quinta-feira, novembro 27, 2025

Ilegalidades da Rede Globo não podem ser esquecidas sem ter havido punição


Globo é a sexta marca mais valiosa do Brasil; vale 10 SBT

TV Globo tem sido acobertada pelos sucessivos governos 

Afanasio Jazadji

Prezado editor Carlos Newton, há 25 anos denunciei da tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo os descaminhos trilhados por Roberto Marinho para se apossar da Rádio Televisão Paulista S/A, que ele afirmou em vida e seus filhos repetem ainda hoje ter sido adquirida de Victor Costa Júnior. Era e é tão inverdade, que, na Justiça, quando em 2001, foram processados por alguns dos verdadeiros herdeiros dos seus mais de 600 acionistas, a agora Globo Comunicação e Participações S/A declarou que, na pior das hipóteses, seria a nova proprietária do canal 5 de São Paulo via usucapião.

Marinho inventou esse “usucapião empresarial” para justificar a usurpação criminosa da concessão de serviço público da TV Paulista desde 1965. Que despautério jurídico!

ASSEMBLEIA FANTASMA – Não prosperando essa desabonadora justificativa, Roberto Marinho não teve dúvida de então se valer da fantasiosa e fraudulenta assembleia geral extraordinária da Rádio Televisão Paulista S/A, dita como realizada em 10 de fevereiro de 1965 e na qual teria comparecido e votado um único acionista, proprietário de apenas duas ações de um total de 30 mil, e representando acionistas há anos falecidos. Seu nome: Armando Piovesan.

Tamanhas aberrações transitaram em julgado, mas não foram esquecidas graças ao valoroso jornalista e democrata Helio Fernandes e mais recentemente por meio do blog que sucedeu a Tribuna da Imprensa.

Nesse caminhar, lendo na Tribuna da Internet seus artigos diários, sua simetria argumentativa e seu desfecho, entendo por que estamos regredindo, vendo a pobreza de conteúdo e de método daqueles que se dizem jornalistas e não conseguem ir além das pautas submissas e nada comprometedoras para seus contratantes, abrindo mão da verdadeira liberdade de imprensa. O mesmo de se dizer de nossos políticos, governantes e de boa parte da população. Tudo linear e o que mais se avultará com a inteligência artificial.

IMPUNIDADE GLOBAL – A prosperar a favorecedora opinião de nossas autoridades, nos processos contra a Globo, poder-se-ia admitir que os escândalos do INSS, OI, BRB, Banco Master e outros só viriam à tona daqui 10 ou 15 anos, ninguém seria investigado e punido, em nome da segurança jurídica?

E a segurança jurídica do Estado, a sua obrigação de fazer valer a lei não deve prevalecer? A lei, ora a lei! Não concordo com essa excessiva tolerância e vou cobrar providências junto ao Poder Judiciário, que precisa ser provocado, seja por atos comissivos ou omissivos do Executivo ou por parte de suposta má-fé de seus beneficiários.

Alguém tem a obrigação de cobrar responsabilidades e no caso não poderá ser alegada a decadência do direito de agir, como relatado em seu artigo de 24 de novembro, sob o título “Governo Lula finge investigar podridão da Globo, mas não descobre nada”.

FRAUDES ETERNAS – Nesse caso, faço questão de destacar que do Palácio do Planalto saíram diversas determinações para que essa possível fraude fosse esclarecida pelos Ministérios das Comunicações e da Fazenda, inclusive, a escancarada e inexplicável patrimonialização da microempresa GME Marketing Esportivo Ltda., com capital inicial de R$ 10 mil, e encerramento de atividades com R$ 5,8 bilhões, tudo em apenas 5 anos (2001 a 2006).

Isso descrito em processos judiciais e procedimentos administrativos públicos, que não despertaram a curiosidade de nenhum conceituado veículo de comunicação.

Acontece, prezado editor Carlos Newton, que a Globo, com poderes inquestionáveis e com força demolidora descomunal, muito bem assessorada, sabe fazer uso da arte de alegar a prescrição de direito de litigantes que a acionam ou da perda de direito do Estado de acioná-la, em defesa do cumprimento do ordenamento jurídico vigente e, em particular, do artigo 37 da Constituição, que estabelece os princípios e regras da administração pública.

CUMPLICIDADE – A árvore contaminada pode prosperar e dar frutos, mas não com os benefícios da omissão oficial, como aconteceu sobretudo entre 1964 e 1985, no ilegal apossamento da Rádio Televisão Paulista S/A pelo empresário Roberto Marinho, amigo de Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo.                       

