Folhapress
O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), conhecido por ter dito que "se lixa" para a opinião pública, pediu nesta semana ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMBD-SP), para limitar o acesso dos integrantes do programa humorístico CQC na Casa Legislativa. Depois de ser abordado por um dos integrantes do programa nas dependências da Câmara, Moraes pediu em plenário que Temer "tome providências" em relação ao programa.
"Está na Casa um tal de CQC, um grupo que faz jornalismo barato, com perguntas ofensivas e debochadas, tentando desmoralizar os deputados e a Casa. O bom jornalismo não se faz dessa maneira, mas com perguntas inteligentes e respeitosas. Senhor presidente [Temer], solicito a Vossa Excelência que tome providências, para que a Casa seja respeitada", disse Moraes.
O deputado disse que ninguém pode obrigá-lo a conceder entrevistas. "Assim como eu, acredito que muitos outros parlamentares desejam que se tomem providências em relação a esse grupo mal educado, desaforado e debochado que se encontra na Casa", afirmou.
Temer, por sua vez, disse em resposta a Moraes que "tomaria providências" sobre o episódio --mas não adiantou se pretende limitar o acesso do grupo à Câmara. Moraes ficou irritado depois que Danilo Gentili, um dos integrantes do CQC, teria lhe pedido informações sobre a denúncia de que usou telefone público instalado na residência de seu falecido pai, no Rio Grande do Sul, para fazer ligações a um disque-sexo.
O Ministério Público Federal identificou chamadas do aparelho realizadas para serviços de disque-sexo e destinos fora do Brasil. Parecer do Ministério Público encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) afirma que o deputado teria feito mau uso do aparelho no período em que foi prefeito de Santa Cruz do Sul (RS), em 1997. A entrevista com o deputado vai ao ar na segunda-feira, durante a exibição do programa.
Credenciais
Assim como a Câmara, o Senado também pode limitar a entrada dos integrantes do CQC no Congresso. Segundo o "Painel", da Folha, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), havia pedido ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), que retirasse as credenciais da equipe do humorístico.
A alegação era de que a Casa havia sido desrespeitada pelo programa e Sarney também se queixava de ter sido chamado de "dinossauro". O jornalista Marcelo Tas, um dos apresentadores do programa, disse que recebeu um telefonema de Fortes informando que Sarney havia repensado a decisão e que iria credenciar novamente o programa.
Antes, os integrantes do CQC tinham credenciais temporárias que são concedidas a cada ida ao Senado. Com a permanente, isto não será mais necessário.
"De nossa parte, vamos cuidar para que mesmo com nossa abordagem ousada da pauta da Casa, não desrespeitemos a instituição --coisa que nunca esteve em nossas intenções", afirmou Tas.
Fonte: Tribuna da Bahia
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