quinta-feira, outubro 07, 2010

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INSS vai pagar nova revisão para pensionistas

Paulo Muzzolon e Carolina Rangel
do Agora

Pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também podem conseguir a revisão do benefício concedido entre 7 de outubro de 2000 e 17 de agosto de 2009. O reajuste médio é de 8%, de acordo com cálculos do consultor Marco Anflor.

A revisão é válida porque, nesse período, o INSS fez o cálculo do benefício de uma forma que diminuiu o valor a que o segurado teria direito.

Atualmente, todos os benefícios pagos pelo INSS são calculados a partir da média das 80% maiores contribuições do segurado desde julho de 1994. Naquele período, entretanto, para os segurados que tinham menos de 144 contribuições (ou 12 anos), o INSS fez a média sem descontar os 20% menores salários.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta

Serra e Aloísio Nunes eram terroristas?

stou muito decepcionado com o radicalismo da campanha eleitoral. Deveria ser uma festa democrática, não uma usina de ódio. Vejam a exploração em torno da heróica participação de Dilma Rousseff na luta contra a ditadura militar.

Todos sabemos que a origem da boataria é o comitê eleitoral de Serra. Tanto que a campanha suja nada fala de Fernando Gabeira, que participou do seqüestro do embaixador dos EUA, Charles Elbrick. Gabeira até hoje não pode entrar nos estados Unidos.

E vejam o caso de Aloísio Nunes, agora eleito senador. Aloísio Nunes era da luta armada junto com Carlos Marighella Foi inclusive o motorista dele em diversas ações armadas. Não vou nem falar do Serra, militante da gloriosa Ação Popular (AP), que em 1966 explodiu uma bomba no Aeroporto de Guararapes, em Recife.

Serra e Aloísio Nunes eram terroristas? Não, era militantes que combatiam a ditadura militar, como Dilma Rousseff.

A verdade há de prevalecer. A verdade é revolucionária.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Geddel fecha com Dilma e traz Temer à Bahia

Evandro Matos

Depois de conversar com o presidente Lula e Michel Temer, vice na chapa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, o ex-candidato do PMDB ao governo baiano Geddel Vieira Lima (PMDB) decidiu ontem, por deixar as mágoas de lado, e permanecer ao lado do PT, ao menos em âmbito nacional.

O PMDB baiano apoiará Dilma no segundo turno e amanhã mesmo, Temer volta a Salvador para participar de um encontro com prefeitos, lideranças e o líder peemedebista. O esperado encontro entre Geddel e a petista também aconteceu, superando a fase de desgaste marcada entre eles desde a véspera da eleição, quando a ex-ministra deu declarações em Salvador afirmando que o seu candidato ao governo do estado era Jaques Wagner, sem levar em conta a candidatura de Geddel.

Contudo, nesses últimos dias em Brasília, tudo indica que a roupa suja foi lavada e todo o mal estar foi resolvido. “Permaneço onde estava. Sou um homem de partido e Temer é meu amigo fraterno de mais de 20 anos. Havia uma mágoa, mas conversamos e tudo está resolvido.

Até porque, é aquilo que falo sempre: quero deixar um legado de lealdade aos meus amigos e meus filhos”, disse Geddel, logo após a rodada de conversas. Como deixou claro, o ex-ministro fez questão de atribuir à sua amizade com Temer e a uma posição de partido a decisão do apoio para superar as mágoas da campanha estadual.

Geddel voltou para a Bahia ontem à noite e hoje já começa a trabalhar pela campanha de Dilma no estado. “As lideranças serão convocadas para colocar a campanha de Dilma na rua e trabalhar para ganhar a eleição”, destacou Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB. Eleito para a Câmara Federal com a segunda maior votação dos baianos, Lúcio disse que tudo foi superado, mas também usou Michel Temer e a vinculação partidária para justificar a decisão.

“Michel Temer conversou tudo e, em nome do partido, Geddel vai apoiar Dilma, que já era a nossa candidata desde o primeiro turno”, lembrou. “Não tinha razão de descumprir o compromisso. O PMDB faz parte da chapa”, justificou.

Lúcio nega negociação de cargos

Lúcio também negou que a decisão tomada ontem em Brasília por Geddel tenha qualquer compromisso por cargos no governo. “O compromisso que nós tínhamos foi firmado no primeiro turno. Não tem nenhuma negociação. Apenas houve esse mal estar, porque tinha um compromisso que se quebrou”, explicou o peemedebista. “Então, foi preciso conversar para superar isso.

