domingo, outubro 26, 2025

Ao ser questionado por jornalista sobre Bolsonaro durante encontro com Trump, Lula respondeu Tump com ironia e diplomacia "Não é da sua conta".

 


Editorial: Política não é isolamento, é convivência e diálogo

 Editorial: Política não é isolamento, é convivência e diálogo

Hoje pela manhã, ao conferir as notícias no celular, deparei-me com um vídeo que mostrava o prefeito Tista de Deda participando de um suposto almoço. Bastou essa simples aparição para despertar comentários apressados e interpretações distorcidas — como se a mera presença do prefeito em um evento fosse motivo para críticas ou especulações.

É preciso amadurecer a forma como enxergamos a política. O fato de um gestor público estar presente em uma reunião, almoço ou encontro político não significa que ele esteja “trocando de lado” ou “traindo” ideais. Política não é campo de guerra, e adversários não são inimigos. O prefeito, como qualquer cidadão, tem o direito — e até o dever — de dialogar, de ouvir, de buscar consenso.

A política verdadeira é a arte de somar e se comunicar. Somar significa construir pontes, reunir forças, compreender que o desenvolvimento de uma cidade depende da união de esforços, mesmo entre aqueles que pensam diferente. Já comunicar é o ato de dialogar com o povo, explicar decisões, prestar contas e demonstrar, com gestos e atitudes, que governar exige presença, empatia e equilíbrio.

Não existe almoço grátis, é verdade — mas também não existe gestão eficiente sem diálogo. Um prefeito enclausulado em sua bolha, isolado por medo da opinião pública, se tornaria refém de grupos e perderia o contato com a realidade. A democracia se alimenta do debate e da convivência, não do isolamento e da intolerância.

Como ensinou Bismarck, “a política é a arte do possível”. E o possível só se constrói com entendimento. Aristóteles via na política o caminho para a felicidade coletiva; Maquiavel a via como exercício de poder; nós, no presente, devemos vê-la como instrumento de aproximação e de construção do bem comum.

O prefeito Tista de Deda, ao comparecer onde julgar conveniente, não comete nenhum desvio — apenas cumpre o papel de um líder que entende que a política não se faz com muros, mas com pontes. Cabe ao povo compreender isso e abandonar a visão ultrapassada de que diálogo é sinônimo de traição. Afinal, quem não sabe somar e se comunicar, não sabe governar.

10 - PENSAMENTO POLÍTICO DE NICOLAU MAQUIAVEL

sábado, outubro 25, 2025

Os vídeos de Jeremoabo

 

Os vídeos de Jeremoabo

Jeremoabo é uma cidade com cerca de 400 anos de história. No século XVII, Garcia D’Ávila, o senhor da Casa da Torre, capturou nativos para escravizá-los durante o processo de desbravamento do Nordeste e de expansão da criação de gado bovino. Dono da maior sesmaria do mundo, o administrador colonial português teve divergências com os missionários que se opuseram à escravização dos indígenas muongurus e cariacás, descendentes dos Tupinambás. Em represália, D’Ávila incendiou o aldeamento dos jesuítas.

Oficialmente, a freguesia de São João Batista de Jeremoabo do Sertão de Cima foi criada por alvará régio em 1718. Virou vila em 1831, quando se desvinculou de Itapicuru. E 94 anos depois passou a ser município. De suas terras surgiram as cidades de Santa Brígida, Coronel João Sá, Pedro Alexandre e Sítio do Quinto.

Apesar de existir há tanto tempo, os políticos e a classe dominante celebram apenas a data da emancipação (6 de julho de 1925) de Jeremoabo. Seja para valorizar as famílias tradicionais ou para varrer para debaixo do tapete da história o massacre dos indígenas, o período da escravidão, as arbitrariedades dos coronéis, a prática, felizmente, não consegue apagar a memória do povo definitivamente.

Os primeiros vídeos de Flávio foram gravados em fitas de vídeocassete. Reprodução
Os primeiros filmes de Flávio foram gravados em fitas de videocassete. Reprodução

Uma iniciativa que permite a preservação da cultura local, com destaque para as comunidades quilombolas, é o canal F&P Jere, mais conhecido no You Tube como Flapa Vídeo. O responsável pela produção dos filmes é o pedagogo e servidor público Flávio Luiz Silva Passos, 53 anos.

Sem nenhum tipo de patrocínio, com um celular e um programa de edição instalado em seu notebook, o Flapa, apelido criado a partir da junção das primeiras sílabas de seu nome e do último sobrenome, começou a fazer vídeos há 10 anos. Ele lembra que os primeiros eram gravados em videocassetes.

