quarta-feira, dezembro 10, 2025

PL da Dosimetria: veja como os deputados baianos votaram

 

PL da Dosimetria: veja como os deputados baianos votaram

Por Política Livre

10/12/2025 às 07:43

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Imagem de PL da Dosimetria: veja como os deputados baianos votaram

A aprovação do projeto de lei da Dosimetria — que, na prática, reduz as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — colocou a bancada baiana no centro das atenções na Câmara dos Deputados. A votação, concluída já na madrugada desta quarta-feira (10), revelou um racha explícito entre os 39 parlamentares do estado e um número expressivo de ausentes, que chamou ainda mais a atenção.

Enquanto o texto relatado por Paulinho da Força (Solidariedade-SP) abre caminho para benefícios a condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o comportamento da bancada da Bahia demonstrou que o tema segue altamente sensível e politicamente arriscado.

A Bahia apresentou um dos quadros mais fragmentados entre todas as representações estaduais. A divisão foi praticamente em três blocos de peso semelhante: 10 deputados baianos votaram a favor da redução das penas; 16 votaram contra; e 13 não registraram voto, número considerado alto para uma votação de relevância nacional. 

Quem votou a favor da redução das penas

Arthur O. Maia (União Brasil)
Capitão Alden (PL)
Elmar Nascimento (União Brasil)
João Leão (PP)
José Rocha (União Brasil)
Leur Lomanto Jr. (União Brasil)
Pastor Isidório (Avante)
Paulo Azi (União Brasil)
Roberta Roma (PL)
Rogéria Santos (Republicanos)

Quem votou contra

Alice Portugal (PCdoB)
Bacelar (PV)
Daniel Almeida (PCdoB)
Diego Coronel (PSD)
Félix Mendonça Jr. (PDT)
Gabriel Nunes (PSD)
Ivoneide Caetano (PT)
Jorge Solla (PT)
Joseildo Ramos (PT)
Lídice da Mata (PSB)
Mário Negromonte Jr. (PP)
Paulo Magalhães (PSD)
Sérgio Brito (PSD)
Valmir Assunção (PT)
Waldenor Pereira (PT)
Zé Neto (PT)

Quem não votou

Adolfo Viana (PSDB)
Alex Santana (Republicanos)
Antonio Brito (PSD)
Claudio Cajado (PP)
Dal Barreto (União Brasil)
João Carlos Bacelar (PL)
Josias Gomes (PT)
Leo Prates (PDT)
Márcio Marinho (Republicanos)
Neto Carletto (Avante)
Otto Alencar Filho (PSD)
Raimundo Costa (Podemos)
Ricardo Maia (MDB)


Politica Livre


Nota da Redação Deste Blog -


Pauta desta terça (9) mostra como esse jovem político, acompanhado de sua caterva diabólica, deseja mesmo converter o país num caos institucional de impunidade, patifaria e covardia

 Henrique Rodrigues

Escrito em Opinião
GloboNews/Reprodução


Vou começar esta análise com a devida vênia exigida ao parafrasear alguém tão célebre. “O diabo na rua, no meio do redemoinho”, é com esta frase que começa a maior obra da Literatura Brasileira, escrita pelo gênio mineiro João Guimarães Rosa. A sentença, que abre “Grande Sertão: Veredas”, ganhou inúmeras interpretações nas mais variadas exegeses deste clássico, mas a principal delas refere-se a um estado de coisas onde o mal, presente de forma incontestável, prevalece e faz seu estrago em meio a um pandemônio caótico desesperador.

Neste contexto, é Hugo Motta quem encarna o diabo, sentado no ponto central e mais alto da Câmara dos Deputados, o redemoinho que gira violentamente de tal forma que seu vórtice acaba por sugar o país e a sociedade brasileira. A pauta divulgada pelo jovem político paraibano para ser votada nesta noite (9) é apenas a prova material do quanto ele se esforça para assumir esse papel de demônio que devora os últimos resquícios de moralidade que resistem no país.

Flávio Bolsonaro, um sujeito conhecido dos brasileiros apenas por dois fatores, por ser filho de um homem de cariz psicopático que conquistou mentes e corações desajustados e por ter virado sinônimo de corrupto para muita gente após o escândalo das rachadinhas, colocou seu “preço”. Hugo Motta, por sua vez, aceitou “pagar”, em que pese o fato de ter barganhado um “bom desconto”.