Só se resolve através de conversa, por isso conversamos com Temer”, acrescentou o novo parlamentar. O presidente do PMDB baiano também explicou que, em razão dos fatos ocorridos com o comando da campanha de Dilma, as conversas teriam que existir até mesmo para dar uma satisfação às bases do partido.

“Que houve um mal estar, ninguém nega. Então, tinha que ser superado para demonstrar fidelidade e compromisso. Tínhamos que dar uma satisfação às bases, que ficaram realmente chateadas”, frisou Wagner.

O governador Jaques Wagner (PT) também realiza nesta sexta-feira, em Salvador, um encontro com os prefeitos baianos para discutir a estratégia de apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef. Os detalhes do local e o horário do evento ainda não foram definidos. Todas as lideranças dos partidos aliados, inclusive, deputados e vereadores, estão sendo convocados para o encontro.

Fonte: Tribuna da Bahia

João Henrique ensaia aproximação com o governador

Raul Monteiro

Depois de antecipar-se e declarar apoio à presidenciável do PT Dilma Roussef imediatamente após a eleição do primeiro turno, o prefeito João Henrique (PMDB) resolveu engajar-se de vez na campanha do segundo turno da ex-ministra. Só que utilizando como intermediário o governador Jaques Wagner (PT).

A decisão foi anunciada hoje, depois de uma visita que João Henrique fez ontem ao governador, acompanhado da primeira-dama, Maria Luíza, deputada estadual reeleita pelo PSC. E mostra que o prefeito desgarrou-se, de vez, do grupo do ex-candidato a governador de seu partido, Geddel Vieira Lima.

Só ontem, depois de uma reunião pela manhã em Brasília com o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, que é também candidato a vice de Dilma, Geddel anunciou que marcharia com a petista, que rompeu o acordo para apoiá-lo também na Bahia – além do governador Jaques Wagner (PT) –, depois que passou a crescer nas pesquisas.

No pacote de apoio a Dilma, João Henrique incluiu sua participação no evento que o governador promoverá com os prefeitos baianos em defesa da candidatura da petista, nesta sexta-feira, em detrimento de encontro com o mesmo objetivo que será realizado pelo ex-candidato a governador do PMDB.

O afastamento de João Henrique de Geddel coincide com a saída da Prefeitura do secretário municipal de Saúde, José Carlos Brito, indicado pelo ex-ministro, e com especulações cada vez mais fortes de que também o titular da pasta de Serviços Públicos, Fábio Motta, outro geddelista, seguiria o mesmo caminho.

As relações entre Geddel e o prefeito, que não estavam boas desde a montagem da chapa peemedebista, em julho, ficaram piores no decorrer da campanha do peemedebista, em relação à qual João Henrique foi acusado de fazer corpo mole. O clima chegou ao ponto de estimular especulações de que a postura seria decorrente de um suposto acordo celebrado entre o prefeito e Wagner.

Em contrapartida, petistas fechariam dobradinha com Maria Luíza no interior, o que nunca se confirmou. Rompida com Geddel muito antes do processo eleitoral ter começado, a primeira-dama não perdeu a oportunidade de, na campanha, em diversos eventos públicos, dizer literalmente que não votaria nele para governador.

Num dos mais marcantes deles, realizado no Yatch Clube da Bahia, em apoio à reeleição do senador César Borges, do PR, além de dizer que não mandava na Prefeitura, Maria Luíza, num discurso, repetiu três vezes, surpreendendo a sofisticada plateia local, formada basicamente pela classe média alta baiana: “Eu não voto em Geddel!”

Rumo político é a principal dúvida

Por enquanto, a principal dúvida que cerca o casal é sobre o rumo político que o prefeito e a mulher tomarão, já que num determinado momento da campanha, irritado com o desinteresse de João Henrique por sua eleição, o ex-ministro insinuou que o convidaria a deixar o PMDB assim que passasse o dia 3 de outubro.

Dilacerada desde o princípio do ano, a relação do ex-candidato do PMDB a governador, Geddel Vieira Lima, com a primeira-dama-municipal, Maria Luíza, que reelegeu-se deputada estadual pelo PSC, praticamente deixou de existir nesta campanha. A ruptura definitiva ocorreu num momento crítico para ambos.

Irritado com o fato de o prefeito não engajar-se na campanha de Geddel, o PMDB, em represália, teria cortado a participação de Maria Luíza no eleitoral gratuito na TV e no rádio. Foi neste momento que o senador César Borges socorreu o casal, concedendo partes do horário do PR para a candidata.

Dos eventos de campanha, o prefeito participaria, entretanto, do almoço que Geddel ofereceu a Michel Temer, na semana da eleição. A motivação para a aparição, comenta-se, teria sido o fato de o peemedebista ser candidato a vice na chapa de Dilma, a quem João Henrique passou a cortejar. (RF)

Fonte: Tribuna da Bahia

O “5 a 5” do Supremo, equívoco total, pode anular eleição em estados

Helio Fernandes

Quando o Supremo examinava a DECISÃO DO TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a respeito dos ficha-limpas, fiquei de 2 e meia da tarde até quase 1 da madrugada, acompanhando, analisando e tentando entender, voto por voto dos ministros.

Às 2 da madrugada do que poderia ser chamado de “dia seguinte”, postei (?) aqui minha opinião a respeito de cada afirmação, de omissão por omissão, até esse vergonhoso “5 a 5″. Como os que estão no Poder gostam muito de futebol, podemos dizer que esse “5 a 5” foi empate “sem gols”.

(Durante a ditadura, generais e “presidentes” iam muito ao Maracanã. Ficavam escondidos na Tribuna de Honra, quando a seleção entrava em capo, lógico, ovacionadíssima, saiam do bunker, de braços para cima, “agradecendo”, pegando carona nos aplausos).

Serra, que também finge que adora futebol, (tudo nele é fingimento) usou essa “tática” no melancólico discurso do domingo da eleição. Para ele, a noite da consagração. Ou melhor, “consagração” de 28 dias, que logo se esvairá, devolvendo-o à realidade, mesmo que o país se satisfaça, inutilmente.

Está bem, em nome da tradição e do passado, admitamos que os 10 votos eram todos de CONVICÇÃO COMPENETRADA, que o empate era a conclusão do que acreditavam os Ministros. Por hipótese, reconheçamos. Mas então, a solução estava à vista de todos e não apenas deste repórter, que registrou na hora e na madrugada.

Como se discutia acima de qualquer coisa uma questão eleitoral. Como se examinava se os ficha-sujas poderiam concorrer às eleições, o simples, correto e atendendo à decisão do Legislativo e “à voz do povo”, era referendar o que o TSE havia decidido.

Por 6 votos a 1, o TSE determinara: “Os ficha-sujas não podem disputar eleições”. Não era decisão ocasional, e sim E-S-M-A-G-A-D-O-R-A M-A-I-O-R-I-A.

***

PS – O Supremo discutiu, quase todos gritando ao mesmo tempo, “decidiu que não decidiria”. Agora, esses ficha-sujas tiveram 9 milhões de votos, ninguém sabe o que fazer com os votos e os candidatos que receberam esses votos.

PS2 – Só para mostrar o absurdo da OMISSÃO do Supremo. Especialistas (?) sempre disseram, que por abstenção ou outro qualquer motivo, não se chega a um número que possibilite ANULAÇÃO DA ELEIÇÃO.

PS3 – Pois no Pará, 57 por cento dos votos foram dados aos ficha-sujas, tem que haver anulação.

PS4 – E agora? Esses 57 por cento foram anulados por um dos Poderes. Referendar os ficha-sujas ou considerá-los ficha-limpas?

Fonte: Tribuna da Imprensa

quinta-feira, 07 de outubro de 2010 | 07:10

As “transformações” do segundo turno. Serra: “Não sou homem de duas caras”. Lula: “Abusamos do salto alto, mudaremos”. Dilma: “A Marina capturou votos meus”. Tudo para mistificar o cidadão-contribuinte-eleitor.

Helio Fernandes

A tecnologia avança em tal velocidade, as descobertas em todos os campos são tão assombrosas, que quase sempre a coerência consiste em mudar e não em ficar.

De 1460, quando Guttemberg inventou os tipos móveis que permitiram os primeiros órgãos impressos, a começar pela Bíblia, até hoje, o progresso foi espantoso. E neste momento, uma verdadeira revolução, quando um cientista ganha o Nobel por ter descoberto uma forma de CARBONO 100 VEZES MAIS FORTE DO QUE O AÇO. E que terá influência nos mais diversos setores, PRODUZINDO E PROVOCANDO PROGRESSO E PROSPERIDADE.

(Isso sim é mudança, embora 3 bilhões de habitantes da Terra permanecerão na mais inacreditável das misérias, sem habitação, sem educação, sem saúde, transporte e segurança. E não irão melhorar em coisa alguma, os donos do Poder ou aspirantes a ele, nem sabem ou admitem que esses 3 bilhões HABITEM E OCUPEM O MESMO PLANETA QUE ELES. Continuarão miseráveis, estrangulados e assassinados, (é de assassinato hediondo que estamos falando) pelo SISTEMA FINANCEIRO, a parte MAIS PODRE, INSENSATA E DESTRUIDORA DA ECONOMIA).

