
Charge reproduzida da internet
José Carlos Werneck
Em Brasília era unanimidade que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, iria revogar, ainda hoje, a decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello que possibilitaria a soltura do ex-presidente Lula e outros presos após condenação em Segunda Instância (cerca de 150 mil detentos).
A partir das 15 horas desta quarta-feira, o STF já entrara de recesso e seu presidente se tornara responsável pelas decisões durante este período de inatividade.
ESTÁ EM PAUTA – Na última terça-feira, Toffoli tinha afirmado que irá colocar para julgamento em 10 de abril a prisão após segunda instância. E assim, como já existia data pública para o julgamento, o entendimento no Supremo é de que não havia motivo o menor motivo para que o ministro Marco Aurélio se antecipasse à discussão em plenário e concedesse uma medida liminar a duas semanas do final do ano.
Segundo o entendimento de vários ministros do Tribunal, a decisão monocrática de Marco Aurélio causou insegurança jurídica e tinha de ser imediatamente revogada. Na opinião de Marcelo Bretas, juiz responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, há no Brasil forças retrógradas comprometidas com um “modelo superado”.
Por fim, sabe-se que Marco Aurélio Mello gosta dos holofotes da fama e não poupa esforços para divulgar a si mesmo.