O PL da Dosimetria é uma bofetada seca na cara do Brasil, pois atenua e alivia as penas para um grupo de golpistas que tramou até assassinatos para pôr abaixo a nossa democracia. É indiscutível que qualquer arranjo para beneficiar essa gente, especialmente o ex-presidente criminoso, é rechaçado pela maioria da sociedade e isso está amplamente demonstrado em várias pesquisas de opinião dos mais diversos institutos.

Tal estado de coisas só se instalou porque Motta, para além de um demônio, é um fraco. Ele sentou-se no redemoinho para depois perceber que não tinha condições alguma de domar o vento. Não é que ele seja o pior dos homens em meio à galeria escatológica dos que já presidiram a Câmara, como Eduardo Cunha, Rodrigo Maia ou Arthur Lira. O problema reside em tentar contornar essa fraqueza com a pior das estratégias, que é agir como um paga-lanche. Ou seja, um fraco. Aquele que cede a tudo e embarca na patota dos vilões buscando algum nível de interação, sempre tentando disfarçar sua incapacidade de liderar quem quer que seja.

Óbvio que sobre este demônio, e se tratando do referido redemoinho, Motta está longe de poder ser classificado como ingênuo. Pelo contrário, haja vista seu papel de ponta de lança na PEC da Bandidagem, que por sinal naufragou (graças a Deus) justamente por sua inépcia e inabilidade política. Ficou com a brocha na mão e se passou por chefe da pilantragem na frente de todo o Brasil quando a diabólica proposta foi enterrada no Senado, após um estrondoso grito das ruas.

Claro que na decisão de pautar o PL da Dosimetria para esta noite a coisa veio construída a várias mãos, entretanto, o rapazote que incinera os últimos fiapos da decência nacional teve papel central ao admitir tal despautério. E mais: ele deu seus pitacos e suas pitadas de velhacaria. Na prática, aceitou pagar o “preço” de Flávio, ainda que abaixo do lance inicial, mas aproveitou para encaixar as questões relacionadas aos colegas que ainda não tiveram o mandato retirado após determinação judicial.

E é neste ponto que vem uma nova labareda calcinante no inferno dirigido por Motta. Ele cita Eduardo Bolsonaro, o irmão de Flávio, como alguém que “pode perder o mandato por faltas”, como se os atos criminosos de lesa-pátria desse abutre não tivessem ocorrido. Na vida real, a intenção do jovem paraibano é retirar o poder do traidor apenas por um ano, para que em 2026 ele seja reeleito, já que não perderá os direitos políticos. Mas o maior absurdo ainda estaria por vir.

Na mesma toada, ele coloca conjuntamente aos nomes de Eduardo, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, três notórios criminosos golpistas, sendo os dois últimos já condenados e foragidos, o nome de Glauber Braga. Sim, ele junta a essa caterva um deputado de conduta ilibadíssima, de esquerda, que não fez absolutamente nada de errado ou ilegal, e que enfrenta uma máquina draconiana de moer reputações após ter batido boca e dado um pontapé simulado na bunda de um radical de extrema direita que havia insultado sua mãe, uma idosa em estágio terminal de Alzheimer que faleceria dias depois do episódio.

Trocando em miúdos, o gerente do inferno dos absurdos conseguiu organizar para uma mesma noite a maior de todas as orgias do redemoinho das indecências. Livrará significativamente a cara de Jair Bolsonaro e de seus comparsas, pagará o “preço” de Flavinho para retirar sua candidatura, o que viabilizará o nome de seu correligionário Tarcísio de Freitas, brindará com uma tetinha o traidor da pátria Eduardo, que retornará para um novo mandato o ano que vem e, por fim, ainda retirará da Câmara um dos nomes mais combativos e probos entre seus adversários políticos.

