mais bela do País em determinada ocasião e capa das principais revistas masculinas nos anos 80, era definida como Homem em sua carteira de identidade no espaço dedicado ao sexo. Feliz ou infelizmente, jamais tive a chance de me aproximar dela, pois erraria feio, como Ronaldo. Depois da escolha equivocada, o cidadão Ronaldo foi claramente vítima de uma tentativa de extorsão, como, aliás, vários brasileiros já o foram nas mesmas condições, inclusive e, eventualmente, pelas mesmas pessoas. Agora, querer levar o assunto para outras plagas é pretender destruir um ser humano que em várias ocasiões demonstrou ser alguém muito maior do que a pequenez dessas ridículas linhas editoriais. Não falo do jogador, apenas do seu lado profissional, e sim do indivíduo que ultrapassou as fronteiras do campo de jogo para emprestar sua imagem vencedora em prol dos mais necessitados. E não venham me falar em demagogia, porque no rosto de quem se expõe transparece o compromisso com suas atitudes. E Ronaldo sempre se entregou verdadeiramente a essas causas, mesmo sem entender muito bem o resultado concreto de suas intervenções. Compará-lo a David Beckham é outra besteira da grossa. O inglês nasceu para ser bom moço, o que, inevitavelmente, leva os conservadores e reacionários a utilizá-lo como referência. Ronaldo não é um certinho, gosta do que é bom e aí se incluem sexo e mulheres. Além de festas, amigos, cervejas e gargalhadas. Como eu, aliás. Seria como me colocar na mesma cumbuca do meu irmão Raí, uma figura excepcional, da qual extraio muita coisa boa, graças ao privilégio de poder com ele compartilhar múltiplas ocasiões. Porém, somos muito diferentes, ainda que com o mesmo grau de compromisso com a nossa nação. Sou agressivo, ele não. Sou extrovertido, ele não. Gosto de estar com gente, de trocar experiências, de conviver com todo tipo de ser humano, e ele já tem mais dificuldade, gosta de estar só, de curtir sua genial sensatez, isolado e tranqüilo – nada de confusão. Por isso, ele é São Paulo e eu, Corinthians. Analogia absolutamente compatível com nossas personalidades. Ele fez a sala Raí no Morumbi e eu, um dia, espero, terei o boteco do Magrão, no sonhado estádio da fiel. Ronaldo sabe, mais do que ninguém, dos processos relativos à sua própria imagem. Tem plena consciência de que muitos dos nossos prazeres, mesmo distantes do longínquo maio de 1968 e suas conquistas libertárias, em particular no quesito sexo, são questionados pela face mais antiga da nossa sociedade, ainda que muitas vezes a mais promíscua de todas. Mesmo assim, e assino embaixo, não abre mão de usufruir como lhe cabe. Gostar de festas e mulheres não é crime nem para as igrejas que tentam nos converter em pequenos deuses humanos, desde que tenhamos o altruísmo de lhes oferecer o dízimo. Inverter essa lógica é muito mais que sacanagem, é má-fé. Levantar suspeitas de consumo de cocaína ou de qualquer outro tipo de droga e de homossexualismo é de extrema maldade, pois quem o acompanha, por jornais e revistas, que seja, sabe que em momento algum se viu em seu olhar qualquer sinal de estar drogado. E quem saiu e casou com as belezas que ele conquistou não pode gostar de travestis. Esta mesma mídia careta que o quer derrubar foi aquela que não soube valorizar o gesto de Leandro, em 1986, que abdicou de seu posto no Mundial do México, e por conseqüência de sua carreira, em solidariedade a um colega. A mesma mídia que não sabe participar da educação do nosso povo, pois a ela não interessa que isso aconteça. É infame, ridícula e absolutamente irracional. Que se dane!
Sócrates
Fonte: Carta Capital
Sócrates
Fonte: Carta Capital
Dilma e o enterro do dossiê
Havia tantos factóides pairando no ar que a “notícia” mais importante das nove horas de sessão com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, foi se seria ético ou não ela receber um colar. O presente lhe foi dado, com toda a adulação necessária, pelo senador Wellington Salgado (PMDB-MG). “Já que domingo é o Dia das Mães e a senhora é a mãe do PAC, trouxe essa lembrancinha”, disse o cabeludo parlamentar. Pipocaram os flashes. Os repórteres revoaram na direção da líder do PT, Ideli Salvatti, guardiã do agrado, para conferir do que se tratava. Era um colar de ouro branco com o mapa do Brasil cravejado de brilhantes. Rapidamente, Heráclito Fortes (DEM-PI) levantou a voz de barítono para protestar que, se o regalo custasse mais de 100 reais, a ministra não poderia aceitá-lo, conforme o código de ética dos servidores. Salgado acabou enfiando o colar no saco. Houve quem dissesse que esta foi a única vitória da oposição na quarta-feira 7. A ministra chegou pontualmente às 10 da manhã, de tailleur verde-oliva, preparada para a guerra. Ela havia sido convocada a depor, graças a uma manobra da oposição. Como não haviam conseguido trazê-la à CPI dos Cartões Corporativos, o estratagema foi atraí-la para outra comissão, sob a desculpa de falar do PAC, e aí apertá-la sobre o suposto dossiê a respeito dos gastos do governo Fernando Henrique. Logo de saída, José Agripino (DEM-RN) quis ser arguto e acabou escorregando na indelicadeza mais rasteira. A ministra disse ter mentido durante depoimentos dados sob tortura nos porões da ditadura. Ah, exclama Agripino, então ela é mentirosa. Com a voz embargada, a ministra disparou o primeiro dos petardos em direção à oposição, combalida já no round inicial. “É impossível a verdade ou o diálogo com pau-de-arara, choques elétricos. Eu tinha 19 anos, fiquei três na cadeia e fui barbaramente torturada. Me orgulho de ter mentido, porque salvei companheiros da tortura e da morte.” E a estocada final, com total aplomb: “Certamente, nós estávamos em momentos diversos das nossas vidas políticas, senador”. Agripino, prefeito biônico de Natal pela Arena em 1979, murchou. Daí para a frente, o assunto “dossiê” também minguou até quase desaparecer, enquanto a ministra repetia tratar-se de “banco de dados”. De súbito, o PAC adentrou no palco. Também de verde-oliva, num vestido estilo guerrilheira, Kátia Abreu (DEM-TO) parecia disposta ao duelo entre damas. “Não há novidade alguma no PAC. Achamos bom que Lula continue as obras que foram iniciadas no governo passado, mas não pirateiem”, bradou Abreu, impávida. Para não perder a forma, o tucano Arthur Virgílio voltou à carga com uma frase ambígua sobre o vazamento das informações, que para ele não são o cerne do problema. “Deu para mim, eu passo adiante.” Troca de olhares perplexos. A tudo a ministra da Casa Civil respondia com dureza, mas tranqüila. “A senhora não conhece a sistemática do BNDES. Nunca se investiu tanto”, respondeu à senadora Abreu. O dia seguinte foi de ressaca para os oposicionistas e comemoração para o governo. Álvaro Dias, o tucano que fez vazar as informações sigilosas à imprensa, subiu à tribuna do Senado para criticar Dilma Rousseff por ter “mistificado” nas respostas, mas reconheceu que a ministra saiu politicamente fortalecida do episódio. Agripino alegou ter sido mal interpretado pela imprensa em sua tentativa de ironizar o passado da ministra, e se apresentou como o primeiro governador do Nordeste a rejeitar a candidatura de Paulo Maluf no Colégio Eleitoral, contra a orientação do próprio partido, o PDS. “Rasguei as minhas carnes em nome do interesse do Brasil”, discursou. P.S.: Ao cabo de uma jornada que se pretendia épica, descobriu-se que o vazamento do suposto dossiê anti-FHC foi fruto da associação de um funcionário da Casa Civil com um assessor do senador tucano Álvaro Dias. Pergunta-se: como fica a teoria da chantagem montada no Palácio para intimidar a oposição?