Esse início, obrigatório como meditação e reflexão sobre o que é transformação construtiva e positiva, e a “mudança” mistificadora e negativa, puramente episódica, circunstancial e aproveitadora. É o caso lancinante e surpreendente sobre o ABORTO.

Ninguém nega que é questão polêmica, principalmente pelas motivações religiosas, pessoais e até políticas. Tão importante que nos EUA, no preenchimento do cargo de juízes da Suprema Corte, (aqui, ministros), se examina a posição do juiz (antes de ser nomeado) em relação ao aborto. Pois o objetivo é manter o equilíbrio numa possível mas não imaginada votação. Pois ninguém muda de uma hora para outra, deixa de ser CONTRA ou a FAVOR do aborto.

Respeitem-se posições, mas não a transposição para COOPTAR VOTOS. É o caso de Dona Dilma. Era ABERTAMENTE A FAVOR DO ABORTO, 48 horas depois da DECEPÇÃO DA NÃO VITÓRIA, vai à televisão, nega tudo o que defendia, proclamando: “Sempre fui contra o ABORTO, a FAVOR DA VIDA. Tudo o que eu fiz foi porque acima de tudo ACREDITO NA VIDA”.

Poderia ter sido mais cautelosa, usando bom senso, examinando a questão em profundidade, não podia ter NEGADO A SI MESMA DESSA MANEIRA, embora não tenha feito outra coisa a não ser se contradizer nas mais diversas oportunidades.

O cidadão-contribuinte-eleitor ficou num dilema INCOMPREENSÍVEL e INTRANSFERÍVEL: acredita na Dilma violentamente a FAVOR DO ABORTO? Ou MUDA com ela e NÃO ADMITE O ABORTO?

Essa contradição faz parte de toda a existência de Dona Dilma. A sorte dela é que enfrenta o farsante e mistificador José Serra, aproveitador e carreirista que não acredita PERMANENTEMENTE em coisa alguma, tudo o que faz, o que DEFENDE ou ATACA é com objetivo de se promover e SE BENEFICIAR. Sobre o aborto, irá se definir? Naturalmente CONTRA. Essa agora, é questão FECHADA para a conquista de votos.

No discurso da “VITÓRIA CONSAGRAÇÃO, AGRADECIMENTO AO POVO QUE ME TROUXE ATÉ AQUI”, Ha!Ha!Ha! Serra retumbou explicitamente: “Não sou homem de duas caras”. Não é mesmo, à vista, 5 ou 6 delas. Política, econômica, financeira ou eleitoralmente. Então, do ponto de vista do INTERESSE NACIONAL, foi o grande apoio para o ENTREGUISMO, a DOAÇÃO e a GLOBALIZAÇÃO do governo FHV.

Desse governo participou por 8 anos, excluído o tempo em que se desincompatibilizava. Pertenceu ao governo FHC do princípio ao fim, ninguém era tão poderoso quanto ele. Mas não PROTESTOU contra as PRIVATIZAÇÕES do nosso patrimônio. Nem fingiu alguma contrariedade ou resistência, concordava inteiramente com a atuação de FHC.

E não é só isso. Muda em todos os pontos, até na questão pessoal. No dia 3 à noite, abraçava Geraldo Alckmin, e dizia: “Este é meu amigo fiel e lealíssimo, ajudou muito a minha vitória”. Esqueceu inteiramente que ficou CONTRA ESSE AMIGO LEALÍSSIMO, que queria legenda para disputar a Prefeitura, Serra APOIOU KASSAB , que era de outro partido.

Quer dizer: Alckmin pode até ser LEALÍSSIMO, não estou aqui para desmentir tão nobre e majestosa personagem. E o próprio Serra, merecerá a mesma identificação encontrada em Alckmin? Ou serão os dois apenas s-u-b-s-e-r-v-i-e-n-t-e-s, ambiciosos e unicamente carreiristas?

Basta ver esse exemplo: na Constituinte, Serra defendeu ardorosamente o FIM DO CARGO DE VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Depois, se aproveitou do SUPLENTE, que é muito pior do que o vice.

O empresário de São Paulo, milionaríssimo, que financiou sua campanha ao Senado, ficou com o mandato quase todo. Uma das reformas políticas importantes, é o fim desse suplente. (No presidencialismo dos EUA, não existe suplente de senador, é facílimo resolver o problema).

***

PS – O carreirismo de Serra é único e redundante em toda a História do Brasil. Cinco vezes tentou ser Ministro da Fazenda. A primeira foi com Sarney, quando Dornelles deixou o Ministério.

PS2 – Comunicado da pretensão de Serra, Sarney foi direto e taxativo: “Não terei Serra como Ministro da Fazenda, DE MANEIRA ALGUMA”. Vetado por Sarney, como explicará o fato ao Brasil?

PS3 – Quando houve o impeachment de Collor, Itamar Franco ficou como INTERINO, enquanto forças políticas que apoiariam seu governo, organizavam o ministério. Itamar só tinha uma reivindicação, que manifestou: “Quero o Serra Ministro da Fazenda”.

PS4 – Mas essas forças VETARAM SERRA, e disseram a Itamar: “Não concordamos com Serra de maneira alguma”. É o caso inédito de um ministro INDICADO por um presidente, não nomeado, por recusa das forças que apoiavam Itamar.

PS5 – Por hoje, uma observação que nem os dois candidatos fizeram . Estão absorvidos em conquistar uma parte dos 20 milhões de votos de Dona Marina e do PV.

PS6 – Consideram que os votos obtidos no dia 3, estão garantidos. Se estiverem, vantagem para Dona Dilma. Só PRECISA DE MAIS 4 MILHÕES, Serra precisa de 17 milhões.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Uma razão muito simples

Carlos Chagas

Em 1960, logo depois das eleições que levaram Jânio Quadros ao poder, a grande discussão fazia-se em torno da escolha do vice-presidente, naqueles idos realizada em separado do candidato a presidente. Ganhara João Goulart contra Milton Campos, invertendo-se a lógica, pois o gaúcho era companheiro de chapa do derrotado marechal Henrique Lott e o mineiro formava dobradinha com o vencedor. Montes de artigos, ensaios e mesmo teses improvisaram-se na imprensa, nos partidos e nas universidades.

“Milton perdeu por ser bom demais!” “A causa da derrota foi a traição do Jânio!” “A classe operária quis infringir uma lição na classe média.” “Cuidado com o cheiro de golpe pairando no ar!”

Foi quando um repórter lembrou-se de perguntar ao dr. Milton a que atribuía o resultado das urnas, imaginando longa, sofisticada e sociológica resposta. Surpreendeu-se com a simplicidade do ex-governador de Minas:

“Por que o Jango foi eleito? Porque teve mais votos do que eu…”

O debate, hoje, é parecido: por que Dilma Rousseff não venceu no primeiro turno?

Dizem uns ter sido porque o presidente Lula bateu firme demais na oposição. Outros contestam falando o contrário: o primeiro-companheiro deveria ficar na mensagem de paz e amor. Para estes, foi por Dilma mostrar-se disposta a debater a descriminalização do aborto. Aqueles sustentam que a falta de mais uns pontinhos deveu-se às trapalhadas da Erenice Guerra na chefia da Casa Civil. Há os que põem a culpa na Receita Federal.

Melhor para todos seria simplificar, como Milton Campos. Por que Dilma não venceu no primeiro turno? Porque faltaram votos…

RETROCESSO

De 1989 até hoje, quando há segundo turno, a regra tem sido de as principais redes de televisão e outros meios de comunicação organizarem-se num pool para a apresentação de dois debates. Agora será diferente: pelo menos cinco estão previstos entre Dilma e Serra, começando domingo na Bandeirantes, uma semana depois na Rede-TV, mais quatro dias na Folha de S.Paulo, em seguida na TV-Record e, finalmente, na Rede Globo quando faltarem dois dias para a nova eleição.

A menos que tenham passado por invulgar processo de transformação, os dois candidatos continuam os mesmos. Já sabemos de cor e salteado o que vão dizer, porque já disseram inúmeras vezes durante a campanha do primeiro turno. Tornaram-se monótonos. Será diferente, agora? A presunção e a arrogância de certas emissoras impediu um acordo maior entre elas, cada uma fazendo questão de bancar o “seu” debate. Perdem os candidatos, sem ter muito o que dizer, perdem os telespectadores e ouvintes com a repetição, e perde a mídia, porque sem audiência não há faturamento.

ELITISMO

Não deixa de ser elitismo essa súbita investida contra o mandato conquistado nas urnas pelo Tiririca. Querem negar-lhe a diplomação por não ser alfabetizado. Quem garante que não é? Ou querem impedi-lo por ser palhaço de profissão? Talvez por inveja de seu milhão e trezentos mil votos.

Se o cidadão apresentou-se, teve seu registro deferido e disputou a eleição, porque obstá-lo só porque reuniu o voto de protesto, o voto gaiato e tantos outros votos não ortodoxos dos paulistas? Daqui a pouco vão exigir diploma universitário, mestrado, doutorado e PHD para alguém ser eleito?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Eleição “solteira” e feriado de Finados podem aumentar abstenção no 2º turno

Gilberto Costa, da Agência Brasil


O cientista político da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Hermes Zaneti faz um alerta sobre o risco de aumento de abstenção de votos no segundo turno das eleições, marcado para o dia 31. Segundo ele, a razão seria o fato de o segundo turno presidencial ser uma eleição “solteira” para a maioria da população.

“Em muitos estados [18] não vai haver segundo turno para governador, assim como não teremos em nenhum mais eleições para senador, deputado federal e deputado estadual, que são agentes mobilizadores. Não há um motor mobilizador do eleitorado para o dia da eleição”, avaliou em entrevista hoje (6) pela manhã no programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

De acordo com ele, a proximidade do dia da votação – domingo (31) – com o feriado de Finados, que será na terça seguinte, dia 2 de novembro, também pode desmotivar o comparecimento dos eleitores. “A data escolhida é absolutamente inoportuna”, criticou ao dizer que o novo turno das eleições está marcado entre “datas que as pessoas querem aproveitar para o seu lazer e viagem”.

Veja o mapa geral da votação na Bahia no primeiro turno:

Para o cientista político, as abstenções revelam o “desencanto” dos eleitores. “Não é imotivado isso, basta lembrar os episódios a que nós assistimos – quer em nível regional, quer em nível federal”, disse. Na opinião do acadêmico, “isso é um chamamento aos partidos, às lideranças, e à própria estrutura democrática que com tanta dificuldade se conquistou no país”.

Apesar das críticas, o professor defendeu o comparecimento de todos eleitores na votação. “A população precisa participar. Não é porque o voto é obrigatório, mas porque é a oportunidade do exercício da cidadania. Neste momento, o poder está na mão de quem detêm o voto.”

Hermes Zaneti também reconheceu a importância das eleições em dois turnos. “São apenas dois candidatos. Aí há realmente o confronto de propostas, o que no caso específico desta eleições nós não tivemos”, lembrou.

No primeiro turno das eleições, 24,6 milhões de pessoas deixaram de votar (18,12% dos eleitores).


Fonte: A Tarde

TRE-BA divulga em seu site totalização detalhada dos votos na Bahia

A TARDE On Line


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) divulgou nesta quarta-feira, 6, em seu site, a relação detalhada do total de votos, na Bahia, que cada candidato recebeu durante o pleito nacional no último dia 3 de outubro.

Entre os dados disponibilizados, estão o número total de votos de cada candidato (majoritária e proporcional) por partido/coligação e, de forma mais detalhada, por município.

Para acessar as informações no sítio do TRE-BA na web, basta clicar no tópico “Eleições”, no lado esquerdo da página, e, em seguida, clicar no link “Resultado das Eleições / Bahia - Detalhado – Novo”, ou clicar aqui.

Dilma e Serra disputam os votos dos evangélicos

Lúcio Távora | Ag. A TARDE (02/12/2008)
Sidelvan Nóbrega (PRB) é um dos representantes evangélicos na Câmara de Vereadores

Eles já representam quase 30% da população brasileira, segundo estimativas do IBGE, e o apoio deles para o segundo turno das eleições presidenciais vem sendo altamente cobiçado pelos dois candidatos. Tanto Dilma Rousseff (PT) como José Serra (PSDB) sabem que o apoio dos evangélicos foi um dos fatores que deu 19% de votos a Marina Silva (PV) no primeiro turno (ela é membro da Igreja Assembleia de Deus) e pretendem atrair para si essa fatia do eleitorado.

No último Censo do IBGE, feito no ano 2000, foram contabilizados 26,1 milhões de evangélicos (15,4% da população brasileira). A estimativa é que, neste ano, quando está sendo feito um novo Censo, eles cheguem a 55 milhões de brasileiros (28,7%).

Junto ao crescimento populacional, a representação política dos evangélicos também cresceu bastante, ao ponto de ter sido criada na Câmara dos Deputados uma Frente Parlamentar Evangélica, em 2003. “Temos uma disciplina, diferente de outras religiões, que não conseguem coesão em torno de um candidato”, explica o vereador Sidelvan Nóbrega (PRB), ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.

Apesar dessa disciplina, no momento os evangélicos estão divididos, dizem as lideranças políticas próximas a esse eleitorado. Embora o consenso em torno do nome de Marina Silva fosse grande, principalmente dentro da Assembleia de Deus, agora não há mais unanimidade.

Dilma vem sofrendo uma forte anti-propaganda por causa das posições do PT favoráveis ao aborto e perdeu votos neste segmento, de acordo com as pesquisas de opinião feitas no primeiro turno, enquanto Serra se fortaleceu e está explorando bem o assunto a seu favor.

“Esse assunto (o aborto) realmente preocupa o pessoal. A campanha de Dilma vai ter que mostrar um posicionamento diferente para poder conquistar esses eleitores”, analisa o vereador Erivelton Santana (PSC), eleito deputado federal. Ele é membro da Assembleia de Deus.

Em pesquisa Ibope divulgada no final de setembro, Dilma possuía 42% das intenções de voto entre os evangélicos, apesar de ter registrado 50% das intenções de votos totais na pesquisa. Serra obteve 31% nesse segmento, enquanto Marina registrou 18%. Os percentuais de ambos entre os evangélicos foram superiores ao desempenho total, de 28% para Serra e 12% para Marina.

Diversos cientistas políticos têm creditado o bom resultado de Marina nas urnas ao voto evangélico. Foi esse segmento que a aproximou do eleitorado de baixa renda. A sua candidatura, em maior parte, recebeu apoio de eleitores com altos níveis de escolaridade e alta renda.

Difundida por meio de uma técnica conhecida como marketing viral, a ideia de que Dilma é favorável ao aborto e ao casamento gay encheu os e-mails de evangélicos nos últimos meses. Não só isso: o comentário também chegou a ser feito nas igrejas, onde os fiéis recebem uma orientação política.

Sem reação - Neste ponto, a máquina petista de propaganda tem sido menos eficiente, porque não está conseguindo explorar a mesma fraqueza de seu adversário. Serra, quando era ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso, assinou norma para a realização de aborto no Sistema Único da Saúde em casos de risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro.

Nesta campanha, entretanto, ele tem se posicionado contra o aborto. Dilma também tem dito que é contrária, mas defende atendimento de saúde pública para mulheres que recorrem ao método.

Fonte: A Tarde

Homens trocam tiros com polícia após assalto à fazenda de um juiz

Ana Cristina Oliveira, da Sucursal Itabuna



Luiz Tito/Ag. A Tarde/Sucursal Itabuna
Peritos examinaram o veículo utilizado na ação dos bandidosCinco homens encapuzados e fortemente armados assaltaram, na manhã desta quarta-feira, 6, um juiz aposentado que chegava à sua fazenda, no distrito de Santo Antônio, zona rural de Ilhéus. A vítima, que não quis se identificar, disse à delegada Andréa Oliveira, titular da Delegacia de Furtos e Roubos, que os assaltantes estavam na Pajero placa do Paraná AXE-1571, que emparelhou com a F-1000 em que ela estava. Quatro deles desceram com escopetas em punho e o juiz foi obrigado a entregar um revólver calibre 38, uma espingarda e um rifle velhos que tinha na sede da fazenda.

Os assaltantes não o machucaram, mas ameaçaram matá-lo se não entregasse as armas. Antes de fugirem, levaram o dinheiro que o juiz tinha no bolso e o trancaram dentro da casa. O grupo ainda rendeu dois amigos da vítima, que estavam chegando à fazenda e também levaram dinheiro deles. A ação durou cerca de 15 minutos.

Já na estrada, os assaltantes foram interceptados por viaturas da Rondesp, da Cipe-Região Cacaueira e do Tático Ostensivo Rodoviário, todos da Polícia Militar. Houve troca de tiros, mas os assaltantes conseguiram abandonar a Pajero e fugiram pelo mato.

Policiais militares e civis fizeram diligências durante todo o dia na área, mas não conseguiram localizar os cinco homens. O grupo seria o mesmo que assaltou a Fazenda Tupinambá, na vila de Serra Grande, zona rural de Uruçuca, na madrugada do último domingo, segundo a delegada. Eles chegaram à propriedade em um Fiat, locado em Ilhéus, renderam o proprietário, que é do Paraná, roubaram computador e dinheiro, e fugiram na Pajero da vítima, usada no assalto de ontem.

No veículo, os policiais encontraram as máscaras, pistolas, carabinas, rifles, fuzil e muita munição de vários calibres.

A delegada ouviu Josenilton Messias Santos, o homem que locou o Fiat usado pelos assaltantes para chegar à Fazenda Tupinambá. Logo após o assalto, ele prestou queixa na delegacia de que o carro foi roubado, mas há suspeita do envolvimento de Josenilton com os assaltantes, segundo informações da polícia.

De acordo com policiais, no domingo, depois do assalto, ele estava ansioso para retirar o Fiat do local em que foi abandonado pelos assaltantes, o que parecia uma tentativa de despistar, para evitar que a polícia soubesse quem locou o carro e, com isso, pudesse identificar os assaltantes.