É muita coisa para se entender de uma vez só, não é? Pois acredite, no inferno conduzido por Hugo Motta é sempre assim, tudo muito caótico e desordenado. Mas no final as coisas se acomodam, com o fragilíssimo rapaz sentado em sua almofada cadeira fazendo cara de sério, o Brasil todo incrédulo e a safadeza prevalecendo, enquanto o cidadão resignado apenas repete “Congresso inimigo povo”. Aliás, ele odeia essa frase e reage irritado a ela. Normal, os demônios, para além de tudo, são egocêntricos e narcisistas. Não sei se é o caso de Motta, mas decerto é o caso dos demônios. E isso eu posso garantir.

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Outra Vez a Bahia Salvando o Brasil: A Postura de Otto Alencar e Jaques Wagner Contra Atalhos Antidemocráticos

 Outra Vez a Bahia Salvando o Brasil: A Postura de Otto Alencar e Jaques Wagner Contra Atalhos Antidemocráticos

 

Por José Montalvão


A democracia brasileira, tantas vezes testada, volta e meia revela quem realmente está comprometido com suas bases fundamentais. Nos últimos dias, um desses momentos de prova veio à tona quando o senador Otto Alencar (PSD-BA) reagiu firmemente ao descobrir uma articulação para que o projeto de Anistia — aprovado na Câmara — fosse levado diretamente ao plenário do Senado, pulando a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um movimento que, se consumado, violaria não apenas o rito legislativo, mas a própria lógica de freios e contrapesos que sustenta a República.

A reação de Otto foi imediata, contundente e necessária. Não se tratou de mero gesto político; foi uma defesa explícita do Estado Democrático de Direito. Ao lado do também senador Jaques Wagner, mais uma vez a Bahia mostrou maturidade, coragem e fidelidade ao que é correto. A postura dos dois parlamentares ecoa o sentimento de milhares de cidadãos que esperam, exigem e merecem representantes com compromisso real com a legalidade.

A Bahia, de novo, dá o exemplo.
Nos momentos em que forças políticas tentam distorcer o debate público ou contornar o devido processo legislativo, surgem vozes — não muitas, mas fortes — que colocam o país acima dos interesses particulares. Otto e Wagner fizeram exatamente isso. Mostraram que os votos recebidos na Bahia e em cidades como Jeremoabo não foram entregues em vão: foram votos de confiança, e essa confiança está sendo honrada com dignidade e firmeza.

Otto Alencar foi preciso ao criticar o comportamento de deputados que aprovaram o texto da anistia sem respeito ao diálogo com a sociedade. Ele lembrou uma verdade elementar, mas que alguns parecem insistir em esquecer: em uma democracia, ninguém está acima da lei. Nem parlamentares, nem governantes, nem grupos econômicos, nem estruturas de poder que tentam se blindar a qualquer custo.

O Brasil já sofreu demais com abusos, desmandos e corrupção. A tentativa de promover anistia ampla para apagar crimes cometidos contra a democracia é um risco grave. E não é exagero dizer que impedir atalhos como o tentado no Senado é, sim, uma forma de proteger o país — proteger sua história, sua ordem institucional e seu futuro.

Por isso, os parabéns a Otto e Wagner não são apenas merecidos. São necessários. Representam o reconhecimento público de que a política ainda pode — e deve — ser exercida com ética, coragem e respeito ao povo. São esses gestos que reafirmam que a democracia brasileira, apesar dos ataques, segue viva porque ainda há quem a defenda com seriedade.

Que outros parlamentares se espelhem nessa postura.
O Brasil precisa de menos acordos obscuros e mais transparência. Menos manobras e mais responsabilidade. Menos impunidade e mais compromisso com a verdade e com a lei.

A Bahia, mais uma vez, deu o recado:
democracia não se negocia, se protege.


terça-feira, dezembro 09, 2025

Meu nome é Hugo Motta e eu juro que não fui eu

 

Arte: Marcelo Chello

Que dia, BRASEW! Centrão desembarca do Bolsonaro. Deputado do PSOL toma a cadeira do Huguito. Huguito manda apagar a TV Câmara e tira a imprensa do Plenário, ao melhor estilo “sou estagiário a ditador e detesto a democracia”. O pau comeu solto para tirar o Braga da cadeira. Mas Huguito fez a egípcia e diz que não sabe quem mandou tirar a imprensa e que ama a democracia. Lula entra no rolê aleatório com Trump, dizendo que ele deveria prender o Magro. E ainda tem o contrato milionário do Master com o escritório de advocacia da esposa do Xandão. Fica meu pensamento aleatório: Xandão segue na Magnitsky?

