sexta-feira, dezembro 12, 2025

Glauber caiu atirando e Motta golpeou a democracia brasileira

 

Glauber caiu atirando e Motta golpeou a democracia brasileira

A cena que Hugo Motta tentou esconder dos cidadãos brasileiros, ao desligar o sinal da TV Câmara e expulsar os jornalistas do plenário, revela não apenas a truculência do presidente da Câmara, mas sua incapacidade de lidar democraticamente com a situação explosiva que ele mesmo criou. 

Motta preparou o incêndio com pautas “surpresa” de alto teor político – o PL para salvar Bolsonaro e duas cassações de deputados –, criou confusão previsível e depois jogou a força bruta contra parlamentares, inclusive contra uma mulher indígena, a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). Também censurou a imprensa, sem poupar nem a TV pública que existe para dar transparência à Casa dos “representantes do povo brasileiro”.

Apesar da ressalva que se repetiu no noticiário, com jornalistas condenando o gesto do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) e comparando-o com o motim de deputados da extrema direita em agosto, é bom destacar que, embora nos dois casos a cadeira do presidente da Câmara tenha sido usurpada, a violação de regras teve motivações, alcance e, principalmente, consequências bem diferentes, como denunciou o próprio deputado do PSOL da cadeira da presidência, de onde foi arrancado com violência pela polícia legislativa a mando de Motta.

O motim da direita foi um espetáculo que durou mais de 40 horas, transmitido ao vivo pela TV, em que uma deputada chegou a sentar na cadeira da presidência vestida de santa e com um bebê no colo. O objetivo dela e de outros deputados bolsonaristas era protestar contra uma decisão da mais alta corte da Justiça – em clara invasão de poderes –, que havia colocado Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, e obter para os golpistas anistia flagrantemente inconstitucional, negociada em conchavos com o centrão no gabinete do ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o eterno. Ninguém foi punido até o momento. 

 Nos dois casos, é verdade, Hugo Motta fez papel de bobo, mas enquanto no primeiro colocou o rabo entre as pernas, no segundo apelou para a violência para remover da cadeira (que comprovadamente não merece ocupar) um único deputado que ali estava há duas horas, cercado de colegas, também atingidos pela polícia legislativa, que tentavam acalmá-lo.

Glauber protestava contra a votação de sua cassação por quebra de decoro parlamentar, depois que seu delito (confrontar fisicamente um militante do MBL que o perseguia com ofensas) foi amplificado pela antipatia dos colegas, sobretudo de Arthur Lira, por ele ter denunciado o orçamento secreto. Também se insurgia contra a votação surpresa do projeto casuístico da “dosimetria”, que pode livrar Bolsonaro da maior parte do tempo que tem a cumprir na cadeia, onde está por determinação do STF, depois de passar por um processo penal conduzido publicamente, com apresentação de provas e amplo direito de defesa. 

Este projeto seria aprovado horas depois, com uma vergonhosa votação na madrugada comandada por Hugo Motta, coroando seus disparates autoritários. Entre os argumentos para convencer os menos alinhados estava, claro, o dinheiro. Uma conversa entre deputados flagrada pelas repórteres Victoria Azevedo e Camila Turtelli do jornal “O Globo”, logo depois da reunião dos líderes que levou a anistia de Bolsonaro e outros golpistas à votação, revela as motivações pouco republicanas da negociação. 

Mas os atentados contra a democracia e as instituições não parou por ali. A Câmara também manteve o mandato da deputada Carla Zambelli, condenada por dois crimes pela Justiça brasileira e presa na Itália. A cassação já havia sido aprovada na CCJ da própria Câmara, mas nem isso foi respeitado pelos deputados. 

Glauber também se livrou da cassação – o que mostra que seu protesto talvez não tenha sido em vão, ainda que por enfraquecer o presidente da Câmara – mas foi suspenso por seis meses. Ao cair atirando, fez mais do que se defender: escancarou a injustiça do tratamento desigual entre aliados e adversários políticos e o cinismo de Motta em defesa da direita, favorecendo a aprovação do PL Salve o Bolsonaro, que além de casuístico, o que contraria os princípios básicos de legislar sem privilegiar pessoas, também beneficia condenados por coação, incêndio e outros crimes. 

Enquanto aguardamos a votação do Senado para saber o desfecho desse episódio vergonhoso, assimilamos mais um golpe contra a democracia desferido pela extrema direita e o centrão em estreita cooperação com Hugo Motta. Glauber perdeu o terno, rasgado pela segurança de Motta, mas o presidente da Câmara foi despido da fantasia de democrata aos olhos do público, da imprensa e perante a história do país, que mal conseguiu comemorar a punição inédita aos golpistas que mais uma vez atentaram contra nosso país. 

