quarta-feira, fevereiro 02, 2022

Negacionismo na academia: o desabafo de um homem cansado.

 




A liberdade acadêmica não é um passaporte para negar a própria missão da Universidade. A conivência da comunidade acadêmica diante da presença de negacionistas em suas fileiras desmoraliza as universidades e trai o contribuinte que a sustenta. 

Por George Matsas* (foto)

A segunda lei da termodinâmica, uma das mais bem testadas da física, afirma que a desordem de todo sistema fechado tende a aumentar. É por isso que você acordará com os cabelos despenteados por mais que os penteie à noite, e não o contrário.

Desafortunadamente, a segunda lei não é um problema apenas para os cabeludos. Ela também nos diz que, para arrumar qualquer bagunça, teremos que gastar alguma quantidade de energia. Porém, fomos condicionados pela evolução a economizar energia, não a gastá-la. O resultado é um mundo cada vez mais caótico.

A segunda lei é uma regra universal e não poupa nada nem ninguém. Nem mesmo a Academia, que deveria ser a última trincheira da racionalidade. Hoje, ela abriga alguns negacionistas do aquecimento global, da eficiência das vacinas, da evolução das espécies e sabe-se lá mais do quê.

Acontece que as universidades públicas são sustentadas pela sociedade, incluindo os seus segmentos mais pobres, para serem santuários da racionalidade. E a liberdade acadêmica não é um passaporte para negar a própria missão da Universidade. A conivência da comunidade acadêmica diante da presença de negacionistas em suas fileiras desmoraliza as universidades e trai o contribuinte que a sustenta. A pergunta óbvia, então, é: o que fazer diante desse quadro?

A maneira mais simples de se lidar com o problema é usando o “protocolo não-tenho-nada-a-ver-com-isso”, que inclui: (i) se isentar de toda a responsabilidade; (ii) arranjar algum bode expiatório (por exemplo, a segunda lei da termodinâmica); (iii) adicionar uma pitada de autopiedade; e (iv) se convencer de que há outros problemas mais urgentes a serem resolvidos — sempre há. Mas adotar essa opção não seria algo decente da minha parte.

Sendo assim, vamos aos fatos. A varíola foi erradicada, a AIDS foi controlada e nunca tantas vacinas foram produzidas em tão pouco tempo como ocorreu agora, com o fim de combater a covid-19. A ciência tem ajudado a salvar incontáveis vidas, e ainda outras mais poderiam ser salvas, se as pessoas ouvissem um pouco mais a ciência e usassem a máscara para cobrir nariz e boca, e não queixo e pescoço.

Seja como for, o saldo líquido é que, segundo dados do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro aumentou 30 anos em seis décadas! Esse deveria ser argumento mais do que suficiente para convencer qualquer um do sucesso da ciência. Como é possível, então, que mesmo agora a ciência ainda dispute lugar com o “achismo” e que o negacionismo grasse por todos os cantos, e até em algumas vielas escuras da Academia?

A ciência não tem respostas finais

Antes de responder a esse questionamento, que fique claro que não estou advogando que a ciência possua respostas finais. A ciência não tem respostas finais, mas ela se diferencia do achismo por, pelo menos, quantificar suas incertezas. Não é uma opção negar a eficiência das vacinas em relação ao placebo só porque não se consegue ver com os olhos todo o processo de defesa que elas proporcionam ao organismo, assim como não se pode negar a esfericidade da Terra só porque não se pode abraçá-la com as mãos. Ainda não encontrei ninguém que negasse a existência dos smartphones. Provavelmente, porque é mais difícil negar algo que se pode tocar, mas com certeza ainda aparecerá alguém para argumentar que eles não passam de ilusão.

O negacionismo vai além da idiotice. A palavra “idiota” vem do grego “ίδιος”, que significa “mesmo” ou “igual”. O negacionismo está longe de ser “lugar comum”; trata-se de pura má-fé, completa falta de inteligência ou, mais provavelmente, uma combinação das duas!

A Academia não tem o direito de fechar os olhos à presença dos negacionistas em seus quadros. É urgente que os comitês de ética sejam acionados para que tais casos sejam analisados, e sanções, aplicadas. Se eu acho que isso vai acontecer? Minha resposta, tristemente, é não!

Recentemente conversei com colegas da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências — lugares que, surpreendentemente, sequer possuem comitês de ética — para expor o problema, e algumas reações de reputados cientistas explicam meu pessimismo.