“Meu equipamento continua precário. Eu sempre quis comprar um drone, mas os bons custam aproximadamente R$ 5 mil. Faço tudo com um smartphone. Eu queria ter uma filmadora, mas não consigo comprar uma sem ter patrocínio” – lamenta.

O propósito era lançar um vídeo por semana, aos sábados. A cobrança dos seguidores para a publicação do material, alguns deles produzidos em capítulos, fez com que Flávio flexibilizasse a data das postagens. Atualmente são feitas até três semanais.

A ideia de se transformar em uma espécie de repórter foi do amigo que mantinha na internet a “Revista e TV Vitrine”. Flávio, a princípio timidamente, deu os primeiros passos mostrando o descaso com a cultura, a seca e o impacto dela nos laticínios da cidade. À medida que as histórias se espalhavam, ele passou a ser incentivado a ter o próprio canal.

No final de junho de 2017, o pedagogo fez a primeira filmagem sobre a trilha dos quilombolas de Jeremoabo, que leva a 12 comunidades reconhecidas pelo Instituto Palmares. A boa repercussão, somada ao fim das transmissões da TV Vitrine, cujo dono abandonou por não obter lucro rápido, deram origem à emissora independente de Flávio.

“Muita gente que começa com canal pensa em monetização. No meu caso, não. Eu queria divulgar minha cidade, minha região. Meu objetivo é mostrar as serras, os rios Vermelho e Vaza Barris, a Pedra Furada e os pontos turísticos para os meus conterrâneos que moram fora. Eu quero botar um pouquinho de saudades neles” – conta.

Flávio diz que atingiu o objetivo e passou a ter “o combustível” necessário para persistir nas filmagens e postagens. Nos quatro anos de existência, o Flapa publicou 272 vídeos, sendo dois recuperados de sua primeira experiência com comunicação.

O primeiro reúne uma coletânea sobre o Coral Santa Cecília, o grupo de dança Abomutuca e a produção de leite durante a estiagem de 2013. O segundo mostra como fazer o aluá, trabalhoso refresco de milho criado pelos indígenas, praticamente extinto da região.

O MATADOR DE CANGACEIROS E OUTRAS HISTÓRIAS

O servidor público cita três vídeos que lhe deram mais prazer de realizar. O primeiro vídeo da lista é “Trilha do Cangaço”, o oitavo mais acessado. São 1.500 visualizações, o equivalente a cerca de 4% da população de Jeremoabo. Nele, Flávio e Manoel Aristides Ribeiro da Silva, o Mané Maroto, percorrem um trecho das terras de João Ribeiro da Silva, coiteiro de Lampião, nos anos 1930. Eles mostram o que restou do casarão onde o líder dos cangaceiros se abrigou.

O vídeo foi elogiado, segundo Flávio, pelo blog paulista Cangaçologia destinado a estudos, pesquisas e preservação da história do cangaço. A pandemia de covid-19 interrompeu os planos do documentarista amador registrar outros caminhos por onde Lampião e seu bando passaram na região.

O segundo é o que fala sobre o coronel José Osório de Farias, o Zé Rufino, famoso perseguidor e matador de cangaceiros, considerado herói por alguns e criticado por seus métodos ultraviolentos por outros. O aposentado Sebastião Passos, 87 anos, é um dos que ressaltam a luta do policial contra o bando de Lampião.

Sebastião narra fatos curiosos. Dentre eles, a decisão do monsenhor Francisco José de Oliveira em não autorizar a construção de um mausoléu para Rufino no cemitério municipal. O religioso o considerava muito violento. O cangaceiro mais famoso morto por Rufino foi Corisco, o “Diabo Louro”. Há controvérsias se a morte do jagunço foi em confronto ou fruto de uma emboscada.

Depois da publicação do vídeo, o cordelista Antônio Poeta lançou um livreto e passou a vender camisetas com imagens do policial. Há ainda um movimento para que a secretaria municipal de Cultura instale um busto do coronel em uma das praças da cidade.

O “Top 3” consiste em cinco vídeos sobre as comunidades quilombolas de Catuabo, Caboclo, Saco do Tigre, Juazeiro dos Capotes, Viração, Ciriquinha e do povoado de Casinhas. Neles estão registradas danças tradicionais e recentes, pagamentos de promessas, festas de padroeiros e celebrações diversas. Um rico acervo da cultura local. Abaixo, você pode assistir o filmete “Comunidades Quilombolas de Jeremoabo – BA”.

“Gosto muito dele porque mostra a união de quatro comunidades vizinhas para festejar a semana da Consciência Negra. Eles reúnem as famílias, levam para o terreiro e chamam uma banda de pífanos. As mulheres vestem saias compridas e chegam a dançar com potes de barro na cabeça. Acho importante divulgar essa manifestação” – enfatiza.

