Fernanda Chagas
Os rumores de que, como tentativa de barrar uma nova disputa com o PMDB, desta vez em 2010, o governador Jaques Wagner (PT) estaria articulando lançar uma forte e inesperada ofensiva para tentar assegurar o apoio integral da legenda do ministro Geddel Vieira Lima, seu mais provável concorrente à chapa da sua reeleição, não foi bem vista tanto em alas petistas como peemedebistas.
Wagner, por exemplo, negou a especulada articulação, sob a alegação de que ainda é muito cedo para se tratar do assunto. “Mas, quando a ocasião chegar, sem dúvida, vou querer o time mais forte ao meu lado”, disse, deixando escapar nas entrelinhas, que os rumores podem vir a se confirmar futuramente. Circula nos meios políticos que a ideia do governador é, como forma de garantir sua reeleição, oferecer ao PMDB a vice e uma das duas vagas ao Senado para repartição entre o ministro Geddel e o prefeito de Salvador, João Henrique, de forma a assegurar a fidelidade completa dos peemedebistas ao seu projeto eleitoral e, com isso implodir a aliança que o DEM constrói com o prefeito. Ou seja, minar de uma vez por todas as perspectivas de um acordo entre eles e, ao mesmo tempo, dotar a chapa de Jaques Wagner de absoluta competividade frente à que deve ser comandada por Paulo Souto. Para isso, o presidente Lula daria sua colaboração.
O PT, por sua vez, já anunciou não acreditar nesta possibilidade, levando em consideração que João Henrique já deixou claro que não está disposto a ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Wagner. “O prefeito almeja disputar, em 2010, o governo ou o Senado, como tem dito a aliados próximos. E, de preferência, bem longe do PT”, destacou fonte que preferiu não se identificar.
No que diz respeito ao PMDB, pelo menos, no que depender do secretário Municipal de Serviços Públicos, Fábio Mota, peemedebista declarado, a possibilidade de uma possível chapa composta pelo governador Jaques Wagner (PT), o ministro Geddel Vieira Lima e o prefeito João Henrique, não deve se consolidar, como vem sendo especulado.
Em entrevista ontem, Mota voltou a defender o lançamento de candidatura próprio por parte do PMDB, encabeçada por Geddel. “Essa é uma posição minha. Defendo a candidatura própria do PMDB e o nome deve ser Geddel, por tudo que ele vem fazendo pela Bahia e por Salvador”, reiterou Mota.
O prefeito, por tabela, tem deixado claro, que não pretende trilhar os mesmos caminhos dos petistas. Aliás, desde o momento em que o PT aportou-se da prefeitura de Salvador para lançar candidato próprio na eleição de 2008 que as relações entre petistas e peemedebistas mudaram sistematicamente. Naquela oportunidade, insatisfeito com a decisão, o prefeito João Henrique, candidato do PMDB, declarou durante um encontro no Hotel da Bahia com a cúpula do PDT que “jamais voltaria a fazer uma aliança com o PT”. Para ser mais enfático, João Henrique ainda recorreu à força divina, com um “Deus me livre”. Como reforço, nos últimos dias, a primeira-dama, deputada Maria Luiza (PMDB), que certamente não deve falar nada sem que ele saiba, foi mais enfática ainda. Declarou que, caso o PMDB insista em manter a aliança com o PT para a próxima eleição, ela se desfilia da legenda.
Fonte: Tribuna da Bahia
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