Fonte: Carta Capital
Fonte: Carta Capital
Oposição busca apoio dos três independentes
Senadores pretendem convocar Dilma por meio da CCJ
Márcio Falcão
brasília
A oposição já fez as contas e sabe que um novo depoimento da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Senado, depende de três parlamentares governistas considerados independentes. O mapa elaborado por assessores do PSDB mostra que as chances mais reais dos oposicionistas conseguirem emplacar uma nova intimação para a ministra está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por lá, a relação de forças entre governistas e oposicionistas é mais equilibrada.
O requerimento de convocação de Dilma na CCJ, feito pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), está a pelo menos três semanas na pauta da comissão, mas ainda não foi votado pelos senadores. Ao todo, na CCJ, são 23 senadores, sendo nove oposicionistas e 14 governistas. A oposição, no entanto, trabalha neste fim de semana para fechar o apoio dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Jefferson Peres (PDT-AM). Jarbas já é considerado voto certo. Na última semana, o peemedebista foi à tribuna reclamar que o primeiro depoimento da ministra em nada contribuiu para esclarecer o episódio do dossiê.
- A ministra não desmentiu até hoje um encontro que teve em São Paulo, com empresários, onde se referiu ao dossiê, dizendo que ‘a oposição se comportasse, que o FH se comportasse porque ela possuía em mão provas de comportamento inconveniente do governo em relação aos cartões corporativos e outras coisas’. Falou em dossiê claramente - disse Jarbas.
Retorno inevitável
Diante do cenário que aponta o vazamento do dossiê com gastos sigilosos do casal Fernando Henrique Cardoso pelo secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, o líder do PSDB acredita ser inevitável o retorno de Dilma ao Congresso para falar exclusivamente do dossiê.
– Não é possível que ela vá amarelar. Acho até que os governistas devem repensar os últimos acontecimentos e apoiar por unanimidade uma nova convocação da ministra, afinal ela não disse a verdade? Não falou que não tinha dossiê? O dossiê está aí. Tanto existe que foi vazado – disse Virgílio.
`No plenário
Além da possibilidade de convocar a ministra na CCJ ou em outras comissões permanentes do Senado, regimentalmente, os oposicionistas podem tentar recorrer ao plenário - o que não é interessante, uma vez que os governistas têm maioria. Outra ofensiva da oposição contra Dilma deve ganhar forma na terça-feira. Os deputados e senadores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Cartões votam requerimentos de convocação de José Aparecido. Para incomodar ainda mais Dilma, os oposicionistas pretendem ouvir a versão do dossiê da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da chefe da Casa Civil, a quem tucanos e democratas atribuem a culpa pela feitura do dossiê contra FHC.
– A doutora Erenice está por um fio. Eu tenho uma opinião: Erenice Guerra chefiou a feitura do dossiê e sua posição no governo é insustentável. Dilma, se estou certo na primeira premissa, sabia de tudo. Se eu não estou certo, ela pode vir esclarecer isso aqui – completa Virgílio.
Os governistas, por outro lado, insistem na blindagem de Dilma e querem colocar no banco dos depoentes da CPI o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e seu assessor André Eduardo Fernandes, que teria recebido o e-mail de José Aparecido com o material do dossiê.
– Precisamos ouvir o senador, mas ele tem outros espaços também, como a tribuna, e não necessariamente a CPI. Agora, o assessor precisa esclarecer se ele mexeu no material e, portanto, é o responsável pela montagem do dossiê – afirmou o senador João Pedro (PT-AM), que assumiu a linha de defesa da ministra Dilma e do governo contra os ataques oposicionistas.
Fonte: JB Online
Márcio Falcão
brasília
A oposição já fez as contas e sabe que um novo depoimento da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Senado, depende de três parlamentares governistas considerados independentes. O mapa elaborado por assessores do PSDB mostra que as chances mais reais dos oposicionistas conseguirem emplacar uma nova intimação para a ministra está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por lá, a relação de forças entre governistas e oposicionistas é mais equilibrada.
O requerimento de convocação de Dilma na CCJ, feito pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), está a pelo menos três semanas na pauta da comissão, mas ainda não foi votado pelos senadores. Ao todo, na CCJ, são 23 senadores, sendo nove oposicionistas e 14 governistas. A oposição, no entanto, trabalha neste fim de semana para fechar o apoio dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Jefferson Peres (PDT-AM). Jarbas já é considerado voto certo. Na última semana, o peemedebista foi à tribuna reclamar que o primeiro depoimento da ministra em nada contribuiu para esclarecer o episódio do dossiê.
- A ministra não desmentiu até hoje um encontro que teve em São Paulo, com empresários, onde se referiu ao dossiê, dizendo que ‘a oposição se comportasse, que o FH se comportasse porque ela possuía em mão provas de comportamento inconveniente do governo em relação aos cartões corporativos e outras coisas’. Falou em dossiê claramente - disse Jarbas.
Retorno inevitável
Diante do cenário que aponta o vazamento do dossiê com gastos sigilosos do casal Fernando Henrique Cardoso pelo secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, o líder do PSDB acredita ser inevitável o retorno de Dilma ao Congresso para falar exclusivamente do dossiê.
– Não é possível que ela vá amarelar. Acho até que os governistas devem repensar os últimos acontecimentos e apoiar por unanimidade uma nova convocação da ministra, afinal ela não disse a verdade? Não falou que não tinha dossiê? O dossiê está aí. Tanto existe que foi vazado – disse Virgílio.
`No plenário
Além da possibilidade de convocar a ministra na CCJ ou em outras comissões permanentes do Senado, regimentalmente, os oposicionistas podem tentar recorrer ao plenário - o que não é interessante, uma vez que os governistas têm maioria. Outra ofensiva da oposição contra Dilma deve ganhar forma na terça-feira. Os deputados e senadores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Cartões votam requerimentos de convocação de José Aparecido. Para incomodar ainda mais Dilma, os oposicionistas pretendem ouvir a versão do dossiê da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da chefe da Casa Civil, a quem tucanos e democratas atribuem a culpa pela feitura do dossiê contra FHC.