A prática delituosa não pode compensar. Não podemos, com nossa omissão, colaborar para o assalto e esvaziamento dos cofres públicos, diariamente denunciados por uma das maiores redes de comunicação do planeta, pelo que se agradece.

Em um país sério não se pode ganhar eleição com emendas, favores e esmolas sociais. E agora bets da vida, processo que está no gabinete do ministro Fux há mais de ano. Acorda, Brasil!

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agradecemos a manifestação de Afanasio Jazadji, jornalista, advogado e deputado estadual por cinco legislaturas na Assembleia de São Paulo. A propósito, a revista Consultor Jurídico desta segunda-feira, dia 24, informou que o Superior Tribunal de Justiça condenou a TV Globo a indenizar o deputado federal Gustavo Gayer por linchamento virtual. A Globo atribuiu a ele, de forma categórica, uma conduta ilícita não comprovada. Já no caso da TV Paulista, o Ministério Público Federal assinalou, em 2004, “que tal como se deu, esteado em documentação falsificada, o ato de concessão estaria eivado de nulidade absoluta”. Sem esquecer os quatro laudos do Instituto Del Picchia de Documentoscopia, que atestaram a falsidade dos documentos usados para o apossamento da TV Paulista, que Roberto Marinho alegou ter comprado por Cr$ 60.396,00, que à época equivaliam a singelos 35 dólares, no que seria a Piada do Século. (C.N.)


Prisão leva Bolsonaro a viver numa cela de apenas 12 metros quadrados


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Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde, mas especialista aponta inconstitucionalidade e prevê reação do governo

Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde, mas especialista aponta inconstitucionalidade e prevê reação do governo

 

Projeto pode gerar impacto de R$ 24 bilhões e, segundo especialista, viola o pacto federativo e cria despesa sem fonte de custeio, abrindo caminho para veto ou judicialização

 

O Senado aprovou o projeto que concede aposentadoria especial automática a agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, mas a discussão agora ultrapassa a Previdência e entra no campo da constitucionalidade. Para o especialista em Direito Previdenciário, mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas e CEO da WB Cursos, Washington Barbosa, a medida é “duplamente inconstitucional”. Segundo ele, o texto “atribui competências e despesas aos municípios, ferindo diretamente o pacto federativo” e ainda cria despesa “sem definição clara de fonte de custeio”. Barbosa afirma que o governo deve se apoiar justamente nesse ponto para tentar barrar a proposta: “Não existe despesa sem fonte de custeio”.

 

Além do impacto estimado de R$ 24 bilhões, Barbosa ressalta que a proposta transfere aos municípios a responsabilidade financeira por aposentadorias especiais sem que haja previsão de compensação. “Estão imputando obrigações e despesas para os municípios sem a devida compensação, sem identificar a origem dos recursos para custear essa despesa adicional. Isso é, a meu ver, duplamente inconstitucional”, afirma. Ele lembra que a Constituição admite tratamentos diferenciados, mas exige equilíbrio federativo e fonte de financiamento específica. “O Executivo já anunciou que vai bater exatamente nesse ponto”, completa.

 

Para o especialista, a tendência é que o governo avalie os caminhos políticos antes da judicialização. “Antes de tudo, o governo tem o poder de veto. Ele pode vetar e aguardar o Congresso se manifestar. Depois, se for o caso, ajuizar uma ação direta de inconstitucionalidade”, explica. Ele pondera, no entanto, que o ambiente político pode influenciar o governo a agir com cautela diante da popularidade da categoria beneficiada.

 

Apesar das críticas jurídicas, Barbosa reconhece o mérito social da medida. “É muito importante lembrar quem são esses profissionais”, afirma. Os agentes comunitários de saúde são responsáveis pelo atendimento porta a porta, acompanhando vacinação, pré-natal, condições de saúde e encaminhamentos médicos, sobretudo em áreas mais vulneráveis. Os agentes de combate a endemias trabalham no enfrentamento de dengue, malária e outras doenças. “Ambos os trabalhos são feitos debaixo do sol, caminhando o dia inteiro, submetidos a situações de risco”, reforça.

 

Hoje, trabalhadores que buscam aposentadoria especial precisam comprovar, caso a caso, exposição permanente a agentes nocivos, químicos, físicos ou biológicos. O projeto aprovado muda essa lógica: a exposição passa a ser presumida. “Identificada a profissão, pronto: ele já vai ter a condição especial”, explica Barbosa. O modelo é semelhante ao adotado para professores, que também têm tratamento diferenciado sem exigência de laudos individuais.