PARCERIA

Há cerca de um ano, Flávio Passos passou a ter um concorrente mais estruturado, o canal Sertão TV. Com foco comercial, a nova web emissora transmitia jogos de futebol da Copa Rural, musicais e programas para os jovens. Em julho deste ano intensificou a programação.

Flávio contou que o criador da web emissora é um jeremoabense, radicado em Aracaju (SE), chamado Pablo. Ele é sócio do apresentador Jovino Fernandes. O veterano defensor da história e cultura locais revelou que foi convidado para ser parceiro do empreendimento, utilizando a equipe, câmeras e drones da Sertão TV.

“Achei bacana porque posso realizar projetos antigos como filmar a bela Serra da Canabrava. Estou esperando passar o tempo de chuva para gravar. Todo o vídeo que eu fizer vai sair a minha logomarca e a deles” – celebra.

Flávio é uma pessoa humilde. Nas horas vagas cria ovelhas na roça. Recentemente, passou a se interessar por plantar milho, feijão e abóbora na propriedade que possui no povoado de Água Branca. No entanto, o que ele gosta mesmo é de atender alunos da rede pública e universitários quando é procurado para mostrar e falar sobre seus vídeos. Desejamos que o projeto prospere cada vez mais!

Jornalista, editor, professor e consultor, 61 anos. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.

Moraes autoriza Mauro Cid a deixar prisão para festa de 90 anos da avó

Publicado em 25 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Ex-ajudante já teria cumprido dois anos de prisão preventiva

Bruna Rocha
Terra

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou na última sexta-feira, 24, a ida do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, à confraternização em celebração ao aniversário de 90 anos de sua avó materna.

Cid foi condenado pelo Supremo a dois anos de prisão em regime aberto, por cinco crimes relacionados à trama golpista. Com a autorização, ele poderá sair no dia 1º de novembro para comparecer ao evento, que ocorrerá a partir das 18h, no Condomínio Solar de Athenas, em Sobradinho (DF).

CARÁTER PROVISÓRIO – “Ressalte-se o caráter provisório da presente decisão, que não dispensa o requerente do cumprimento das demais medidas cautelares a ele impostas”, afirmou Moraes na decisão.

Além de autorizar a saída, o ministro solicitou à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal o monitoramento detalhado da tornozeleira eletrônica de Cid durante o período da confraternização.

Ao apresentar o pedido, a defesa de Cid alegou que a solicitação tinha caráter humanitário e excepcional, sustentando que o ex-ajudante de ordens já teria cumprido integralmente a pena de dois anos, embora ainda esteja sujeito a medidas cautelares. Em setembro, a defesa de Cid havia solicitado a extinção da pena, mas o pedido não foi atendido por Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quanta bondade do ministro Alexandre de Moraes… De repente, o algoz dos golpistas se torna uma espécie de Madre Teresa de Calcutá dos condenados. É o espírito de Natal baixando no ilustre magistrado, que condenou a 14 anos de prisão a mulher que escreveu uma mensagem com batom na estátua da Justiça. Quanto a Mauro Cid, é aquele militar covarde que dedurou seus companheiros e chorou ao saber que ia ser preso. E vida que segue, diria João Saldanha, cujo apelido, dado por Nelson Rodrigues, era João Sem Medo. (C.N.)

Lula pavimenta com Messias mais quase duas décadas de maioria masculina no STF

 

Lula pavimenta com Messias mais quase duas décadas de maioria masculina no STF

Mesmo se todas as próximas vagas forem de mulheres, corte teria 6 homens garantidos até 2043

Por Renata Galf/Folhapress

25/10/2025 às 12:40

Imagem de Lula pavimenta com Messias mais quase duas décadas de maioria masculina no STF

Foto: Divulgação | Sede do Supremo Tribunal Federal

Apesar da pressão de setores da sociedade civil pela indicação de uma mulher para o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Lula (PT) já tem um favorito e caminha para escolher para o posto o atual advogado-geral da União, Jorge Messias.

Caso isso se concretize, o Supremo seguirá com maioria de ministros homens por mais quase duas décadas, mesmo que todas as próximas vagas sejam preenchidas por mulheres –o que tem se mostrado improvável. A projeção considera a permanência dos ministros na corte até a idade de aposentadoria obrigatória, 75 anos.

Nascido em 1980, Messias atingiria esse patamar apenas em 2055, somando quase três décadas no cargo. Neste cenário, além dele, outros cinco ministros da atual composição ainda estariam no STF ao menos até 2043.

