sexta-feira, novembro 28, 2025

VEJA A DECISÃO: Juiz nega pedido de Hugo Motta e mantém outdoors que criticam o deputado por votar favorável à PEC da Blindagem

 

VEJA A DECISÃO: Juiz nega pedido de Hugo Motta e mantém outdoors que criticam o deputado por votar favorável à PEC da Blindagem

Ojuiz federal Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal da Paraíba, negou o pedido liminar apresentado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que tentava retirar de circulação outdoors e publicações críticas sobre seu voto a favor da chamada PEC da Blindagem. Com a decisão, o material permanece no ar.

Na ação, Motta alegou ter sido alvo de difamação e pediu uma tutela inibitória para forçar a remoção de manifestações feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba. O magistrado, porém, considerou que o pedido ultrapassa a competência do juízo criminal, já que as publicações foram feitas por uma entidade sindical, e não pelo querelado individualmente.

O juiz também destacou que figuras públicas, especialmente ocupantes de cargos políticos, estão sujeitas a críticas amplas sobre sua atuação. Segundo ele, o conteúdo questionado tem caráter essencialmente crítico, com uso de ironia e exagero, elementos considerados legítimos no debate democrático, e não demonstra intenção específica de difamar o parlamentar.

Na decisão, o magistrado afirmou que as peças contestadas atacam a proposta legislativa e a atuação política ligada à tramitação da PEC, sem imputar fatos comprovadamente falsos ao deputado. Por isso, não há base para caracterizar crime contra a honra nem para justificar a censura das manifestações.

Com o indeferimento, os outdoors e publicações permanecem expostos. A ação segue em tramitação na Justiça Federal da Paraíba.

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 Nota da redação deste Blog  Quando o Infrator é Protegido e o Denunciante é Amordaçado: A Mordaça do Interior em Ação

Ainda bem que no Brasil a maioria dos juízes honra a toga. Mas existe, sim, uma minoria que age como se o cargo lhes permitisse proteger irregularidades, amigos influentes e esquemas obscuros — e calar quem ousa apontar o dedo para a verdade.

Nas cidades pequenas do interior, onde a política se mistura com parentesco, favores e medo, essa distorção ganha contornos ainda mais perversos:
não basta tentar censurar o cidadão; tenta-se esmagar quem denuncia.

E a realidade é ainda mais revoltante:
o funcionário acusado de cometer improbidade, irregularidade ou abuso, muitas vezes, não só não é punido — como ainda consegue amordaçar quem teve a coragem de denunciá-lo.

Esse é o retrato mais cruel do interior brasileiro.

O país onde denunciar virou crime e cometer impropriedade virou proteção

Quem convive com a política do interior conhece esse roteiro de cor:

  • O o cidadão atarvés da imprensa denuncia irregularidades.

  • O denunciado, em vez de responder pelo ato, aciona sua rede política.

  • O poder público vira de cabeça para baixo.

  • E, num giro absurdo da justiça local, o errado vira vítima e o certo vira agressor.

É o mundo invertido da política interiorana:
quem cumpre seu dever é perseguido; quem erra é blindado.

Transferências punitivas, sindicâncias fabricadas, retaliações veladas, isolamento dentro da repartição — a cartilha é sempre a mesma.

Em muitos casos, o servidor e o cidadão honesto é calado não pelo fato, mas pelo medo:
medo de perder o emprego, medo de ser exposto, medo de represálias pessoais, medo de ser processado injustamente.

Enquanto isso, o funcionário que deveria ser investigado desfila protegido, encostado no poder, amparado por padrinhos  que fazem de tudo para abafar o caso.

Cidades pequenas, poderes grandes e bocas obrigadas a se calar

No interior, a pressão não é apenas institucional — é social.
O denunciante sofre boicote, fofoca, intimidação e, muitas vezes, ostracismo.

A justiça, quando captura por esses interesses locais, vira arma de silenciamento.
E quem deveria ser punido, vira “coitadinho”, “perseguido”, “injustiçado”.

É um teatro de inversões que destrói carreiras, famílias e reputações — tudo para proteger quem deveria responder por seus atos.

A decisão da Justiça Federal mostra que ainda há resistência

Por isso decisões como a do juiz federal Vinícius Costa Vidor, que negou a tentativa de censura do presidente da Câmara, Hugo Motta, são tão importantes.
São como pequenas rachaduras no muro da mordaça que domina o Brasil profundo.

O magistrado reafirmou que crítica política não é crime.
Que ironia, sarcasmo e denúncia fazem parte da democracia.
E que nenhum poderoso tem direito de calar o debate público.

Essa postura é exatamente o que falta em muitos rincões do país, onde servidores e cidadãos pagam um preço alto por ousarem falar a verdade.

