MACEIÓ - O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) entrou, no início da noite de ontem, com pedido de suspensão de execução da liminar do desembargador Juarez Marques Luz, que determinou o retorno dos deputados estaduais afastados da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Alagoas. Os parlamentares foram indiciados pela Polícia Federal (PF), durante as investigações da Operação Taturana, pelo rombo de R$ 200 milhões dos cofres da Assembléia.
No pedido, dirigido ao presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), José Fernandes Holanda, o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, e promotores de Justiça do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e da Fazenda Pública alegam que a decisão do desembargador Marques Luz "tolhe o andamento da investigação desenvolvida pelo Ministério Público de Alagoas".
Ainda segundo o MP alagoano, ao devolver ao comando da Assembléia aos agentes públicos investigados, "documentos que poderiam comprovar os supostos atos de improbidade administrativa - que teriam alcançado cifras astronômicas como foi amplamente divulgado após a Operação Taturana - voltariam a estar em poder dos próprios investigados".
Fonte: Tribuna da Imprensa
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Justiça condena Celso Pitta a quatro anos de prisão
SÃO PAULO - O juiz federal da 8ª Vara Criminal de São Paulo, Márcio Rached Millani, condenou ontem Celso Pitta, ex-secretário das Finanças da gestão Paulo Maluf e ex-prefeito paulistano, e o ex-coordenador municipal da Dívida Pública Wagner Baptista Ramos a quatro anos e quatro meses de detenção em regime semi-aberto. Eles foram condenados pelos crimes de desvio de verba pública e endividamento do município no caso que ficou conhecido como o "escândalo dos precatórios". Eles podem recorrer da sentença em liberdade.
Millani considerou na sentença, ao aplicar as penas, os seguintes pontos: o montante de títulos emitidos em desacordo com a lei e o montante de recursos aplicados em finalidade diversa - vários milhões, em ambos os casos; as conseqüências danosas que ocasionaram a emissão de títulos, aumentando o endividamento do município; as circunstâncias dos delitos, realizados mediante o envio de inúmeras informações falsas ao Banco Central; as manobras engendradas para a maquiagem dos valores que acabaram por dificultar a apuração do montante real; a experiência que Wagner Ramos detinha na matéria - era coordenador da Dívida Pública; e a função estratégica de Celso Pitta na prefeitura de São Paulo como secretário das Finanças.
"A conclusão é lógica. Os recursos obtidos com a venda das letras e que só poderiam ser utilizados para a finalidade constitucionalmente prevista, pagamento de precatórios, foram desviados e usados em finalidade distinta", destacou o juiz federal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Pitta e Ramos teriam inserido declarações falsas em documentos públicos, com a finalidade de justificar a autorização, pelo Senado, da emissão de títulos públicos no valor equivalente a US$ 600 milhões.
Com a aprovação do então prefeito Maluf, Celso Pitta teria pedido ao Senado emissão desses títulos para o pagamento de precatórios, se utilizando de valores falsos. O pedido teria o intuito de ludibriar o Senado para que todos os precatórios fossem incluídos e considerados para a emissão das Letras do Tesouro.
O MPF entendeu que os denunciados teriam obtido autorização fraudulenta do Senado, captado recursos com a colocação de títulos no mercado e utilizado o montante para pagamento de despesas diversas além do permitido pela Constituição Federal, gerando o endividamento desnecessário e ilegal do município.
"Os réus alijaram os órgãos competentes da discussão inserindo, nos documentos enviados, afirmações falsas, omitindo a real natureza de todos os precatórios que ensejariam a emissão dos títulos", afirmou Millani.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Millani considerou na sentença, ao aplicar as penas, os seguintes pontos: o montante de títulos emitidos em desacordo com a lei e o montante de recursos aplicados em finalidade diversa - vários milhões, em ambos os casos; as conseqüências danosas que ocasionaram a emissão de títulos, aumentando o endividamento do município; as circunstâncias dos delitos, realizados mediante o envio de inúmeras informações falsas ao Banco Central; as manobras engendradas para a maquiagem dos valores que acabaram por dificultar a apuração do montante real; a experiência que Wagner Ramos detinha na matéria - era coordenador da Dívida Pública; e a função estratégica de Celso Pitta na prefeitura de São Paulo como secretário das Finanças.
"A conclusão é lógica. Os recursos obtidos com a venda das letras e que só poderiam ser utilizados para a finalidade constitucionalmente prevista, pagamento de precatórios, foram desviados e usados em finalidade distinta", destacou o juiz federal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Pitta e Ramos teriam inserido declarações falsas em documentos públicos, com a finalidade de justificar a autorização, pelo Senado, da emissão de títulos públicos no valor equivalente a US$ 600 milhões.
Com a aprovação do então prefeito Maluf, Celso Pitta teria pedido ao Senado emissão desses títulos para o pagamento de precatórios, se utilizando de valores falsos. O pedido teria o intuito de ludibriar o Senado para que todos os precatórios fossem incluídos e considerados para a emissão das Letras do Tesouro.
O MPF entendeu que os denunciados teriam obtido autorização fraudulenta do Senado, captado recursos com a colocação de títulos no mercado e utilizado o montante para pagamento de despesas diversas além do permitido pela Constituição Federal, gerando o endividamento desnecessário e ilegal do município.
"Os réus alijaram os órgãos competentes da discussão inserindo, nos documentos enviados, afirmações falsas, omitindo a real natureza de todos os precatórios que ensejariam a emissão dos títulos", afirmou Millani.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Serra lidera em todas simulações para 2010
BRASÍLIA - Segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as intenções de voto em todas as listas apresentadas aos entrevistados, tanto no primeiro como no segundo turnos da eleição presidencial de 2010. Na primeira lista, o tucano Serra conta com 38,2% das intenções, seguido de Ciro Gomes, do PSB, com 18,5%; Heloisa Helena, do PSOL, com 12,8%; e Dilma Rousseff, petista e ministra-chefe da Casa Civil, com 4,5%.
Em outra lista, Dilma é substituída pelo ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Serra, nesse caso, conta com 37,5% das intenções de voto, Ciro com 19,6%, Heloisa Helena com 13,9% e Patrus com 3,4%.
Quando o candidato do PT é o ministro da Justiça, Tarso Genro, Serra aparece com 37,3% das intenções, Ciro com 19%, Heloisa Helena com 13,3% e Tarso com 4,9%. Em uma lista em que Serra não aparece, Ciro Gomes lidera com 25,8% das intenções, seguido por Heloisa Helena com 19,1%, Aécio Neves, do PSDB, com 16,6% e Dilma Rousseff com 5,4%.
Nas simulações de segundo turno, Serra também vence em todas as listas apresentadas. Diante do candidato do PT, a folga do tucano é bem maior. Contra Patrus Ananias, Serra venceria por 59,1% contra 8%. Na disputa com Dilma Rousseff, venceria com 57,9%, ante 9,2%.
Já em um eventual embate contra Tarso Genro, Serra teria 57,5%, e o ministro da Justiça teria 10,1%. Serra só venceria com um placar mais apertado a disputa com Ciro Gomes, com 46,5%, enquanto o deputado cearense teria 25,5%.
A pesquisa também fez duas simulações considerando Aécio Neves no segundo turno, enfrentando Dilma Rousseff e Tarso Genro. O tucano vence nas duas simulações. Contra Dilma, ele teria 36,9%, ante 14,5% da ministra; e contra Tarso, 36,1%, ante 15,5% do petista.
Apoio de Lula
Apesar do desempenho fraco dos candidatos do PT nas simulações, Guedes afirma que, se o nome for "palatável", o apoio do presidente Lula provavelmente vai colocar o candidato no segundo turno. O mesmo raciocínio vale para candidatos de outros partidos da base aliada que venham a ser apoiados por Lula.
Essa força pode ser medida no levantamento das intenções de voto na pesquisa espontânea. Mesmo não podendo se candidatar à reeleição, Lula foi citado por 18,6% dos entrevistados, liderando as intenções de voto espontâneo. Em segundo lugar apareceu Serra, com 5,1%, seguido de Aécio Neves, com 3%; Geraldo Alckmin, com 2,1%; Ciro Gomes, com 1,2%; e Fernando Henrique Cardoso, com 1%.
O diretor da Sensus destacou o fato de que 57,1% dos entrevistados não indicaram nenhum candidato, o que somado, com os 18,6% atribuídos a Lula, mostra um cenário eleitoral para 2010 ainda bastante indefinido. A pesquisa constatou que 9,6% dos entrevistados votariam somente em um candidato apoiado pelo presidente nas eleições municipais deste ano.
Outros 27,2% disseram que poderiam votar no candidato do presidente. Segundo o Guedes, a soma dos dois resultados forma o limite de voto transferido pelo presidente. De acordo com a pesquisa, 25,9% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no candidato de Lula. Um nível de rejeição que não inviabiliza as candidaturas apoiadas por Lula, avalia Guedes, o que ocorreria se a rejeição superasse 40%.
Licença por pleito
A maioria dos entrevistados é contra o ato de ministros, secretários ou altos funcionários da administração federal ou estadual deixarem seus cargos para se candidatarem a prefeito, é o que aponta a pesquisa. Para 50,8%, essa postura não é positiva nem legítima, enquanto 30,8% consideram o movimento positivo e legítimo. Já para 11,6% dos entrevistados, a manobra é indiferente.
A pesquisa aponta que o principal critério de escolha para prefeito é ser bom administrador, com 39,6%. O critério seguinte é estar atento às questões sociais, apontado por 25,9% dos entrevistados, e o terceiro item foi o compromisso com a geração de empregos, apontado por 19,8%.
