domingo, outubro 12, 2025

MDB se divide de novo e disputas regionais afastam aliança com Lula

 Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Presidente Lula12 de outubro de 2025 | 08:31

MDB se divide de novo e disputas regionais afastam aliança com Lula

brasil

O MDB está dividido sobre os rumos a seguir na eleição presidencial de 2026. Embora uma ala do partido, sobretudo no Nordeste, veja chances reais de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, há vários fatores que pesam contra uma aliança formal.

O principal obstáculo é a necessidade de eleger uma bancada forte na Câmara dos Deputados. Não se associar a nenhum candidato à Presidência, por exemplo, permite casamentos por conveniência em cada Estado. O argumento é usado pelos defensores da neutralidade do MDB na disputa presidencial de 2026, uma posição que não é inteiramente rechaçada por integrantes da ala mais governista.

Em 2022, o MDB lançou Simone Tebet à Presidência. Mesmo assim, alguns líderes regionais declararam voto em Lula já no primeiro turno. Com a segunda rodada da eleição definida entre o petista e Jair Bolsonaro (PL), Tebet apoiou o atual presidente. O partido liberou seus diretórios para tomar a posição que quisessem, dependendo da correlação de forças em cada Estado, e hoje comanda três ministérios: Planejamento, com Tebet; Transportes, com Renan Filho, e Cidades, com Jader Filho.

A situação pode ser repetida no ano que vem. Aliados de Lula no MDB avaliam que seria desejável , mas não imprescindível, indicar o vice na chapa. O governador do Pará, Helder Barbalho, e o ministro Renan Filho chegaram a ser citados para uma eventual dobradinha com Lula. Helder, porém, se movimenta para ser candidato ao Senado e Renan Filho, para disputar o governo de Alagoas, Estado que já administrou.

A decisão do MDB caberá à convenção nacional do partido. São quase 500 votos, divididos entre delegados regionais e detentores de cargos políticos. Os diretórios do Pará, com nove deputados, e de São Paulo, com cinco, representam as duas principais forças do partido. O do Pará está mais próximo de Lula. O paulista se divide entre o apoio à eventual candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou a outro nome que possa ser chancelado por Bolsonaro. Há também os que defendem a adesão à campanha do presidente por um novo mandato ou até mesmo uma posição neutra.

Integrantes do partido argumentam que essa correlação de forças na convenção nacional pode favorecer Lula.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), assegura, porém, que defenderá posição contrária a esse acordo. Nunes foi eleito com apoio de Bolsonaro e, no ano que vem, pode disputar o Palácio dos Bandeirantes, se Tarcísio concorrer à Presidência. Nesse cenário, uma aliança nacional do MDB com o PT seria inviável.

Um diretório considerado decisivo é o de Minas Gerais, comandado pelo deputado Newton Cardoso Junior (MDB-MG). Recentemente, Newton participou de um evento com o presidente, em Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, acenou ao bolsonarismo quando votou a favor da tramitação de urgência do projeto da anistia aos condenados pela tentativa de golpe.

A disputa pelo MDB mineiro também envolve a formação de uma aliança para a eleição ao governo estadual. O candidato preferido de Lula para entrar no páreo em Minas é o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome também cotado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, o MDB tem 42 deputados federais. O tamanho das bancadas é usado para dividir o fundo partidário e por isso dirigentes de legendas focam seus esforços em eleger o maior número possível de deputados federais. No caso dos partidos de centro, não estar com nenhum dos candidatos que polarizam o cenário nacional – o PT e o bolsonarismo, neste momento – é útil porque permite que, regionalmente, seus filiados façam alianças estratégicas.

Gabriel Hirabahasi e Gabriel de Sousa / Estadão ConteúdoPolitica Livre

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Redes sociais disparam críticas ao Congresso após PEC da Blindagem

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Parlamentares registram queda expressiva nas redes sociais

Deu na CNN

Após a aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados, parlamentares enfrentam uma significativa perda de seguidores nas redes sociais. Alguns deputados, que possuem entre 400 e 500 mil seguidores, relatam quedas de até 15 mil seguidores em suas bases digitais. A apuração é da repórter e colunista da Rádio Itatiaia, Edilene Lopes, durante o CNN Arena.

O impacto nas redes sociais tem gerado apreensão entre os parlamentares, especialmente considerando a proximidade das eleições. A preocupação central é que essa rejeição nas plataformas digitais possa se converter em perda efetiva de votos no próximo pleito.

