domingo, janeiro 18, 2026

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Simone Tebet e o desafio paulista: cálculo eleitoral, limites legais e a estratégia de Lula


Palanque em SP poderá levar ministra a deixar MDB

Pedro do Coutto

A possível candidatura de Simone Tebet nas eleições deste ano volta a movimentar o tabuleiro político nacional e revela, mais uma vez, como o governo Lula opera em múltiplas frentes para ampliar sua base de sustentação política.

Ministra do Planejamento, Tebet tornou-se uma das figuras mais relevantes do primeiro escalão, não apenas pelo cargo que ocupa, mas pela trajetória recente: uma liderança que saiu do campo do centro para se integrar, de forma ativa, à coalizão que sustenta o atual governo.

A hipótese de uma candidatura — seja ao governo de São Paulo, seja ao Senado — não surge como um gesto individual, mas como parte de uma engrenagem maior. O Palácio do Planalto busca, com evidente pragmatismo, fortalecer seu palanque no maior colégio eleitoral do país. São mais de 33 milhões de eleitores, um território historicamente hostil ao lulismo, mas decisivo para qualquer projeto de poder nacional.

DIÁLOGO – Nesse contexto, Simone Tebet aparece como um nome capaz de dialogar para além da base tradicional da esquerda, alcançando setores moderados, eleitores de centro e até parcelas do eleitorado conservador menos radicalizado.

Não se trata de improviso. Desde a campanha de 2022, Tebet demonstrou disposição para o enfrentamento político. No primeiro turno, destacou-se pelo discurso firme, pelo domínio dos temas econômicos e pela capacidade de se posicionar com clareza em debates públicos.

No segundo turno, sua adesão à campanha de Lula foi decisiva para ampliar o arco de alianças e conferir ao então candidato petista uma imagem mais plural. Esse capital político não se perdeu. Pelo contrário: foi incorporado ao governo e, agora, pode ser novamente mobilizado no terreno eleitoral.

ESTRATÉGIA – A ideia de lançá-la candidata em São Paulo atende a uma necessidade estratégica do Planalto: contrabalançar a força do atual governador Tarcísio de Freitas, que se consolidou como principal liderança da direita institucional no país. Mesmo que a vitória eleitoral não seja o cenário mais provável, uma candidatura competitiva pode cumprir outro papel fundamental — reduzir a margem de Tarcísio, tensionar sua base e, sobretudo, construir um palanque robusto para Lula em uma eventual campanha de reeleição.

Há, no entanto, limites objetivos. A legislação eleitoral impõe a exigência de domicílio eleitoral de, no mínimo, um ano antes do pleito. Esse ponto não é detalhe técnico: ele condiciona toda a estratégia. A mudança de domicílio para São Paulo, além de politicamente delicada, esbarra no calendário. O tempo corre contra a ministra, o que torna a candidatura ao governo paulista juridicamente improvável, senão inviável.

A alternativa do Senado por São Paulo também enfrenta obstáculos semelhantes. Além da exigência legal, há um fator político incontornável: Simone Tebet não possui, no estado, uma base eleitoral orgânica capaz de “puxar votos” em uma disputa majoritária tão competitiva. Diferentemente de Mato Grosso do Sul, onde construiu sua carreira política, São Paulo exige enraizamento, capilaridade e alianças locais já consolidadas — ativos que não se constroem em poucos meses.

SAÍDA MAIS SEGURA – Esse cenário recoloca, com mais força, a hipótese de uma candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral de origem. Trata-se de uma saída mais segura do ponto de vista jurídico e político. Ao mesmo tempo, permitiria ao governo manter Tebet como figura central na campanha nacional, sem abrir mão de um mandato legislativo estratégico em um Congresso ainda marcado por forte presença conservadora.

Há também uma consequência partidária relevante. Qualquer candidatura implicaria a saída de Simone Tebet do MDB, partido que, em São Paulo, mantém alinhamento com o atual governador. Esse rompimento não é trivial. Ele simboliza, mais uma vez, a dificuldade do MDB em se posicionar de forma coesa no cenário nacional, dividido entre o pragmatismo regional e a participação no governo federal.

