Publicado em 16 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Dino diz que busca e apreensão contra Do Val era esperada
Manuel Marçal
O Tempo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comentou, nesta sexta-feira (16), a investigação da Polícia Federal (PF) contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES) sobre suposto plano de golpe de Estado e postagens nas redes sociais que atentaram contra democracia.
Dino não chegou a mencionar o nome do parlamentar, mas pontuou que ele e demais envolvidos vão responder “perante a polícia e a Justiça”.
EMBOSCADA – O senador chegou a alegar que a operação da PF seria uma “emboscada”. A declaração do parlamentar foi rebatida por Flávio Dino. O ministro da Justiça e Segurança Pública disse que há inquéritos dos atos do dia 8 de janeiro conduzidos pelo poder Judiciário e, diante disso, vê com “normalidade” a operação e tentou dar um ar de isonomia.
“Temos um Poder Judiciário independente, temos uma Polícia Federal que cumpre as ordens judiciais e realiza as investigações que a lei manda independente de quem seja a pessoa investigada”, afirmou Dino após deixar uma agenda em Palmas (TO).
A PF realizou na última quinta-feira (15), data que o senador completaria 52 anos, mandado de busca e apreensão em endereços do parlamentar. A determinação foi feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
CELULAR APREENDIDO – Marcos do Val foi alvo de busca e apreensão em seu gabinete e no imóvel funcional onde mora, em Brasília. Além disso, teve redes sociais bloqueadas e celular apreendido.
As buscas ocorrem no âmbito da investigação sobre atos de 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. Do Val é suspeito de ter ligação com os atos e de obstrução do inquérito do caso.
“Os problemas de polícia, esse senhor e outras pessoas que sejam investigadas que respondam perante a polícia, que respondam perante a Justiça”, pontuou.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Um dos problemas da rejeição ao PT que ocorreu em 2018 foi a eleição de um número de parlamentares em a menor vocação para cargos públicos, confirmando o ditado de que a emenda pode ser pior do que o soneto. (C.N.)