Rodrigo Pacheco acena a Lula sobre candidatura ao governo de MG


Em entrevista, o presidente da República disse que não desistiu de ter o senador como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026

Por Cibelle Bouças, Valor — Belo Horizonte

11/12/2025 17h46  Atualizado há 12 horas



O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) 


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Tarcísio defende PL da Dosimetria e volta a sinalizar anistia a Bolsonaro


Após Lira dizer que a presidência de Hugo Motta está uma “esculhambação” e que é preciso “reorganizar a Casa”, Motta reage:

 

                          Foto Divulgação - eixo.politico


Após Arthur Lira criticar a presidência de Hugo Motta como uma "esculhambação" e pedir "reorganização da Casa", Motta reagiu dizendo que a presidência "não se move por conveniências individuais, nem deve servir como ferramenta de revanchismo", expondo um racha no Congresso e tensionando os bastidores após o caso Glauber Braga, com Lira criticando a gestão e a ação do PSOL na PGR. 
Detalhes da Reação:
  • Contexto: Lira criticou Motta em um grupo de WhatsApp do PP, após a suspensão de Glauber Braga (PSOL), que havia sido retirado à força da cadeira da presidência, gerando críticas sobre a condução do caso.
  • Críticas de Lira: Ele afirmou que a Câmara estava "desorganizada" e que era preciso "reorganizar a Casa", mencionando que o PSOL havia representado contra Motta na Procuradoria-Geral da República (PGR) devido ao incidente com Glauber.
  • Resposta de Motta: Em resposta, Motta declarou que a presidência da Câmara não é para "conveniências individuais" nem como "ferramenta de revanchismo", sinalizando que as críticas não o afetariam.
  • Tensão: O embate expôs um desgaste significativo e um racha político dentro da Câmara, aumentando a tensão nos corredores do Congresso. 

Caso Zambelli leva Maluf a cobrar mandato perdido e pedir indenização

 Tratamento desigual da Câmara abre brecha jurídica que pode reacender disputa sobre cassação automática de parlamentares condenados





Por Cleber Lourenço

A Câmara dos Deputados criou um impasse institucional ao aplicar dois ritos distintos para situações jurídicas idênticas. Quando Paulo Maluf (então PP-SP) foi condenado com trânsito em julgado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, a Mesa Diretora declarou seu mandato vago. No caso de Carla Zambelli (PL-SP), igualmente condenada, a decisão de Hugo Motta foi submeter o processo ao plenário

O advogado de Maluf, Eduardo Galil afirmou ao ICL que a Constituição não deixa margem para interpretação. “Condenado com trânsito em julgado perde o mandato. Acabou. Não tem nem que julgar pelo plenário”, disse ele, ressaltando que a norma constitucional dispensa qualquer deliberação política.

Segundo o advogado, o contraste entre os dois casos é evidente. “Eles afastaram o Paulo pela Mesa, sem plenário, e agora mandam o caso dela para votação. Dois pesos, duas medidas”, afirmou.

Maluf, já idoso, deixou o mandato e foi diretamente ao cumprimento da pena, enquanto Zambelli, mesmo condenada e presa, continua com o mandato preservado enquanto o plenário delibera.

A estratégia está delineada. Galil diz que não pretende agir antes de a Câmara formalizar sua posição.

“Eu vou esperar a decisão. Quando sair a declaração de que não acataram a decisão do Supremo, eu entro com o pedido”, afirmou o advogado.

Assim que o plenário da Câmara formalizar sua posição sobre Zambelli, a defesa acionará o STF pedindo a devolução simbólica do mandato de Maluf e uma indenização pelo período não exercido.

“Eles vão ter que devolver e indenizar o Paulo pelo mandato tirado de forma irregular”, afirmou.

É nesse ponto que a informação revelada em primeira mão pelo jornalista Otávio Guedes, da Globo News — e confirmada pelo ICL Notícias diretamente com a defesa de Maluf — assume peso político. A divulgação pública da iniciativa expôs a Câmara a um questionamento mais amplo e aprofundou a cobrança por coerência institucional.

Bastidores

Nos bastidores, aliados de Hugo Motta afirmaram ao ICL Notícias que a movimentação de Maluf foi lida como um gesto político com endereço certo: Arthur Lira. Para esses interlocutores, Lira, ainda influente no PP e irritado com Motta desde o desfecho da tentativa de cassação de Glauber Braga, teria visto a ofensiva jurídica como uma oportunidade de pressionar o atual presidente da Câmara. O caso de Glauber, que terminou em suspensão e não em cassação, aumentou o desgaste entre ambos.