Está fervendo, BRASEW.

A treta é a seguinte. Hugo Motta resolve botar os mandatos de Dudu Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem na berlinda. Todo mundo se empirulitou pros States há meses e agora parece que finalmente podem ter seus mandatos cassados. Zambelli, inclusive, já está até cumprindo pena lá na Itália. E, mesmo assim, todos seguem com mandatos. Ficou parecendo que Motta estava dando um recado para Flavitcho, que se lançou candidato: “Querido, o Centrão desembarcou.” Sabe como é, Flavitcho botou preço na candidatura.

Mas eis que o deputado Glauber Braga, do PSOL, entrou na listinha de Motta para também ter o mandato cassado pelo Plenário. Braga já andava dizendo que estava sendo perseguido porque vem denunciando os casos Master e Refit. No caso da Refit, ele ainda apontou a ligação de Eduardo Cunha. Guarde a Refit e o Master, que vou voltar nesses dois assuntos. Glauber está com o mandato em risco por conta de ter agredido um ativista do MBL. Teria sido quebra de decoro. Enfim, ele foi lá e decidiu tomar a cadeira de Hugo Motta na presidência da Casa.

Lembram que os bolsonaristas fizeram o mesmo há alguns meses? Ficaram horas e horas lá, houve muita conversa, negociação e eles saíram depois de um acordo que incluía até a PEC da Blindagem, e não receberam castigo nenhum? (E foi o Lira que teve que entrar em cena; Motta ainda fez o papelão de ficar vários minutos lá esperando liberarem a cadeira dele. E disse que não cabia ao presidente da Casa usar de força física. Ahhhhh, bom!)

Só sei que, dessa vez, Motta decidiu mandar a polícia legislativa. Mas eis que perdeu a mão. Mandou cortar o sinal da TV Câmara, que transmite tudo o que acontece no Congresso, e mandou retirar a imprensa. Oi???? O que eles queriam fazer com Braga que precisava censurar a TV Câmara e barrar a imprensa????

A primeira informação era a de que Motta tinha dado a ordem. Assim que começou a pegar mal, ele mesmo correu para dizer: “Não fui eu, não fui eu. Eu sou só o presidente da Câmara.”

Como bem diz o Gabeira, tudo o que acontece na Câmara é de responsabilidade do presidente da Câmara.

Só sei que a imprensa foi agredida ao mesmo tempo que Glauber era retirado à força e, no fim das contas, filmado pelas centenas de deputados que voltaram para o Plenário.

Por que mesmo Huguito se deu ao trabalho?

Opções: erro infantil, autoritarismo, estratégia ou Huguito simplesmente não sabe quando é dia e quando é noite?

Tem gente que diz que não tem como ele não ser hábil, tendo sido pupilo de Eduardo Cunha (sim, o mesmo ali de cima). Mas até aí, o próprio Eduardo Cunha cometeu um erro infantil quando mandava na Câmara e acabou na prisão.

Lindt, o Lindbergh Farias, líder do PT, já saiu dizendo na cara do Hugo Motta que ele não tem mais condições de seguir na presidência da Casa.

Só sei que, nesse rolo, ainda tem mais um ponto a ser conectado: Motta anunciou logo cedo que o PL da Dosimetria, aquele que já foi da anistia, seria votado hoje na Câmara. Depois de meses de negociação, o Centrão e os bolsonaristas teriam chegado a um acordo para que houvesse apenas a redução de pena, em vez da anistia, mas que seria bom para Bolsonaro. No fim das contas, ele ficaria apenas dois anos e quatro meses na prisão.

Sim, darling, Flavitcho disse que sua candidatura tinha preço para que Bolsonaro pai ficasse livre da prisão, e agora já estão aceitando redução de pena. Sabe por quê? Porque o Centrão desembarcou!!!!!!!

Mas até o fechamento o projeto não tinha sido votado, e o Jornal Nacional chegou a informar que Hugo Motta decidiu adiar a votação. Só que a sessão tá rolando no Plenário e há expectativa de que votem, sim, o tal PL.

