terça-feira, novembro 10, 2020

O que Jeremoabo precisa é de combate a politicagem e seus politiqueiros


                                                    Foto Divulgação das redes sociais.



Quando nos omitimos do processo  damos um recibo em branco assinado  para os politiqueiros. O que Precisamos é de uma política anti-politicagem.
Isso só pode ser alcançado  com a participação de todos  ou pelo menos  pelos formadores de opinião.
Atualmente a população  estimada de Jeremoabo é 40.651  habitantes  se tivéssemos  40 formadores  de opinião que resolvessem  fiscalizar e denunciar os atos  ilícitos  cometidos no nosso município  teríamos em Jeremoabo uma outra qualidade de vida para  todos.
Dizer  que todo mundo é farinha do mesmo saco  é uma forma de  beneficiar os corruptos,  temos que  separar o "joio do trigo"  e se não existir , temos o dever de  cultivar esse "trigo"   para  varrer de uma vez por todas  o oportunismo na  política.

Os candidatos são a melhor coisa da eleição. É claro que, entre eles, há os bons e os ruins, os honestos e os canalhas, os competentes e os idiotas, os ideológicos e os pragmáticos, os bem-intencionados e os falcatruas. Há de tudo, como também há na sociedade. E é justamente aí que mora a beleza deste período de campanha: a gente pode decidir quem são os melhores para nos representar. O problema é que esta representação não é linear. Bastaria que os bons escolhessem os bons e estava tudo resolvido, já que eu acredito que há mais gente boa no mundo do que o contrário. Mas, diabos, nem sempre os bons escolhem os bons, e a maioria faz justamente o oposto. Só que, depois, esta mesma maioria esquece que, como diz um ditado português, jabuti não sobe em árvore – se está lá é porque alguém o colocou. Não existe essa coisa de eles, os eleitos, e nós, os eleitores. Eles só estarão lá se nós, aqui, assim quisermos, decidirmos e votarmos. Ninguém vem ao mundo eleito por geração espontânea. “Alguéns” os colocaram lá com milhares, ou milhões, de votos.   

Por isso, estamos naquele exato momento de nossas vidas em que precisamos acordar para a dura realidade: se quisermos políticos melhores, teremos que ser eleitores melhores. Simples assim. Podemos esbravejar contra a política, mas teremos inevitavelmente um encontro com ela em alguns dias. E é ali que poderemos mudá-la, se assim realmente quisermos. E o primeiro passo é parar de ficar jogando palavras de indignação vazia ao vento, como se torpedear o Lula e votar no Bolsonaro (e vice-versa) fosse algum tipo de mérito. É preciso que tenhamos mais equilíbrio e bom senso, se quisermos ver o mesmo em nossos representantes. A mesma política que nos deu mensalão, Lava-Jato, negociatas, altos impostos e aumentos de privilégios, também produziu o Plano Real, o Prouni, o Bolsa-Escola, os genéricos, o FGTS e tantos outros avanços que mudaram muitas vidas para melhor. 

A política pode ser problema ou solução. E, para isso, você, como eleitor, precisa decidir primeiro de que lado quer estar. Depois de eleitos, a responsabilidade é deles. Até lá, a responsabilidade é nossa. "

Por Fábio Bernardi,  sócio-diretor de criação da Morya

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