A defesa de Maluf nega qualquer atuação coordenada com Lira e sustenta que o pedido tem motivação exclusivamente jurídica. Mas o impacto político é inevitável: ao questionar o rito escolhido para Zambelli, a defesa recoloca no centro do debate a disputa entre Legislativo e STF sobre quem detém a última palavra na perda de mandato de parlamentares condenados.

Se o STF for acionado, terá de enfrentar novamente esse tema sensível e definir, com mais clareza, qual rito deve prevalecer — o constitucional ou o político. Uma decisão poderá obrigar a Câmara a padronizar procedimentos, reduzindo a margem para casuísmos e interpretações convenientes.

Agora, todas as atenções se voltam para a decisão de Hugo Motta no caso Zambelli. O caminho que ele escolher definirá não apenas o futuro da deputada, mas também se a disputa jurídica envolvendo Maluf ganhará força no Supremo e recolocará em debate a própria forma como o Legislativo lida com condenações criminais transitadas em julgado.

 

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https://iclnoticias.com.br/caso-zambelli-leva-maluf-cobrar-mandato-perdido/

Jeremoabo ganha destaque nacional com presença de Tista de Deda em anúncio do Novo PAC Seleções

 Nota da Redação Deste Blog -

Jeremoabo ganha destaque nacional com presença de Tista de Deda em anúncio do Novo PAC Seleções

Por José Montalvão

O prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, esteve em Brasília nesta quarta-feira (10) para participar de um dos eventos mais importantes do calendário federal: o anúncio dos novos investimentos do Novo PAC Seleções, programa que reúne ações estratégicas para impulsionar infraestrutura, serviços públicos e qualidade de vida em todo o país.

Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um conjunto de iniciativas que somam R$ 39,3 bilhões em recursos destinados às áreas de educação, saúde, saneamento básico e infraestrutura social. O município de Jeremoabo está entre os contemplados, um reconhecimento que marca mais um passo na reconstrução administrativa da cidade.

Um momento estratégico para Jeremoabo

De acordo com o prefeito Tista de Deda, a inclusão do município no programa reforça o compromisso da gestão em buscar soluções concretas para desafios históricos. Ele destacou que a participação direta no evento representa mais que uma agenda institucional — simboliza a abertura de portas para novos investimentos.

Segundo o prefeito, o encontro ampliou diálogos essenciais para garantir obras e ações que deverão impactar profundamente a vida da população. “Estar aqui significa reafirmar que Jeremoabo voltou a ter voz e prestígio no cenário nacional. O Novo PAC abre caminhos para intervenções que podem transformar o dia a dia da nossa gente, e estamos preparados para aproveitar cada oportunidade”, afirmou Tista.

Água, esgoto e dignidade: investimentos que mudam realidades

Um dos eixos mais relevantes do pacote federal é o saneamento básico. O Novo PAC Seleções prevê R$ 11,2 bilhões para projetos de abastecimento de água, tanto nas zonas urbanas quanto nas comunidades rurais, além de obras de esgotamento sanitário.

Para Jeremoabo — município que há décadas convive com limitações estruturais — esse investimento pode representar um salto de dignidade, saúde pública e desenvolvimento sustentável.

A ampliação do acesso à água potável e ao saneamento básico reduz doenças, melhora a qualidade de vida e abre espaço para a expansão urbana ordenada.

Educação e saúde fortalecidas: FIIS injeta R$ 28,1 bilhões no país

Outro ponto de grande impacto é o papel do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), que vai direcionar R$ 28,1 bilhões para a construção e modernização de escolas, creches, unidades básicas de saúde, hospitais e para aquisição de equipamentos essenciais.

Para municípios como Jeremoabo, essa iniciativa significa a possibilidade real de:

  • ampliar vagas na educação infantil;

  • melhorar prédios escolares antigos;

  • modernizar a estrutura da rede de saúde;

  • reduzir filas e fortalecer o atendimento básico;

  • equipar hospitais e postos com tecnologia e insumos adequados.

Um futuro que começa a ser construído agora

A presença de Tista de Deda em Brasília reafirma um movimento que já começa a ser percebido pela população: Jeremoabo volta a se posicionar entre os municípios que buscam protagonismo, planejamento e diálogo com o governo federal.

A cidade, que durante anos enfrentou abandono estrutural, agora encontra nas políticas públicas nacionais uma oportunidade concreta de reconstrução e crescimento.

Com o Novo PAC Seleções, água, saúde e educação deixam de ser apenas promessas e passam a ser metas possíveis. A gestão municipal demonstra preparo e articulação para captar recursos e trazer os benefícios para onde eles devem chegar: a vida das pessoas de Jeremoabo.


quinta-feira, dezembro 11, 2025

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