Conclusão – A coragem de denunciar não pode ser punida

O maior perigo para a democracia não é o escândalo revelado.
É o silêncio imposto.

Quando quem denuncia corrupção vira inimigo e quem comete irregularidades vira protegido, o poder se transforma em esconderijo — e o serviço público em feudo.

O interior brasileiro está cheio de exemplos assim.
Mas também está cheio de gente que, apesar do medo, continua denunciando.
Continua falando.
Continua resistindo.

E é essa coragem — não os poderosos de plantão — que mantém viva a esperança de um país mais justo

quinta-feira, novembro 27, 2025

Congresso derruba vetos de Lula

 

STF estabelece que substituição judicial não impede vice de disputar reeleição


Tese será aplicada em processos nas instâncias inferiores

Fernanda Vivas
G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou, nesta quarta-feira (26), entendimento de que a substituição temporária do chefe do Poder Executivo pelo vice, nos seis meses antes da eleição, por decisão judicial, não configura um novo mandato. Com isso, o vice que assume o cargo nessas condições pode disputar a reeleição, sem que isso seja considerado um terceiro mandato consecutivo.

O tema já tinha sido decidido em outubro. Agora, os ministros fixaram a tese que será aplicada em processos nas instâncias inferiores: “O exercício da chefia do Poder Executivo nos 6 meses anteriores ao pleito, em decorrência de decisão judicial não transitada em julgado, não conta para o exercício de mandato para efeito de reeleição”, diz a tese.

LIMITES – A decisão tem repercussão geral. Isso significa que o entendimento do STF, fixado nesta quarta-feira, será seguido por outros tribunais em casos parecidos. A lei brasileira impõe limites à reeleição de cargos do Poder Executivo, como presidente, governador e prefeito. Quando o vice assume o posto do titular, pode enfrentar restrições para disputar novos mandatos.

O relator, ministro Nunes Marques, defendeu que a substituição temporária por decisão judicial não deve tornar o vice inelegível. Ele propôs que esse tipo de substituição não ultrapasse 90 dias.

Os ministros André Mendonça, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Gilmar Mendes também entenderam que não era aplicável a inelegibilidade ao político nestas circunstâncias. O ministro Flávio Dino abriu a divergência, concluindo que a legislação já tem regra expressa sobre o tema e não cabe criar exceções. Acompanharam o entendimento os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e o presidente Edson Fachin.

CASO CONCRETO –  O julgamento envolveu um recurso sobre a eleição em Cachoeira dos Índios, na Paraíba. Em 2016, o vice-prefeito assumiu o cargo por oito dias, após o afastamento do titular por decisão judicial, dentro dos seis meses que antecederam a eleição.

Ele foi eleito prefeito em 2016 e reeleito em 2020. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que a substituição foi um exercício de mandato, o que poderia impedir a reeleição.


Em disputa pelo espólio, Eduardo lança Flávio e acirra guerra interna na direita


Deputados viajam ao Texas para articulação com Eduardo após condenação


Deputado Gil Diniz diz que Eduardo é seu “padrinho político”

Guilherme Seto
Folha

O plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na última terça-feira (25) um requerimento para que os deputados Gil Diniz (PL) e Paulo Mansur (PL) representem a Casa em uma viagem para o Texas, nos Estados Unidos, em reuniões com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), de quem são próximos.

Diniz e Mansur devem ficar no Texas de 25 de novembro até 2 de dezembro, sem gastos para a Alesp, segundo o pedido. Ao todo, 44 parlamentares votaram pela aprovação do requerimento e 15 se opuseram. Diniz diz que serão “reuniões políticas, de alinhamento de mandato”.

“PADRINHO” – “Eduardo Bolsonaro é meu padrinho político e não posso de prestar o meu apoio e solidariedade nesse momento difícil”, afirma o parlamentar, que destaca que é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, representante da Alesp no Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) e coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Anistia na Casa.

O requerimento aprovado propõe a criação de uma comissão de representação da Alesp. No caso, os únicos membros serão Diniz e Mansur. O requerimento afirma que Eduardo é uma liderança do PL, cuja bancada é a maior da Alesp, reunindo mais de 1/5 dos parlamentares, e que as reuniões “têm por finalidade discutir e debater projetos de lei em tramitação, bem como ações políticas de interesse direto da população paulista”.

Ao longo de seu mandato, Diniz, também conhecido como Carteiro Reaça, tem sido um crítico frequente do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos mesmos termos que os de Eduardo Bolsonaro, ou seja, falta de alinhamento ao bolsonarismo.

A votação na Alesp coincide com a oficialização da condenação definitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão pela acusação de liderar uma trama golpista.


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