segunda-feira, junho 29, 2026

EDITORIAL: "Quem Não Ouve Conselho, Ouve Coitado" – A Herança Maldita do Ex-Prefeito Deri do Paloma e a Cobrança do TCE


EDITORIAL: "Quem Não Ouve Conselho, Ouve Coitado" – A Herança Maldita do Ex-Prefeito Deri do Paloma e a Cobrança do TCE


Por José Montalvão


O ditado popular é antigo, mas carrega uma precisão matemática no tabuleiro da política: "Quem não ouve conselho, ouve coitado". Na sabedoria do povo, isso significa que aquele que ignora os avisos, as orientações e os alertas de pessoas mais experientes e leais acaba, inevitavelmente, sofrendo as duras consequências de seus próprios atos. No fim da linha, quando o poder se esvai e o castelo de cartas desmorona, resta apenas o lamento irônico e a compaixão protocolar dos outros: o famoso "coitado".

Essa máxima se encaixa perfeitamente na trajetória política do ex-prefeito de Jeremoabo, Derisvaldo José dos Santos, o popular Deri do Paloma. Ele tinha nas mãos o capital político, o tempo e todas as condições estruturais para ser um dos melhores prefeitos da história do município. No entanto, preferiu a arrogância do isolamento. Abandonou os amigos de verdade, os conselheiros tradicionais e a base que o sustentava para se deixar blindar por um cerco de oportunistas, bajuladores e aventureiros da política. O resultado desse amadorismo administrativo era previsível: antes mesmo de o barco afundar por completo, esses mesmos "conselheiros" foram os primeiros a pular fora, deixando o ex-gestor sozinho para prestar contas com a lei. A fatura dos desmandos começou a chegar, e as consequências jurídicas serão imprevisíveis e devastadoras.

A Canetada do TCE: Condenação de R$ 1,6 Milhão por Obra Inacabada

A prova cabal da irresponsabilidade com o erário público foi chancelada de forma unânime pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA). O tribunal desaprovou a prestação de contas do Convênio 178/2022 (Processo TCE/011291/2024), firmado entre a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e a Prefeitura de Jeremoabo na gestão passada.

A punição imposta é exemplar e atinge o coração das finanças do ex-prefeito:

  • Devolução Solidária: Deri do Paloma e a empresa Tcherbedo – Conglomerado Nacional foram condenados a devolver, de forma solidária e com recursos próprios, a quantia exata de R$ 1.652.204,47 aos cofres estaduais, valor que será devidamente corrigido e acrescido de juros de mora.

  • Prejuízo ao Município: O tribunal ainda imputou um débito de R$ 174.785,71 à própria Prefeitura de Jeremoabo pelo saldo remanescente não devolvido, sangrando o caixa da cidade por falhas da gestão anterior.

  • Multa Pessoal: Para completar o bolso do ex-gestor, foi aplicada uma multa pessoal de R$ 5 mil.

O objeto desse convênio milionário era o apoio financeiro para a execução de pavimentação asfáltica e urbanização na Avenida São José. As sanções foram aplicadas porque a obra foi entregue de forma apenas parcial e tomada por falhas técnicas severas que comprometem a sua durabilidade: rampas e meios-fios fora do padrão, instalação de postes divergentes do projeto original e rachaduras asfálticas prematuras. Em suma: o dinheiro sumiu e o asfalto derreteu.

O Contraste: Jeremoabo Hoje Segue no Rumo Certo

Esse cenário de caos técnico e financeiro deixado por Deri do Paloma serve para nos lembrar da importância de uma gestão profissional. Enquanto o ex-prefeito afundava o município em convênios reprovados, a atual administração do prefeito Tista de Deda trabalha em alta velocidade e com o selo de aprovação dos órgãos de controle.

Vimos neste mês de junho de 2026 um São João histórico, focado na inovação, no respeito à agricultura familiar e com um Retorno sobre o Investimento (ROI) que botou dinheiro no bolso do comércio e dos barraqueiros. Mais do que isso: uma festa feita com responsabilidade fiscal e em total harmonia com o TCM, provando que o dinheiro do povo de Jeremoabo não é mais jogado no ralo de empresas questionáveis.

Conclusão: Para os Conselheiros do Mal, Resta o "Coitado"

Deri do Paloma colhe hoje o que plantou ao dar ouvidos à vaidade e ao amadorismo dos que o cercavam. A condenação no TCE/BA é apenas a ponta do iceberg de um rastro de contas rejeitadas que costuma perseguir os gestores que tratam a máquina pública como propriedade pessoal.

Quando as portas dos tribunais se fecharem e as decisões transitarem em julgado, o máximo que os seus antigos "conselheiros para o mal" e defensores de plantão conseguirão dizer pelos cantos da praça, balançando a cabeça com falsa tristeza, será: "Coitado do Deri...". Mas para o povo de Jeremoabo, que ficou com o prejuízo e com a Avenida São José remendada, o sentimento não é de pena, é de exigência por justiça e reparação. Quem tem competência governa com certidão limpa; quem não tem, senta no banco dos réus!

Blog de Dede Montalvão: Denunciando a herança maldita, defendendo o bolso do povo de Jeremoabo e mostrando aos nossos mais de onze milhões de leitores que a verdade e a justiça tardam, mas não falham!

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

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