De acordo com a pesquisa, a informação que as pessoas mais consideram na escolha do candidato é o contato direto com o político, com 44,2%. Para 26,3%, os programas eleitorais de rádio e TV são as informações que mais consideram na hora de escolha do seu candidato. Para 12,1%, a opinião de amigos e familiares é a mais importante, seguida dos comícios, com 7,8%, e da opinião de pastores, padres e lideranças comunitárias, com 4%.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em outra lista, Dilma é substituída pelo ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Serra, nesse caso, conta com 37,5% das intenções de voto, Ciro com 19,6%, Heloisa Helena com 13,9% e Patrus com 3,4%.
Quando o candidato do PT é o ministro da Justiça, Tarso Genro, Serra aparece com 37,3% das intenções, Ciro com 19%, Heloisa Helena com 13,3% e Tarso com 4,9%. Em uma lista em que Serra não aparece, Ciro Gomes lidera com 25,8% das intenções, seguido por Heloisa Helena com 19,1%, Aécio Neves, do PSDB, com 16,6% e Dilma Rousseff com 5,4%.
Nas simulações de segundo turno, Serra também vence em todas as listas apresentadas. Diante do candidato do PT, a folga do tucano é bem maior. Contra Patrus Ananias, Serra venceria por 59,1% contra 8%. Na disputa com Dilma Rousseff, venceria com 57,9%, ante 9,2%.
Já em um eventual embate contra Tarso Genro, Serra teria 57,5%, e o ministro da Justiça teria 10,1%. Serra só venceria com um placar mais apertado a disputa com Ciro Gomes, com 46,5%, enquanto o deputado cearense teria 25,5%.
A pesquisa também fez duas simulações considerando Aécio Neves no segundo turno, enfrentando Dilma Rousseff e Tarso Genro. O tucano vence nas duas simulações. Contra Dilma, ele teria 36,9%, ante 14,5% da ministra; e contra Tarso, 36,1%, ante 15,5% do petista.
Apoio de Lula
Apesar do desempenho fraco dos candidatos do PT nas simulações, Guedes afirma que, se o nome for "palatável", o apoio do presidente Lula provavelmente vai colocar o candidato no segundo turno. O mesmo raciocínio vale para candidatos de outros partidos da base aliada que venham a ser apoiados por Lula.
Essa força pode ser medida no levantamento das intenções de voto na pesquisa espontânea. Mesmo não podendo se candidatar à reeleição, Lula foi citado por 18,6% dos entrevistados, liderando as intenções de voto espontâneo. Em segundo lugar apareceu Serra, com 5,1%, seguido de Aécio Neves, com 3%; Geraldo Alckmin, com 2,1%; Ciro Gomes, com 1,2%; e Fernando Henrique Cardoso, com 1%.
O diretor da Sensus destacou o fato de que 57,1% dos entrevistados não indicaram nenhum candidato, o que somado, com os 18,6% atribuídos a Lula, mostra um cenário eleitoral para 2010 ainda bastante indefinido. A pesquisa constatou que 9,6% dos entrevistados votariam somente em um candidato apoiado pelo presidente nas eleições municipais deste ano.
Outros 27,2% disseram que poderiam votar no candidato do presidente. Segundo o Guedes, a soma dos dois resultados forma o limite de voto transferido pelo presidente. De acordo com a pesquisa, 25,9% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no candidato de Lula. Um nível de rejeição que não inviabiliza as candidaturas apoiadas por Lula, avalia Guedes, o que ocorreria se a rejeição superasse 40%.
Licença por pleito
A maioria dos entrevistados é contra o ato de ministros, secretários ou altos funcionários da administração federal ou estadual deixarem seus cargos para se candidatarem a prefeito, é o que aponta a pesquisa. Para 50,8%, essa postura não é positiva nem legítima, enquanto 30,8% consideram o movimento positivo e legítimo. Já para 11,6% dos entrevistados, a manobra é indiferente.
A pesquisa aponta que o principal critério de escolha para prefeito é ser bom administrador, com 39,6%. O critério seguinte é estar atento às questões sociais, apontado por 25,9% dos entrevistados, e o terceiro item foi o compromisso com a geração de empregos, apontado por 19,8%.
De acordo com a pesquisa, a informação que as pessoas mais consideram na escolha do candidato é o contato direto com o político, com 44,2%. Para 26,3%, os programas eleitorais de rádio e TV são as informações que mais consideram na hora de escolha do seu candidato. Para 12,1%, a opinião de amigos e familiares é a mais importante, seguida dos comícios, com 7,8%, e da opinião de pastores, padres e lideranças comunitárias, com 4%.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Brasileiros querem fim do cartão corporativo
BRASÍLIA - Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Transporte ao instituto Sensus (CNT/Sensus), divulgada ontem, aponta que 53,3% dos entrevistados se manifestaram contra a manutenção do uso dos cartões corporativos, enquanto apenas 7% se disseram a favor e 2,2% a favor, desde que regido por normas.
Outro dado da pesquisa é que 45% dos entrevistados disseram que ministros e funcionários que usaram indevidamente os cartões deveriam perder o cargo e repor os gastos. Para 12,8%, deveriam somente repor os gastos. E para 3,2%, somente perder o cargo. Disseram que não devem nem perder o cargo nem repor o cargo, 1,4% dos entrevistados.
A pesquisa mostra que nem as notícias sobre o mau uso dos cartões corporativos no governo federal reduziram o apoio ao governo, embora, para 48% dos entrevistados, o uso indevido de cartões corporativos no governo federal afeta a imagem do presidente Lula.
Se forem consideradas apenas as pessoas que têm acompanhado ou ouviram falar do tema, 74,9% consideram que o escândalo dos cartões afeta a imagem do presidente. Já para 13% dos entrevistados, a crise não afeta a imagem de Lula.
Questionado sobre a contradição entre as pessoas afirmarem que a crise afeta a imagem de Lula, ao mesmo tempo em que a popularidade dele e do governo atingiram os melhores níveis desde 2003, o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, explicou que essa crise não é determinante para a popularidade do presidente.
"Ela afeta, mas não é determinante para o presidente. Determinante é a economia", afirmou Guedes, que não soube afirmar se na ausência dessa crise política Lula estaria com a popularidade ainda maior. "É difícil afirmar, mas a popularidade poderia estar mais alta", disse.
Avaliação positiva
A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 52,7% em fevereiro, ante 46,5% em outubro de 2007, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. O índice é o maior desde janeiro de 2003, quando Lula assumiu o governo e a avaliação ficou em 56,6%.
A avaliação regular do governo caiu de 35,9% para 32,5% e a avaliação negativa recuou de 16,5% para 13,7%. Já a aprovação do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 61,2% para 66,8%, o melhor nível desde dezembro de 2003, quando ficou em 69,9%. A desaprovação, por sua vez, recuou de 32,5% para 28,6%.
Segundo o diretor da Sensus, a popularidade significativamente alta do presidente Lula se deve ao desempenho da economia e aos programas sociais. A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 16 de fevereiro e entrevistou 2 mil pessoas nas cinco regiões do País. A margem de erro é de 3% para cima ou para baixo.
Expectativas
Houve uma melhora significativa no índice de expectativa, que sintetiza as perspectivas para indicadores de emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos seis meses. Segundo a pesquisa, o índice de expectativa subiu de 64,46 pontos, em outubro de 2007, para 71,25 pontos, em fevereiro.
De acordo com a pesquisa, para 58,4% dos entrevistados, o nível de emprego vai melhorar nos próximos seis meses, ante 50,6% na pesquisa anterior. Para 23,3%, o emprego vai se manter estável (27,7% na pesquisa anterior) e para 13,6% o indicador vai piorar (15,9% na avaliação anterior).
Em relação à renda, 55,2% esperam uma elevação (45,9% na anterior), 29,9% acreditam que haverá estabilidade (37,8% anteriormente), e 10,6% acham que haverá uma redução (10,9% na anterior). Em relação à saúde, 54,4% esperam melhora (ante 43,6% na pesquisa anterior), 25,5% acham que a saúde ficará do mesmo jeito (32,3% na anterior) e 16,1% opinaram que irá piorar (19,6% na avaliação anterior).
Fonte: Tribuna da Imprensa
Outro dado da pesquisa é que 45% dos entrevistados disseram que ministros e funcionários que usaram indevidamente os cartões deveriam perder o cargo e repor os gastos. Para 12,8%, deveriam somente repor os gastos. E para 3,2%, somente perder o cargo. Disseram que não devem nem perder o cargo nem repor o cargo, 1,4% dos entrevistados.
A pesquisa mostra que nem as notícias sobre o mau uso dos cartões corporativos no governo federal reduziram o apoio ao governo, embora, para 48% dos entrevistados, o uso indevido de cartões corporativos no governo federal afeta a imagem do presidente Lula.
Se forem consideradas apenas as pessoas que têm acompanhado ou ouviram falar do tema, 74,9% consideram que o escândalo dos cartões afeta a imagem do presidente. Já para 13% dos entrevistados, a crise não afeta a imagem de Lula.
Questionado sobre a contradição entre as pessoas afirmarem que a crise afeta a imagem de Lula, ao mesmo tempo em que a popularidade dele e do governo atingiram os melhores níveis desde 2003, o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, explicou que essa crise não é determinante para a popularidade do presidente.
"Ela afeta, mas não é determinante para o presidente. Determinante é a economia", afirmou Guedes, que não soube afirmar se na ausência dessa crise política Lula estaria com a popularidade ainda maior. "É difícil afirmar, mas a popularidade poderia estar mais alta", disse.
Avaliação positiva
A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 52,7% em fevereiro, ante 46,5% em outubro de 2007, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. O índice é o maior desde janeiro de 2003, quando Lula assumiu o governo e a avaliação ficou em 56,6%.
A avaliação regular do governo caiu de 35,9% para 32,5% e a avaliação negativa recuou de 16,5% para 13,7%. Já a aprovação do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 61,2% para 66,8%, o melhor nível desde dezembro de 2003, quando ficou em 69,9%. A desaprovação, por sua vez, recuou de 32,5% para 28,6%.