 

O que é aposentadoria especial

 

A aposentadoria especial garante redução no tempo necessário para se aposentar quando há risco ou danos à saúde do trabalhador. “A regra geral é homem com 65 anos e 20 anos de contribuição; mulher com 62 anos e 15 anos de contribuição”, explica o especialista. Já as aposentadorias especiais podem ser concedidas com 15, 20 ou 25 anos de contribuição, conforme o grau de nocividade.

“Para ter aposentadoria especial, você precisa comprovar exposição a riscos físico, químico ou biológico de forma permanente”, completa.

 

Com a aprovação, agentes de saúde e de combate a endemias entram no grupo de profissões que têm risco presumido, dispensando perícia e documentação técnica. Barbosa reconhece que a categoria merece tratamento diferenciado, mas alerta para o precedente. “Um servente, um pedreiro, um lavrador que passa o dia inteiro no sol… será que essas pessoas também não deveriam ter uma aposentadoria especial?”, questiona.

 

O nó central, destaca o especialista, é o financiamento. No modelo tradicional, quem paga o custo adicional da aposentadoria especial é o empregador, via contribuição patronal majorada. Mas agentes de saúde e de endemias são frequentemente contratados por prefeituras, convênios, OSCIPs ou processos simplificados, fora do padrão empresarial de custeio. “A pessoa vai se aposentar mais cedo. Isso dá um peso para a Previdência, uma Previdência que já está tão combalida”, afirma.

 

Barbosa diz que concorda com o reconhecimento das condições de trabalho, mas reforça a necessidade de responsabilidade fiscal. “Por um lado, eu sou favorável a um tratamento especial, por outro eu sou contrário a simplesmente onerar a previdência social, que já é combalida e deficitária. Isso poderia ser feito, poderia, mas com formas novas de custeio especificamente para essas situações”, conclui.

 

Washington Barbosa

 

Fonte: Washington Barbosa - especialista em Direito Previdenciário e mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas e CEO da WB Cursos

 

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Operação Refit expõe falhas do ICMS e riscos penais em estruturas societárias abusivas, avalia tributarista

 

 Operação Refit expõe falhas do ICMS e riscos penais em estruturas societárias abusivas, avalia tributarista

Limitações do modelo atual, efeitos econômicos e consequências penais são reveladas pela operação envolvendo a maior devedora de impostos de SP

A megaoperação envolvendo o Grupo Refit, maior devedor de impostos de São Paulo, reacendeu discussões antigas sobre as fragilidades do modelo de fiscalização do ICMS, o uso distorcido de estruturas societárias e os impactos concorrenciais e penais desse tipo de prática. Para o advogado tributarista Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, o caso ilustra limitações profundas do sistema atual e reforça a necessidade de governança e compliance robustos em operações de alta complexidade.

Sobre a fiscalização do ICMS, Garcia afirma que a operação “evidencia não apenas falhas, mas limitações estruturais e históricas do modelo”, marcado por regimes especiais diversos, diferenças interestaduais profundas e espaço para simulações de circulação de mercadorias. Segundo ele, ainda há obstáculos importantes, como a dificuldade de monitorar empresas reincidentes que alteram razão social ou quadro societário, brechas procedimentais em regimes especiais e a falta de integração plena entre fiscos estaduais e federal. “Não existe engenharia fiscal milagrosa que ‘bypass’ ICMS com segurança jurídica”, afirma. “Estruturas agressivas podem levar a enquadramento em fraude, simulação ou abuso de forma, com consequências tributárias e penais.”

O advogado também destaca que estruturas societárias complexas, holdings sucessivas, fundos e offshores não são ilícitos por si só, mas se tornam problemáticas quando utilizadas como “blindagem artificial” para ocultar beneficiários e dificultar o rastreamento financeiro. O uso indevido desses instrumentos, afirma, reduz a transparência, desloca recursos para jurisdições de menor supervisão e retarda a identificação dos verdadeiros responsáveis. “Se a estrutura só se sustenta porque está escondendo algo, então ela está errada. Planejamento tributário sério não se confunde com ocultação.”

Para Garcia, a transição para IBS/CBS tende a reduzir distorções, especialmente por uniformizar regras, reduzir a dispersão de alíquotas e eliminar incentivos para simular operações interestaduais com combustíveis. Ainda assim, ele ressalta que nenhum sistema é imune à evasão: “A reforma melhora a fiscalização, mas não substitui governança interna e compliance sólido. Quem busca atalhos indevidos continuará exposto, talvez até mais.”