– A doutora Erenice está por um fio. Eu tenho uma opinião: Erenice Guerra chefiou a feitura do dossiê e sua posição no governo é insustentável. Dilma, se estou certo na primeira premissa, sabia de tudo. Se eu não estou certo, ela pode vir esclarecer isso aqui – completa Virgílio.
Os governistas, por outro lado, insistem na blindagem de Dilma e querem colocar no banco dos depoentes da CPI o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e seu assessor André Eduardo Fernandes, que teria recebido o e-mail de José Aparecido com o material do dossiê.
– Precisamos ouvir o senador, mas ele tem outros espaços também, como a tribuna, e não necessariamente a CPI. Agora, o assessor precisa esclarecer se ele mexeu no material e, portanto, é o responsável pela montagem do dossiê – afirmou o senador João Pedro (PT-AM), que assumiu a linha de defesa da ministra Dilma e do governo contra os ataques oposicionistas.
Fonte: JB Online
Técnica liga derrame a problemas coronários
Fred Furtado
Ciência Hoje/RJ
Uma técnica criada por pesquisadores gaúchos permite prever com 98% de eficiência se um paciente com problemas de entupimento da artéria carótida corre o risco de ter um acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame. A metodologia faz uso de dois testes rotineiros e já está sendo aplicada em hospitais de Porto Alegre (RS). A intenção é expandir seu uso.
O AVC pode ser causado por falta de sangue no cérebro ou por uma hemorragia na região. Nos derrames provocados por falta de sangue, a causa mais comum é a formação de uma placa de gordura na artéria carótida, que irriga o cérebro com o sangue oxigenado. Essa placa de gordura passa por uma microvascularização e rupturas nesses pequenos vasos liberam coágulos que migram até o cérebro e causam o AVC.
O cirurgião cardiovascular Luciano Cabral Albuquerque, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), liderou a equipe que criou a nova técnica. Eles propuseram um ajuste que permite aos equipamentos comuns de ressonância magnética nuclear mostrar as micro-hemorragias dentro das placas da carótida. Segundo o cirurgião, os equipamentos mais avançados, que fazem essa identificação, são muito caros e muitas vezes os hospitais não têm condições para adquiri-los.
Albuquerque contou com a ajuda de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) que realçaram a imagem da hemoglobina (pigmento que faz a transferência de oxigênio das células sangüíneas para as outras células) da placa de gordura, fazendo com que apareça na tela do equipamento de ressonância magnética na forma de um brilho. Esse brilho foi relacionado a um indicador do grau de inflamação e risco de infarto, a proteína C reativa. A metodologia desenvolvida pelos pesquisadores foi testada em 70 pacientes e deu resultados positivos em 98% dos casos.
Os cientistas pretendem liberar os resultados gratuitamente nos portais de informação médico-científica da internet e conversar com o Ministério da Saúde para que todas as instituições tenham acesso à configuração dos aparelhos. Também continuarão aprimorando a técnica para que seja eficaz no caso de placas de gordura menores
Fonte: JB Online
Ciência Hoje/RJ
Uma técnica criada por pesquisadores gaúchos permite prever com 98% de eficiência se um paciente com problemas de entupimento da artéria carótida corre o risco de ter um acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame. A metodologia faz uso de dois testes rotineiros e já está sendo aplicada em hospitais de Porto Alegre (RS). A intenção é expandir seu uso.
O AVC pode ser causado por falta de sangue no cérebro ou por uma hemorragia na região. Nos derrames provocados por falta de sangue, a causa mais comum é a formação de uma placa de gordura na artéria carótida, que irriga o cérebro com o sangue oxigenado. Essa placa de gordura passa por uma microvascularização e rupturas nesses pequenos vasos liberam coágulos que migram até o cérebro e causam o AVC.
O cirurgião cardiovascular Luciano Cabral Albuquerque, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), liderou a equipe que criou a nova técnica. Eles propuseram um ajuste que permite aos equipamentos comuns de ressonância magnética nuclear mostrar as micro-hemorragias dentro das placas da carótida. Segundo o cirurgião, os equipamentos mais avançados, que fazem essa identificação, são muito caros e muitas vezes os hospitais não têm condições para adquiri-los.
Albuquerque contou com a ajuda de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) que realçaram a imagem da hemoglobina (pigmento que faz a transferência de oxigênio das células sangüíneas para as outras células) da placa de gordura, fazendo com que apareça na tela do equipamento de ressonância magnética na forma de um brilho. Esse brilho foi relacionado a um indicador do grau de inflamação e risco de infarto, a proteína C reativa. A metodologia desenvolvida pelos pesquisadores foi testada em 70 pacientes e deu resultados positivos em 98% dos casos.
Os cientistas pretendem liberar os resultados gratuitamente nos portais de informação médico-científica da internet e conversar com o Ministério da Saúde para que todas as instituições tenham acesso à configuração dos aparelhos. Também continuarão aprimorando a técnica para que seja eficaz no caso de placas de gordura menores
Fonte: JB Online
O Senado tem um Maguila
Augusto Nunes
Ninguém cai como Maguila, começa a crônica do ótimo David Coimbra publicada em meados dos anos 90 pelo jornal Zero Hora. Perfeito. O sergipano Adilson Rodrigues, nosso bom e bravo Maguila, fez bonito num punhado de lutas, infiltrou-se no ranking dos 10 melhores pesos pesados, andou até flertando com o cinturão de campeão do mundo. Ainda que chegasse lá, não seria lembrado pelos nocautes que impôs, mas pelas quedas que sofreu.
Todas magníficas, nenhuma igualou a perfeição do desabamento que encerrou o combate contra Evander Holyfield. Quando o soco do grandalhão americano explodiu no queixo frágil, Maguila foi arrancado da superfície e flutuou por dois segundos a 15 centímetros de altitude. Então, o corpanzil de caminhoneiro começou a tombar de costas até a colisão estrondosa contra a lona.
"Madeira!", gritaria um lenhador canadense incorporado à imensa platéia de telespectadores se a medonha agitação do tronco não desmentisse a imobilidade da copa. De olhos fechados, Maguila materializou a imagem de Nelson Rodrigues: espanava a lona com arrancos de cachorro atropelado. Incomparável.
Na quarta-feira, tantos anos depois da aposentadoria do grande nocauteado, descobriu-se que o senador José Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte, tem tudo para transformar-se no Maguila da política brasileira. Talento não lhe falta, mostrou Agripino no confronto com a ministra Dilma Rousseff. E só treinar com afinco.
Como Maguila em seu começo, Agripino é impulsivo e perigosamente autoconfiante. Como Maguila em seu crepúsculo, sabe cair espetacularmente mesmo diante de adversários pouco musculosos. O começo do depoimento atestou que Dilma não é nenhum Holyfield. Agripino caiu por ter sido atingido na testa pelo golpe baixo que planejara para forçar a oponente a pendurar-se nas cordas.
