domingo, outubro 26, 2025

Moraes terá pouca margem para decisões individuais nos recursos de Bolsonaro


A tal “química” entre Trump e Lula não vai alterar a política americana

Publicado em 26 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

A 'química' entre Trump e Lula | Diário do Grande ABC - Notícias e  informações

Charge do Gilmar (Diário do Grande ABC)

William Waack
Estadão

Os velhos temas nas relações com os EUA foram agravados pela nova forma de trato imposta por Donald Trump, que é a única grande novidade no trato recente dos Estados Unidos com a América do Sul. As questões são as de sempre, mas a forma como estão sendo encaradas acaba sendo um imenso desafio para o Brasil.

Criminalidade e dívida foram sempre as preocupações centrais americanas nas últimas décadas em relação à região. Às duas Trump acrescentou uma dimensão geopolítica e militar só comparável ao que ocorreu na Guerra Fria 1.0.

“COOPERAÇÃO” – Há mais de 50 anos que agências americanas operam na América do Sul no combate ao narcotráfico, num tipo de estratégia que partia do pressuposto da cooperação (forçada ou voluntária) dos Estados da região. Foi o que permitiu o envolvimento direto de militares americanos no Peru e Colômbia, por exemplo.

Trump acaba de ampliar do Caribe para águas internacionais no Pacífico os ataques a embarcações que os americanos designam como integrantes do narcotráfico. Sem a menor preocupação com a reação dos países sul-americanos ou mesmo com os aspectos legais nos Estados Unidos (a ponto de o comandante responsável pela área pedir demissão).

Considerado agora como “terrorista” e, portanto, ameaça à segurança nacional americana, o crime organizado tem alta probabilidade de ser usado como “guarda-chuva” para um eventual ataque a alvos terrestres na Venezuela. É uma formidável encrenca política, diplomática e até mesmo militar para o Brasil – e já é tema eleitoral para 2026.

APOIO À ARGENTINA – Trump decidiu socorrer um sul-americano – a Argentina – em difícil situação financeira. Não é novidade. Os Estados Unidos já tinham feito coisa semelhante com o México, trinta anos atrás, embora sejam contextos com diferenças importantes.

Um derretimento do México era visto como risco considerável do ponto de vista de imigração e funcionamento do comércio na América do Norte.

A dívida Argentina não é hoje um “perigo sistêmico”, como alegou Trump, (e tinha sido o caso da dívida latino-americana nos anos oitenta). A não ser que se considere como problema “sistêmico” um político amigo de Trump perder eleição e, principalmente, permitir avanço político, comercial, econômico e até mesmo militar da China na região.

E O TARIFAÇO? – Mas é essa a visão de mundo do presidente americano. O tarifaço imposto especialmente ao Brasil é um resumo dessa forma de encarar a realidade e, como pretende Trump, mudá-la na marra em favor do que ele considere interesse nacional americano. Que ele está mais prejudicando do que ajudando, mas essa é outra história.

A recém anunciada “química” entre Trump e Lula não parece alterar esses pontos fundamentais – são inclusive uma das poucas coisas constantes no mar de oscilações e mudanças de rumo do presidente americano.

O que permite um mínimo de previsibilidade daquilo que vai enfrentar nas relações com os Estados Unidos quem quer que seja o vencedor das eleições brasileiras no ano que vem. Vai ser muito difícil.

Gaza: a trégua que nunca chega e o cessar-fogo que não acontece

Publicado em 26 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Bombardeios prosseguem em várias zonas de Gaza

Marcelo Copelli
Revista Visão (Portugal)

A tão anunciada interrupção da guerra no território palestino revelou-se, mais uma vez, uma ilusão diplomática. Apesar dos comunicados triunfais e das fotografias cuidadosamente encenadas nas capitais ocidentais, o som das explosões continua a ecoar sobre as ruínas de um território exausto, onde a população civil tenta sobreviver entre promessas de cessar-fogo e a brutalidade quotidiana das operações militares. A retórica da paz transformou-se, neste conflito, num instrumento político — não numa realidade no terreno.

Nas últimas semanas, governos e organismos internacionais celebraram o que chamaram de “pausa humanitária”, fruto de negociações entre Israel, mediadores regionais e a Organização das Nações Unidas. Contudo, como sublinhou António Guterres, Secretário-Geral da ONU, o que se observa em Gaza está longe de constituir uma trégua autêntica: os bombardeamentos prosseguem em várias zonas, os corredores humanitários funcionam de forma intermitente e a ajuda que entra permanece manifestamente insuficiente perante a catástrofe em curso.

SEM GARANTIAS – A dimensão prática dessa limitação é devastadora. Agências humanitárias e organismos das Nações Unidas relatam que o fluxo de alimentos, água, combustível e medicamentos está muito aquém do necessário. Muitos caminhões ficam horas retidos nos controlos fronteiriços ou são desviados, e o acesso a Gaza City e às áreas do Norte continua severamente restringido. Sem corredores seguros e sem garantias de distribuição, o auxílio transforma-se em imagens e estatísticas — não em socorro real às famílias encurraladas.

