domingo, outubro 26, 2025

: A Verdade Histórica de Jeremoabo e o Descaso Legislativo


Título: A Verdade Histórica de Jeremoabo e o Descaso Legislativo

É lamentável que, em pleno século XXI — era da globalização, da informação instantânea e do fácil acesso a documentos históricos — ainda haja incerteza entre os deputados da Assembleia Legislativa da Bahia sobre a data correta da emancipação política de Jeremoabo. A confusão revela não apenas descuido com a história do município, mas também uma preocupante falta de compromisso com a verdade documental e o respeito às fontes oficiais.

Diversas instituições de credibilidade, como o IBGE, jornais da época, ONGs, a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, e até cartas do próprio Barão de Jeremoabo, confirmam de forma incontestável que a data correta da emancipação é 6 de julho de 1925. Essa não é uma questão de opinião, mas de fato histórico amplamente registrado e reconhecido.

Como exemplo da controvérsia, citamos as Moções de Congratulações apresentadas por parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia. A maioria dos deputados — entre eles Niltinho, Pedro Tavares e outros — reconhecem e parabenizam Jeremoabo com base na data correta de 06 de julho. A única deputada que divergiu foi Fátima Nunes, que, contrariando os registros históricos, considerou 25 de outubro como data da emancipação.

É evidente que, em uma democracia, prevalece a decisão da maioria. Mas, acima da vontade política, deve prevalecer a verdade histórica, respaldada por leis, documentos oficiais e registros reconhecidos. E, nesse caso, não há dúvida: Jeremoabo foi emancipada politicamente em 6 de julho de 1925.

Eu concordo que certidão de nascimento não se muda, a não ser que se queira falsificar. E falsificar documento é coisa de criminoso. A história de um município é o seu registro de nascimento — e quem tenta alterar esse fato com interesses políticos ou desinformação, comete um grave atentado contra a memória e a identidade do povo jeremoabense.

A insistência em datas equivocadas não apenas desrespeita o passado, mas também confunde as novas gerações e enfraquece a memória coletiva de um povo que tem orgulho de sua história. Aos que ainda duvidam, basta consultar o documento oficial disponível no portal da Prefeitura de Jeremoabo, no link:
🔗 https://www.jeremoabo.ba.gov.br/Handler.ashx?f=f&query=d461708a-746c-44a2-b6a0-8ce686c729b8.pdf

Jeremoabo merece respeito. A história não pode ser moldada por conveniências políticas ou por desinformação — ela deve ser preservada, celebrada e ensinada com fidelidade. Afinal, como já dizia o historiador francês Marc Bloch: “A ignorância do passado compromete o futuro.”

José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Ex-ministra Eliana Calmon responsabiliza Bolsonaro pela "descondenação" de Lula

 

Ex-ministra Eliana Calmon responsabiliza Bolsonaro pela "descondenação" de Lula

Segundo a magistrada aposentada, a libertação de Lula não foi uma decisão isolada do ministro Edson Fachin, mas o resultado de uma “ação combinada” entre integrantes da Corte

Por Politica Livre

26/10/2025 às 09:40

Atualizado em 26/10/2025 às 18:27

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Foto: Agência CNJ/Arquivo | A ex-ministra do STJ e ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve papel indireto na “descondenação” de Luiz Inácio Lula da Silva, ao provocar uma reação política dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).

As declarações foram dadas na última sexta-feira (24) durante entrevista ao programa Arena Oeste, da Revista Oeste. Segundo a magistrada aposentada, a libertação de Lula não foi uma decisão isolada do ministro Edson Fachin, mas o resultado de uma “ação combinada” entre integrantes da Corte.

“Quem teve essa ideia foi Bolsonaro, no momento em que ele disse que ia transformar o Supremo Tribunal Federal em uma corte constitucional. Acendeu a luz vermelha. Ah, ele provocou. E aí, nesse momento, começou-se a trabalhar uma forma disso não acontecer”, afirmou a baiana Eliana Calmon.

Segundo ela, a declaração de Bolsonaro sobre transformar o STF em corte constitucional fez com que ministros buscassem uma forma de impedir que o então presidente permanecesse no poder.

“Bolsonaro não pode mais ser presidente de forma alguma. Quem é que a gente vai botar? A esquerda não tinha mais ninguém. Todo mundo estava comprometido. O que é que faz? Faz uma enquete. O único que sobrou: Lula da Silva. Mas ele está condenado, como é que faz? Desmoraliza a Lava Jato”, afirmou.

