Título: A Verdade Histórica de Jeremoabo e o Descaso Legislativo
É lamentável que, em pleno século XXI — era da globalização, da informação instantânea e do fácil acesso a documentos históricos — ainda haja incerteza entre os deputados da Assembleia Legislativa da Bahia sobre a data correta da emancipação política de Jeremoabo. A confusão revela não apenas descuido com a história do município, mas também uma preocupante falta de compromisso com a verdade documental e o respeito às fontes oficiais.
Diversas instituições de credibilidade, como o IBGE, jornais da época, ONGs, a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, e até cartas do próprio Barão de Jeremoabo, confirmam de forma incontestável que a data correta da emancipação é 6 de julho de 1925. Essa não é uma questão de opinião, mas de fato histórico amplamente registrado e reconhecido.
Como exemplo da controvérsia, citamos as Moções de Congratulações apresentadas por parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia. A maioria dos deputados — entre eles Niltinho, Pedro Tavares e outros — reconhecem e parabenizam Jeremoabo com base na data correta de 06 de julho. A única deputada que divergiu foi Fátima Nunes, que, contrariando os registros históricos, considerou 25 de outubro como data da emancipação.
É evidente que, em uma democracia, prevalece a decisão da maioria. Mas, acima da vontade política, deve prevalecer a verdade histórica, respaldada por leis, documentos oficiais e registros reconhecidos. E, nesse caso, não há dúvida: Jeremoabo foi emancipada politicamente em 6 de julho de 1925.
Eu concordo que certidão de nascimento não se muda, a não ser que se queira falsificar. E falsificar documento é coisa de criminoso. A história de um município é o seu registro de nascimento — e quem tenta alterar esse fato com interesses políticos ou desinformação, comete um grave atentado contra a memória e a identidade do povo jeremoabense.
Jeremoabo merece respeito. A história não pode ser moldada por conveniências políticas ou por desinformação — ela deve ser preservada, celebrada e ensinada com fidelidade. Afinal, como já dizia o historiador francês Marc Bloch: “A ignorância do passado compromete o futuro.”
José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025