CENTRÃO – O cenário político se mostra especialmente delicado para o Centrão, que ficou em situação complexa após a votação. Enquanto a direita justificou seu apoio à PEC como uma proteção contra o STF (Supremo Tribunal Federal), parlamentares da esquerda que votaram favoravelmente incluíam alguns que não buscarão reeleição.

O Centrão, por sua vez, enfrenta resistência de prefeitos e eleitores em suas bases, o que pode comprometer futuras candidaturas. Como consequência desse cenário, há uma forte resistência à votação de temas polêmicos, incluindo o PL da Anistia.

O projeto de anistia ampla tem encontrado resistência tanto da direita quanto da esquerda em relação à proposta de dosimetria, com apenas o centro demonstrando interesse em sua votação. A situação evidencia um momento de cautela no Congresso Nacional, com parlamentares evitando pautas que possam gerar desgaste adicional junto ao eleitorado.

Lei Magnitsky é uma espada afiada que obrigou Barroso a sumir do STF

Publicado em 12 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Barroso nega que sanções dos EUA pesaram para deixar STF | Brasil | Pleno.News

Barroso apoiou erros de Moraes e agora tenta escapar

Carlos Newton

A Lei Magnitsky criou uma situação absolutamente nova que jamais ocorreu em nenhum país e hoje desafia o Direito Internacional. A norma jurídica foi concebida na fase pós Torres Gêmeas, para neutralizar grupos estrangeiros que fizessem espionagem ou pretendessem atacar os EUA, como ocorrera em 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões foram sequestrados pelo grupo islâmico Al-Qaeda, num ataque que causou a mudança da geopolítica global.

Discutida nos mínimos detalhes, a Magnitsky é uma legislação moderna e eficaz. Originalmente criada em 2012 para punir autoridades da Rússia, a lei foi ampliada em 2016, para atingir e autoridades de qualquer país do mundo.

A legislação prevê medidas punitivas a pessoas (físicas ou jurídicas) em casos de tortura, perseguição política, corrupção, cerceamento de liberdades de expressão, associação e religião, e atuação contra a democracia.

NA MIRA DA LEI – Estão indiciados nos EUA oito ministros do Supremo brasileiro, o procurador-geral da República e várias autoridades da equipe de Alexandre de Moraes, incluindo o juiz auxiliar Airton Vieira, o delegado federal Fábio Shor e outros quatro servidores federais, além do advogado-geral da União, Jorge Messias, que defende Moraes, e do ministro Benedito Gonçalves, do STJ.

Todos perderam os vistos e não podem ingressar nos EUA. Os mais atingidos, porém, são o ministro Moraes e sua mulher, Viviane Barci, que comanda o escritório de advocacia da família, porque já estão incriminados  pela Lei Magnitsky.

À beira de um ataque de nervos, o mais preocupado é Luís Roberto Barroso. Na expectativa de ser enquadrado na Magnitsky, apressadamente pediu demissão no STF, alegando uma promessa que fizera à falecida esposa, de que iriam correr o mundo juntos.

DUAS VERSÕES – A promessa à mulher é a versão oficial. A outra seria o receio de perder os investimentos que tem nos EUA, que incluem imóveis, veículos e mobiliário de luxo, que estavam sendo usados por seu filho Bernardo, diretor do banco BTG em Miami, que já voltou ao Brasil, depois de transferir e resguardar os milionários investimentos financeiros.

Fala-se que agora tudo vai melhorar, devido à aproximação entre Lula da Silva e Donald Trump. Mas Barroso não tem certeza, porque esse problema dos Estados Unidos com o Supremo brasileiro vem desde o governo Biden, que se recusou a aceitar os diversos pedidos para prisão de ativistas de Jair Bolsonaro.

Trump seguiu seu antecessor e a situação se agravou com a insistência de Moraes perseguir bolsonaristas nas redes sociais, criando um caso internacional com o empresário Elon Musk e com o próprio Trump, dono da Truth Social, plataforma que ele mesmo fundou após ser banido de outras redes.

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P.S.
 – A preocupação de Barroso é procedente, porque a Lei Magnitsky só funciona com apoio do Congresso americano, onde desde o ano passado há parlamentares apoiando as sanções. O ministro está visado, porque era presidente do Supremo e tinha obrigação funcional de coibirr os erros de Moraes, como a criminosa perseguição a Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, com bases em provas falsas, como o governo Trump confirmou mais uma vez na véspera da renúncia de Barroso. É melhor comprar pipocas. Esta novela será mais longa do que a dupla morte de Odete Roitman(C.N.)


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