Calmon disse ainda que a tese de que Curitiba era foro inadequado para julgar Lula, usada por Fachin para anular as condenações da Lava Jato, foi apenas um pretexto jurídico. “A tese do CEP é absurda, mas foi utilizada para justificar a soltura”, declarou.

Para ela, o processo de desmoralização da Operação Lava Jato, com acusações de conluio entre o então juiz Sergio Moro e o Ministério Público, foi parte da estratégia que culminou na volta de Lula à cena política.

“O bote para a salvação do Supremo chama-se Lula da Silva”, concluiu.

Ao usar o argumento de que o STF "descondenou" Lula porque anunciou que o transformaria numa Corte constitucional, a ex-ministra conta apenas uma parte da história. Afinal, durante o seu mandato o ex-presidente Jair Bolsonaro fez diversas ameaças de fechar o STF, o que as investigações sobre o 8 de Janeiro provaram.

Antes mesmo de Bolsonaro ganhar as eleições de 2018, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o 03, já afirmava que que bastavam um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). “Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo”, afirmou o deputado, na ocasião, para uma plateia de estudantes, em uma palestra antes do primeiro turno das eleições.

Politica Livre

Aliados de Bolsonaro destacam elogio de Trump, e governistas exaltam lucro político para Lula

 

Aliados de Bolsonaro destacam elogio de Trump, e governistas exaltam lucro político para Lula

Discurso de Eduardo focando menção a ex-presidente é repetido por apoiadores e ironizado pela esquerda

Por Lucas Marchesini/Marianna Holanda/Folhapress

26/10/2025 às 14:20

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Foto: Reprodução/Instagram | Os presidentes Donald Trump e Lula

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) buscaram destacar o elogio de Donald Trump ao ex-presidente, enquanto os de Lula (PT) foram às redes sociais para elogiar o avanço nas conversas entre Brasil e EUA e destacar a defesa da soberania —que se tornou uma das principais bandeiras do petismo neste ano.

A disputa de versões mobilizou os dois grupos políticos neste domingo (26) depois da reunião de Lula com Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, para discutir as tarifas impostas pelo americano.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu às imagens do encontro para apontar um suposto incômodo do presidente brasileiro com elogio de Trump ao ex-presidente.

Eduardo está nos Estados Unidos articulando sanções contra as autoridades brasileiras e virou alvo da esquerda e de parte da direita, crítica à sua atuação referente ao tarifaço a produtos brasileiros. As sanções comerciais foram um ponto de inflexão na atuação dos bolsonaristas neste ano e se tornaram a principal vulnerabilidade política do grupo.

Trump foi questionado por jornalistas sobre Bolsonaro e disse que se sente mal pelo que aconteceu com ele. Afirmou que sempre gostou do ex-chefe do Executivo brasileiro. Em seguida, indagado se essa situação seria tratada na reunião com Lula, o republicano respondeu: "Não é da sua conta".

Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), Eduardo afirmou que há "na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO". O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

Na sequência das publicações de Eduardo, influenciadores bolsonaristas foram às redes sociais dizer que governo brasileiro ainda não anunciou avanço nas negociações pelo fim do tarifaço. E o principal destaque que buscaram dar foi ao elogio de Trump a Bolsonaro.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) replicou uma publicação que questiona a fala do chanceler Mauro Vieira sobre a reunão ter sido "muito positiva", mas que só agora vai começar a negociação. "Deve ser a terceira reunião e os caras que atacam diariamente Trump se fazem de idiotas para enganar outros idiotas", escreveu.

Já o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PL) disse, na mesma toada de Eduardo: "Lula, visivelmente desconfortável, ouve o apoio ao capitão feito pelo norte-americano que sempre compara à caça às bruxas. Isso incomoda o petista, que defende o regime junto ao STF".

Além da esquerda, até mesmo uma ala da direita utilizou o episódio para dizer que a atuação de Eduardo estaria beneficiando Lula. Aliados do ex-presidente já admitiam ver o petista lucrando positivamente com o avanço das negociações. A expectativa deles é de que ao menos parte das tarifas deve ser revista.

