Por: Karla Correia e Lorenna Rodrigues
Renan Calheiros, presidente do Senado, se reúne hoje com líderes para definir data
BRASÍLIA - Diante da ameaça iminente de se tornar a próxima vítima do escândalo que já derrubou Antonio Palocci do Ministério da Fazenda e do posto de homem forte do governo Lula, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, concentra esforços nesta semana para antecipar seu comparecimento ao Congresso. Ele pretende contornar os efeitos da reportagem da Veja desta semana. A revista afirma que o ministro teria colaborado com Palocci na quebra de sigilo do caseiro durante reunião dia 23 de março em que também estavam o ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso e o advogado Arnaldo Malheiros Filho.
Em nota, Thomaz Bastos negou que soubesse da entrega do extrato de Francenildo a Palocci, mas confirmou a reunião.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB - AL), se reúne hoje pela manhã com os líderes partidários para definir a data do depoimento de Bastos. O ministro deve falar sobre o possível envolvimento de dois dos seus auxiliares na quebra de sigilo.
– A data vai depender da disposição dos líderes. Não vou influenciar nesta agenda para que a decisão não fique caracterizada como monocrática – afirmou Renan.
A presença do secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg, e do chefe de gabinete do ministro, Cláudio Alencar, na residência oficial de Antonio Palocci na noite em que Jorge Mattoso entregou o extrato a Palocci fragilizou a situação do ministro da Justiça. Thomaz Bastos quer ser ouvido “o quanto antes”. Ele irá reiterar sua disposição em comparecer ao Congresso em um segundo ofício hoje. A idéia é dar resposta rápida às acusações e tentar esgotar o escândalo que se aproxima cada vez mais do ministro.
Governistas tentam evitar o depoimento na CPI dos Bingos. Bastos deve depor no plenário do Senado, ambiente muito menos hostil do que um plenário da CPI.
Fonte: JB Online
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