Houve quem tenha me dito, por exemplo, que poderíamos ser acusados de “caça às bruxas”. Ora, o capítulo funesto da Inquisição foi causado, justamente, por preconceitos e crendices, não pelo pensamento racional. Outra resposta, na mesma linha, foi a de que poderíamos ser acusados de estar voltando à época da “censura do AI-5”. O AI-5 foi um ato baixado por um regime ditatorial. Nada tem a ver com comitês de ética eleitos, democraticamente por pares, e que dariam pleno direito de defesa ao denunciado. Finalmente, outros quiseram me consolar, dizendo que a Academia de Ciências da França tem problemas semelhantes, como se pudéssemos ser absolvidos de nossos pecados pela existência de outros pecadores.

Tudo isso me leva à minha última pergunta: O que pode explicar a inação da Academia diante da verdadeira infecção que sofre por parte de corpos estranhos a ela?

A resposta mais direta possível é que o salário dos negacionistas não é pago pelos demais acadêmicos. Ah, sim, porque a primeira coisa que um cirurgião faria, se descobrisse que o homem que pensou ter contratado como instrumentista é, na verdade, um lutador de MMA, seria demiti-lo por justa causa.

A luta entre razão e instinto

Já uma resposta mais diplomática, e talvez mais sofisticada, passaria por perceber que o ser humano e o chimpanzé comungam de 96% dos seus genes. Aquilo que chamamos de razão está nos outros 4%. Já o instinto de corporativismo deve pertencer aos 96% de genes comuns, pois suponho que tenha suas origens nas savanas africanas, quando nossos antepassados dependiam fortemente do grupo para sobreviver.

Além de 96% ser um valor superior a 4%, as forças instintivas sempre tendem a falar mais alto — do contrário, alguém me explique como o fanatismo das torcidas esportivas poderia ser fruto da razão.

A consequência é que a academia é rápida para criticar cortes de verbas usando um discurso muito coerente, de que tal conduta terminará por prejudicar a sociedade em médio e longo prazo. Mas é lenta quando se trata de cortar na própria carne, por mais que isso se mostre igualmente necessário a fim de defender o interesse da população, que alega ser sua prioridade.

Em resumo: os instintos gritam, a razão sussurra e o embate começa na escuridão de nosso íntimo. Os argumentos são pinçados a posteriori para defender o vencedor, que quase sempre já foi aclamado muito antes, pelos genes que integram o grupo dos 96%.

Claro que o leitor pode contra-argumentar dizendo que este mesmo artigo seria um contraexemplo à minha tese, pois, longe de me tornar mais popular no grupo, estaria ferindo meu próprio instinto de sobrevivência.

Para resolver esse paradoxo, voltemos ao ponto de onde começamos. A desagregação das instituições, a relativização da ética e a omissão das responsabilidades não favorecem em nada o sucesso da espécie. Quando alguém realmente se dá conta deste fato, os instintos voltam a se agitar, e, então, alguns são levados a gritar o óbvio: “O REI ESTÁ NU”.

A permissividade da Academia diante da existência de negacionistas confessos em suas fileiras é inaceitável do ponto de vista ético, irracional do ponto de vista lógico e um estelionato do povo que a sustenta – mas isso todos nós já sabemos, certo?

*George Matsas é professor do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp e membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP)´

Zelenski, o presidente na posição mais difícil do mundo.




O ex-comediante não apenas tem Putin cercando seu país por três lados, como se estranha com Joe Biden, de quem a Ucrânia depende para sobreviver. 

Por Vilma Gryzinski

Como ex-humorista que interpreta um professor de história eleito presidente por acaso, Volodimir Zelenski (foto), o presidente da Ucrânia que reproduziu na vida real o enredo de ficção, provavelmente consegue ver o lado irônico de sua posição atual.

Isso se tiver tempo livre para esse tipo de conjectura. Não existe chefe de governo em posição mais complicada do que ele no mundo atual.

A principal complicação todo mundo conhece: é Vladimir Putin, que cercou a Ucrânia com 130 mil homens e se delicia em fazer o poderoso enquanto Europa e Estados Unidos, que não perderiam um soldado pela Ucrânia, tentam impedir uma invasão na base da ameaça de sanções.

É viável uma invasão? Putin gosta de correr riscos, mas teria pouco a ganhar com uma invasão clássica que contrariaria todos os mais basilares princípios da convivência mundial. Não há nenhum interesse existencial da Rússia envolvido na Ucrânia, fora o ressentimento de uma ex-superpotência por ter “perdido” um país da sua plena esfera de influência e o projeto de longo prazo de Putin para refazê-la.

Contestar a hipótese de invasão também faz parte da tática de Zelenski – o que já o levou a ter um atrito nada disfarçado com Joe Biden.

Como parte muito mais fraca do que o vizinho gigante, a Ucrânia tem a sobrevivência atrelada ao ânimo dos Estados Unidos para pressionar a Rússia.

Zelenski faz o que pode: diz que “gritar lobo” sem parar – ou seja, propalar a iminência de uma invasão russa – desestabiliza o país economicamente. Em sigilo, fontes ucranianas plantaram que, por causa disso, a última conversa com Biden, por telefone, “não foi boa”. Os americanos desmentiram furiosamente. Informantes anônimos estão “vazando falsidades”, disseram.