O tributarista também reforça que práticas de sonegação têm impacto direto no preço ao consumidor e na concorrência. Segundo ele, quando um agente deixa de recolher ICMS, reduz artificialmente seus custos, pratica preços abaixo do mercado e desorganiza a competição leal. “O consumidor pode achar que está pagando mais barato, mas está financiando um ambiente de ilegalidade que destrói empresas sérias e reduz a arrecadação. No fim, a conta volta para a sociedade.”

Garcia conclui destacando que “não existe mágica tributária”. Para ele, empresas que buscam reputação e longevidade precisam investir em planejamento técnico, documentação sólida e conformidade. “Qualquer caminho baseado em simulação, ocultação societária ilegal ou transferências fraudulentas termina em autuações vultuosas, responsabilização de administradores e consequências penais graves.”

Fonte: Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, Administrador de Empresas pela FGVe, advogado Tributarista pela USP/SP.

 

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Luís Garcia

 

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Moraes julga pedidos de relaxamento de penas: 'confusão mental' e 'perda de memória

 

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DESPACHOS DO RELATOR

Moraes julga pedidos de relaxamento de penas: ‘confusão mental’ e ‘perda de memória’ | Começou a fase de análise pelo ministro do STF Alexandre de Moraes dos pedidos de relaxamento de pena feitos pelas defesas dos condenados por tentativa de golpe que começaram a cumprir pena nesta semana. O relator do processo terá de decidir sobre elementos que surgiram depois das prisões. Nos primeiros despachos, ele vai julgar as solicitações de avaliação médica e de prisão domiciliar protocoladas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo general Augusto Heleno Ribeiro. Moraes não tem prazo para tomar as decisões. Um dos documentos que servem para análise do STF é o exame feito na data da prisão. No relatório de Heleno consta que ele sofre da Doença de Alzheimer, que teria sido diagnosticada em 2018. Ele disse padecer de “perda de memória recente, hipertensão, prisão de ventre” e que toma medicamento continuado. A informação foi mencionada novamente na audiência de custódia realizada por videoconferência pela juíza auxiliar do gabinete de Moraes, Luciana Yuki Sorrentino, nesta quarta-feira, 26. LEIA+

RISCOS POPULISTAS

Pauta trabalhista encampada por Lula para 2026 preocupa empresários | A pauta trabalhista encampada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026 já preocupa empresários pelo custo adicional que pode trazer para as companhias e pelo impacto fiscal bilionário ainda não estimado, segundo executivos ouvidos pelo PlatôBR nas últimas semanas. Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 26, para sancionar a lei que isenta de IR (Imposto de Renda) quem ganha até R$ 5.000, o petista apontou dois temas prioritários: redução da jornada 6×1 e fim da tributação de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) pago aos trabalhadores. O imposto incide para valores superiores a R$ 8.214,00. LEIA+

TRADIÇÃO EM XEQUE

O desconforto do STM com o julgamento inédito de generais acusados de ‘indignidade’ | Os novos ares que sopram no STM (Superior Tribunal Militar) serão colocados à prova. A corte mais antiga e tradicional do país deve decidir em 2026 se muda uma de suas tradições, diretamente ligada ao respeito à hierarquia nas Forças Armadas. Quatro generais devem ser levados a julgamento como “indignos” e podem perder as patentes e alguns benefícios, em decorrência da condenação e do início, nesta semana, do cumprimento de pena por tentativa de golpe de Estado. LEIA+

MARCHA LENTA

Pronto, mas parado: relatório do caso Zambelli ainda não tem data para ser votado | O relatório do processo sobre a perda de mandato da deputada contra Carla Zambelli (PL-SP) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) está pronto, mas segue parado à espera de uma data para ser votado. O relator, Diego Garcia (Republicanos-PR), disse ao PlatôBR que só vai protocolar o texto quando o presidente da comissão, Paulo Azi (União Brasil-BA), marcar a sessão de análise — mesmo com o prazo formal para a entrega chegando ao fim nesta quarta-feira, 26. LEIA+

CRISE NA CÚPULA

Governo ainda procura razões de Alcolumbre para veto a Messias | A ausência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na cerimônia de sanção do projeto do IR (Imposto de Renda) e sua ofensiva contra o Planalto ainda é um assunto pouco entendido por membros do governo. Muitos consideram desproporcional a reação do presidente do Senado, até então considerado um aliado importante do governo no Centrão, diante da escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Jorge Messias para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), em detrimento da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome defendido pelo presidente do Senado. Dentro do governo, existe a avaliação de que essa situação é insustentável para Alcolumbre, que mantém indicações em vários ministérios e órgãos do governo como autarquias e bancos públicos. Para o Planalto, não haveria interesse do presidente do Senado em abrir mão dessa relação a menos de um ano da eleição. LEIA+

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Cirurgia por videolaparoscopia é opção menos invasiva contra o câncer de próstata

 






Técnica cirúrgica minimamente invasiva e de alta precisão pode acelerar o caminho para a cura da doença.