Master Supremo

E o escândalo Master Supremo segue. Hoje, a Malu Gaspar veio com uma novidade: a de que foi encontrado um documento no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, dando conta de um contrato de R$ 129 milhões do banco com a esposa de quem? Quem? Quem? Xandão! Eram R$ 3,6 milhões por mês. Isso é que é contrato, hein, BRASEW!!! Meus boletos ficaram até com inveja.

Então estamos assim no caso Master: um monte de políticos parece estar com o rabo preso ou com parentes e aliados com o rabo preso. Estamos falando de nomes como Ciro Nogueira, presidente do PP e um dos chefões do Centrão, e Davi Alcolumbre, estrela mor do Senado. O caso estava na primeira instância, investigação a mil. Mas eis que um singelo documento que citava um contrato do banco com um deputado (contrato que parecia até inocente) bastou para que a defesa de Vorcaro corresse pedir que o caso fosse parar no Supremo. Imediatamente, o supremo Dias Toffoli aceitou.

Aliás, não só aceitou como meteu sigilo e proibiu a polícia de fazer qualquer investigação sem antes falar com ele.

Descobriu-se depois que Toffoli tinha viajado num jatinho privado junto com um advogado de um dos presos na operação que desbaratou o caso Master e BRB.

Eu já nem sei mais o que pensar desse Daniel que amava Alexandre que amava José Antônio.

E o Código do Facchin?

Facchin, o supremo mor, até está tentando fazer um código de ética supremo que impediria ministros de viajarem ou participarem de eventos sem total transparência. Mas não vi nada sobre esposas advogadas.

E o Lula falando da Refit?

E o Lula, como quem não quer nada, mandou a seguinte informação hoje: que falou com Trump sobre um dos grandes chefes do crime organizado e o maior devedor do país, que mora em Miami, e que, se Trump queria ajudar o Brasil no combate ao crime, deveria prender logo esse daí. Lula não falou o nome, mas todo mundo logo já associou a Ricardo Magro, dono da Refit, que é acusado de ser o maior devedor do Brasil.

A Refit que é ligada a Eduardo Cunha, segundo Daniel Braga. Cunha que, por sua vez, foi mentor da vida de Hugo Motta!!!!

Já estou zonza.

E tem o Bacellar

Vocês sabem que o presidente da Assembleia do Rio, Rodrigo Bacellar, foi preso pelo Xandão porque parece que ele andou vazando informações de uma operação para o tal TH Joias. Sim, é uma pessoa e não uma joalheria, darling. Mas eis que a Alerj determinou a soltura do Bacellar porque, pela Constituição Estadual, só quem pode prender um deputado é a própria Alerj. Hoje, o Xandão mandou soltar Bacellar, mas com tornozeleira eletrônica.

E foi confusão demais para um dia só. Já me vou. Volto amanhã, BRASEW

Glauber Braga e a dignidade que restou!


 Glauber Braga e a dignidade que restou! 

 

Angelo Cavalcante 


O que acaba de acontecer com o deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ) é um estupor, um espanto, um escândalo.

Aliás, o transcorrido na mesa diretiva da Câmara dos Deputados, na tarde de hoje, já está no píncaro, no alto dos maiores absurdos e que essa trágica legislatura, já plena e absolutamente arruinada, realizou nos últimos três anos. 

E reparem... Toda essa barafunda de vilezas e constrangimentos plenos e coletivos, sob o bastião, o aval e a promiscuidade política de Hugo Motta, o indecoroso e infame presidente da Câmara dos Deputados. 

Vejam só... Braga presidia a sessão ! 

Não invadiu a mesa presidencial, não se apossou dos microfones, não articulou hordas e bandos para a toma de assalto da parafernália diretiva, não rompeu códigos, tratados ou regulamentos. Nada disso... Conduzia os trabalhos no rito, no decoro e na liturgia que a função exige, obriga e determina. 

Foi de repente, não mais que, de repente, que uma guarnição de policiais da Casa se achega em Glauber e, sem diálogo, explicação ou algum respeito, partiu irada a fim da retirada do parlamentar da condução momentânea.

Nesse quadro, Braga fez o que qualquer cidadão ou cidadã com alguma dignidade e altivez faria: RESISTIU !

Bom... 

Não foi um erro, um equívoco, um lapso! Nada disso... 