Dilma estava claramente aflita até a espantosa entrada em cena do adversário. Agripino leu em voz alta o que dizia um recorte de jornal: a ministra contou numa entrevista que tinha mentido bastante nos tempos de presa política. Quase 30 anos depois dos interrogatórios, Agripino censurou-a por não ter confessado tudo. E quis saber se corria o risco de ouvir inverdades.
Ao confundir um depoimento rotineiro nas democracias com inquisições nos infernos da ditadura militar, ao confundir os senadores oposicionistas do começo do milênio com os torturadores dos anos de chumbo, Agripino expôs-se ao contragolpe que liquidou o combate no primeiro assalto.
Nas nove horas seguintes, à vontade diante de oponentes aturdidos, Dilma mentiu à vontade. Dispensada de golpear adversários – todos estavam no solo ao lado do potiguar sem cabeça – sobrou-lhe tempo para agredir o idioma e, sobretudo, a verdade. "Foi vazado informações", escorregou. "Todos os gastos com transporte foi objeto de análise", reincidiu minutos depois. Ninguém socorreu a gramática.
E ninguém tentaria socorrer os fatos, torturados todo o tempo por Dilma. Sem apartes, distribuiu verbas imaginárias, descreveu a vida agitada em canteiros de obras mortos no berço, percorreu estradas que só existem no mapa de Dilma. Ali se vê um Brasil que só ela e Lula conhecem. Nenhum senador chiou. Todos só pensavam no que fizera o Maguila potiguar.
Foi só uma questão de preço
Paulo Pereira da Silva sobrevive na placa pendurada na porta do gabinete ocupado no Congresso pelo deputado federal do PDT paulista. Nos domínios da Força Sindical, que fundou e governa, e na sede do diretório regional do partido, que preside, existe o Paulinho da Força. Ou simplesmente Paulinho: se alguém quiser localizá-lo, basta mencionar o diminutivo que abre o nome de guerra. Os serviçais, os correligionários e os companheiros saberão quem é.
Durante a operação montada para desbaratar a quadrilha especializada em tungar o BNDES, investigadores da Polícia Federal grampearam conversas entre integrantes do bando e gente ligada à Força Sindical. Meia dúzia de menções revelaram que havia um Paulinho no meio do pântano. Só poderia ser ele, deduziram os sherloques. E o suspeito resolveu ressuscitar a identificação oficial.
"Existem muitos Paulinhos", lembrou Paulo Pereira da Silva. Que outro poderia ser beneficiário da propina de R$ 325 mil negociada por um assessor do Paulinho da Força? Para um presidente da Força, desdenhou, essa bolada é troco. Na remota hipótese de estar falando a verdade, fica evidente que não foi por princípios éticos que Paulinho se negou a pecar. Foi só uma questão de preço.
O remorso custa caro
Fiel à principal promessa da campanha vitoriosa, o presidente paraguaio Fernando Lugo comunicou ao Brasil que o Tratado de Itaipu tem de ser revisto. É compreensível que o vizinho pobre queira mais dinheiro. Surpreendente é o imediato endosso do Brasil a todas as exigências em espanhol.
Acusado de ter tungado o Acre da Bolívia, o Itamaraty entregou a Petrobras a Evo Morales. Agora, trata o Paraguai como quem pede desculpas por ter vencido a guerra. A política do remorso pode acabar estimulando Portugal a pedir a colônia de volta.
O mandante é quem manda na mata
No meio do verão, o Brasil ficou sabendo que o recrudescimento da ofensiva do exército da soja havia destruído, em três meses, um bom pedaço do que resta da Floresta Amazônica em Mato Grosso. A área desmatada estava protegida por lei. Houvera, portanto, um crime. Depois de alguns negaceios, o presidente Lula rendeu-se à evidência. Mas aquele que nada sabe e nada vê é duro na queda. "É preciso saber se existem culpados", alertou. A ressalva informava que talvez não existissem. Foi assim que nasceu em Brasília, para espanto de juristas de todo o planeta, o crime sem autoria. Lula nunca estudou. Mas é muito criativo.
Em fevereiro de 2005, a missionária americana Dorothy Stang foi executada num grotão do Pará pelo pistoleiro a serviço do fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida. Apoiar reivindicações que aborrecem os donos da terra, naquelas imensidões sem lei, é pecado sem perdão. Bida resolveu que Dorothy deveria morrer. Contratou para o serviço um pistoleiro que tinha fama de eficiente. Merecida.
O assassino foi condenado a 29 anos de cadeia e está preso. Bida foi absolvido na terça-feira. Assim nasceu em Belém, fruto do acasalamento de um juiz inepto e um bando de jurados poltrões, assassinato por encomenda sem mandante.
Fonte: JB Online
Ninguém cai como Maguila, começa a crônica do ótimo David Coimbra publicada em meados dos anos 90 pelo jornal Zero Hora. Perfeito. O sergipano Adilson Rodrigues, nosso bom e bravo Maguila, fez bonito num punhado de lutas, infiltrou-se no ranking dos 10 melhores pesos pesados, andou até flertando com o cinturão de campeão do mundo. Ainda que chegasse lá, não seria lembrado pelos nocautes que impôs, mas pelas quedas que sofreu.
Todas magníficas, nenhuma igualou a perfeição do desabamento que encerrou o combate contra Evander Holyfield. Quando o soco do grandalhão americano explodiu no queixo frágil, Maguila foi arrancado da superfície e flutuou por dois segundos a 15 centímetros de altitude. Então, o corpanzil de caminhoneiro começou a tombar de costas até a colisão estrondosa contra a lona.
"Madeira!", gritaria um lenhador canadense incorporado à imensa platéia de telespectadores se a medonha agitação do tronco não desmentisse a imobilidade da copa. De olhos fechados, Maguila materializou a imagem de Nelson Rodrigues: espanava a lona com arrancos de cachorro atropelado. Incomparável.
Na quarta-feira, tantos anos depois da aposentadoria do grande nocauteado, descobriu-se que o senador José Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte, tem tudo para transformar-se no Maguila da política brasileira. Talento não lhe falta, mostrou Agripino no confronto com a ministra Dilma Rousseff. E só treinar com afinco.
Como Maguila em seu começo, Agripino é impulsivo e perigosamente autoconfiante. Como Maguila em seu crepúsculo, sabe cair espetacularmente mesmo diante de adversários pouco musculosos. O começo do depoimento atestou que Dilma não é nenhum Holyfield. Agripino caiu por ter sido atingido na testa pelo golpe baixo que planejara para forçar a oponente a pendurar-se nas cordas.
Dilma estava claramente aflita até a espantosa entrada em cena do adversário. Agripino leu em voz alta o que dizia um recorte de jornal: a ministra contou numa entrevista que tinha mentido bastante nos tempos de presa política. Quase 30 anos depois dos interrogatórios, Agripino censurou-a por não ter confessado tudo. E quis saber se corria o risco de ouvir inverdades.
Ao confundir um depoimento rotineiro nas democracias com inquisições nos infernos da ditadura militar, ao confundir os senadores oposicionistas do começo do milênio com os torturadores dos anos de chumbo, Agripino expôs-se ao contragolpe que liquidou o combate no primeiro assalto.