Segundo o diretor da Sensus, a popularidade significativamente alta do presidente Lula se deve ao desempenho da economia e aos programas sociais. A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 16 de fevereiro e entrevistou 2 mil pessoas nas cinco regiões do País. A margem de erro é de 3% para cima ou para baixo.
Expectativas
Houve uma melhora significativa no índice de expectativa, que sintetiza as perspectivas para indicadores de emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos seis meses. Segundo a pesquisa, o índice de expectativa subiu de 64,46 pontos, em outubro de 2007, para 71,25 pontos, em fevereiro.
De acordo com a pesquisa, para 58,4% dos entrevistados, o nível de emprego vai melhorar nos próximos seis meses, ante 50,6% na pesquisa anterior. Para 23,3%, o emprego vai se manter estável (27,7% na pesquisa anterior) e para 13,6% o indicador vai piorar (15,9% na avaliação anterior).
Em relação à renda, 55,2% esperam uma elevação (45,9% na anterior), 29,9% acreditam que haverá estabilidade (37,8% anteriormente), e 10,6% acham que haverá uma redução (10,9% na anterior). Em relação à saúde, 54,4% esperam melhora (ante 43,6% na pesquisa anterior), 25,5% acham que a saúde ficará do mesmo jeito (32,3% na anterior) e 16,1% opinaram que irá piorar (19,6% na avaliação anterior).
Fonte: Tribuna da Imprensa
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Cinco mortos e dez feridos em colisão na BR-101
Vítimas fatais ocupavam a van de placa MDC-9313, que saiu de Alagoas com destino a São Paulo
Cinco pessoas morreram e pelo menos dez ficaram feridas no choque frontal entre a van de placa MDC-9313 e o caminhão IAC-7261, ocorrido no km 343 da BR-101, entre as cidades de Teolândia e Tancredo Neves, ontem pela manhã. Todos os mortos viajavam na van, que saiu de Ibatiguara, em Alagoas, com destino a São Paulo, levando 15 pessoas. Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acreditam que o motorista da van, José Ederaldo da Silva, 30 anos, tenha dormido ao volante.
O acidente aconteceu cerca de 20 quilômetros depois do posto rodoviário de Gandu. O choque foi tão violento que deixou a van totalmente destruída, sendo considerado pelos policiais rodoviários um milagre não ter ocorrido mais mortes. Dos feridos, cinco chegaram ao hospital em estado considerado delicado mas, de acordo com o boletim médico do Hospital de Base de Itabuna, fornecido no final da tarde de ontem, não correm risco de morte.
Morreram no acidente Ingrid Rosane Nascimento, 17; Cícera Possidômio, 75; Edilma Maria Faustino da Silva, 47; José Ederaldo da Silva (motorista) e uma criança de cerca de 10 anos que não teve o nome divulgado. Os corpos das vítimas já se encontram no Instituto Médico-Legal (IML) de Valença.
O motorista do caminhão, Carlos Roberto Coelho, 40, sofreu ferimentos leves no braço direito e foi liberado após ser medicado no hospital de Teolândia. Além dele, saíram feridos na colisão Rogério José da Silva, Guilherme Augusto Faustino, Ednaldo Brasil Nascimento, Irene Domingos da Silva, Marluce Maria da Conceição, duas mulheres de prenomes Giselle e Gabrielle e outras duas pessoas. Eles foram encaminhados para o hospital de Itabuna e de Teolândia.
Capotamento - Outro acidente ocorrido na BR-101, também no trecho de Teolândia, teve como vítima fatal Antonio Soares Batista, 27, que estava no Gol JPU-6697, conduzido por Marcos José Vieira, 21. O motorista perdeu o controle do veículo, bateu em um barranco e capotou.
No carro ainda viajavam Arilma Menezes de Souza, 24. Os três foram encaminhados para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, mas Antonio Soares não resistiu. Eles retornavam de uma festa em Gandu.
Fonte: Correio da Bahia
Cinco pessoas morreram e pelo menos dez ficaram feridas no choque frontal entre a van de placa MDC-9313 e o caminhão IAC-7261, ocorrido no km 343 da BR-101, entre as cidades de Teolândia e Tancredo Neves, ontem pela manhã. Todos os mortos viajavam na van, que saiu de Ibatiguara, em Alagoas, com destino a São Paulo, levando 15 pessoas. Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acreditam que o motorista da van, José Ederaldo da Silva, 30 anos, tenha dormido ao volante.
O acidente aconteceu cerca de 20 quilômetros depois do posto rodoviário de Gandu. O choque foi tão violento que deixou a van totalmente destruída, sendo considerado pelos policiais rodoviários um milagre não ter ocorrido mais mortes. Dos feridos, cinco chegaram ao hospital em estado considerado delicado mas, de acordo com o boletim médico do Hospital de Base de Itabuna, fornecido no final da tarde de ontem, não correm risco de morte.
Morreram no acidente Ingrid Rosane Nascimento, 17; Cícera Possidômio, 75; Edilma Maria Faustino da Silva, 47; José Ederaldo da Silva (motorista) e uma criança de cerca de 10 anos que não teve o nome divulgado. Os corpos das vítimas já se encontram no Instituto Médico-Legal (IML) de Valença.
O motorista do caminhão, Carlos Roberto Coelho, 40, sofreu ferimentos leves no braço direito e foi liberado após ser medicado no hospital de Teolândia. Além dele, saíram feridos na colisão Rogério José da Silva, Guilherme Augusto Faustino, Ednaldo Brasil Nascimento, Irene Domingos da Silva, Marluce Maria da Conceição, duas mulheres de prenomes Giselle e Gabrielle e outras duas pessoas. Eles foram encaminhados para o hospital de Itabuna e de Teolândia.
Capotamento - Outro acidente ocorrido na BR-101, também no trecho de Teolândia, teve como vítima fatal Antonio Soares Batista, 27, que estava no Gol JPU-6697, conduzido por Marcos José Vieira, 21. O motorista perdeu o controle do veículo, bateu em um barranco e capotou.
No carro ainda viajavam Arilma Menezes de Souza, 24. Os três foram encaminhados para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, mas Antonio Soares não resistiu. Eles retornavam de uma festa em Gandu.
Fonte: Correio da Bahia
Celular com TV em breve no Brasil
Paulo Marcio Vaz
A TV digital via celular é a vedete do momento no mundo da tecnologia móvel. É isso o que diz uma pesquisa global feita em conjunto pela rede americana CNN e a empresa sueca Ericsson - líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações. Foram ouvidos usuários de todos os continentes, seguindo uma proporcionalidade definida pelos pesquisadores.
A maior parte dos usuários ouvidos é da América do Norte (59,3%). Em seguida, vem a Europa (14,48%), a Ásia/Pacífico (13,8%), as Américas do Sul, Central e Caribe (6,1%) e, por último, Oriente Médio e África (6%). Cerca de um terço dos usuários (34%) diz que a TV via celular é o aplicativo de maior interesse e praticamente metade (44%) deles disse que vai adotar a TV móvel num período de até dois anos.
Tendência
Os resultados foram publicados na semana passada durante o Mobile World Congress - feira internacional sobre tecnologia móvel, em Barcelona - onde foram mostrados diversos novos modelos de celulares que recebem sinais de TV aberta.
Uma tendência que, aos poucos, vai se apresentando no Brasil. Por aqui, ainda não há aparelhos de celular capazes de receber o sinal de TV, apesar de a tecnologia digital lançada recentemente já possibilitar a novidade em São paulo. No Rio, neste primeiro semestre, será possível assistir a TV digital móvel, desde que, é claro, haja aparelhos.
A primeira empresa a anunciar oficialmente que pretende lançar em breve seu celular capaz de receber as imagens da TV foi a Samsung. O anúncio, feito em dezembro, promete o lançamento para o primeiro trimestre deste ano. Apesar de ainda não confirmar a data, a empresa disse, na semana passada, que mantém os planos.
A forma como a TV digital foi implementada no Brasil deixou de fora as operadoras de telefonia móvel. Quem tiver um celular capaz de receber o sinal da TV aberta não vai precisar pagar pelo serviço. Ou seja: Claro, Tim, Vivo, Telefônica e suas concorrentes, por enquanto, não ganham nada com a TV móvel.
- A TV digital em si mesma não é problema. O governo brasileiro fez a escolha de um padrão terrestre de TV digital e nada impede que exista um nicho de consumidores que demande a combinação 3G mais TV digital. No entanto, se as operadoras não tiverem um modelo comercial para adotar a combinação, o nicho não se desenvolverá - aposta Ricardo Tavares, vice-presidente de políticas públicas da GSM Association, associação que reúne operadoras de celular no mundo todo.
Tavares ressalta que a TV digital via celular não deveria ser misturada ao padrão da TV aberta convencional, não só por motivos comerciais, mas por uma questão de diferenças entre as próprias características físicas como, por exemplo, o tamanho da tela dos aparelhos.
- Na verdade, o que estamos vendo no mundo é o desenvolvimento de uma indústria de conteúdo visual específica para o celular porque a tela é pequena. O conteúdo de TV requerido para o celular é diferente da TV aberta - observa.
Samsung
O gerente de produto da divisão Telecom da Samsung, André Varga, aposta na praticidade de se ver TV praticamente em qualquer lugar somada ao que André chama de "paixão do brasileiro pela TV":
- Ninguém é ingênuo a ponto de negar que é melhor assistir TV numa tela grande do que numa de celular, da mesma forma que é melhor assistir a um filme no cinema do que na TV. Mas, com o celular, o brasileiro pode fazer uma das coisas que mais gosta, em lugares e situações onde isso, antes, era impossível.
André antecipou alguns detalhes a respeito do aparelho brasileiro. Ele virá com tela Oled - tecnologia que alia imagens mais brilhantes a telas superfinas - garantindo um celular com baixo consumo de energia e imagem de alto padrão.