Foi uma deliberação, uma tomada consciente de decisões; fora um cálculo, uma equação esquadrinhada, realizada e que buscou constranger, humilhar e submeter Glauber Braga.

"Erro" o quê?

"Erro" é a polícia matando preto na Penha ou no Alemão; são balas de fuzis explodindo "acidentalmente" o crânio de bebês; "erro" são safanões e esculachos diários nos moradores de comunidades e que, "tremendo nas bases", aguardam o ônibus, o Uber ou a carona; "erro" é a polícia arrastar por debaixo de seus camburões, ao largo de mais de quinhentos metros, uma doméstica e óbvio, completamente desfigurada. 

"Erro" é dividir a vida social a partir de uma lástima societária de validade nenhuma e de desgraçado nome "cidadão de bem "; aliás, das piores excrescências e que o fascismo brasileiro já produziu. 

O que acaba de ser feito com Glauber Braga tem nome... É a subpolítica acontecendo com toda a sua acidez, seu ódio e bile. 

A quem interessa constranger Glauber Braga? 

Estou inconformado! A cena de sua companheira, a também deputada federal, Samia Bonfim (PSOL/SP), protegendo, resguardando seu corpo, seu lado e, sem receios, encarando os policiais legislativos, é a dignidade do sono de hoje. 

Ahhhhh... Já ia esquecendo... No lamaçal fétido e que já virou a política do Rio de Janeiro, Glauber Braga é o nome de maior lembrança, de maior potencial e capacidade de crescimento ao governo do Rio de Janeiro e isso... Isso não é algo menor!

De certo, isso deve preocupar a extrema direita fluminense.

Bom... Há uma guerra em curso! Tomar boa posição nesse conflito é o diferencial entre a vitória e a derrota. 

Todo apoio para GLAUBER BRAGA !

 Angelo Cavalcante - Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.

COLUNA EDITORIAL — Quando o Parlamento tenta calar a imprensa, é a democracia que grita


COLUNA EDITORIAL — Quando o Parlamento tenta calar a imprensa, é a democracia que grita

Por José Montalvão

A que ponto o Brasil chegou? A perplexidade toma conta do país ao assistirmos, dentro da própria Câmara dos Deputados, episódios que ecoam os piores fantasmas autoritários da nossa história. Nem na ditadura — quando a censura era política oficial e o jornalismo vivia sob a tesoura do regime — vimos tamanha ousadia: jornalistas censurados pela Presidência da Câmara e agredidos por seguranças a mando de quem deveria defender a transparência e o debate público.

É um retrocesso tão violento quanto simbólico.

A liberdade de imprensa é o primeiro alvo de todo projeto autoritário. Quando o poder passa a enxergar a crítica como ameaça pessoal, e não como instrumento essencial da democracia, surgem impulsos perigosos de silenciar vozes, controlar narrativas e transformar a imprensa em adversária. A Câmara, no entanto, não pode — e jamais poderá — ser propriedade privada de quem a preside. Ela é do povo. E se é do povo, a imprensa tem o dever e o direito de contar o que ali acontece.

Censurar jornalistas dentro do Parlamento é profanar a essência da democracia.

Ainda mais chocante é a violência física, que agora tenta substituir argumentos. Empurrões, agressões, intimidações. A força que deveria proteger virou ferramenta de amedrontamento. Esse tipo de brutalidade não é um caso isolado: é sintoma de uma mentalidade perigosa, que tenta transformar divergência em inimiga e crítica em crime.

Não existe democracia com medo.
Não existe Parlamento democrático com portas fechadas à imprensa.
Não existe liberdade onde jornalistas precisam escolher entre informar e apanhar.

O Brasil precisa reagir. O silêncio diante desse tipo de abuso não é neutralidade — é cumplicidade. É permitir que a fronteira do possível seja empurrada um pouco mais para o precipício do autoritarismo.

A liberdade de imprensa não é capricho, não é privilégio, não é ornamento.
É o oxigênio de qualquer sociedade democrática.

Quando o Parlamento tenta calar a imprensa, o que se cala não é um repórter — é o próprio povo brasileiro.
E o que grita, alto e claro, é a democracia pedindo socorro.



“Que me arranquem dessa cadeira”,

 

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