Por: Folha do Estado
Agência Brasil
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra 40 pessoas suspeitas de envolvimento no chamado de "mensalão" tem omissões que enfraquecem as investigações. A avaliação é do jurista e professor da Universidade de São Paulo Dalmo Dallari, para quem o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o empresário Daniel Dantas, do Banco Opportunity, deveriam estar entre os denunciados. O autor da denúncia, o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, concluiu que o "embrião" do esquema foram irregularidades no financiamento da campanha de Azeredo em 1998, quando ele concorria à reeleição ao governo de Minas Gerais. No entanto, Fernando de Souza não inclui o senador na denúncia porque, segundo ele, já existe um inquérito específico sobre o assunto no Supremo Tribunal Federal (STF). "Não vi lógica nesse comportamento porque o próprio procurador afirma textualmente que o sistema foi inaugurado em Minas Gerais, na campanha de Eduardo Azeredo. E assim o fato de ele ter excluído alguns dos envolvidos – empresários e banqueiros –, mencionados no relatório final da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], como o caso do banqueiro Daniel Dantas", disse Dallari, em entrevista quinta-feira (13) à Rádio Nacional. O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios sugere ao Ministério Público o indiciamento de Daniel Dantas por tráfico de influência, sonegação fiscal e corrupção ativa, segundo o relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). "São escorregões, omissões, que de certo modo enfraquecem, tiram uma parte da força das afirmações do procurador. De qualquer maneira, ele cumpriu seu papel, ofereceu a denúncia e cabe agora ao Judiciário dar seguimento, ouvindo os acusados, dando oportunidade de ampla defesa para depois decidir se acolhe ou não as denúncias", destacou Dallari. Indiciamento Entre as mudanças feitas pelo relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio, estão o pedido de indiciamento do empresário Daniel Dantas, do Banco Opportunity, e da ex-presidente da Brasil Telecom Carla Cicco, por tráfico de influência, sonegação fiscal e corrupção ativa. "Aceitei as críticas de que a referência à Brasil Telecom estava incompleta e acolhi esta parte do relatório do PT", afirmou Serraglio.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Em destaque
O SILÊNCIO QUE INCOMODA: O Caso do Advogado Diego Fraga Não Pode Virar Apenas Mais uma Estatística
Foto Divulgação O SILÊNCIO QUE INCOMODA: O Caso do Advogado Diego Fraga Não Pode Virar...
Mais visitadas
-
O Congresso Nacional se tornou um picadeiro de circo na atual legislatura, em que a política deu lugar à diversão. Por José Brito e Rodolfo...
-
Foto Divulgação QUANDO A BÁRBARIE ATROPELA A FÉ: Jeremoabo Entre a Praga Ancestral e o Colapso da Civili...
-
Foto Divulgação O SONHO DA TRANSPOSIÇÃO SÃO FRANCISCO/VAZA-BARRIS: Por Que Apenas a Força Conjunta do PT e do Gov...
-
Pedro Heitor Barros Geraldo A gestão da "Justiça de Proximidade" na França: A análise da política pública judiciária View PDF ▸ ...
-
Publicado em 18 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lula reorganiza patrimônio familiar antes da eleiç...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Parece eleição para presidente da República, mas o povo já está fechando conchavos para a eleição das pr...
-
Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por PA4 - Ozildo Alves (@sitepa4)
-
uma resposta, e o prêmio é seu o estagi tem um recado importante. provavelmente, você viu que, na próxima quinta, acontecerá o evento do s...
-
.. 75 ANOS DE FERNANDO MONTALVÃO: A Inesquecível Melodia da Saudade e o Amor Que Permanece Por José Montalvão Se vivo estivesse entre nós ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário