Carine Andrade | A TARDE
Elói Corrêa/Agência A TARDERubeiz sinaliza que a doença vascular pode ser silenciosa quando atinge a circulação cerebralPessoas obesas, hipertensas, diabéticas, fumantes ou que possuem colesterol elevado devem ficar atentas ao risco de desenvolver complicações que acometem o sistema circulatório. De acordo com dados da Organização Mundial Saúde (OMS), até 2010, esse grupo de doenças será a principal causa de mortes em todos os países em desenvolvimento.
As doenças cardiovasculares caracterizam-se pelo acúmulo de placas de gordura e cálcio no interior das artérias, resultando em sua obstrução. A maior incidência dos casos ocorre nas artérias coronárias (coração), artérias carótidas (circulação cerebral), seguida da circulação dos membros inferiores.
Segundo o preceptor da residência médica de cirurgia vascular do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hospital das Clínicas), Roberto Pastor Rubeiz, a doença vascular ou arteriosclerose leva o paciente a sentir dores na coxa e na musculatura da panturrilha ao fazer caminhadas, por exemplo.
Roberto Rubeiz explica que, na circulação cerebral, a doença é silenciosa e, normalmente, manifesta-se como acidente vascular cerebral isquêmico. Esta complicação pode deixar o paciente com sequelas definitivas ou temporárias.
“Pessoas sedentárias, portadoras de diabetes mellitus, hipertensão arterial e colesterol elevado devem ser acompanhadas por um médico para controle dos fatores de risco, que não têm cura. Isso significa que o tratamento deve ser mantido pelo resto da vida”, afirma Rubeiz.
Tratamento – Em Salvador, o Hospital Ana Nery e o Hospital das Clínicas são capacitados a realizar atendimento e acompanhamento de pessoas com necessidades cirúrgicas. A parte clínica do paciente é diagnosticada por nutricionistas, endocrinologistas, clínicos-gerais, cardiologistas e, quando necessário, há intervenção do cirurgião vascular.
Conforme salienta Rubeiz, que é coordenador do serviço de cirurgia vascular e residência médica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula, o hospital é o único da rede pública que possui emergência 24 horas para atender casos avançados das doenças.
Devido à grande procura, o serviço vascular da unidade foi reestruturado. Hoje, realiza exames diagnósticos, cirurgias vasculares e acompanhamento ambulatorial, além da residência médica, que forma três novos cirurgiões vasculares por ano.
“A demanda de pacientes vasculares aqui em Salvador é muito maior do que a capacidade de atendimento da rede pública da cidade. Os pacientes do interior são atendidos na capital, o que dificulta o acesso”, conclui.
Fonte: A Tarde
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