As previsões do governo americano, em on e em off, são de que Putin só está esperando o solo ficar bem congelado para descer os tanques. Isso aconteceria agora, em fevereiro. Depois da janela de oportunidade, a “rasputitsa” atrapalharia tudo. A palavra em russo é tão feia quanto a situação que descreve: estradas intransitáveis pela lama que o descongelamento, trazido pelo início da primavera, provoca.

Não é a primeira vez que Zelenski fica numa posição extremamente precária com um presidente americano.

Em 2019, ele foi arrastado para o centro da discórdia que acabou provocando o primeiro impeachment de Trump (enterrado no Senado, onde os republicanos tinham maioria). No cerne da questão estava um telefonema em que Trump pedia “um favor”: investigações sobre as atividades de Joe Biden e seu filho, Hunter, este seduzido pelo pantanal ucraniano de corrupção ao ser contratado pela maior empresa ucraniana de extração de gás para não fazer nada, exceto exibir o sobrenome famoso, quando o pai era vice-presidente.

Trump queria informações para constranger seu futuro rival. O caso acabou virando um escândalo de proporções infladas pelo antitrumpismo. Desconfortavelmente no meio dele, ficou Zelenski, que fez uma visita previamente marcada aos Estados Unidos durante a qual parecia um cordeiro sacrificial oferecido à sanha da imprensa.

Posições desconfortáveis não são novidade na vida de Zelenski, um presidente de apenas 44 anos, judeu num país com sombrio passado de antissemitismo, visto com desconfiança por outros judeus por ter se casado com uma cristã e – dizem – batizado o filho na religião ortodoxa.

Eleito com 73% dos votos, um sinal poderoso de que os ucranianos procuravam uma alternativa fora da disfuncional política tradicional, ele chegou ao fim de 2021 com apenas 28% de aprovação.

Como enfrentar o nível quase indescritível de tensão provocado pelo cerco russo? E ainda por cima se indispor com Joe Biden, dando aos críticos da direita anti-intervencionista (e pró-putinista) argumentos para dizer que “nem o presidente da Ucrânia acha que haverá invasão”?

Zelenski apoiou um projeto de lei apresentado pelo senador Ted Cruz, propondo que o gasoduto Nord Stream 2, que levará gás russo para a Alemanha, fosse bloqueado, numa espécie de sanção preventiva. O projeto não teve os 60 votos necessários. Os democratas, com quatro exceções, votaram contra, refletindo a posição do governo Biden, que tem que lidar com uma Alemanha, como certos partidos políticos brasileiros, louca para trair.

Os Estados Unidos tentam mostrar uma frente unida na promessa de sanções arrasadoras no caso de uma invasão russa, mas Putin sabe ler muito bem o que existe por trás da retórica estridente, um certo fatalismo sobre a Ucrânia e seu destino subalterno ao do grande vizinho.

“Putin não é jovem e deveria pensar no legado que deixará”, disse Zelenski em entrevista ao Washington Post, apelando ao argumento dos desesperados e a uma inexistente boa vontade por parte de Putin.

É definitivamente mais fácil ser presidente na ficção, deve constatar Volodimir Zelenski todos os dias.

Revista Veja

O xadrez de Bolsonaro




Presidente joga a bomba no ar, a Federação e as instituições que se virem para desarmar

Por Eliane Cantânhede* (foto)

Bem que alguns ministros queriam tirar o protagonismo do Supremo no ano eleitoral, mas a realidade não permite. Tão vilipendiada nestes novos tempos, ela, a realidade, perde daqui e dali para as fake news, mas, no geral, ainda se sobrepõe às vontades e maquinações.

A nova crise com o Planalto é pelo “direito ao silêncio” do presidente Jair Bolsonaro sobre o vazamento ilegal de um processo sigiloso da Polícia Federal, mas não é única. A pauta do Supremo é recheada de temas ligados direta ou indiretamente a Bolsonaro.

São cinco inquéritos contra ele: vazamento ilegal do inquérito da PF, prevaricação nas vacinas da Covaxin, ataques às urnas eletrônicas, fake news associando vacinas contra a covid à aids e o primeiro deles, por interferência política na PF. São graves, mas não devem dar em nada, porque a eleição está bem aí à frente e o Supremo não vai incendiar o País, com economia patinando e miséria grassando.

Há ainda casos que envolvem interesses conflitantes do governo, da sociedade e do País, como o marco regulatório das terras indígenas, a ferrovia Ferrogrão e as rachadinhas – o alvo é outro, mas qualquer decisão resvalará para o 01, senador Flávio Bolsonaro.