O ex-ministro da Educação de Bolsonaro Abraham Weintraub, que rompeu com o clã, debochou: "Estratégia 4D do Trump para pegar o Lula desprevenido. Confie no bananinha! Aguarde mais 72 horas!".

O movimento de ataques ao deputado federal foi antecipado por seus aliados, que na noite de sábado (25) fizeram publicações nas redes sociais em sua defesa.

"Eduardo é um guerreiro silencioso, que trabalha nos bastidores com lealdade e coragem. Sua missão nunca foi apenas um mandato, mas a defesa de um ideal. Diferentemente de muitos que hoje trabalham para desmerecer o grande trabalho que ele fez, e continua fazendo por todos nós", afirmou o deputado federal Mário Frias (PL-RJ).

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou o encontro de Lula e Trump como "sensacional, pois fica provado que o tarifaço nunca foi culpa do Eduardo Bolsonaro e sim do Lula".

O parlamentar disse ainda torcer para que o governo brasileiro consiga renegociar as tarifas. "Demorou tanto tempo agir. Espero que mesmo atrasado resolva", completou.

Parlamentares de esquerda e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebraram o encontro entre os dois chefes de Estado.

"Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a história agradece", disse.

A reunião entre os dois chefes de Estado foi usada como munição para a esquerda destacar o papel de Lula na negociação das sobretaxas impostas pelo governo dos EUA a produtos do Brasil.

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que a conversa teve "avanços imediatos na agenda comercial e na busca de soluções para as tarifas e sanções". "Assim se faz política externa —com respeito, soberania e determinação!", ressaltou em seu perfil no X.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) disse que Lula se comportou como um estadista diante das tarifas impostas por Trump. Com isso, disse, o presidente está "recuperando as boas relações comerciais entre os dois países". "Lula agiu bem desde a imposição das sanções e agora, colhe os frutos!", concluiu.

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) escreveu nas redes que a reunião entre os dois foi produtiva e "resultou no restabelecimento do diálogo e da parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando divergências anteriores orquestrada pelos traidores da pátria".

Já o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) ironizou Eduardo e o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo, afirmando que ambos ficarão sem passaporte após o encontro entre os dois líderes.

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Racha entre União e PP prejudica a candidatura de Moro no Paraná

Publicado em 25 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Direita aposta em racha entre Lula e Alcolumbre com indicação de Messias ao STF


Oposição vê indicação de Messias como “ponto de virada”

Bela Megale
O Globo

Governadores de direita que pretendem disputar a Presidência contra Lula têm acompanhado com lupa a indicação que o presidente fará para o Supremo Tribunal Federal (STF). Existe uma torcida para que o petista indique o advogado-geral da União, Jorge Messias, que hoje é o favorito para o cargo.

O motivo passa longe de qualquer crítica ou afinidade com o AGU. O cálculo é político. A leitura é que, se Lula desagradar Davi Alcolumbre (União-AP), que trabalha pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte, a relação entre ambos pode passar por um “ponto de virada”.

MUDANÇA DE POSTURA – Com resistência na Câmara, Lula tem contado com o presidente do Senado para garantir a votação de temas importantes e, assim, ajudar na governabilidade. Se tiver seu candidato ao Supremo preterido, Alcolumbre pode mudar de postura e passar a dificultar a vida do governo. Ao menos, essa é a torcida dos governadores que fazem oposição a Lula.

Aliados do presidente, no entanto, avaliam que Alcolumbre colocará na balança o cenário eleitoral de 2026 antes de fazer qualquer gesto de afastamento do chefe do Executivo.

Isso porque os nomes apoiados pelo presidente do Senado para concorrer ao governo do Amapá e ao próprio Congresso estão atrás nas pesquisas eleitorais. Lula pode despontar como cabo eleitoral importante para os afilhados políticos de Alcolumbre em seu estado.

Nesta semana, Lula fez um gesto a Alcolumbre ao adiar o anúncio de Jorge Messias como indicado para o STF, após se reunir com o presidente do Senado na noite de segunda-feira (20).


NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Messias não tem saber jurídico nem experiência para ser ministro do Supremo. Em síntese, é um advogado que sempre trabalhou para o PT, igual a Toffoli. No entanto, é melhor do que qualquer candidato indicado por Davi Alcolumbre, que é igual a Lula e só conhece falsos juristas, ligados à corrupção que corrói este país. Infelizmente, somos assim. (C.N.)


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