Com isso, mesmo na remota hipótese de mulheres serem escolhidas para as vagas decorrentes das próximas cinco aposentadorias previstas —as de Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029), Gilmar Mendes (2023), Edson Fachin (2033) e Dias Toffoli (2042)— a corte já teria garantidos mais 17 anos e meio de maioria masculina, de novembro deste ano até abril de 2043, quando Flávio Dino alcançaria a idade de aposentadoria compulsória.

Neste mesmo ano, um pouco mais adiante, em dezembro, seria a vez de Alexandre de Moraes deixar o tribunal, quando completaria 75 anos e quase 27 com a toga. Na sequência, viriam os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que poderiam ficar até 2047, e Cristiano Zanin, com data limite até 2050.

Os outros dois nomes que também foram cotados para a vaga de Barroso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o chefe do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, também são homens e têm idade próxima de Messias.

Apesar de ter dito a aliados que vai indicar o chefe da AGU, o presidente adiou o anúncio para depois de sua viagem à Ásia. A divulgação foi postergada após conversar com o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que faz pressão para que Pacheco seja o escolhido e é presidente da Casa responsável por sabatinar e aprovar o nome enviado por Lula.

Em 134 anos de história, o Supremo teve apenas três mulheres em sua composição, nenhuma delas negra. Atualmente de 11 membros da corte, há uma única ministra, Cármen Lúcia.

Em 2023, mesmo em meio à pressão de representantes da sociedade civil, Lula indicou Flávio Dino para a vaga decorrente da saída da ministra Rosa Weber, retrocedendo na já baixa quantidade –ainda assim, recorde– de duas ministras concomitantemente na principal corte do país.

Em 2022, uma pesquisa sobre a diversidade de tribunais constitucionais ao redor do mundo, realizada com apoio da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), mostrou que o Brasil estava atrás de seus pares no quesito. No recorte analisado, de 2000 a 2021, o percentual brasileiro de participação feminina era de 11%, frente a uma taxa global de 26%.

Atualmente, uma maior presença de mulheres no topo do Judiciário já é realidade em outros países. Na atual composição do Tribunal Constitucional Federal alemão, de 16 juízes, 8 são mulheres. Nos Estados Unidos, dos 9 membros da Suprema Corte, as mulheres são 4.

"Essa não indicação agora é um problema, porque vai reverberar por muitos anos. A ONU [Organização das Nações Unidas] propõe que a gente tenha 50% mulheres e 50% homens, em órgãos de poder e tomada de decisão política para 2030. A gente está muito longe", diz Luciana Ramos, professora de direitos fundamentais da FGV Direito SP.

"As mulheres começaram a votar no Brasil há quase um século. Temos aí uma evolução importante, só que elas ainda estão fora dos centros de tomada de decisão e dos centros de poder."

Conforme prevê a Constituição, os únicos requisitos para a escolha dos ministros são, além de nacionalidade brasileira e idade mínima de 35 anos, ter "notável saber jurídico e reputação ilibada".

Ainda que não haja qualquer regra relativa a diversidade, a diminuta participação das mulheres no órgão vai na contramão, por exemplo, de compromissos assumidos pelo Brasil internacionalmente.

Entre eles, estão os da Agenda 2030, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que inclui a garantia da participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança "em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública".

O Brasil também aderiu, há quatro décadas, à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. Em 2024, o comitê responsável por garantir a aplicação desses direitos publicou um documento recomendando uma série de medidas aos países para garantir paridade de gênero nos espaços de tomada de decisão.

Fabiana Severi, professora do titular do departamento de direito público da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo), argumenta que o conceito de imparcialidade, historicamente mais relacionado à conduta do juiz, alterou-se, sob o entendimento de que diferentes fatores pessoais, como gênero, raça, deficiência e classe social, também moldam o olhar de quem julga.

"Tendo tribunais plurais na composição, a gente aumenta a chance de decisões imparciais, porque você confronta olhares variados, percepções variadas", diz ela.

Sem uma única mulher negra na história do Supremo, o movimento Mulheres Negras Decidem é um dos que encabeça a defesa dessa bandeira. Em publicação dirigida ao presidente, o movimento afirma que "essa escolha representaria um passo concreto na direção da equidade racial e de gênero".

Também o movimento Paridade no Judiciário publicou uma carta a Lula em nome das magistradas brasileiras. Elas defendem que ignorar a indicação de uma mulher seria "desperdiçar uma oportunidade histórica de fortalecer a representatividade e reafirmar a igualdade como valor republicano".

"A história aguarda. A Justiça exige. O Brasil merece", dizem ao final da manifestação.

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