COALIZÃO – No fundo, o debate sobre o futuro eleitoral de Simone Tebet revela algo maior do que o destino individual de uma ministra. Ele expõe a lógica do presidencialismo de coalizão em sua versão contemporânea: alianças móveis, cálculos eleitorais refinados e a permanente tentativa de ampliar fronteiras políticas em um país profundamente polarizado. Tebet é, hoje, menos uma candidata em potencial e mais uma peça-chave de um xadrez que Lula conhece bem — e joga com paciência.

Independentemente do desfecho, uma coisa é certa: Simone Tebet deixou de ser apenas uma liderança regional para se tornar um ativo nacional. Seu próximo movimento não será apenas pessoal. Será, sobretudo, um sinal claro de como o governo pretende disputar poder, narrativa e território nos próximos anos.


Médico preso em SE por agressão em hotel mata colegas de profissão em SP

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi preos em flagrante depois de assassinar dois médicos em Barueri

(Foto ilustrativa: arquivo SSP/SE)

O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, preso em Aracaju e liberado após pagamento de fiança em julho de 2025, depois de agredir funcionários do Vidam Hotel, voltou a ser detido, desta vez em Barueri (SP), acusado de matar dois médicos em um restaurante de luxo. O crime ocorreu na noite da sexta-feira, 16.

De acordo com informações da polícia, Carlos Alberto estava no estabelecimento e teria encontrado as vítimas por acaso. Eles iniciaram uma discussão ainda no interior do restaurante, sendo necessária a intervenção de funcionários e de agentes de segurança. Após a confusão, os dois médicos deixaram o local.

Minutos depois, o suspeito os seguiu até a área externa do restaurante, portando uma arma de fogo, e efetuou diversos disparos contra os colegas.

As vítimas foram identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. Ambos foram atingidos, socorridos e encaminhados ao pronto-socorro, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

Carlos Alberto foi preso em flagrante por duplo homicídio. A polícia apreendeu a arma utilizada no crime, cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos diversos e aproximadamente R$ 16 mil em dinheiro, que serão submetidos à perícia.

Por Verlane Estácio

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Contra fatos não há argumentos: a verdade sobre a fala do presidente Lula

 


Contra fatos não há argumentos: a verdade sobre a fala do presidente Lula

Mais uma vez, a chamada banda podre da direita corrupta tenta enganar a população por meio da disseminação de fake news. Circula nas redes sociais a mentira de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito que “pobre nasceu para trabalhar”. Essa afirmação é falsa, desonesta e contradiz completamente o que Lula sempre defendeu ao longo de sua trajetória política.

Com contra fatos não há argumentos. E é exatamente por isso que estou reproduzindo o vídeo com a fala verdadeira do presidente Lula, onde ele afirma justamente o contrário do que tentam imputar a ele. No vídeo, Lula é claro e direto ao dizer que pobre não nasceu apenas para trabalhar, mas também nasceu para estudar, se formar, conquistar dignidade, ascender socialmente e ocupar os espaços que historicamente lhe foram negados.

A mentira não é por acaso. Ela faz parte de uma estratégia antiga das elites atrasadas, que sempre tiveram medo de um país mais justo, com igualdade de oportunidades. Para essa direita hipócrita, o pobre deve permanecer invisível, sem acesso à educação, à universidade, à ciência e às profissões de prestígio. É exatamente isso que Lula sempre combateu.

Foi nos governos Lula que milhões de jovens pobres entraram na universidade por meio do ProUni, do FIES, da expansão das universidades federais e dos institutos técnicos. Foi nesse período que filhos de trabalhadores passaram a se tornar médicos, engenheiros, professores e pesquisadores. Isso nunca foi discurso vazio, mas política pública concreta.

Espalhar fake news sobre uma fala tão clara revela desespero e má-fé. Quem mente sabe que a verdade incomoda. E a verdade é simples: Lula defende que o pobre trabalhe, sim, mas também estude, se qualifique, pense, sonhe e chegue onde quiser.

Por isso, é fundamental compartilhar o vídeo verdadeiro, confrontar a mentira com fatos e não permitir que a desinformação continue sendo usada como arma política. A democracia exige vigilância, consciência crítica e compromisso com a verdade.

A mentira pode até correr rápido, mas a verdade sempre chega.

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