E há uma sucessão de provocações de Bolsonaro para cutucar adversários, jogar governadores, prefeitos e os próprios ministros do STF contra a parede e só ele se dar bem. Esse jogo de xadrez não sai da cabeça de Bolsonaro, mas de filhos e articuladores de fake news, ataques baixos e contrainformação. Tudo bem calculado e amplificado pelas redes bolsonaristas.

Exemplo fresquinho e didático: Bolsonaro, que se esbaldou de jet ski enquanto a Bahia afundava em tragédia, anunciou ontem que visitará São Paulo. A armadilha é que João Doria e os críticos do presidente não podem elogiar nem condenar. Seria fazer o jogo dele em qualquer hipótese.

Bolsonaro nunca tem nada a ver com preços, tragédias, crise social, ambiental, da educação, da saúde... Joga sempre para governadores, adversários, mídia, Supremo. Ele fez tudo errado na pandemia? A culpa é deles. Denunciou a urna eletrônica? Eles reagiram. Lutou pelo marco temporal? Eles vetam.

Bolsonaro teve de recuar da intervenção nos preços da Petrobras e pôs a culpa no ICMS, logo, nos governadores. E, depois de jogar a bomba dos 33,24% no piso salarial dos professores, diverte-se com a reação de governadores e prefeitos e a saia-justa do Supremo. Todo mundo defende os professores, mas sem explodir as contas públicas. Bolsonaro cria o problema, a Federação e as instituições que se virem para consertar e explicar o óbvio.

*COMENTARISTA DA RÁDIO ELDORADO, DA RÁDIO JORNAL (PE) E DO TELEJORNAL GLOBONEWS EM PAUTA

O Estado de São Paulo

À espera do inesperado




Por Merval Pereira (foto)

Tudo parece se encaminhar para uma vitória do ex-presidente Lula na eleição presidencial de outubro, a não ser que o inesperado faça uma surpresa, como cantava Johnny Alf. Nem tão inesperada assim seria uma desistência de Bolsonaro, prevendo a derrota certa e sem chance de tornar-se, como Trump nos Estados Unidos de Biden, a liderança contra o PT sem foro privilegiado que o proteja. Eleito senador, Bolsonaro poderia liderar a oposição. Derrotado, pode ir para a cadeia. Sua saída do páreo mudaria a cena eleitoral.

Lula está fazendo tudo certo, inclusive contendo sua turma mais radical que, enebriada pelo clima de já ganhou, começou a anunciar medidas que não combinam com o que Lula anuncia que está planejando. Pretende, segundo diz, fazer um governo mais amplo que o PT, assim como ele é maior que o partido que criou.

Os petistas da velha guarda, como José Dirceu, Dilma Rousseff, Guido Mantega, Gleisi Hoffmann, José Genoino e Franklin Martins, andaram discorrendo sobre planos polêmicos como interferir no currículo das escolas militares, alteração nos critérios de promoção de oficiais superiores, controle social da mídia, retorno da política econômica criativa, mudança da reforma trabalhista, fim do teto de gastos, e assim por diante.

Claramente, a esquerda está se precipitando, dando como certa vitória, e, Lula já entendeu, está assustando a classe média. Ele, que lançou a proposta de mudar a reforma trabalhista e que escolheu Guido Mantega para escrever um texto sobre proposta econômica de um eventual terceiro governo, deu uma freada de arrumação e desdisse o que dissera. Mandou parar a movimentação por uma CPI contra Sergio Moro, disse que faria apenas adaptações à reforma trabalhista e, sobretudo, vem bancando Geraldo Alckmin como vice ideal de uma chapa para governar, não para ganhar, que para isso parece não necessitar de ajuda, com os adversários que tem.

Pela primeira vez em muito tempo, discute-se um programa comum a diversas forças que poderão compor o eventual governo petista. O difícil é acreditar que tudo isso seja verdade, embora, a seu favor, Lula tenha o precedente do primeiro governo, quando surpreendeu a todos com o convite a Henrique Meirelles para presidir o Banco Central, e a continuidade do programa econômico tucano. O fato é que é mais fácil acreditar num governo Lula equilibrado ao centro do que numa mudança de Bolsonaro.

O ex-presidente quer fazer mais do que um bom governo, dizem interlocutores, quer sair como um estadista, qualificação que perdeu devido aos escândalos de corrupção que dominaram seus governos. Não adianta querer dizer que foi absolvido das acusações que o levaram para a cadeia, porque não foi. Arquivar processos por perigo de prescrição não inocenta ninguém. E a campanha presidencial se encarregará de trazer de volta todas as situações em que petistas e partidos do Centrão se envolveram, tanto no mensalão quanto no petrolão.