Uma prévia do celular pode ser o modelo V805, que é utilizado como demonstração da tecnologia em uma loja da Samsung em um shopping de São Paulo. Em relação ao preço, por enquanto, o primeiro celular brasileiro com TV deve atender apenas "ao topo da pirâmide de consumo". Quer dizer: será para poucos.
- É uma tendência mundial em relação aos novos lançamentos tecnológicos. Primeiro se atende à demanda de um nicho menor até expandi-la para um nicho maior. Mas acreditamos que, em um ano e meio, outos modelos serão lançados e o celular com TV se tornará tão popular como aconteceu com o de câmera fotográfica - prevê.
Fonte: JB Online
A TV digital via celular é a vedete do momento no mundo da tecnologia móvel. É isso o que diz uma pesquisa global feita em conjunto pela rede americana CNN e a empresa sueca Ericsson - líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações. Foram ouvidos usuários de todos os continentes, seguindo uma proporcionalidade definida pelos pesquisadores.
A maior parte dos usuários ouvidos é da América do Norte (59,3%). Em seguida, vem a Europa (14,48%), a Ásia/Pacífico (13,8%), as Américas do Sul, Central e Caribe (6,1%) e, por último, Oriente Médio e África (6%). Cerca de um terço dos usuários (34%) diz que a TV via celular é o aplicativo de maior interesse e praticamente metade (44%) deles disse que vai adotar a TV móvel num período de até dois anos.
Tendência
Os resultados foram publicados na semana passada durante o Mobile World Congress - feira internacional sobre tecnologia móvel, em Barcelona - onde foram mostrados diversos novos modelos de celulares que recebem sinais de TV aberta.
Uma tendência que, aos poucos, vai se apresentando no Brasil. Por aqui, ainda não há aparelhos de celular capazes de receber o sinal de TV, apesar de a tecnologia digital lançada recentemente já possibilitar a novidade em São paulo. No Rio, neste primeiro semestre, será possível assistir a TV digital móvel, desde que, é claro, haja aparelhos.
A primeira empresa a anunciar oficialmente que pretende lançar em breve seu celular capaz de receber as imagens da TV foi a Samsung. O anúncio, feito em dezembro, promete o lançamento para o primeiro trimestre deste ano. Apesar de ainda não confirmar a data, a empresa disse, na semana passada, que mantém os planos.
A forma como a TV digital foi implementada no Brasil deixou de fora as operadoras de telefonia móvel. Quem tiver um celular capaz de receber o sinal da TV aberta não vai precisar pagar pelo serviço. Ou seja: Claro, Tim, Vivo, Telefônica e suas concorrentes, por enquanto, não ganham nada com a TV móvel.
- A TV digital em si mesma não é problema. O governo brasileiro fez a escolha de um padrão terrestre de TV digital e nada impede que exista um nicho de consumidores que demande a combinação 3G mais TV digital. No entanto, se as operadoras não tiverem um modelo comercial para adotar a combinação, o nicho não se desenvolverá - aposta Ricardo Tavares, vice-presidente de políticas públicas da GSM Association, associação que reúne operadoras de celular no mundo todo.
Tavares ressalta que a TV digital via celular não deveria ser misturada ao padrão da TV aberta convencional, não só por motivos comerciais, mas por uma questão de diferenças entre as próprias características físicas como, por exemplo, o tamanho da tela dos aparelhos.
- Na verdade, o que estamos vendo no mundo é o desenvolvimento de uma indústria de conteúdo visual específica para o celular porque a tela é pequena. O conteúdo de TV requerido para o celular é diferente da TV aberta - observa.
Samsung
O gerente de produto da divisão Telecom da Samsung, André Varga, aposta na praticidade de se ver TV praticamente em qualquer lugar somada ao que André chama de "paixão do brasileiro pela TV":
- Ninguém é ingênuo a ponto de negar que é melhor assistir TV numa tela grande do que numa de celular, da mesma forma que é melhor assistir a um filme no cinema do que na TV. Mas, com o celular, o brasileiro pode fazer uma das coisas que mais gosta, em lugares e situações onde isso, antes, era impossível.
André antecipou alguns detalhes a respeito do aparelho brasileiro. Ele virá com tela Oled - tecnologia que alia imagens mais brilhantes a telas superfinas - garantindo um celular com baixo consumo de energia e imagem de alto padrão.
Uma prévia do celular pode ser o modelo V805, que é utilizado como demonstração da tecnologia em uma loja da Samsung em um shopping de São Paulo. Em relação ao preço, por enquanto, o primeiro celular brasileiro com TV deve atender apenas "ao topo da pirâmide de consumo". Quer dizer: será para poucos.
- É uma tendência mundial em relação aos novos lançamentos tecnológicos. Primeiro se atende à demanda de um nicho menor até expandi-la para um nicho maior. Mas acreditamos que, em um ano e meio, outos modelos serão lançados e o celular com TV se tornará tão popular como aconteceu com o de câmera fotográfica - prevê.
Fonte: JB Online
Prefeito é alvo de frustração do eleitorado
O atual prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, assumiu o mandato em 2005, respaldado numa vitória acachapante sobre o adversário César Borges, então no PFL. Obteve 75% dos votos válidos. Em torno dele criou-se uma grande expectativa popular. Pelo resultado das últimas pesquisas, entretanto, a frustração parece ser o sentimento do eleitorado. No último levantamento do Datafolha, João Henrique, de 49 anos, aparece como um dos prefeitos de menor índice de aprovação das capitais brasileiras.
João Henrique, eleito pelo PDT, hoje está no PMDB. Sua administração tem sido marcada por problemas financeiros, que se refletem na sucessão de quatro secretários da fazenda em três anos. A escassez de recursos tem lhe dificultado até no custeio da máquina administrativa, com atraso no pagamento de salários dos servidores e falta de combustível para os veículos oficiais.
Avaliações
O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro Geddel, discorda da avaliação negativa do prefeito. Para ele, o mandato de João Henrique pode ser dividido em duas fases. Os primeiros dois anos, quando a participação do PSDB prejudicou a gestão, dificultando a relação com o governo federal, e o último biênio, quando o prefeito abriu maior espaço para o PMDB na prefeitura.
- Agora a cidade está um canteiro de obras e as pesquisas já indicam a melhora na avaliação - garante Lúcio Vieira Lima.
Com relação à saída de outros quatro partidos da base desde o final de 2007, explica que o PCdoB optou por uma candidatura própria e não poderia permanecer à frente da secretaria de educação. Já o PDT saiu mas estaria voltando. O PV estaria dividido com parte dele ainda permanecendo no governo municipal.
- O PSB, sim, saiu porque vai lançar a deputada federal Lídice da Matta como candidata - disse.
Segundo os partidos, o desligamento da base estaria relacionada à defesa da prefeitura de um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que fora aprovado no ano passado.
- Era uma necessidade premente para o desenvolvimento da cidade - diz Lúcio.
A visão dos partidos é de que faltou discussão com a sociedade e o projeto aprovado é nocivo aos interesses de Salvador. (J.P.M.F.)
Fonte: JB Online
João Henrique, eleito pelo PDT, hoje está no PMDB. Sua administração tem sido marcada por problemas financeiros, que se refletem na sucessão de quatro secretários da fazenda em três anos. A escassez de recursos tem lhe dificultado até no custeio da máquina administrativa, com atraso no pagamento de salários dos servidores e falta de combustível para os veículos oficiais.
Avaliações
O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro Geddel, discorda da avaliação negativa do prefeito. Para ele, o mandato de João Henrique pode ser dividido em duas fases. Os primeiros dois anos, quando a participação do PSDB prejudicou a gestão, dificultando a relação com o governo federal, e o último biênio, quando o prefeito abriu maior espaço para o PMDB na prefeitura.
- Agora a cidade está um canteiro de obras e as pesquisas já indicam a melhora na avaliação - garante Lúcio Vieira Lima.
Com relação à saída de outros quatro partidos da base desde o final de 2007, explica que o PCdoB optou por uma candidatura própria e não poderia permanecer à frente da secretaria de educação. Já o PDT saiu mas estaria voltando. O PV estaria dividido com parte dele ainda permanecendo no governo municipal.
- O PSB, sim, saiu porque vai lançar a deputada federal Lídice da Matta como candidata - disse.
Segundo os partidos, o desligamento da base estaria relacionada à defesa da prefeitura de um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que fora aprovado no ano passado.
- Era uma necessidade premente para o desenvolvimento da cidade - diz Lúcio.
A visão dos partidos é de que faltou discussão com a sociedade e o projeto aprovado é nocivo aos interesses de Salvador. (J.P.M.F.)
Fonte: JB Online
Radialista lidera a corrida pela prefeitura
José Pacheco Maia Filho Salvador
Ele tem aparecido sempre entre os mais lembrados pela população de Salvador nas pesquisas para prefeito. De segunda a sexta-feira, está presente no rádio e na tv com o programa Balanço Geral, o qual define como "ouvidoria do povo". Vítimas da precariedade do serviço público de saúde, do desemprego, da violência e criminalidade são personagens freqüentes dos horários que ele comanda na mídia. Com 60 anos de idade, o comunicador Raimundo Varela está no ar há 28. Antes de enveredar pelos meios de comunicação foi jogador de futebol profissional e gerente de uma fábrica de cimento, além de dirigente de clubes do subúrbio baiano.
Em sua carreira à frente do microfone, Varela nunca manifestara o desejo de trilhar o caminho da política, inclusive, chegara a falar no ar que nunca seria candidato. Mas, justifica, o transplante duplo que fez de fígado e rins em 2006 mexeu com sua cabeça.
- Mudei a forma de pensar. Cansei de ser serviçal e quero participar do poder - afirma, confirmando que será candidato pelo PRB.
Em 2004, seu nome apareceu nas pesquisas, empatado com o de João Henrique (PDT), atual prefeito. Segundo Varela, o senador Antonio Carlos Magalhães, na ocasião, lhe propôs ser vice de César Borges, que acabaria sendo derrotado por João Henrique.