A cirurgia por videolaparoscopia para tratamento do câncer de próstata é um dos procedimentos frequentes no Centro Cirúrgico do Hospital de Brotas, que atende exclusivamente beneficiários do Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais da Bahia. 

O procedimento urológico, denominado prostatectomia radical - remoção total da glândula prostática, pode ajudar no tratamento do câncer de próstata, especialmente quando diagnosticado em estágios iniciais.

O câncer de próstata representa 29% de todos os casos de câncer em pessoas designadas homens ao nascer no Brasil, com aproximadamente 66 mil novos casos e quase 16 mil mortes por ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença ocorre principalmente após os 50 anos, com maior incidência acima dos 65. No Hospital de Brotas, a maior parte dos pacientes operados tem entre 60 e 80 anos.

“Na cirurgia de próstata por videolaparoscopia, em vez de uma incisão grande na região inferior do abdômen, fazemos pequenas incisões. São pequenos furinhos na área a ser operada: um para a câmera e quatro para os braços auxiliares. Por meio deles, o cirurgião insere os instrumentos laparoscópicos na cavidade abdominal, trata e remove a próstata de forma oncológica e depois reconstrói o caminho entre a bexiga e a uretra com suturas/pontos. Tudo isso por via laparoscópica, uma forma minimamente invasiva de tratar o câncer de próstata”, explica o urologista Dr. Joabe Carneiro, referência na Bahia e coordenador do Serviço de Urologia do Hospital de Brotas, especialista em laparoscopia, cirurgia robótica e infertilidade masculina. 

A prostatectomia radical laparoscópica é indicada para pacientes com diagnóstico de câncer de próstata. Por sua complexidade, a técnica exige um urologista experiente. Quando há um foco de células malignas na glândula, recomenda-se sua retirada completa. O método também pode ser utilizado no tratamento de doenças benignas, como o adenoma prostático que é o crescimento não maligno da próstata, comum em homens mais velhos, quando é possível remover apenas parte da glândula. Além disso, a videolaparoscopia urológica é amplamente utilizada para remoção de tumores renais, mostrando seu caráter multifuncional.


Vantagens da videolaparoscopia


Segundo Dr. Joabe, as pequenas incisões reduzem a dor no pós-operatório, já que praticamente não há corte de musculatura. Outro benefício é a diminuição do sangramento: um gás utilizado para distender o abdômen amplia a cavidade e ajuda a diminuir o sangramento. 

“A câmera aumenta quase 50 vezes o campo de trabalho e oferece ao cirurgião uma visão mais ampliada das estruturas, o que contribui na redução de riscos”, destaca ele. A visualização detalhada da área operada aumenta a precisão durante toda a cirurgia.

A recuperação também é mais rápida do que na cirurgia aberta. Em geral, o paciente recebe alta em até 24 horas, podendo permanecer em observação por mais tempo em caso de idade avançada ou comorbidades. Ao ir para casa, permanece com uma sonda temporária por sete a dez dias que será retirada em consultório. Na cirurgia aberta, esse período da sonda costuma levar cerca de 15 dias. 

O repouso pós-cirúrgico deve ser ativo. “Não é para ficar parado, deitado ou sentado no sofá. É importante andar no plano e se movimentar para evitar embolia pulmonar e trombose venosa profunda, além de manter uma boa higiene no uso da sonda”, recomenda o urologista.


Resultados funcionais e qualidade de vida


A técnica reduz a manipulação de tecidos e órgãos na região, diminuindo o risco de infecções e problemas de cicatrização. O retorno às atividades de rotina, inclusive laborais, costuma acontecer mais cedo.

“Os resultados funcionais também são melhores que na cirurgia aberta, tanto na preservação da continência quanto na potência sexual que é uma preocupação importante entre pacientes mais jovens. Na cirurgia convencional, geralmente há alguma perda de urina no pós-operatório imediato. Já por laparoscopia, às vezes nem isso acontece: retira-se a sonda e o paciente não chega a usar fralda. Na maioria das vezes, permanece totalmente continente”, afirma Dr. Joabe.