Como não é possível fazer uma autocrítica, pois ela seria admissão de culpa, esse rabo preso continuará a atrapalhar a tentativa de reescrever a história. Ninguém, entre os adoradores de Lula, pode admitir que as empreiteiras, e não apenas a Odebrecht, mas sobretudo ela, quebraram porque se meteram em grossos trambiques, inclusive internacionais. A Justiça de vários países condenou a empreiteira brasileira pelos delitos, governantes e líderes latino-americanos caíram devido ao mesmo esquema, comandado pelo PT na região, mas tudo isso é esquecido.

O governo de Bolsonaro é tão desastroso e pernicioso ao país que se torna palatável qualquer candidato que possa derrotá-lo. Se a terceira via não conseguir se organizar, como tudo indica, Bolsonaro irá para o segundo turno perder para Lula. Mesmo porque, não há candidato na oposição que empolgue o eleitorado. Assim como Bolsonaro levou os votos dos antipetistas em 2018 porque nenhum outro candidato conseguiu se mostrar mais eficaz na tarefa de derrotar o PT, agora Lula pode levar os votos dos que não querem Bolsonaro de jeito nenhum. A não ser que Bolsonaro saia do páreo.

O Globo

EUA querem que seus cidadãos deixem Belarus




Departamento de Estado americano emite alerta sobre imprevisibilidade da situação no país, diante do crescente acúmulo de tropas russas nas fronteiras com a Ucrânia.

Os Estados Unidos determinaram nesta segunda-feira (31/01) que as famílias dos funcionários do governo americano em Belarus deixem o país em meio a temores de uma possível invasão russa da vizinha Ucrânia.

O Departamento de Estado dos EUA "ordenou a saída de familiares de funcionários do governo dos EUA" de Belarus, de acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira.

Washington também alertou os cidadãos dos EUA para não viajarem para Belarus, citando "a aplicação arbitrária das leis, o risco de detenção e o acúmulo de militares russos ao longo da fronteira de Belarus com a Ucrânia".

A ordem veio horas depois que Washington e Moscou entraram em confronto no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Ucrânia.

Tropas russas em Belarus

Os EUA acusaram a Rússia de planejar aumentar sua presença de soldados em Belarus para 30 mil nas próximas semanas, para se somarem aos 100 mil que deslocou para a área da fronteira ucraniana-russa. Segundo os EUA, cerca de 5 mil soldados russos já estão em Belarus.

"Vimos evidências de que a Rússia pretende expandir essa presença para mais de 30 mil soldados perto da fronteira de Belarus" com a Ucrânia no início de fevereiro, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, durante a sessão do Conselho de Segurança.

Ela também disse que as forças ficariam a menos de duas horas ao norte de Kiev, a capital ucraniana.

Washington chamou o envio de tropas russas à fronteira de "ameaça à paz e segurança internacionais" e ameaçou impor sanções a oligarcas russos ricos se a Ucrânia for atacada.

O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenza, revidou, dizendo que os EUA estão provocando "histeria" e chamou a cúpula da ONU de "golpe de relações públicas".

Ele acrescentou que as tropas estão em Belarus para exercícios militares conjuntos. Enquanto isso, Belarus negou que esteja sendo usada como palco para uma invasão russa da Ucrânia.

As tensões entre a Rússia e o Ocidente sobre a Ucrânia têm aumentado, apesar das negociações diplomáticas em andamento.

Rússia responde à carta dos EUA

Na noite de segunda-feira, a Rússia enviou uma resposta por escrito às propostas de Washington para diminuir as tensões com a Ucrânia.

O Departamento de Estado dos EUA não revelou o conteúdo da carta. "Seria improdutivo negociar em público, então deixaremos para a Rússia se, caso queira, discutir sua resposta", disse uma porta-voz do Departamento de Estado, acrescentando que Washington continuará a consultar seus aliados e parceiros, incluindo a Ucrânia.

Na semana passada, o governo dos EUA enviou uma carta ao Kremlin respondendo às preocupações de Moscou sobre a segurança na Europa.

Moscou disse que não tem planos de invadir a Ucrânia, mas exigiu garantias da Otan de que nunca vai permitir a adesão de Kiev à aliança. As outras demandas incluem a retirada das forças da Otan da Europa Oriental e o fim da presença de armas perto das fronteiras da Rússia.

Tanto a Casa Branca quanto a Otan rejeitaram as exigências, embora o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, tenha dito que eles fizeram algumas propostas interessantes sobre o que chamou de questões "secundárias".

Deutsche Welle

Polônia e Ucrânia alertam para uso de gasoduto como arma




Ao lado de Schmyhal (dir.), Morawiecki afirmou que a Polônia ajudará a Ucrânia com gás e armas

Países apelam para que Alemanha impeça a Rússia de utilizar o Nord Stream 2 como uma "arma híbrida" contra as duas nações do Leste Europeu e a União Europeia.

