Publicado em 16 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

São 400 m² de área construída e Bolsonaro ainda reclama…
Paulo Cappelli
Metrópoles
Jair Bolsonaro tem reclamado da distribuição dos cômodos da casa na qual está morando em Brasília. O ex-presidente afirma que a arquitetura do imóvel o deixa sem privacidade. Isso porque Bolsonaro divide o mesmo espaço para trabalhar com a esposa, Michelle, no primeiro andar da residência.
E, por vezes, ambos ficam sem privacidade quando agendam reuniões. Em diferentes ocasiões, pessoas que participariam de agenda apenas com a ex-primeira-dama abordaram Bolsonaro quando o viram no ambiente.
ALUGUEL CARO – O ex-presidente já foi aconselhado por pessoas próximas a se mudar para um espaço mais amplo. E chegou a dizer que, se for para pagar um valor maior que os atuais R$ 12 mil de aluguel, preferia fazer um financiamento e comprar um novo imóvel. A mudança, contudo, não está descartada.
A atual casa de Bolsonaro, no condomínio Solar de Brasília, foi escolhida por Michelle quando ele passava período sabático nos Estados Unidos. O imóvel tem dois andares, piscina e 400 metros quadrados.
Mas não conta com uma sala de reuniões do tamanho que Bolsonaro esperava. A ideia era que, além de residência, o imóvel servisse como espécie de “QG” da oposição a Lula.
PROJETO POLÍTICO – A decisão de se mudar do Rio para Brasília foi tomada por Bolsonaro como parte do projeto de se manter em evidência e disputar a Presidência em 2026. O ex-presidente, contudo, é alvo de um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode deixá-lo inelegível.
Michelle e Jair Bolsonaro se conheceram em 2006, quando ela trabalhava como assessora parlamentar no gabinete de um deputado do mesmo partido. Na época, ele ainda era deputado federal. A diferença de idade entre os dois é de 27 anos.
O casal completou 15 anos de casados em novembro de 2022 e, depois de uma fase turbulenta, eles mostram que a relação voltou às boas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O casal Bolsonaro/Michelle está recebendo dos cofres públicos mais de R$ 80 mil mensais para “trabalhar” no PL, onde jamais comparecem e há confortáveis salas para reuniões. O ex-presidente, que ganha mais R$ 40 mil da aposentadoria da Câmara e outros R$ 16 mil como capitão reformado, reclama com a barriga cheia, como se dizia antigamente. (C.N.)