Para Varela, se seu nome aparece entre os preferidos da população, é por causa do consenso que se tem criado que todo político é desonesto.
- Então, se há desgaste dos políticos, há espaço para os comunicadores - afirma o radialista, correligionário do vice-presidente, José Alencar (PRB).
Do vice de Lula, Varela ouviu que deveria administrar a cidade como se administra uma empresa privada.
- É isso que pretendo fazer, equilibrar receita e despesa, prestando sempre contas ao povo. Farei uma gestão transparente - diz, comentando superficialmente que a prefeitura gasta mal.
O pré-candidato diz que está criando musculatura política e empresarial. Trabalha na Rádio Sociedade da Bahia e TV Itapoan, veículos ligados à Igreja Universal, e tem apoio dos bispos ligados à instituição religiosa. Afirma que, se eleito, não pretende transformar o secretariado num balaio de gato.
Fonte: JB Online
Ele tem aparecido sempre entre os mais lembrados pela população de Salvador nas pesquisas para prefeito. De segunda a sexta-feira, está presente no rádio e na tv com o programa Balanço Geral, o qual define como "ouvidoria do povo". Vítimas da precariedade do serviço público de saúde, do desemprego, da violência e criminalidade são personagens freqüentes dos horários que ele comanda na mídia. Com 60 anos de idade, o comunicador Raimundo Varela está no ar há 28. Antes de enveredar pelos meios de comunicação foi jogador de futebol profissional e gerente de uma fábrica de cimento, além de dirigente de clubes do subúrbio baiano.
Em sua carreira à frente do microfone, Varela nunca manifestara o desejo de trilhar o caminho da política, inclusive, chegara a falar no ar que nunca seria candidato. Mas, justifica, o transplante duplo que fez de fígado e rins em 2006 mexeu com sua cabeça.
- Mudei a forma de pensar. Cansei de ser serviçal e quero participar do poder - afirma, confirmando que será candidato pelo PRB.
Em 2004, seu nome apareceu nas pesquisas, empatado com o de João Henrique (PDT), atual prefeito. Segundo Varela, o senador Antonio Carlos Magalhães, na ocasião, lhe propôs ser vice de César Borges, que acabaria sendo derrotado por João Henrique.
Para Varela, se seu nome aparece entre os preferidos da população, é por causa do consenso que se tem criado que todo político é desonesto.
- Então, se há desgaste dos políticos, há espaço para os comunicadores - afirma o radialista, correligionário do vice-presidente, José Alencar (PRB).
Do vice de Lula, Varela ouviu que deveria administrar a cidade como se administra uma empresa privada.
- É isso que pretendo fazer, equilibrar receita e despesa, prestando sempre contas ao povo. Farei uma gestão transparente - diz, comentando superficialmente que a prefeitura gasta mal.
O pré-candidato diz que está criando musculatura política e empresarial. Trabalha na Rádio Sociedade da Bahia e TV Itapoan, veículos ligados à Igreja Universal, e tem apoio dos bispos ligados à instituição religiosa. Afirma que, se eleito, não pretende transformar o secretariado num balaio de gato.
Fonte: JB Online
Candidatos disputam o espólio político de ACM
José Pacheco Maia Filho Salvador
A morte do senador Antonio Carlos Magalhães embaralhou o jogo da política baiana. A sucessão municipal em Salvador promete ter uma disputa acirrada este ano, como não se vê há muito tempo. Deve ficar para trás a tradicional polarização entre os carlistas, grupo liderado por ACM, e os anticarlistas, reunindo diversas matizes ideológicas. Até agora, sete pré-candidatos anunciaram a disposição de lutar pelos votos dos soteropolitanos. Estão na briga pelo Palácio Tomé de Souza o PMDB, PSDB, DEM, PCdoB, PTB, PSB, o nanico PRB e ainda, possivelmente, uma oitava candidatura ainda indefinida do PT.
A última pesquisa de intenção de voto, realizada pelo Datafolha no final do ano passado, sinaliza a falta de favoritismo e empate técnico entre quatro candidatos: o radialista Raimundo Varela (PRB), o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB), o atual João Henrique (PMDB) e o deputado federal ACM Neto (DEM). No PT, ainda indeciso se mantém a aliança para a reeleição de João Henrique ou se sai com uma candidatura independente, três nomes circulam: Nelson Pelegrino, o maior defensor de um nome do partido para a disputa, Walter Pinheiro e Luiz Alberto Santos.
Com estrutura de arrecadação tributária precária e endividamento de 2,7 vezes a receita anual, a administração de Salvador não é fácil. A carência da maioria de seus 3 milhões de habitantes, com rendimento inferior a R$ 500, exige políticas sociais e ações para a geração de emprego e renda. A observação de um professor da Universidade Federal da Bahia sinaliza para um jogo em que a vitória de Salvador funciona muito mais como estratégica para a conquista do governo estadual do que para a solução dos problemas da cidade.
- Atrelar a política municipal à estadual tem sido um veneno letal para Salvador - avalia.
Os pré-candidatos evitam reduzir a discussão política em torno da polarização. O diálogo está mais aberto. Parece que, desta vez, o foco do debate vai ser a cidade. ACM Neto acredita na possibilidade de administrar a cidade sem um centavo do governo do Estado ou do governo federal. Apesar de não ser a meta dele, diz que, se eleito, pretende equacionar os problemas financeiros, ajustar a gestão e em melhorar a qualidade do gasto público.
O comunicador Raimundo Varela, mesmo leigo com relação à administração pública e neófito na política, inclui no discurso a gestão responsável e a transparência administrativa.
Experiente, com dois mandatos à frente da prefeitura de Salvador, Antonio Imbassahy diz estar informado da situação da atual administração municipal, que teria um endividamento em curto prazo de R$ 300 milhões, mas não se assusta, porque, segundo ele, ao assumir o primeiro mandato em 1997, o quadro que encontrou não foi diferente.
- Faltou a João competência para criar projetos que aumentassem a arrecadação e captassem novos recursos - comenta Imbassahy.
Na defesa do prefeito, o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, desqualifica as críticas do adversário:
- O menos indicado para falar de dívidas da prefeitura é Imbassahy. Ele deixou um débito de R$ 200 milhões de restos a pagar. E um dos erros de João foi pagar R$ 180 milhões de dívida do governo dele.
Fonte: JB Online
A morte do senador Antonio Carlos Magalhães embaralhou o jogo da política baiana. A sucessão municipal em Salvador promete ter uma disputa acirrada este ano, como não se vê há muito tempo. Deve ficar para trás a tradicional polarização entre os carlistas, grupo liderado por ACM, e os anticarlistas, reunindo diversas matizes ideológicas. Até agora, sete pré-candidatos anunciaram a disposição de lutar pelos votos dos soteropolitanos. Estão na briga pelo Palácio Tomé de Souza o PMDB, PSDB, DEM, PCdoB, PTB, PSB, o nanico PRB e ainda, possivelmente, uma oitava candidatura ainda indefinida do PT.
A última pesquisa de intenção de voto, realizada pelo Datafolha no final do ano passado, sinaliza a falta de favoritismo e empate técnico entre quatro candidatos: o radialista Raimundo Varela (PRB), o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB), o atual João Henrique (PMDB) e o deputado federal ACM Neto (DEM). No PT, ainda indeciso se mantém a aliança para a reeleição de João Henrique ou se sai com uma candidatura independente, três nomes circulam: Nelson Pelegrino, o maior defensor de um nome do partido para a disputa, Walter Pinheiro e Luiz Alberto Santos.
Com estrutura de arrecadação tributária precária e endividamento de 2,7 vezes a receita anual, a administração de Salvador não é fácil. A carência da maioria de seus 3 milhões de habitantes, com rendimento inferior a R$ 500, exige políticas sociais e ações para a geração de emprego e renda. A observação de um professor da Universidade Federal da Bahia sinaliza para um jogo em que a vitória de Salvador funciona muito mais como estratégica para a conquista do governo estadual do que para a solução dos problemas da cidade.
- Atrelar a política municipal à estadual tem sido um veneno letal para Salvador - avalia.
Os pré-candidatos evitam reduzir a discussão política em torno da polarização. O diálogo está mais aberto. Parece que, desta vez, o foco do debate vai ser a cidade. ACM Neto acredita na possibilidade de administrar a cidade sem um centavo do governo do Estado ou do governo federal. Apesar de não ser a meta dele, diz que, se eleito, pretende equacionar os problemas financeiros, ajustar a gestão e em melhorar a qualidade do gasto público.
O comunicador Raimundo Varela, mesmo leigo com relação à administração pública e neófito na política, inclui no discurso a gestão responsável e a transparência administrativa.
Experiente, com dois mandatos à frente da prefeitura de Salvador, Antonio Imbassahy diz estar informado da situação da atual administração municipal, que teria um endividamento em curto prazo de R$ 300 milhões, mas não se assusta, porque, segundo ele, ao assumir o primeiro mandato em 1997, o quadro que encontrou não foi diferente.
- Faltou a João competência para criar projetos que aumentassem a arrecadação e captassem novos recursos - comenta Imbassahy.
Na defesa do prefeito, o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, desqualifica as críticas do adversário:
- O menos indicado para falar de dívidas da prefeitura é Imbassahy. Ele deixou um débito de R$ 200 milhões de restos a pagar. E um dos erros de João foi pagar R$ 180 milhões de dívida do governo dele.
Fonte: JB Online
Lula: CPI dos Cartões "não incomoda"
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, na base brasileira na Antártida, que a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai investigar o uso dos cartões corporativos, "não incomoda". Na avaliação de Lula, o "cartão corporativo é a coisa mais decente que foi criada, ainda no governo anterior".
"Eu não sou deputado, não estou no Congresso Nacional. A CPI deve ter como objetivo detectar o que acontece de errado e apresentar sugestões que possam aperfeiçoar as contas públicas brasileiras", afirmou o presidente.
"Certamente, se a gente for analisar, no Brasil como um todo, deve haver muitos lugares onde as contas não têm a qualidade da prestação que possuem as contas do governo federal. Queremos aprimorar o Portal da Transparência, aprimorar o cartão, para que todo mundo saiba o que acontece todo o santo dia com os gastos públicos", disse.
Lula lembrou que, durante a campanha eleitoral de 2006, num debate, disse para o candidato tucano derrotado na disputa pela presidência da República, Geraldo Alckmin, "que a única coisa boa que o governo passado criou foi o cartão corporativo".
Para Lula, o cartão corporativo permite que a imprensa e os cidadãos, de casa, tenham acesso às informações sobre gastos no Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br), disponibilizada pela Controladoria Geral da União (CGU). "É uma informação que nós estamos prestando à sociedade e eu fico agradecido quando a imprensa vai atrás; procure, encontre e publique, porque a gente vai consertando", observou Lula.
Ele defendeu ainda o uso dos cartões corporativos. "A idéia de que os cartões são prejudiciais é no mínimo ignorância de quem fala. Porque os cartões são a coisa mais moderna que existe. É uma coisa fantástica", afirmou.
Comando
Em represália à decisão do governo de ficar com os postos de comando da CPI Mista dos Cartões, os partidos de oposição ameaçam protocolar hoje requerimento para a criação de um comissão formada exclusivamente por senadores.
Uma reunião entre os líderes de oposição prevista para amanhã de manhã vai definir se o requerimento da CPI do Senado será apresentado antes do pedido de criação de CPI Mista, previsto para se lido em sessão do Congresso desta quarta-feira.
"Vamos pressionar para ter um dos postos de comando da CPI mista dos cartões corporativos. Se o governo não concordar com isso, colhemos assinaturas para uma CPI só do Senado em uma hora, impedindo a instalação da comissão mista", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). "É o último apelo que vamos fazer ao governo para ficarmos com a presidência ou a relatoria da CPI", completou.
"A reunião vai definir se devemos desistir do dialogo com o governo", observou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM). Os governistas estão divididos em relação a ceder uma das vagas para a oposição. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), é favorável à negociação.
Mas parte do PMDB e o PT são contra. "Não acho que o governo vai ceder uma das vagas para a oposição", disse o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES). A oposição estuda criar logo uma comissão de inquérito integrada apenas por senadores porque, segundo técnicos do Congresso, não é possível o funcionamento ao mesmo tempo de CPI Mista - que é composta por deputados e senadores - e de uma outra exclusiva do Senado sobre o mesmo tema.
Se o governo insistir em ficar com o comando da CPI Mista em suas mãos, a oposição protocola rapidamente o requerimento para a comissão só do Senado. São necessárias as assinaturas de, no mínimo, 27 senadores para a instalação de comissão exclusiva do Senado. O DEM e o PSDB juntos têm 28 senadores.
Instalação
A formalização para a instalação de uma CPI integrada apenas por senadores tem de acontecer antes da leitura do pedido de CPI Mista, que irá ocorrer em sessão do Congresso, na quarta-feira. "Vou ler o requerimento na quarta-feira, quando terá sessão do Congresso para analisar cerca de 50 vetos presidenciais a projetos aprovados", anunciou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).
A leitura do requerimento de CPI do Senado precisa ser feita em uma sessão da Casa, que ocorre todos os dias geralmente na parte da tarde. Em uma CPI Mista, a correlação de forças é desfavorável aos oposicionistas. Simulações preliminares apontam que, dos 24 cargos da comissão de inquérito, a oposição terá, na melhor das hipóteses, dez vagas.
Além disso, pelo regimento, a presidência e a relatoria da comissão cabem aos maiores partidos da Câmara e do Senado. O PMDB já anunciou o senador Neuto de Conto (SC) como presidente da CPI Mista. O ex-líder do PT na Câmara Luiz Sérgio (RJ) foi escolhido como relator. Em uma CPI exclusiva do Senado, o governo é obrigado a dividir com a oposição um dos cargos de comando da comissão de inquérito.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"Eu não sou deputado, não estou no Congresso Nacional. A CPI deve ter como objetivo detectar o que acontece de errado e apresentar sugestões que possam aperfeiçoar as contas públicas brasileiras", afirmou o presidente.
"Certamente, se a gente for analisar, no Brasil como um todo, deve haver muitos lugares onde as contas não têm a qualidade da prestação que possuem as contas do governo federal. Queremos aprimorar o Portal da Transparência, aprimorar o cartão, para que todo mundo saiba o que acontece todo o santo dia com os gastos públicos", disse.
Lula lembrou que, durante a campanha eleitoral de 2006, num debate, disse para o candidato tucano derrotado na disputa pela presidência da República, Geraldo Alckmin, "que a única coisa boa que o governo passado criou foi o cartão corporativo".
Para Lula, o cartão corporativo permite que a imprensa e os cidadãos, de casa, tenham acesso às informações sobre gastos no Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br), disponibilizada pela Controladoria Geral da União (CGU). "É uma informação que nós estamos prestando à sociedade e eu fico agradecido quando a imprensa vai atrás; procure, encontre e publique, porque a gente vai consertando", observou Lula.
Ele defendeu ainda o uso dos cartões corporativos. "A idéia de que os cartões são prejudiciais é no mínimo ignorância de quem fala. Porque os cartões são a coisa mais moderna que existe. É uma coisa fantástica", afirmou.
Comando
Em represália à decisão do governo de ficar com os postos de comando da CPI Mista dos Cartões, os partidos de oposição ameaçam protocolar hoje requerimento para a criação de um comissão formada exclusivamente por senadores.
Uma reunião entre os líderes de oposição prevista para amanhã de manhã vai definir se o requerimento da CPI do Senado será apresentado antes do pedido de criação de CPI Mista, previsto para se lido em sessão do Congresso desta quarta-feira.
"Vamos pressionar para ter um dos postos de comando da CPI mista dos cartões corporativos. Se o governo não concordar com isso, colhemos assinaturas para uma CPI só do Senado em uma hora, impedindo a instalação da comissão mista", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). "É o último apelo que vamos fazer ao governo para ficarmos com a presidência ou a relatoria da CPI", completou.
"A reunião vai definir se devemos desistir do dialogo com o governo", observou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM). Os governistas estão divididos em relação a ceder uma das vagas para a oposição. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), é favorável à negociação.
Mas parte do PMDB e o PT são contra. "Não acho que o governo vai ceder uma das vagas para a oposição", disse o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES). A oposição estuda criar logo uma comissão de inquérito integrada apenas por senadores porque, segundo técnicos do Congresso, não é possível o funcionamento ao mesmo tempo de CPI Mista - que é composta por deputados e senadores - e de uma outra exclusiva do Senado sobre o mesmo tema.
Se o governo insistir em ficar com o comando da CPI Mista em suas mãos, a oposição protocola rapidamente o requerimento para a comissão só do Senado. São necessárias as assinaturas de, no mínimo, 27 senadores para a instalação de comissão exclusiva do Senado. O DEM e o PSDB juntos têm 28 senadores.
Instalação
A formalização para a instalação de uma CPI integrada apenas por senadores tem de acontecer antes da leitura do pedido de CPI Mista, que irá ocorrer em sessão do Congresso, na quarta-feira. "Vou ler o requerimento na quarta-feira, quando terá sessão do Congresso para analisar cerca de 50 vetos presidenciais a projetos aprovados", anunciou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).
A leitura do requerimento de CPI do Senado precisa ser feita em uma sessão da Casa, que ocorre todos os dias geralmente na parte da tarde. Em uma CPI Mista, a correlação de forças é desfavorável aos oposicionistas. Simulações preliminares apontam que, dos 24 cargos da comissão de inquérito, a oposição terá, na melhor das hipóteses, dez vagas.
Além disso, pelo regimento, a presidência e a relatoria da comissão cabem aos maiores partidos da Câmara e do Senado. O PMDB já anunciou o senador Neuto de Conto (SC) como presidente da CPI Mista. O ex-líder do PT na Câmara Luiz Sérgio (RJ) foi escolhido como relator. Em uma CPI exclusiva do Senado, o governo é obrigado a dividir com a oposição um dos cargos de comando da comissão de inquérito.
Fonte: Tribuna da Imprensa
domingo, fevereiro 17, 2008
O garoto indio que foi enterrado vivo
Amalé quase foi morto em nome dos costumes indígenas. E a Funai faz vista grossa ao infanticídio de algumas tribos

PRECOCE O pequeno Amalé sonha com uma mochila, mas tem consciência de seu drama
Amalé tem quatro anos. Como muitas outras crianças, na terçafeira 12 ele foi pela primeira vez à escola, em Brasília. Índio da etnia kamaiurá, de Mato Grosso, Amalé chamava a atenção dos demais garotos porque era o único que não usava uniforme nem carregava uma mochila nas costas. Mas Amalé se destaca dos demais por um motivo muito mais preocupante. O pequeno índio é, na verdade, um sobrevivente de sua própria história. Logo que nasceu, às 7 horas de 21 de novembro de 2003, ele foi enterrado vivo pela mãe, Kanui. Seguia-se, assim, um ritual determinado pelo código cultural dos kamaiurás, que manda enterrar vivo aqueles que são gerados por mães solteiras. Para assegurar que o destino de Amalé não fosse mudado, seus avós ainda pisotearam a cova. Ninguém ouviu sequer um choro. Duas horas depois da cerimônia, num gesto que desafiou toda a aldeia, sua tia Kamiru empenhou-se em desenterrar o bebê. Ela lembra que seus olhos e narinas sangravam muito e que o primeiro choro só aconteceu oito horas mais tarde. Os índios mais velhos acreditam que Amalé só escapou da morte porque naquele dia a terra da cova estava misturada a muitas folhas e gravetos, o que pode ter formado uma pequena bolha de ar.