A Ucrânia e a Polônia apelaram nesta terça-feira (01/02) à Alemanha para que impeça a Rússia de utilizar o gasoduto Nord Stream 2 como uma "arma híbrida" contra ambas e contra e a União Europeia (UE).

Numa conferência de imprensa em Kiev, o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, criticou a Alemanha por estar considerando a certificação da estrutura que vai transportar gás natural russo diretamente para consumidores alemães através do Mar Báltico, contornando a Ucrânia.

"Não se pode expressar solidariedade com a Ucrânia com uma mão e assinar os documentos de certificação do Nord Stream 2 com a outra. Isso não está certo", disse Morawiecki, citado pelas agências ucraniana Ukrinform e americana Associated Press.

Morawiecki acrescentou que, ao permitir a entrada em funcionamento do gasoduto, a Alemanha estará entregando ao presidente russo, Vladimir Putin, uma "arma que poderá utilizar para chantagear toda a Europa".

Ele defendeu que o mundo civilizado, incluindo a Alemanha, deve "tomar todas as medidas possíveis para impedir" a utilização do gasoduto contra a Ucrânia, a Polônia e a UE.

Por sua vez, seu homólogo ucraniano, Denys Shmyhal, disse que "em meio a uma escalada crescente", a Ucrânia espera "uma atitude responsável", em especial dos parceiros alemães.

O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado 100 mil soldados próximo à  fronteira com a Ucrânia para invadi-la novamente, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Moscou nega qualquer intenção bélica, mas insiste que a Ucrânia nunca seja aceita na Otan, entre outras exigências. A Aliança Atlântica e os EUA consideram as reivindicações impossíveis. 

Na coletiva, Morawiecki assegurou que Varsóvia ajudará a Ucrânia com suprimentos de gás e armamentos, como cartuchos de munição de artilharia, morteiros leves, sistemas de defesa aérea portáteis e drones de vigilância.

"Nossa parte da Europa não tem terremotos ou erupções vulcânicas. Mas, se vivermos perto de um vizinho como a Rússia, tem-se a sensação de viver no sopé de um vulcão", disse Morawiecki.

Críticas à morosidade da Alemanha

A Alemanha tem sido criticada por uma atitude considerada demasiada flexível em relação à Rússia.

O novo governo do chanceler federal, Olaf Scholz, só admitiu no fim de janeiro usar o gasoduto como parte de "sanções severas" contra Moscou, no caso de uma agressão à Ucrânia. A coalizão no governo, que além dos social-democratas, inclui verdes e liberais, tem tido posições oscilantes sobre o Nord Stream 2.

Scholz por vezes referiu-se ao gasoduto como um "projeto privado", abstendo-se de comentar a questão. Outras vezes, mencionou um acordo entre Berlim e Washington, que prevê que o projeto seja interrompido em caso de agressão militar à Ucrânia.

O gasoduto já está concluído, mas seu uso e comissionamento estão bloqueados pelo regulador de energia alemão, por razões legais.

A ministra alemã do Exterior, Annalena Baerbock, visitará a Ucrânia em 7 e 8 de fevereiro, juntamente com seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian. A França ocupa atualmente a presidência semestral do Conselho Europeu.

Alertas da Comissão Europeia

Na segunda-feira, a Comissão Europeia já havia alertado a Rússia contra o uso de gás como arma no conflito na Ucrânia. O vice-presidente da Comissão, Valdis Dombrovskis, também expressou em Kiev sérias ressalvas quanto ao gasoduto Nord Stream 2.

Segundo ele, o projeto "não é compatível com os objetivos da política energética da UE" e que não é novidade a Rússia estar usando gás "como arma".

De acordo com Dombrovski, a Comissão Europeia também está investigando se as ações da estatal russa de energia Gazprom estão alinhadas com o mercado. Bruxelas acusa o governo de Moscou de não aumentar os volumes de entrega, apesar do crescimento da demanda por gás natural e, assim, elevar o preço.

Deutsche Welle

Espaço para a barbárie: será que temos mesmo algo a dizer?




Por Aylê-Salassié Filgueiras Quintão* 

Vinte e cinco milhões de pessoas no Afeganistão, milhares de crianças, estão morrendo de fome.   Essa vasta camada de afegãos só tem para comer farinha seca. A Rússia, e a Inglaterra também, está lá desde antes de Gorbachev (1979). Com um território duas vezes o do Brasil (17,1 milhões de km2) os russos agora querem invadir também a Ucrânia. Já o fizeram na Criméia.  

É de se perguntar qual o sentido da visita de Bolsonaro a Putin? No olhar dos brasileiros, é algo sem sentido, sequer de efeito pré-eleitoral. Ele não tem prestígio por lá. Dá para explicar, mas para entender não. Proteger a parceria comercial. Ambos são parceiros. No Brasil vivem mais de 600 mil ucranianos.   