Nas nove horas seguintes, à vontade diante de oponentes aturdidos, Dilma mentiu à vontade. Dispensada de golpear adversários – todos estavam no solo ao lado do potiguar sem cabeça – sobrou-lhe tempo para agredir o idioma e, sobretudo, a verdade. "Foi vazado informações", escorregou. "Todos os gastos com transporte foi objeto de análise", reincidiu minutos depois. Ninguém socorreu a gramática.
E ninguém tentaria socorrer os fatos, torturados todo o tempo por Dilma. Sem apartes, distribuiu verbas imaginárias, descreveu a vida agitada em canteiros de obras mortos no berço, percorreu estradas que só existem no mapa de Dilma. Ali se vê um Brasil que só ela e Lula conhecem. Nenhum senador chiou. Todos só pensavam no que fizera o Maguila potiguar.
Foi só uma questão de preço
Paulo Pereira da Silva sobrevive na placa pendurada na porta do gabinete ocupado no Congresso pelo deputado federal do PDT paulista. Nos domínios da Força Sindical, que fundou e governa, e na sede do diretório regional do partido, que preside, existe o Paulinho da Força. Ou simplesmente Paulinho: se alguém quiser localizá-lo, basta mencionar o diminutivo que abre o nome de guerra. Os serviçais, os correligionários e os companheiros saberão quem é.
Durante a operação montada para desbaratar a quadrilha especializada em tungar o BNDES, investigadores da Polícia Federal grampearam conversas entre integrantes do bando e gente ligada à Força Sindical. Meia dúzia de menções revelaram que havia um Paulinho no meio do pântano. Só poderia ser ele, deduziram os sherloques. E o suspeito resolveu ressuscitar a identificação oficial.
"Existem muitos Paulinhos", lembrou Paulo Pereira da Silva. Que outro poderia ser beneficiário da propina de R$ 325 mil negociada por um assessor do Paulinho da Força? Para um presidente da Força, desdenhou, essa bolada é troco. Na remota hipótese de estar falando a verdade, fica evidente que não foi por princípios éticos que Paulinho se negou a pecar. Foi só uma questão de preço.
O remorso custa caro
Fiel à principal promessa da campanha vitoriosa, o presidente paraguaio Fernando Lugo comunicou ao Brasil que o Tratado de Itaipu tem de ser revisto. É compreensível que o vizinho pobre queira mais dinheiro. Surpreendente é o imediato endosso do Brasil a todas as exigências em espanhol.
Acusado de ter tungado o Acre da Bolívia, o Itamaraty entregou a Petrobras a Evo Morales. Agora, trata o Paraguai como quem pede desculpas por ter vencido a guerra. A política do remorso pode acabar estimulando Portugal a pedir a colônia de volta.
O mandante é quem manda na mata
No meio do verão, o Brasil ficou sabendo que o recrudescimento da ofensiva do exército da soja havia destruído, em três meses, um bom pedaço do que resta da Floresta Amazônica em Mato Grosso. A área desmatada estava protegida por lei. Houvera, portanto, um crime. Depois de alguns negaceios, o presidente Lula rendeu-se à evidência. Mas aquele que nada sabe e nada vê é duro na queda. "É preciso saber se existem culpados", alertou. A ressalva informava que talvez não existissem. Foi assim que nasceu em Brasília, para espanto de juristas de todo o planeta, o crime sem autoria. Lula nunca estudou. Mas é muito criativo.
Em fevereiro de 2005, a missionária americana Dorothy Stang foi executada num grotão do Pará pelo pistoleiro a serviço do fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida. Apoiar reivindicações que aborrecem os donos da terra, naquelas imensidões sem lei, é pecado sem perdão. Bida resolveu que Dorothy deveria morrer. Contratou para o serviço um pistoleiro que tinha fama de eficiente. Merecida.
O assassino foi condenado a 29 anos de cadeia e está preso. Bida foi absolvido na terça-feira. Assim nasceu em Belém, fruto do acasalamento de um juiz inepto e um bando de jurados poltrões, assassinato por encomenda sem mandante.
Fonte: JB Online
País terá rede de terapia celular
Agencia Estado
Começa a funcionar até o fim deste ano no Brasil a Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC), que receberá recursos de R$ 21 milhões para pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias. A previsão é que sejam montados cinco ou seis centros (laboratórios) em cidades como Ribeirão Preto, São Paulo e Rio, além de uma secretaria-executiva no Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio.Para discutir a criação da rede e sua instalação, um grupo de 30 pesquisadores se reuniu nos últimos dois dias em Ribeirão Preto (a 320 km de São Paulo). A proposta é que a RNTC não tenha um prédio físico, mas uma comissão coordenadora, formada por integrantes dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, financiadores do projeto, e por pesquisadores.Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, a RNTC deverá articular esforços de pesquisas com células-tronco já existentes no País, além de ampliá-las, qualificar e especializar novos profissionais.Ele citou que 182 pesquisas no País mencionam trabalhos com terapia celular, além de 240 projetos em desenvolvimento. Os trabalhos com células-tronco embrionárias devem atingir menos de 10% dos 240 projetos, segundo ele. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
Começa a funcionar até o fim deste ano no Brasil a Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC), que receberá recursos de R$ 21 milhões para pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias. A previsão é que sejam montados cinco ou seis centros (laboratórios) em cidades como Ribeirão Preto, São Paulo e Rio, além de uma secretaria-executiva no Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio.Para discutir a criação da rede e sua instalação, um grupo de 30 pesquisadores se reuniu nos últimos dois dias em Ribeirão Preto (a 320 km de São Paulo). A proposta é que a RNTC não tenha um prédio físico, mas uma comissão coordenadora, formada por integrantes dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, financiadores do projeto, e por pesquisadores.Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, a RNTC deverá articular esforços de pesquisas com células-tronco já existentes no País, além de ampliá-las, qualificar e especializar novos profissionais.Ele citou que 182 pesquisas no País mencionam trabalhos com terapia celular, além de 240 projetos em desenvolvimento. Os trabalhos com células-tronco embrionárias devem atingir menos de 10% dos 240 projetos, segundo ele. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
Varela fica a um passo da candidatura
O vice-presidente José Alencar participou do lançamento da pré-candidatura, em Salvador
Luiza Torres
O vice-presidente da República, José Alencar (PRB), esteve ontem em Salvador para participar do Encontro Republicano de lideranças baianas, promovido pelo PRB, com o objetivo de anunciar a pré-candidatura do apresentador Raimundo Varela (PRB) à prefeitura da capital. O evento aconteceu um dia depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve na Bahia para assinar ordens de serviço e anunciar programas para o estado.
O encontro de ontem, realizado na casa de eventos Unique, na Avenida Tancredo Neves, focou na candidatura de Varela. Em seu discurso, o vice-presidente José Alencar pediu aos militantes do PRB e à platéia – formada majoritariamente por moradores de bairros populares, que votassem no apresentador e radialista. “Este é o início de um trabalho efetivo em Salvador, porque Varela cuida da causa pública desta cidade”. De acordo com ele, o partido lançará candidatos em diversas capitais brasileiras, como no Rio de Janeiro. Já as declarações do pré-candidato do PRB foram totalmente emocionais, dando ênfase principalmente à pobreza nos bairros periféricos.
