segunda-feira, janeiro 19, 2026

Atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master é absolutamente suspeita


Toffoli volta atrás em decisão sobre relatórios sigilosos do antigo Coaf |  VEJA

Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo

Roberto Nascimento

O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.

Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.

SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L

Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.

NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.

Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.

O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.

SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.

É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.

Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.

EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de  suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.

Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional

Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master. 

Somente o STF poderá socorrer o STF para limpar sua imagem desonrada


STF tem pautas trabalhistas e sindicais relevantes | ASMETRO-SI

Charge reproduzida da Asmetro

Josias de Souza
Uol

O Supremo Tribunal Federal chega a 2026 em situação paradoxal. A inédita condenação de um ex-presidente e de militares graduados por crimes contra a democracia fez subir alguma coisa à cabeça dos magistrados.

Certos ministros, imaginando que o feito histórico bastaria para elevá-los à condição de estátua, passaram a se comportar como pardais de si mesmos, sujando com desenvoltura dialética suas testas de bronze.

NO JATINHO… – Apagaram-se as luzes do inquérito sobre o escândalo do Master depois que o relator voou de carona em jatinho particular, ao lado de um advogado de diretor do banco.

E a toga mais poderosa foi constrangida com a apreensão de contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua mulher com o banco liquidado.

Tomado pelo valor —R$ 129,6 milhões— o contratante estava mais interessado em comprar influência do que assessoria jurídica.

BLINDAGEM LIMINAR – Num movimento constrangedor, o decano do STF editou uma liminar-blindagem, para bloquear no Senado pedidos de impeachment contra si e seus pares. Negociou no balcão da baixa política um recuo parcial. Mas manteve o bode na antessala do Ano Novo.

Simultaneamente, o Código de Ética sugerido pelo presidente do tribunal é torpedeado internamente por colegas viciados em conchavos palacianos, indicações de cupinchas para tribunais inferiores, paloozas e rega-bofes bancados no exterior pelo déficit público e pelo lobby empresarial.

Nesse ambiente, apenas o Supremo pode socorrer o Supremo. A tarefa, que já era incontornável, tornou-se um desafio urgente.

Supersalários no TCU: ministros embolsam R$ 4,3 milhões fora do teto em 2025


Se tiverem juízo, os advogados de Bolsonaro só recorrerão depois do dia 31


Gilmar Mendes diz que história fará justiça a Moraes - 27/08/2025 - Brasília Hoje - Folha

Moraes já se afastou, mas deixou o processo com Gilmar

Carlos Newton

Já registramos na Tribuna da Internet uma grande decepção com o procedimento dos caríssimos advogados que estão defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro na Ação Penal 2.668.

O fato concreto é que os três escritórios paulistas, trabalhando em conjunto, mostraram uma característica comum — não estão familiarizados com ações penais no Supremo nem se dedicaram a estudá-las processualmente.

EX-RELATOR – Por incrível que pareça, na ação mais importante da História Republicana, os seis advogados que assinam a defesa de Bolsonaro  têm facilitado — e muito — o trabalho demolidor do ex-relator Alexandre de Moraes, embora a atuação dele no processo também esteja crivada de erros jurídicos e de grosseiras ilegalidades.

Detalhe fundamental: estamos chamando Moraes de ex-relator, porque desde 3 de dezembro o processo de Bolsonaro já deveria ter sido redistribuído à Segunda Turma, com a indicação de um novo relator.

De acordo com o Regimento Interno do STF, quando a defesa apresenta embargos infringentes, a ação penal é imediatamente redistribuída à outra Turma, que indicará novo relator para conduzir o julgamento dos recursos cabíveis (artigo 76).

DIZ O REGIMENTO – No caso, o ministro Moraes já estava obrigado a abandonar a Ação Penal 2.668 desde 3 de dezembro, em função da obrigatoriedade de cumprir o Regimento Interno, que tem força de lei.

Mas a Secretaria do Supremo cometeu um erro e em 3 de dezembro enviou os embargos infringentes para Moraes, que já estava impedido de julgá-los. E assim, por má-fé ou ignorância processual, o audacioso ministro continuou atuando no processo, como se continuasse a ser o relator.

É um erro judiciário grotesco e inadmissível, porque desde o Direito Romano acredita-se que o juiz tem de saber  as leis (“Iura novit curia”), e isso quer dizer que o foro, os juízes e tribunais presumem-se conhecedores do Direito.

DECISÕES ILEGAIS – Embalado pela volúpia de punir Bolsonaro, o ministro Moraes já vinha tomando decisões ilegais e até decretara, em 25 de novembro, o “trânsito em julgado” da Ação Penal 2.668, a mais importante da História Republicana, embora não pudesse fazê-lo, porque havia duas petições do réu Mauro Cid a serem respondidas e a defesa se Bolsonaro ainda tinha prazo para apresentar embargos infringentes.

O “trânsito em julgado” era obviamente prematuro e ilegal. Portanto, o processo teve de ser reaberto para receber os embargos infringentes em 3 de dezembro. Era o ponto final para Moraes, que passava a estar obrigado a repassar os autos à Segunda Turma.

Mas ele continuou atuando como falso relator, e no dia 19 de dezembro julgou ilegalmente os embargos infringentes e os rejeitou, de forma liminar, sem consultar os demais ministros. 

SEM PROTESTO – Ao invés de protestar e exigir a nulidade da decisão, a despreparada defesa de Bolsonaro  não esboçou reação. Somente no dia 12 de janeiro os advogados impetraram um agravo regimental com objetivo de levar a condenação a exame do plenário do Supremo, mas era um pedido sem fundamento jurídico.

Rápido que nem raposa, como se dizia antigamente, no dia seguinte, 13 de janeiro, Moraes continuou fantasiado de relator e rejeitou o agravo, dizendo ser “absolutamente incabível”.

Foi mais uma ilegalidade, porém a defesa de Bolsonaro se manteve inerte, sem esboçar a menor reação diante dos desmandos praticados por Alexandre de Moraes.

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P.S. 1 – Agora, quando tudo mudou, devido ao fato de as denúncias exclusivas da Tribuna da Internet terem obrigado Moraes a desistir da falsa relatoria, o ex-presidente Bolsonaro, sua família e seus admiradores têm de torcer para que os advogados continuem de braços cruzados. A melhor alternativa é o habeas corpus para anular as decisões ilegais de Moraes e pedir a libertação de Bolsonaro, que está preso preventivamente, sem aquele “trânsito em julgado”, que manteve Lula da Silva em liberdade em 2019, lembram?

P.S. 2 – Se tiver o mínimo de juízo, a defesa de Bolsonaro só pode se mexer após 31  de janeiro, quando Gilmar Mendes deixará a presidência da Segunda Turma. Como todos sabem, o decano do Supremo pertence à mesma coudelaria de Moraes e os dois correm em dobradinha com Dias Toffolli. Por isso é muito difícil derrotá-los. Mas não é impossível. (C.N.)

Juristas veem risco de ilegalidade em inquérito de Moraes sobre vazamentos



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