A dramática história desse pequeno índio é a face visível de uma realidade cruel, que se repete em muitas tribos espalhadas por todo o Brasil e que, muitas vezes, tem a conivência de funcionários da Funai, o organismo estatal que tem a missão de cuidar dos índios.
“Antes de desenterrar o Amalé, eu já tinha ouvido os gritos de três crianças debaixo da terra”, relata Kamiru, hoje com 36 anos. “Tentei desenterrar todos eles, mas Amalé foi o único que não gritou e que escapou com vida”, relata. A Funai esconde números e casos como este, mas os pesquisadores já detectaram a prática do infanticídio em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás, a tribo de Amalé e Kamiru, matam entre 20 e 30 por ano.
Os motivos para o infanticídio variam de tribo para tribo, assim como variam os métodos usados para matar os pequenos. Além dos filhos de mães solteiras, também são condenados à morte os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois. Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que mataram os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
Os próprios índios começam a se rebelar contra a barbárie. Neste momento, há pelo menos dez crianças indígenas em Brasília que foram condenadas à morte em suas aldeias. Fugiram com ajuda de religiosos e sobrevivem na capital graças a uma ONG, Atini, dirigida por missionários protestantes e apoiada por militantes católicos. A política oficial da Funai é enviar os exilados de volta à selva, mesmo que isso signifique colocar suas vidas em risco. “Não é verdade que entre os povos indígenas há mais violência e mais crueldade com seus infantes do que na população em geral”, sustenta Aloysio Guapindaia, presidente em exercício da Funai, em resposta por escrito à ISTOÉ. “O tema, tratado de uma forma superficial, transparece preconceito em relação aos costumes dos povos indígenas”, completa. Tem índio que não concorda. “Ninguém do governo nos ajuda a resolver o problema”, queixa-se Kamiru, com o auxílio de um tradutor. A recompensa pelo seu gesto de desafiar os costumes de sua gente vem daquele que ela salvou. “Minha verdadeira mãe não é a minha mãe. Minha mãe é a Kamiru”, diz o pequeno Amalé.
Outra índia que ousou enfrentar a tradição foi Juraka, também kamaiurá, de uma aldeia próxima à de Amalé. Ela está refugiada com a filha, Sheila, nove anos, no abrigo ao lado da Granja do Torto. A menina faz tratamento no hospital Sarah Kubitschek. Nasceu com distrofia muscular progressiva, uma doença que a impossibilita de andar. A tribo descobriu o problema quando Sheila deveria estar dando os primeiros passos. A mãe fugiu antes de ser obrigada a aplicar a tradição. “Não gosto desse costume de enterrar a pessoa viva”, diz Juraka, também com a ajuda do tradutor. No hospital os médicos disseram que não há nada a fazer. Sheila deverá passar a vida numa cadeira de rodas. “É a pessoa que mais amo no mundo, mais que meus outros filhos”, diz Juraka. Mãe e filha já retornaram algumas vezes à tribo. Os índios passaram a respeitar a coragem de Juraka e já começam a aceitar Sheila.
“É um absurdo fechar os olhos para o genocídio infantil, sob qualquer pretexto”, diz Edson Suzuki, diretor da ONG Atini. “Não se pode preservar uma cultura que vai contra a vida. Ter escravos negros também já foi um direito cultural”, compara. Suzuki cria a garota Hakani, dos surwahás do Amazonas. Ela hoje tem 13 anos. A menina nasceu com dificuldades para caminhar. Os pais se recusaram a matá-la; preferiam o suicídio. O irmão mais velho, então com 15 anos, tentou abatê-la com golpes de facão no rosto, mas ela sobreviveu.
“O infanticídio é uma prática tradicional nociva”, ataca a advogada Maíra Barreto, que pesquisa o genocídio indígena para uma tese de doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha. “E o pior é que a Funai está contagiada com esse relativismo cultural que coloca o genocídio como correto”, ataca o deputado Henrique Afonso, do PT do Acre, autor de um projeto de lei que pune qualquer pessoa não índia que se omita de socorrer uma criança que possa ser morta.
Longe da tribo, Amalé quer continuar a freqüentar a escola, mas exige uma mochila. Ele já fala bem o português e avisa que gosta muito de carros. Quer dirigir um quando crescer. “Vamos aprender muito mais com Amalé do que ele com a gente”, diz a diretora da escola, Aline Carvalho.
“NÃO SE PODE PRESERVAR UMA CULTURA QUE VAI CONTRA A VIDA”
Edson Suzuki, diretor da ONG Atini
Fonte: ISTOÉ

PRECOCE O pequeno Amalé sonha com uma mochila, mas tem consciência de seu drama
Amalé tem quatro anos. Como muitas outras crianças, na terçafeira 12 ele foi pela primeira vez à escola, em Brasília. Índio da etnia kamaiurá, de Mato Grosso, Amalé chamava a atenção dos demais garotos porque era o único que não usava uniforme nem carregava uma mochila nas costas. Mas Amalé se destaca dos demais por um motivo muito mais preocupante. O pequeno índio é, na verdade, um sobrevivente de sua própria história. Logo que nasceu, às 7 horas de 21 de novembro de 2003, ele foi enterrado vivo pela mãe, Kanui. Seguia-se, assim, um ritual determinado pelo código cultural dos kamaiurás, que manda enterrar vivo aqueles que são gerados por mães solteiras. Para assegurar que o destino de Amalé não fosse mudado, seus avós ainda pisotearam a cova. Ninguém ouviu sequer um choro. Duas horas depois da cerimônia, num gesto que desafiou toda a aldeia, sua tia Kamiru empenhou-se em desenterrar o bebê. Ela lembra que seus olhos e narinas sangravam muito e que o primeiro choro só aconteceu oito horas mais tarde. Os índios mais velhos acreditam que Amalé só escapou da morte porque naquele dia a terra da cova estava misturada a muitas folhas e gravetos, o que pode ter formado uma pequena bolha de ar.
A dramática história desse pequeno índio é a face visível de uma realidade cruel, que se repete em muitas tribos espalhadas por todo o Brasil e que, muitas vezes, tem a conivência de funcionários da Funai, o organismo estatal que tem a missão de cuidar dos índios.
“Antes de desenterrar o Amalé, eu já tinha ouvido os gritos de três crianças debaixo da terra”, relata Kamiru, hoje com 36 anos. “Tentei desenterrar todos eles, mas Amalé foi o único que não gritou e que escapou com vida”, relata. A Funai esconde números e casos como este, mas os pesquisadores já detectaram a prática do infanticídio em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás, a tribo de Amalé e Kamiru, matam entre 20 e 30 por ano.
Os motivos para o infanticídio variam de tribo para tribo, assim como variam os métodos usados para matar os pequenos. Além dos filhos de mães solteiras, também são condenados à morte os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois. Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que mataram os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
Os próprios índios começam a se rebelar contra a barbárie. Neste momento, há pelo menos dez crianças indígenas em Brasília que foram condenadas à morte em suas aldeias. Fugiram com ajuda de religiosos e sobrevivem na capital graças a uma ONG, Atini, dirigida por missionários protestantes e apoiada por militantes católicos. A política oficial da Funai é enviar os exilados de volta à selva, mesmo que isso signifique colocar suas vidas em risco. “Não é verdade que entre os povos indígenas há mais violência e mais crueldade com seus infantes do que na população em geral”, sustenta Aloysio Guapindaia, presidente em exercício da Funai, em resposta por escrito à ISTOÉ. “O tema, tratado de uma forma superficial, transparece preconceito em relação aos costumes dos povos indígenas”, completa. Tem índio que não concorda. “Ninguém do governo nos ajuda a resolver o problema”, queixa-se Kamiru, com o auxílio de um tradutor. A recompensa pelo seu gesto de desafiar os costumes de sua gente vem daquele que ela salvou. “Minha verdadeira mãe não é a minha mãe. Minha mãe é a Kamiru”, diz o pequeno Amalé.
Outra índia que ousou enfrentar a tradição foi Juraka, também kamaiurá, de uma aldeia próxima à de Amalé. Ela está refugiada com a filha, Sheila, nove anos, no abrigo ao lado da Granja do Torto. A menina faz tratamento no hospital Sarah Kubitschek. Nasceu com distrofia muscular progressiva, uma doença que a impossibilita de andar. A tribo descobriu o problema quando Sheila deveria estar dando os primeiros passos. A mãe fugiu antes de ser obrigada a aplicar a tradição. “Não gosto desse costume de enterrar a pessoa viva”, diz Juraka, também com a ajuda do tradutor. No hospital os médicos disseram que não há nada a fazer. Sheila deverá passar a vida numa cadeira de rodas. “É a pessoa que mais amo no mundo, mais que meus outros filhos”, diz Juraka. Mãe e filha já retornaram algumas vezes à tribo. Os índios passaram a respeitar a coragem de Juraka e já começam a aceitar Sheila.
“É um absurdo fechar os olhos para o genocídio infantil, sob qualquer pretexto”, diz Edson Suzuki, diretor da ONG Atini. “Não se pode preservar uma cultura que vai contra a vida. Ter escravos negros também já foi um direito cultural”, compara. Suzuki cria a garota Hakani, dos surwahás do Amazonas. Ela hoje tem 13 anos. A menina nasceu com dificuldades para caminhar. Os pais se recusaram a matá-la; preferiam o suicídio. O irmão mais velho, então com 15 anos, tentou abatê-la com golpes de facão no rosto, mas ela sobreviveu.
“O infanticídio é uma prática tradicional nociva”, ataca a advogada Maíra Barreto, que pesquisa o genocídio indígena para uma tese de doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha. “E o pior é que a Funai está contagiada com esse relativismo cultural que coloca o genocídio como correto”, ataca o deputado Henrique Afonso, do PT do Acre, autor de um projeto de lei que pune qualquer pessoa não índia que se omita de socorrer uma criança que possa ser morta.
Longe da tribo, Amalé quer continuar a freqüentar a escola, mas exige uma mochila. Ele já fala bem o português e avisa que gosta muito de carros. Quer dirigir um quando crescer. “Vamos aprender muito mais com Amalé do que ele com a gente”, diz a diretora da escola, Aline Carvalho.
“NÃO SE PODE PRESERVAR UMA CULTURA QUE VAI CONTRA A VIDA”
Edson Suzuki, diretor da ONG Atini
Fonte: ISTOÉ
Prédio de Finatec é fechado na manhã deste sábado
Thomaz PiresDo CorreioWeb
Atualizada às 16h15
16/02/200814h57-O prédio onde funciona a sede da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), localizado dentro do campus da Universidade de Brasília (UnB), foi fechado na manhã deste sábado. Por volta das 9h, cerca de 30 alunos que assistiam às aulas de pós-graduação em Agronomia e funcionários foram retirados do edifício. A medida, determinada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), tem como objetivo evitar a retirada de documentos que possam comprovar as denúncias contra a Finatec. Dois promotores do Ministério Público do Distrito Federal, um interventor e quatro viaturas da Polícia Militar estavam no local. Na noite desta sexta-feira, a desembargadora Nídia Corrêa Lima, do Tribunal de Justiça do DF, acatou pedido do MPDF para afastar os cinco diretores da Finatec. Os argumentos foram que os diretores “vêm praticando inúmeras irregularidades em contratos celebrados com o poder público mediante dispensa de licitação e aplicando irregularmente recursos que deveriam ser destinados ao desenvolvimento científico e pesquisa”. A decisão da juíza teve como sustentação a ação inicial apresentada pelo MP no final de janeiro. No início da tarde o advogado da Finatec, Francisco Caputo, chegou ao local e criticou a ação do Ministério Público. Ele alegou que a decisão judicial não determinou a desocupação do prédio e seu fechamento. Ele também ressaltou o fato de o campus da UnB ser uma unidade pública federal. Por isso, a entrada de policiais militares só poderia acontecer com autorização da segurança da instituição de ensino. “A decisão expedida pela desembargadora em momento algum cita intervenção policial no edifício sede. Essa foi uma postura arbitrária do Ministério Público e nós iremos protestar na Justiça”, afirmou Caputo, que avaliou como “irresponsável” a determinação do órgão. O supervisor da polícia militar, capitão Jérferson Gonçalves de Castro, garantiu que o efetivo vai permanecer no local. “Estamos apenas seguindo uma determinação. O local deverá permanecer fechado até segunda-feira. A não ser que até lá saia uma outra decisão”, argumentou. Investigação A crise na Finatec começou com a denúncia apresentada pelos promotores Ricardo Antônio de Souza e Gladaniel Palmeira. Eles acusam a direção de provocar prejuízos de mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos. As denúncias ficaram ainda mais graves após a revelação dos valores da reforma no apartamento onde morava o reitor da Universidade de Brasília (UnB). O dinheiro, R$ 470 mil, teria sido liberado pela Finatec para mobiliar o imóvel funcional
Fonte: Correio Web
Atualizada às 16h15
16/02/200814h57-O prédio onde funciona a sede da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), localizado dentro do campus da Universidade de Brasília (UnB), foi fechado na manhã deste sábado. Por volta das 9h, cerca de 30 alunos que assistiam às aulas de pós-graduação em Agronomia e funcionários foram retirados do edifício. A medida, determinada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), tem como objetivo evitar a retirada de documentos que possam comprovar as denúncias contra a Finatec. Dois promotores do Ministério Público do Distrito Federal, um interventor e quatro viaturas da Polícia Militar estavam no local. Na noite desta sexta-feira, a desembargadora Nídia Corrêa Lima, do Tribunal de Justiça do DF, acatou pedido do MPDF para afastar os cinco diretores da Finatec. Os argumentos foram que os diretores “vêm praticando inúmeras irregularidades em contratos celebrados com o poder público mediante dispensa de licitação e aplicando irregularmente recursos que deveriam ser destinados ao desenvolvimento científico e pesquisa”. A decisão da juíza teve como sustentação a ação inicial apresentada pelo MP no final de janeiro. No início da tarde o advogado da Finatec, Francisco Caputo, chegou ao local e criticou a ação do Ministério Público. Ele alegou que a decisão judicial não determinou a desocupação do prédio e seu fechamento. Ele também ressaltou o fato de o campus da UnB ser uma unidade pública federal. Por isso, a entrada de policiais militares só poderia acontecer com autorização da segurança da instituição de ensino. “A decisão expedida pela desembargadora em momento algum cita intervenção policial no edifício sede. Essa foi uma postura arbitrária do Ministério Público e nós iremos protestar na Justiça”, afirmou Caputo, que avaliou como “irresponsável” a determinação do órgão. O supervisor da polícia militar, capitão Jérferson Gonçalves de Castro, garantiu que o efetivo vai permanecer no local. “Estamos apenas seguindo uma determinação. O local deverá permanecer fechado até segunda-feira. A não ser que até lá saia uma outra decisão”, argumentou. Investigação A crise na Finatec começou com a denúncia apresentada pelos promotores Ricardo Antônio de Souza e Gladaniel Palmeira. Eles acusam a direção de provocar prejuízos de mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos. As denúncias ficaram ainda mais graves após a revelação dos valores da reforma no apartamento onde morava o reitor da Universidade de Brasília (UnB). O dinheiro, R$ 470 mil, teria sido liberado pela Finatec para mobiliar o imóvel funcional
Fonte: Correio Web
Ministro ignora opositores à transposição
Geddel desqualifica discurso de artistas contrários às obras no Velho Chico
BRASíLIA - O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), desqualificou o movimento de artistas contrários à transposição do rio São Francisco, que protagonizou na última quinta-feira, em Brasília, um bate-boca com o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) sobre o assunto. Para Geddel, tal movimento nem existe. “Aqueles dois que estavam lá na audiência? Eu nem vi”, disse, em visita a Fortaleza.
“Aqueles dois” citados pelo ministro eram na verdade três, a atriz Leticia Sabatella e os atores Osmar Prado e Carlos Vereza. Sabatella foi quem mais discutiu com Ciro na audiência, interrompendo-o até quando estava com o microfone desligado. Além dos artistas, também falou contra o projeto o bispo de Barra (BA) dom Luiz Flávio Cappio, que fez duas greves de fome para tentar impedir a obra.
Na discussão com a atriz, Ciro, que é pré-candidato a presidente, chegou a se comparar a ela: “Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa, às vezes suja de cocô, às vezes, mas minha cabeça, não, meu compromisso, não”. Para Geddel, Ciro fez seu discurso “com brilhantismo” e demonstrou o quanto a obra é importante para o combate à seca. O projeto de transposição deverá custar, para ser implementado, R$6 bilhões, e deve levar água do rio São Francisco para partes do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.
O governo argumenta que a água irá beneficiar 12 milhões de pessoas. Para os críticos, a água beneficiará apenas o agronegócio, sem acabar com a seca. Geddel esteve anteontem em Fortaleza para anunciar investimentos de R$500 milhões para a construção de barragens e projetos de irrigação. Em entrevista, ele afirmou que já não há mais resistência política à transposição, como havia até pouco tempo atrás, especialmente de políticos da Bahia, de Sergipe e de Alagoas, “doadores” de água.
Ele próprio, baiano, era contra, mas mudou de idéia assim que assumiu o ministério, no ano passado. “Pensavam que eu era intransigente, fechado, inelutavelmente contra a obra por ser baiano, mas não sou assim”. Para ele, as pessoas que ainda demonstram ser contrárias ao projeto não discutem com boa-fé. “Os demais já perceberam que o projeto é bom para todos”, disse o ministro. “Essa obra é irreversível”.
Fonte: Correio da Bahia
BRASíLIA - O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), desqualificou o movimento de artistas contrários à transposição do rio São Francisco, que protagonizou na última quinta-feira, em Brasília, um bate-boca com o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) sobre o assunto. Para Geddel, tal movimento nem existe. “Aqueles dois que estavam lá na audiência? Eu nem vi”, disse, em visita a Fortaleza.
“Aqueles dois” citados pelo ministro eram na verdade três, a atriz Leticia Sabatella e os atores Osmar Prado e Carlos Vereza. Sabatella foi quem mais discutiu com Ciro na audiência, interrompendo-o até quando estava com o microfone desligado. Além dos artistas, também falou contra o projeto o bispo de Barra (BA) dom Luiz Flávio Cappio, que fez duas greves de fome para tentar impedir a obra.
Na discussão com a atriz, Ciro, que é pré-candidato a presidente, chegou a se comparar a ela: “Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa, às vezes suja de cocô, às vezes, mas minha cabeça, não, meu compromisso, não”. Para Geddel, Ciro fez seu discurso “com brilhantismo” e demonstrou o quanto a obra é importante para o combate à seca. O projeto de transposição deverá custar, para ser implementado, R$6 bilhões, e deve levar água do rio São Francisco para partes do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.
O governo argumenta que a água irá beneficiar 12 milhões de pessoas. Para os críticos, a água beneficiará apenas o agronegócio, sem acabar com a seca. Geddel esteve anteontem em Fortaleza para anunciar investimentos de R$500 milhões para a construção de barragens e projetos de irrigação. Em entrevista, ele afirmou que já não há mais resistência política à transposição, como havia até pouco tempo atrás, especialmente de políticos da Bahia, de Sergipe e de Alagoas, “doadores” de água.
Ele próprio, baiano, era contra, mas mudou de idéia assim que assumiu o ministério, no ano passado. “Pensavam que eu era intransigente, fechado, inelutavelmente contra a obra por ser baiano, mas não sou assim”. Para ele, as pessoas que ainda demonstram ser contrárias ao projeto não discutem com boa-fé. “Os demais já perceberam que o projeto é bom para todos”, disse o ministro. “Essa obra é irreversível”.
Fonte: Correio da Bahia
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