A Pajero, que apresenta furos de tiros, está no pátio do Complexo Policial de Ilhéus para ser periciada. A polícia também está investigando se o armamento apreendido foi usado em outros assaltos na região.

Fonte: A Tarde

quarta-feira, outubro 06, 2010

Deputado mais votado proporcionalmente promete abrir mão de salários e benefícios Milton Júnior e Leandro Kleber


Do Contas Abertas

Ao todo, apenas 11 novos deputados federais no Brasil mantêm o “segredo” de como se conquistar mais de 10% dos votos em seus estados. Antônio Reguffe (PDT-DF), por exemplo, é o candidato à Câmara dos Deputados proporcionalmente mais votado do Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Com 266 mil votos, ele contou com a preferência de um a cada cinco eleitores do Distrito Federal (18,95%). Aos 39 anos, o candidato, apadrinhado pelo senador reeleito Cristovam Buarque (PDT-DF), se consagrou na Câmara Distrital em Brasília, onde atua desde 2006. Na Câmara Federal, Reguffe promete abrir mão dos principais atrativos para aqueles que sonham com uma vaga no Congresso – 14º e 15º salários, auxílio-moradia, passagens aéreas e verba indenizatória.

Em entrevista ao Contas Abertas, Reguffe conta que ficou surpreso com o percentual dos votos válidos no DF. “Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar ser o deputado mais bem votado no país. Não tenho palavras para descrever o que eu senti e a única coisa que posso demonstrar como gratidão é fazer um mandato honesto e decente, além de cumprir absolutamente tudo que prometi durante a campanha”, afirma o carioca de 39 anos.

Reguffe foi eleito deputado distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2006. No legislativo local, onde 26 deputados e suplentes foram investigados pelo Ministério Público Federal por suspeita de corrupção no escândalo do mensalão do DEM, o parlamentar colecionou desafetos ao abrir mão dos 14º e o 15º salários, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória. Como deputado federal ele promete: “vou adotar as mesmas medidas em meu gabinete. Vou abrir mão dos salários extras (14º e 15º salários), do auxílio-moradia, da cota de passagem aérea e não pretendo usar um centavo sequer da verba indenizatória”, garante.

Além de reduzir os próprios gastos, o deputado pedetista pretende propor uma mudança política profunda. “Hoje, há uma crise na nossa democracia representativa. É preciso mudar esse modelo político. É preciso diminuir a distância entre representantes e representados”, acredita. Reguffe diz ainda que trabalhará com rigor na fiscalização dos gastos públicos e apresentará, ainda, projetos para propor o voto facultativo, a proibição de doações privadas e a instituição do financiamento exclusivamente público de campanha, o fim da reeleição para cargos executivos, o limite de uma única reeleição para cargos legislativos, dentre outros.

A estratégia da campanha, na avaliação do candidato, foi simples, mas cheia de entusiasmo. “Minha campanha foi simples, sem sequer ter uma pessoa remunerada, sem comitê de campanha, sem carro de som, sem um centavo de empresários e sem caixa dois. Fiz uma campanha simples, mas com muito entusiasmo e muita dedicação”.

Durante a entrevista, Reguffe também falou sobre críticas a respeito do seu antigo programa "Ideias com Reguffe", na TV Apoio, onde ele teria aceitado recursos públicos e realizado campanha antecipada para distrital. “Eu apresentei este programa durante cinco anos e meio, antes de ser distrital. A maioria esmagadora dos anúncios era da iniciativa privada, mas também tinha anúncios de governo. Mesmo assim, jamais misturei a parte editorial com a parte comercial, tanto que continuava questionando e batendo no governo à época. Aliás, isso deveria ser motivo de elogio e não de crítica”, explica o candidato, que é formado em economia e jornalismo.

Sobre a propaganda antecipada, Reguffe diz que deixou o programa em 2006, antes mesmo do prazo exigido pela lei. “A legislação eleitoral exigia que nós deixássemos o programa 70 dias antes das eleições, e eu deixei antes da convenção do partido, porque a partir do momento em que eu me colocava como candidato, já não me achava mais isento para apresentar o programa. Embora não houvesse nenhuma ilegalidade em continuar apresentando, eu tomei essa postura que, para mim, era a mais ética”, afirma.

Enquanto não assume a cadeira federal, o candidato mais bem votado do país diz que pretende cumprir com as obrigações na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Quando assumir o posto federal, garante que continuará fazendo sua parte, mas acredita não ter forças para conseguir influenciar os colegas a seguir o seu exemplo.

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Marina...vc se pintou?

"Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”, escreve Maurício Abdalla, professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.
Eis o artigo.
“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável,Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como dizLeonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilmacontra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globonunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.

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