Em pleno século 21, com um quadro desafiador de recursos naturais escasseando na terra, o homem desembarcando em outros planetas e as tecnologias tentando indicar rumos alternativos, o mundo assiste, ao vivo, o drama de mais de 30 conflitos políticos pelo planeta, deixando sempre um rastro de miséria, de fome e de morte. Atrás deles estão sistematicamente a Rússia ou os Estados Unidos.  

A maioria são confrontos domésticos, entre vizinhos ou entre irmãos. Insurgências ideológicas internas mortais, algumas   tribais e outro tanto sem quaisquer explicação compreensível.  Há um grupo de países que registra, nesses conflitos, mortes superiores a 40 mil cidadãos por ano.  Parece haver ainda nesse mundo civilizado um vasto espaço para a barbárie, para o cultivo da violência, por exemplo, contra a mulher na Índia, no Paquistão, entre mulçumanos e indús.   

Alguns desse confrontos são históricos, excessivamente prolongados, o que parece, curiosamente, demonstrar uma intransigência política lá fora muito maior do que por aqui. Na política brasileira, agitada por 35 agremiações partidárias registradas, outro tanto camufladas, já se fala até em Federação de partidos. A impressão que se tem é a de que no Brasil somos todos simpatizantes uns dos outros.    

Mas, vivemos nos deglutindo, por causa das individualidades latentes, sem nenhum efeito prático. Se os candidatos à Presidência da República juntassem seus programas de governo, formulassem um projeto comum para o País, e deixassem o povo decidir, talvez se pudesse chegar a algum lugar e até ajudar mais aos outros. Nas condições dadas, é um destruindo o projeto do outro. Cada candidato quer jogar o que pensa na cara do suposto adversário: brigas de comadres. Tem aí uma forte dose de narcisismo, considerado como natural. Realiza-se politicamente: mastigando.  Quando se chega ao Poder tudo é diferente do que se imaginou e apregoou. Os eleitores não existem mais, sequer como cidadãos. A cada eleição, os problemas ganham novo fôlego. 

Tão vilipendiados entre si, surpreende aos brasileiros serem chamados a participar de missões de apaziguamento e de socorro à quase um bilhão de pessoas desamparadas no mundo, famintas mesmo. O olha que  tem tido uma importante presença nos esforços de   paz no Oriente Médio, no ex- Congo Belga, em Chipre, em Angola, em Moçambique e mais recentemente no Timor-Leste e no Haiti.  

Pois, veja-se. O Brasil acaba de ser eleito com 181 votos, na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em agosto de 2021, para voltar a ocupar assento   no Conselho de Segurança da ONU, no biênio 2022-2023.   Será a 11ª vez que o país integrará o mais importante órgão responsável pela segurança e a paz do mundo.   Que voz é essa do Brasil que por aqui ninguém ouve. Será que temos mesmo algo a dizer? 

Felizmente, as posturas externas do Brasil, com raríssimas exceções, não mudam muito. Os presidentes brasileiros vão lá fazem o seu "comercial" e, na hora de votar, tergiversam . Na maioria das vezes por considerar que o Brasil não tem nada a ver com a maioria daqueles conflitos, em particular os mais graves, que envolvem guerras. Por aqui fabricam-se apenas armas caseiras.  

O Conselho de Segurança é formado por 15 países com direito a voto. Mas apenas Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, China e Rússia são membros permanentes, e com poder de veto. Os outros 10 assentos são temporários, substituídos a cada dois anos.  Junto com o Brasil, foram eleitos a Albânia, o Gabão, Gana e os Emirados Árabes Unidos. Eles se juntam a Índia, Irlanda, Quênia, México e Noruega cujos mandatos terminam em agosto deste ano. 

Contudo, quem segura mesmo a bola dentro da Organização são dois membros guerreiros com a prerrogativa de veto. Uma ironia em tempos ditos civilizados. Pior, Rússia e os Estados Unidos brigam entre si, e tentam envolver outros. Agem fomentando revoluções e guerras (civis pacem parabelum) . Falam em nome de uma democracia social, e invadem o País dos outros na cara da ONU.  

De imediato, está na pauta do Conselho de Segurança a possibilidade de uma invasão da Ucrânia pela   Rússia que, se acontecer, pode vir a envolver os Estados Unidos, a Europa e, por tabela, o Brasil. Onde está o bom senso da arbitragem apropriada? É de se perguntar como isso repercute dentro da ONU? Pode-se confiar? E o Brasil, hein?! Quem são nossos ministros das Relações Exteriores? De onde vieram? Quantos votos tiveram internamente para poderem falar grosso lá fora? Resultado: não falam. Ficam calados, ou balançam a cabeça quase dormindo. 