Politicamente, o suposto compasso de alívio está refém de interesses contraditórios. A intervenção diplomática de Washington, fortemente influenciada por Donald Trump, construiu uma narrativa ambígua: por um lado, exalta-se a negociação que permitiu a libertação de reféns e a abertura limitada de rotas de ajuda; por outro, declarações sobre a Cisjordânia — incluindo o anúncio do presidente norte-americano de que não permitirá uma anexação formal — misturam-se a gestos que alimentam desconfianças regionais. Essa ambivalência mina qualquer consolidação de confiança: a diplomacia que proclama paz, enquanto impõe condições territoriais, inviabiliza um acordo duradouro.

No interior de Israel, a dinâmica política agrava o impasse. O governo de Benjamin Netanyahu equilibra pressões internas — vindas da direita mais dura e das suas coligações — com advertências externas quanto aos riscos humanitários e diplomáticos.

RECONSTRUÇÃO – A narrativa oficial de “eliminar a ameaça” do Hamas serve de justificativa para operações de larga escala; o resultado é a destruição de infraestruturas civis e um êxodo interno que as agências internacionais descrevem como cataclísmico. As necessidades de reconstrução já atingem proporções que apenas a ONU e as organizações humanitárias conseguem dimensionar, enquanto as promessas de apoio revelam-se incapazes de restaurar os serviços básicos.

A ONU é taxativa: é imprescindível uma cessação duradoura das hostilidades e mecanismos verificáveis que protejam civis e assegurem a assistência. As palavras de Guterres — elogiando os avanços diplomáticos, mas exigindo cumprimento e escala da ajuda — revelam uma contradição estrutural do sistema internacional: há vontade declarada, mas faltam instrumentos de garantia e pressão efectiva sobre os actores que controlam fronteiras e rotas de abastecimento.

MEDIDAS URGENTES – Que medidas urgem para que este interregno não se reduza a propaganda? Em primeiro lugar, a criação de corredores humanitários realmente seguros, supervisionados por observadores independentes e com acesso incondicional das agências.

Em segundo, um compromisso público e verificável para multiplicar as entregas diárias — para além das promessas — e assegurar que combustível e insumos médicos cheguem sem entraves.

Em terceiro, uma acção diplomática coordenada — europeia e multilateral — que vá além das declarações: sanções direccionadas, condicionamento de apoios militares e vetos operacionais devem ser considerados instrumentos legítimos de protecção de civis.

ENFRENTAMENTO – Por fim, é indispensável iniciar um processo político que enfrente as causas estruturais do conflito: a ocupação, os bloqueios e a ausência de um quadro credível para a paz. Sem isso, qualquer pausa humanitária será apenas um prelúdio para nova escalada.

Em Gaza, as pessoas não vivem — resistem. A promessa de um alívio temporário converteu-se num instrumento de propaganda útil a governos que necessitam demonstrar sensibilidade enquanto preservam intactos os alicerces da guerra. E, enquanto se negoceia cada transporte de farinha, cada litro de combustível, cada evacuação médica, a trégua continua a ser apenas uma palavra — uma miragem num deserto de cinzas.

ENCENAÇÃO – Falar de Gaza impõe uma questão ética inescapável: trata-se de um conflito a ser observado à distância ou de uma realidade que exige acção efectiva da comunidade internacional? A resposta requer determinação política — para condenar violações do direito internacional, exigir responsabilização e orientar as políticas externas segundo a defesa da vida humana. Sem essa coragem, qualquer cessar-fogo não passará de uma encenação momentânea de esperança, enquanto a tragédia prossegue no silêncio devastador das cidades em ruínas.

O conflito no território palestiniano é hoje o espelho de um mundo onde a moral se mede pela conveniência política. Israel insiste em que luta pela sua segurança; os Estados Unidos afirmam que procuram estabilidade; a ONU pede o impossível; e a Europa observa, dividida, o colapso de mais uma promessa de paz. O resultado é uma tragédia em câmara lenta, onde o cessar-fogo nunca cessa e a paz é sempre adiada.


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Feira Livre do Centro da capital será inaugurada nesta segunda-feira, 27

A iniciativa envolve ambulantes realocados e varejistas que já atuam no entorno do Centro


(Foto: Plácido Noberto/Emsurb)

A Prefeitura de Aracaju inaugura, nesta segunda-feira, 27, às 6h, a nova Feira Livre do Centro, localizada na Praça Hilton Lopes, entre os Mercados Centrais. A iniciativa integra o processo de reorganização do comércio informal na região central e contempla tanto os ambulantes realocados quanto os varejistas que já atuavam no entorno.

De acordo com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), nesta primeira etapa serão entregues oficialmente 160 bancas padronizadas destinadas à comercialização de hortifrutis e verduras. No total, o novo espaço contará com 300 bancas instaladas.

A estrutura da feira recebeu mais de 50 toldos, além de um sistema elétrico completo que atende as áreas internas e externas. O local também dispõe de iluminação automatizada, o que, segundo a Emsurb, garante mais eficiência e segurança para comerciantes e consumidores.

A realocação dos feirantes faz parte de um amplo processo de reorganização do Centro de Aracaju. Segundo a Prefeitura de Aracaju, os ambulantes que atuam nos calçadões das ruas João Pessoa e Laranjeiras permanecerão nos mesmos locais, com apenas ajustes na disposição dos pontos.

Já os vendedores de frutas e verduras serão remanejados para a área em frente à Casa das Tintas, enquanto os demais ambulantes deverão ser transferidos para o Beco dos Cocos, que contará com iluminação, cobertura, banheiros, vigilância, apoio administrativo e infraestrutura completa.

Com informações da PMA

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