A detecção precoce do câncer de próstata garante ao paciente mais de 90% de chance de cura. Em casos avançados, o tratamento é outro, sem possibilidade de cura cirúrgica.


A cirurgia videolaparoscópica está disponível pelo SUS em Salvador, em centros de referência como o Hospital do Homem, o Hospital Roberto Santos e o Hospital das Clínicas da UFBA. Dr Joabe Carneiro fez questão de salientar que no Hospital de Brotas, todas as cirurgias para tratamento do câncer próstata são por via laparoscópica, justamente para levar o que se tem de melhor tecnologia e segurança para o usuário que é o servidor público do estado.


Depois do Outubro Rosa, o Novembro Azul


Em outubro, a equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico do Hospital de Brotas foi treinada para o acolhimento de pacientes em tratamento de câncer de mama. Em novembro, o foco foi o aprimoramento da assistência em cirurgias urológicas laparoscópicas. Não apenas pela simbologia do Novembro Azul, mas porque todas as cirurgias de próstata no hospital utilizam essa técnica.

O enfermeiro Victor Coelho, responsável por ministrar parte dos treinamentos, destaca que a capacitação é estratégica para garantir segurança, atualização e autonomia à equipe. 

“Num cenário de constante evolução, seja em protocolos, equipamentos ou práticas assistenciais, capacitar os profissionais fortalece a linha de frente do cuidado. Quando o profissional domina o que faz, sente-se mais seguro para se comunicar com clareza, acolher demandas e atuar de forma cooperativa. Embora nossa área tenha um forte componente técnico, o treinamento também é um processo relacional e humano, capaz de aprimorar vínculos de equipe e promover um ambiente de cuidado mais harmônico”, afirma.

Lembrete importante - de novembro a novembro

Os exames preventivos do câncer de próstata, com o urologista, devem começar aos 50 anos para quem não tem fatores de risco e aos 45 para pessoas com histórico familiar da doença.

Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

🏛️ O Papel Essencial: Vereadores Devem Construir, Não Atrapalhar Jeremoabo

 


🏛️ O Papel Essencial: Vereadores Devem Construir, Não Atrapalhar Jeremoabo


Por: José Montalvão

Em um diálogo recente, o atual presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo resumiu a essência do mandato legislativo: o papel dos vereadores deve ser o de ajudar Jeremoabo, e não de tentar atrapalhar o que funciona apenas para obter "likes" em rede social. Essa visão aponta para uma distinção crucial entre o serviço público efetivo e o populismo digital.


A Diferença Entre Fiscalizar e Obstruir

A função primordial de um vereador é, sem dúvida, fiscalizar o Poder Executivo. Essa é a garantia de transparência e o baluarte contra a improbidade. No entanto, existe uma linha tênue entre a fiscalização legítima e a obstrução política motivada por vaidades pessoais ou por ganhos superficiais nas redes sociais.

O presidente acerta ao sublinhar que o foco deve ser na produtividade. Criticar por criticar, ou levantar polêmicas infundadas, apenas gera um ambiente de instabilidade e desconfiança, desviando a atenção da administração dos problemas reais do município. O verdadeiro valor do vereador está em:

  • Apoiar Projetos Estruturantes: Dar celeridade e aprovar iniciativas que comprovadamente trazem desenvolvimento (como obras de infraestrutura, saúde e educação).

  • Fiscalizar com Propositura: Apontar erros, mas também oferecer soluções viáveis, atuando como parceiro no aprimoramento da gestão.

  • Promover o Diálogo: Ser a ponte entre a comunidade e a prefeitura, garantindo que as necessidades reais sejam ouvidas e atendidas.


O Perigo do "Like" como Prioridade

A busca desenfreada por engajamento nas redes sociais pode levar alguns vereadores a priorizar o espetáculo em detrimento do trabalho sério. O discurso mais radical e a denúncia mais inflamada tendem a gerar mais "likes", mesmo que sejam vazios de conteúdo ou prejudiquem a execução de um serviço público essencial.

A câmara não pode se tornar um palco de intrigas, onde a popularidade efêmera se sobrepõe ao progresso duradouro de Jeremoabo. O eleitor não precisa de vereadores que apenas gritam; precisa de vereadores que resolvem.

O recado do presidente é claro: o momento exige maturidade política e foco no que é prioritário — a construção de um futuro melhor para Jeremoabo.

 

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