O evento promovido pela legenda contou com a presença de outros pré-candidatos à prefeitura de Salvador, a exemplo do deputado federal ACM Neto (DEM) e do presidente do PSDB, Antonio Imbassahy. O deputado ACM Neto explicou que sua presença tinha como objetivo atender ao convite do apresentador e prestigiar a visita do vice-presidente da República. “Estou aqui porque esta é uma ação que reunirá diversos partidos e o DEM achou melhor atender ao convite”.
Neto afirmou que tem conversado com Varela sobre as questões que envolvem Salvador, mas negou que esse diálogo envolva estratégias para o segundo turno. O senador Antonio Carlos Júnior (DEM) também acredita ser cedo para alguma conversa sobre o segundo turno. Para ele, os partidos devem sempre dialogar e não ter uma disputa acirrada.Outras lideranças políticas também compuseram a mesa, como os senadores César Borges (presidente estadual do PR), Marcelo Crivella (pré-candidato do PRB à prefeitura do Rio de Janeiro), o presidente nacional do PRB, Vitor Paulo e o presidente regional, Valdir Trindade.
***
DEM, PSDB e PR prestigiam evento do PRB
Apesar de ter anunciado sua pré-candidatura, o apresentador Raimundo Varela continua sem querer revelar quais legendas poderão compor sua coligação. Ele citou apenas o processo de negociação que tem estabelecido com o Partido da República (PR), que tem como presidente o senador César Borges, que também estava no evento de ontem. O pré-candidato mais uma vez afirmou que está dialogando com várias siglas e que nada está definido ainda, apesar de faltar menos de um mês para as convenções partidárias. “Estamos conversando com todos os segmentos partidários. Na verdade, ainda não existe candidaturas, só pré-candidatos. Portanto, só em junho poderemos conhecer os que realmente disputarão a prefeitura de Salvador. O importante é que estamos interessados em formar uma aliança preocupada com o lado social de Salvador”, disse Varela.
O presidente do PR baiano, senador César Borges, garantiu que a sua presença no evento não significava um apoio ao pré-candidato Raimundo Varela. Borges afirmou que foi prestigiar a presença do vice-presidente José Alencar (PRB). “Estou aqui como amigo e não para apoiar Varela politicamente. O PR ainda não tomou sua decisão, mas chegará o momento. Não se pode considerar minha presença aqui como uma decisão política, porque não é isto que significa”.
O pré-candidato Antonio Imbassahy (PSDB) também afirmou que estava no evento por causa da visita do vice-presidente da República. Ele acredita que o fato de almejar a prefeitura de Salvador não significa que ele tenha que deixar de prestigiar ações de outros prefeituráveis. “A política é uma arte da convivência e da harmonia. É preciso que todos dialoguem democraticamente”. De acordo com Imbassahy, além de conversar sobre o primeiro turno das eleições, há também um diálogo sobre o segundo turno. “Já estamos nos preparando para essa possiblidade. Tenho conversado com todas as legendas, inclusive com a ala do governo do estado que é multipartidária”.
Durante o evento, o também pré-candidato a prefeitura no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), tentou tranqüilizar o colega baiano, afirmando que por duas vezes fez campanha sozinho sem apoio de nenhum partido, sem alianças, apenas com suas “próprias pernas”.
Até o momento, o único a apresentar partidos que irão fazer parte de sua coligação foi o deputado ACM Neto. Em evento realizado na última sexta-feira, o pré-candidato democrata recebeu apoio do PRP, PTdoB e PSDC.
Fonte: Correio da Bahia
Luiza Torres
O vice-presidente da República, José Alencar (PRB), esteve ontem em Salvador para participar do Encontro Republicano de lideranças baianas, promovido pelo PRB, com o objetivo de anunciar a pré-candidatura do apresentador Raimundo Varela (PRB) à prefeitura da capital. O evento aconteceu um dia depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve na Bahia para assinar ordens de serviço e anunciar programas para o estado.
O encontro de ontem, realizado na casa de eventos Unique, na Avenida Tancredo Neves, focou na candidatura de Varela. Em seu discurso, o vice-presidente José Alencar pediu aos militantes do PRB e à platéia – formada majoritariamente por moradores de bairros populares, que votassem no apresentador e radialista. “Este é o início de um trabalho efetivo em Salvador, porque Varela cuida da causa pública desta cidade”. De acordo com ele, o partido lançará candidatos em diversas capitais brasileiras, como no Rio de Janeiro. Já as declarações do pré-candidato do PRB foram totalmente emocionais, dando ênfase principalmente à pobreza nos bairros periféricos.
O evento promovido pela legenda contou com a presença de outros pré-candidatos à prefeitura de Salvador, a exemplo do deputado federal ACM Neto (DEM) e do presidente do PSDB, Antonio Imbassahy. O deputado ACM Neto explicou que sua presença tinha como objetivo atender ao convite do apresentador e prestigiar a visita do vice-presidente da República. “Estou aqui porque esta é uma ação que reunirá diversos partidos e o DEM achou melhor atender ao convite”.
Neto afirmou que tem conversado com Varela sobre as questões que envolvem Salvador, mas negou que esse diálogo envolva estratégias para o segundo turno. O senador Antonio Carlos Júnior (DEM) também acredita ser cedo para alguma conversa sobre o segundo turno. Para ele, os partidos devem sempre dialogar e não ter uma disputa acirrada.Outras lideranças políticas também compuseram a mesa, como os senadores César Borges (presidente estadual do PR), Marcelo Crivella (pré-candidato do PRB à prefeitura do Rio de Janeiro), o presidente nacional do PRB, Vitor Paulo e o presidente regional, Valdir Trindade.
***
DEM, PSDB e PR prestigiam evento do PRB
Apesar de ter anunciado sua pré-candidatura, o apresentador Raimundo Varela continua sem querer revelar quais legendas poderão compor sua coligação. Ele citou apenas o processo de negociação que tem estabelecido com o Partido da República (PR), que tem como presidente o senador César Borges, que também estava no evento de ontem. O pré-candidato mais uma vez afirmou que está dialogando com várias siglas e que nada está definido ainda, apesar de faltar menos de um mês para as convenções partidárias. “Estamos conversando com todos os segmentos partidários. Na verdade, ainda não existe candidaturas, só pré-candidatos. Portanto, só em junho poderemos conhecer os que realmente disputarão a prefeitura de Salvador. O importante é que estamos interessados em formar uma aliança preocupada com o lado social de Salvador”, disse Varela.
O presidente do PR baiano, senador César Borges, garantiu que a sua presença no evento não significava um apoio ao pré-candidato Raimundo Varela. Borges afirmou que foi prestigiar a presença do vice-presidente José Alencar (PRB). “Estou aqui como amigo e não para apoiar Varela politicamente. O PR ainda não tomou sua decisão, mas chegará o momento. Não se pode considerar minha presença aqui como uma decisão política, porque não é isto que significa”.
