Publicado em 25 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Ex-ajudante já teria cumprido dois anos de prisão preventiva
Bruna Rocha
Terra
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou na última sexta-feira, 24, a ida do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, à confraternização em celebração ao aniversário de 90 anos de sua avó materna.
Cid foi condenado pelo Supremo a dois anos de prisão em regime aberto, por cinco crimes relacionados à trama golpista. Com a autorização, ele poderá sair no dia 1º de novembro para comparecer ao evento, que ocorrerá a partir das 18h, no Condomínio Solar de Athenas, em Sobradinho (DF).
CARÁTER PROVISÓRIO – “Ressalte-se o caráter provisório da presente decisão, que não dispensa o requerente do cumprimento das demais medidas cautelares a ele impostas”, afirmou Moraes na decisão.
Além de autorizar a saída, o ministro solicitou à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal o monitoramento detalhado da tornozeleira eletrônica de Cid durante o período da confraternização.
Ao apresentar o pedido, a defesa de Cid alegou que a solicitação tinha caráter humanitário e excepcional, sustentando que o ex-ajudante de ordens já teria cumprido integralmente a pena de dois anos, embora ainda esteja sujeito a medidas cautelares. Em setembro, a defesa de Cid havia solicitado a extinção da pena, mas o pedido não foi atendido por Moraes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quanta bondade do ministro Alexandre de Moraes… De repente, o algoz dos golpistas se torna uma espécie de Madre Teresa de Calcutá dos condenados. É o espírito de Natal baixando no ilustre magistrado, que condenou a 14 anos de prisão a mulher que escreveu uma mensagem com batom na estátua da Justiça. Quanto a Mauro Cid, é aquele militar covarde que dedurou seus companheiros e chorou ao saber que ia ser preso. E vida que segue, diria João Saldanha, cujo apelido, dado por Nelson Rodrigues, era João Sem Medo. (C.N.)