*Jornalista e professor 

Chumbo Gordo

EUA pressionam por cancelamento de ida de Bolsonaro à Rússia




Casa Branca teme que encontro entre presidente brasileiro e Putin previsto para meados de fevereiro transmita mensagem de que o Brasil apoia Moscou na crise envolvendo a Ucrânia. Itamaraty defende solução diplomática.

Em meio às tensões envolvendo temores de uma invasão da Ucrânia pela Rússia, o governo dos Estados Unidos tem intercedido junto ao brasileiro para que seja cancelada a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Moscou programada para meados deste mês, segundo noticiaram veículos da imprensa brasileira.

De acordo com o jornal O Globo, representantes da Casa Branca argumentaram que o momento não é adequado para o encontro entre Bolsonaro e o presidente russo, Vladimir Putin, pois poderia ser interpretado como a tomada de um lado na crise Rússia-Ucrânia pelo Brasil.

Ao jornal, uma fonte do governo brasileiro afirmou que essa não será a mensagem da visita. "Desejamos o entendimento diplomático entre Rússia e Ucrânia, dois países com os quais temos ótimas relações", disse.

De acordo apuração da Folha de S.Paulo e do Poder360, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, manifestou preocupações quanto a essa possível mensagem simbólica da visita de Bolsonaro em conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Carlos França, no último domingo (30/01).

Segundo o Poder360, França informou a Blinken que a viagem de Bolsonaro está mantida e que o Brasil segue a favor de solução diplomática duradoura para as tensões.

Em 10 de janeiro – dias depois de o Brasil assumir uma vaga rotativa no Conselho de Segurança da ONU, com mandato de dois anos –, Blinken havia pedido ao governo Bolsonaro uma reposta "forte e unida" contra as "novas agressões da Rússia” à Ucrânia.

No telefonema deste domingo, além de manifestar apreensão em relação à ida de Bolsonaro a Moscou, Blinken teria pedido que o Brasil votasse nesta segunda a favor da realização de uma reunião no Conselho de Segurança da ONU sobre a situação da Ucrânia – o que o Brasil acabou fazendo.

Na reunião, Ronaldo Costa Filho, embaixador do Brasil na ONU, tentou manter uma posição neutra e apelou ao diálogo entre as partes envolvidas nas atuais tensões em torno da Ucrânia.

"A proibição do uso da força e a resolução pacífica de disputas e o princípio de soberania e integridade territorial e a proteção de direitos humanos são pilares do nosso sistema coletivo de segurança", afirmou.

À Folha, a embaixada americana em Brasília afirmou que "EUA, Brasil e outras nações democráticas têm a responsabilidade de defender os princípios democráticos e proteger a ordem baseada em regras, além de reforçar essa mensagem à Rússia em toda oportunidade".

A viagem de Bolsonaro

Bolsonaro confirmou na última quinta-feira sua viagem a Moscou. Segundo o Palácio do Planalto, a data ainda não está definida, mas a previsão é que o presidente embarque para a Rússia por volta do dia 12 de fevereiro.

De acordo com Bolsonaro, o convite para o encontro veio de Putin, e o objetivo é estreitar os laços e melhorar as relações comerciais entre os dois países. Questionado por um apoiador se o líder russo seria conservador e "gente da gente", Bolsonaro respondeu que ele "é conservador, sim".

A viagem à Rússia deverá ser seguida de uma visita à Hungria, onde Bolsonaro deverá se encontrar com o primeiro-ministro Viktor Orbán, de ultradireita. Nesta terça-feira, Orbán se reunirá com Putin.

A crise Rússia-Ucrânia

Os Estados Unidos e a Otan afirmam que cerca de 100 mil soldados russos estão estacionados junto à fronteira com a Ucrânia, o que gerou temores de uma invasão por Moscou. O Kremlin nega estar planejando uma investida contra o país vizinho e acusa o Ocidente de criar uma "histeria".

O governo do presidente americano, Joe Biden, e países aliados vêm tentando evitar a temida invasão por meio da diplomacia e ameaçaram impor sanções econômicas à Rússia, inclusive diretamente contra Putin.

Apesar das negociações em andamento, Rússia e EUA não conseguiram chegar a nenhum acordo nas últimas semanas para aliviar as tensões.

Embora Moscou afirme que não tenha planos de invadir a Ucrânia, exige que a Otan prometa que não vai permitir a adesão de Kiev à Aliança Atlântica e que reduza sua presença militar na Europa Oriental. Tanto a Casa Branca quanto a Otan recusaram os pedidos, chamando as exigências de "impossíveis".

Nesta terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deve viajar para Kiev para conversar com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que acusa o Ocidente de criar "pânico" e prejudicar a economia de seu país com conversas sobre guerra.

Deutsche Welle

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