O pré-candidato Antonio Imbassahy (PSDB) também afirmou que estava no evento por causa da visita do vice-presidente da República. Ele acredita que o fato de almejar a prefeitura de Salvador não significa que ele tenha que deixar de prestigiar ações de outros prefeituráveis. “A política é uma arte da convivência e da harmonia. É preciso que todos dialoguem democraticamente”. De acordo com Imbassahy, além de conversar sobre o primeiro turno das eleições, há também um diálogo sobre o segundo turno. “Já estamos nos preparando para essa possiblidade. Tenho conversado com todas as legendas, inclusive com a ala do governo do estado que é multipartidária”.
Durante o evento, o também pré-candidato a prefeitura no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), tentou tranqüilizar o colega baiano, afirmando que por duas vezes fez campanha sozinho sem apoio de nenhum partido, sem alianças, apenas com suas “próprias pernas”.
Até o momento, o único a apresentar partidos que irão fazer parte de sua coligação foi o deputado ACM Neto. Em evento realizado na última sexta-feira, o pré-candidato democrata recebeu apoio do PRP, PTdoB e PSDC.
Fonte: Correio da Bahia
Comer sem controle pode ser sinal de síndrome
Compulsão alimentar se desenvolve a partir de situações traumáticas e exige tratamento multidisciplinar
SÃO PAULO - Comer muito em curto espaço de tempo pelo menos duas vezes por semana e não ter controle sobre a alimentação não é normal. Esse “hábito” pode virar uma doença conhecida como síndrome da compulsão alimentar, principalmente se estiver associado a outros fatores, como comer alimentos pouco saborosos (comida gelada, por exemplo). Apesar de ser uma doença nova – diagnosticada há cerca de 20 anos –, a prevalência já gira em torno de 1,5% a 5% da população.
Segundo a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional, esse índice é maior quando se trata de pessoas obesas ou que têm sobrepeso. “Mais de 30% dos participantes de programas de perda de peso e mais de 50% dos pacientes que procuram a cirurgia de redução de estômago têm a síndrome”, afirma a médica. Segundo Ellen, a pessoa deve ficar alerta se apresentar pelo menos três dos cinco sintomas a seguir: comer muito mais rápido que o normal, comer até a sensação de grande desconforto, comer grande quantidade de alimentos sem estar com fome, comer sozinho devido à sensação embaraçosa criada pelo grande volume de comida e, por fim, sentir culpa, decepção e até repulsa com reação depressiva pelo ato de comer em exagero e sem controle.
Para a nutricionista Sheila Castro, do hospital e maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (ABC), o distúrbio se desenvolve a partir de situações traumáticas. “O tratamento engloba acompanhamento psicológico e nutricional para restabelecer a reorganização psicológica e a forma física”, diz Sheila. De acordo com Ellen Paiva, a terapia pode ser individual ou em grupo. “Acreditamos que a terapia em grupo pode ser uma ferramenta importante no tratamento dos pacientes com transtornos alimentares, uma vez que as pessoas que sofrem com a síndrome do comer compulsivo se enquadram no diagnóstico de outros transtornos do impulso – compulsão por beber, comprar ou fazer sexo”, diz a médica.
Ansiedade - Segundo Ellen, a ansiedade é a base do diagnóstico da síndrome do comer compulsivo. “Pacientes chegam no consultório e dizem que são ansiosos, que não conseguem fazer dieta e não dão conta de parar de comer”, diz. Por isso, o tratamento inclui o acompanhamento psicológico, que serve ainda para tratar a psicopatologia associada ao comer compulsivo, como depressão, transtornos do impulso, uso de álcool e drogas e transtornos ansiosos. O apoio do especialista, porém, não resolve todo o problema, e o uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos torna-se quase obrigatório. O sucesso do tratamento depende da gravidade do transtorno. (Folhapress)
***
Perguntas e Respostas
A síndrome do comer compulsivo é a mesma coisa da bulimia? Na bulimia, a pessoa também come exageradamente, mas força a saída do alimento para não engordar. Nesses casos, o paciente força o vômito ou toma laxantes de forma indiscriminada.
A síndrome do comer compulsivo não tem cura? O sucesso do tratamento dependo do grau do transtorno do paciente, mas a maioria dos casos tem cura, sim. Se o grau do transtorno for muito alto, há pelo menos uma melhora no quadro.
Geralmente, quem tem a síndrome do comer compulsivo tem vergonha de comer com outras pessoas? A quantidade exagerada de alimentos ingerida pelo paciente acaba constrangendo a pessoa a comer em público.
A medicina ainda não descobriu a causa da doença? Os especialistas afirmam que múltiplas causas podem causar a síndrome, mas não se tem certeza da causa preponderante. Mesmo assim, o distúrbio aparece após situações traumáticas. (Folhapress)
Fonte: Correio da Bahia
SÃO PAULO - Comer muito em curto espaço de tempo pelo menos duas vezes por semana e não ter controle sobre a alimentação não é normal. Esse “hábito” pode virar uma doença conhecida como síndrome da compulsão alimentar, principalmente se estiver associado a outros fatores, como comer alimentos pouco saborosos (comida gelada, por exemplo). Apesar de ser uma doença nova – diagnosticada há cerca de 20 anos –, a prevalência já gira em torno de 1,5% a 5% da população.
Segundo a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional, esse índice é maior quando se trata de pessoas obesas ou que têm sobrepeso. “Mais de 30% dos participantes de programas de perda de peso e mais de 50% dos pacientes que procuram a cirurgia de redução de estômago têm a síndrome”, afirma a médica. Segundo Ellen, a pessoa deve ficar alerta se apresentar pelo menos três dos cinco sintomas a seguir: comer muito mais rápido que o normal, comer até a sensação de grande desconforto, comer grande quantidade de alimentos sem estar com fome, comer sozinho devido à sensação embaraçosa criada pelo grande volume de comida e, por fim, sentir culpa, decepção e até repulsa com reação depressiva pelo ato de comer em exagero e sem controle.
Para a nutricionista Sheila Castro, do hospital e maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (ABC), o distúrbio se desenvolve a partir de situações traumáticas. “O tratamento engloba acompanhamento psicológico e nutricional para restabelecer a reorganização psicológica e a forma física”, diz Sheila. De acordo com Ellen Paiva, a terapia pode ser individual ou em grupo. “Acreditamos que a terapia em grupo pode ser uma ferramenta importante no tratamento dos pacientes com transtornos alimentares, uma vez que as pessoas que sofrem com a síndrome do comer compulsivo se enquadram no diagnóstico de outros transtornos do impulso – compulsão por beber, comprar ou fazer sexo”, diz a médica.
Ansiedade - Segundo Ellen, a ansiedade é a base do diagnóstico da síndrome do comer compulsivo. “Pacientes chegam no consultório e dizem que são ansiosos, que não conseguem fazer dieta e não dão conta de parar de comer”, diz. Por isso, o tratamento inclui o acompanhamento psicológico, que serve ainda para tratar a psicopatologia associada ao comer compulsivo, como depressão, transtornos do impulso, uso de álcool e drogas e transtornos ansiosos. O apoio do especialista, porém, não resolve todo o problema, e o uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos torna-se quase obrigatório. O sucesso do tratamento depende da gravidade do transtorno. (Folhapress)
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Perguntas e Respostas
A síndrome do comer compulsivo é a mesma coisa da bulimia? Na bulimia, a pessoa também come exageradamente, mas força a saída do alimento para não engordar. Nesses casos, o paciente força o vômito ou toma laxantes de forma indiscriminada.
A síndrome do comer compulsivo não tem cura? O sucesso do tratamento dependo do grau do transtorno do paciente, mas a maioria dos casos tem cura, sim. Se o grau do transtorno for muito alto, há pelo menos uma melhora no quadro.
Geralmente, quem tem a síndrome do comer compulsivo tem vergonha de comer com outras pessoas? A quantidade exagerada de alimentos ingerida pelo paciente acaba constrangendo a pessoa a comer em público.
A medicina ainda não descobriu a causa da doença? Os especialistas afirmam que múltiplas causas podem causar a síndrome, mas não se tem certeza da causa preponderante. Mesmo assim, o distúrbio aparece após situações traumáticas. (Folhapress)
Fonte: Correio da Bahia
sábado, maio 10, 2008
Google tem 48 horas para apontar usuário do Orkut
O juiz Jairo Ferreira Júnior, de Santa Helena de Goiás, deu 48 horas à Google Brasil Internet Ltda. para que forneça a identidade do computador em que foi criado um perfil no site de relacionamento Orkut difamando várias moças da cidade. O Google havia se recusado a apresentar os dados e informou que o cadastro de seus usuários é sigiloso e não pode ser fornecido “até que se configure situação excepcional que justifique quebra de sigilo”.As medidas foram requeridas em ação cautelar na qual uma das garotas que tiveram o nome exposto informou que é filha de família tradicional na região e sempre pautou sua vida na moral e nos bons costumes, tendo sofrido grande constrangimento moral com a atitude do usuário não-identificado. Em seu perfil no Orkut, a pessoa postou fotos de diversas moças da cidade, muitas das quais com apenas 14 anos, apontando aquelas com quem teria supostamente mantido relações sexuais e fazendo descrições minuciosas sobre preferências sexuais de algumas, entre outras informações dessa natureza. Segundo a autora da ação cautelar, as informações referentes a ela são mentirosas e chegaram ao conhecimento de seus pais, “que se sentiram ultrajados” com o fato. O juiz concedeu liminar determinando ao Google a retirada do perfil do Orkut onde as fotos e informações estavam postadas bem como a juntada, aos autos do processo, da identificação do computador de onde foi criado o perfil. O Google retirou a página da internet, mas se recusou a apresentar os dados do usuário.Na decisão em que estabeleceu prazo de 48 horas para que tais informações sejam apresentadas, Jairo Ferreira Júnior asseverou que a configuração de “situação excepcional” – a que o Google se referiu como sendo imprescindível para a quebra do sigilo – é questão a ser definida pelo juiz e não, pelo Google. “Ordem judicial é para ser cumprida e não, discutida. Ademais, o motivo que levou a autora a buscar a tutela judicial é relevantíssimo, pois o direito à sua personalidade foi duramente ferido”. De acordo com o magistrado, é de senso comum que a pessoa que veiculou as difamações por meio do Google extrapolou muito a “esfera do permissível”, razão pela qual, a seu ver, não cabe à empresa apelar para o direito de liberdade de expressão para proteger a imagem do usuário. “A liberdade de expressão de um termina no momento em que ofende os direitos de personalidade de outro. Volto a dizer, são fundamentais, na sociedade politicamente organizada, os direitos da personalidade, dentre eles o da imagem, intimidade, honra e reputação”, frisou. (Patrícia Papini)
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás »
Fonte: Revista Jus Vigilantibus,
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás »
Fonte: Revista Jus Vigilantibus,
Ex-marido traído ganha direito à indenização por danos morais
O adultério foi flagrado por ele dentro da própria casa e no leito do casal A 1ª Turma Recursal do TJDFT confirmou sentença do juiz do 1º Juizado Especial Cível de Planaltina que condenou uma mulher a pagar indenização por danos morais ao ex-marido. Ela foi flagrada pelo cônjuge, nua, em conjunção carnal com outro homem, na residência e na própria cama do casal. Porém, a indenização, inicialmente fixada em 14 mil reais pelo juiz, foi reduzida para 7mil reais pela turma recursal. O autor da ação impetrou o pedido de indenização após a homologação da separação litigiosa pela vara de família competente. Na época do litígio, ficou comprovada a culpa da esposa que, segundo a sentença homologatória, “incorreu em quebra do dever de fidelidade, previsto no art. 1.566 do Código Civil”. Testemunhas ouvidas em juízo confirmaram o flagrante. Insatisfeita com a condenação, a requerida entrou com recurso na 1ª Turma Recursal. Várias foram as alegações feitas: a incompetência do juizado para julgar o pedido por se tratar de assunto de origem familiar; o fato de já ter sido apenada com a perda do direito à pensão alimentícia à época da separação; e não possuir condições financeiras para arcar com o exagerado valor estabelecido pelo juiz a título de indenização. Em resposta à contestação, os julgadores do recurso foram unânimes em confirmar tanto a competência do juizado para julgar o pedido quanto o dever de indenizar da ex-esposa. No entanto, por maioria de votos, decidiram que o valor determinado pelo juiz deveria ser reduzido para 7 mil reais, por conta da condição financeira da ré que é professora contratada. Segundo o acórdão da Turma, “a possibilidade de haver indenização deriva de mandamento constitucional que diz ser inviolável a honra das pessoas, sendo assegurado o direito à indenização pelo dano moral decorrente de sua violação (Art. 5º,X, CF).” Para o relator do recurso, “o caso em questão não versa sobre uma mera negligência da relação de casamento que poderia ficar limitada à vara de família, mas sim a uma situação fática que colocou o autor da ação em uma delicada situação de exposição.” Ainda de acordo com o voto do relator, “a infidelidade sozinha não gera nenhuma causa de indenizar, pois pode ser tratada como um vexame pessoal que, quando muito, provoca o desencanto no final de um relacionamento amoroso. Todavia, por exceção, como nesse caso concreto, quando a situação adúltera causa grave humilhação e exposição do outro cônjuge, aí sim, a responsabilidade civil tem vez.” Desde março de 2005, a Lei 11.106 alterou diversos dispositivos do Código Penal Brasileiro. Dentre as mudanças, houve a descriminalização do adultério, antes considerado crime com previsão de pena de 15 dias a seis meses de detenção. Não cabe mais recurso da decisão. Nº do processo: Segredo de Justiça
Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios »
Fonte: Revista Jus Vigilantibus
Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios »
Fonte: Revista Jus Vigilantibus
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