Por: Eduardo Carvalho -->
Há muito tempo que o Jornal Última Hora vem denunciando uma série de atos contrários à moralidade pública cometidos pelo Coronel PM José Ivan de Almeida. Fomos vítimas de sua ira incontida, estamos sendo processados por injúria, calúnia, difamação. Fomos ameaçados por gente ligada a seu comando, quando esse estava frente a Policia Militar de Mato Grosso do Sul. Tivemos jornais roubados por gente que, pelo ‘modus operandis’ pertence a força policial. Tivemos nossa vida esmiuçada por gente que queria nos calar. Processado por Paulo Magalhães Araújo e João Alex Monteiro Catan, esse último com farta documentação, segundo a Polícia Federal, que o intitula como sendo um líder da quadrilha das moedas. Esses senhores tiveram até o intento de pedir junto ao Ministério Público a minha interdição. Não esmorecemos nem tivemos medo das chantagens e ameaças, tão pouco dos devaneios desses senhores, que queriam atrás da máscara de uma ‘falsa’ moralidade esconderem-se da opinião pública, tentaram calar a verdade e para isso utilizando-se da Justiça que pode ser cega, mas não é burra. A Justiça Divina se fez presente, e hoje regozijados na fé inabalável em Deus estamos mostrando a sociedade quem é esse cidadão que infelizmente foi eleito pelo voto popular, mas que nem por isso nossas verdades serão menores.Confiamos na Justiça dos Homens, mas tememos a DIVINA. E é por isso, que vamos continuar em nossa luta, para nos Tribunais dos Homens e com documentos incontestáveis trazermos a tona à verdade que não se cala! Essa é uma prova que tudo que dizíamos com charges e deboches, apelidos e escrachos era a verdade que essa gente não tolera e usa de ardis na tentativa de censurar através de liminares, intimidações e outras espécies de ameaças. Não vamos esmorecer nosso jornal prima e sempre irá se pautar pela isenção e credibilidade e acima de tudo a verdade, doa a quem doer
Fonte: JORNAL ULTIMA HORA
domingo, junho 10, 2007
Lula se irrita com vazamento de diálogos de Vavá
Esse negócio de segredo de Justiça virou uma piada’
De volta de uma viagem de nove dias ao Reino Unido, à Índia e à Alemanha, Lula reagiu com impaciência ao vazamento para a imprensa de diálogos de seu irmão captados pelos grampos telefônicos da Operação Xeque-Mate. Oficialmente, mandou dizer, por meio da assessoria de imprensa, que não vai comentar o assunto. Em privado, destilou irritação: “Esse negócio de segredo de Justiça virou uma piada no Brasil”, disse a um auxiliar.
Lula retornou ao Brasil neste sábado (9). No final da tarde, voou para São Bernardo do Campo, cidade onde mantém um apartamento e onde também mora o primeiro-irmão Vavá. Ali, pretende passar o final de semana. Nas primeiras avalizações do episódio envolvendo seu irmão, feitas em reserva, Lula considerou que não há nos diálogos expostos no noticiário nada que possa embaraçá-lo ou comprometer o seu governo. Longe disso. Ainda assim, acha que, por trás dos vazamentos, esconde-se a intenção de deixar sua administração em maus lençóis.
Lula ecoa uma queixa que se tornou comum nos meios políticos desde que as mega-operações da Polícia Federal passaram a impor constrangimentos a figurões do governo e do Congresso. O tema já havia sido debatido, há duas semanas, em reunião do conselho político, que congrega os dirigentes dos partidos do consórcio governista.
Na presença de Lula, as lideranças partidárias queixaram-se da divulgação clandestina de dados sigilos dos inquéritos e de supostos excessos cometidos pela PF na execução de mandados de prisão.
Àquela altura, a polícia ainda não aplicara o xeque-mate na quadrilha de caça-níqueis que estendeu os seus tentáculos até a casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho de Lula. A bola da vez era, então, Silas Rondeau, desalojado do ministério de Minas e Energia sob a acusação de ter recebido propina de R$ 100 mil da Gautama, aquela construtora da Operação Navalha, sucedânea da Operação Furacão.
Presente à reunião, Lula deu razão aos queixosos. Chegou mesmo a encomendar ao ministro Tarso Genro (Justiça) a apuração de responsabilidades pelos vazamentos. Não há, por ora, notícia acerca da identificação dos responsáveis. Em manifestações feitas nos dias subseqüentes à reunião do conselho, Tarso realçou uma coincidência: os vazamentos costumam ocorrer depois que os advogados dos acusados têm acesso às peças dos inquéritos.
Alheios aos queixumes, os agentes da PF realizaram, entre segunda (4) e quarta-feira (6), um congresso nacional na cidade de Fortaleza (CE). Foi organizado pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais). Ao final do encontro, divulgou-se uma “Carta de Fortaleza”. O documento traz, nas entrelinhas, respostas a algumas das críticas que vêm sendo dirigidas ao trabalho da polícia. O texto anota, por exemplo, que a PF é órgão de Estado e, como tal, deve agir “desvinculado das posições ideológico-partidárias dos governos.”
Os policiais defenderam, de resto, “a divulgação universalizada das atividades da Polícia Federal junto aos meios de comunicação, sem privilégios a qualquer segmento da mídia”. Uma clara referência à condenação dos vazamentos seletivos. O problema é que, à luz da lei, os processos que retratam os resultados "das atividades" da PF deveriam correr em segredo.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
De volta de uma viagem de nove dias ao Reino Unido, à Índia e à Alemanha, Lula reagiu com impaciência ao vazamento para a imprensa de diálogos de seu irmão captados pelos grampos telefônicos da Operação Xeque-Mate. Oficialmente, mandou dizer, por meio da assessoria de imprensa, que não vai comentar o assunto. Em privado, destilou irritação: “Esse negócio de segredo de Justiça virou uma piada no Brasil”, disse a um auxiliar.
Lula retornou ao Brasil neste sábado (9). No final da tarde, voou para São Bernardo do Campo, cidade onde mantém um apartamento e onde também mora o primeiro-irmão Vavá. Ali, pretende passar o final de semana. Nas primeiras avalizações do episódio envolvendo seu irmão, feitas em reserva, Lula considerou que não há nos diálogos expostos no noticiário nada que possa embaraçá-lo ou comprometer o seu governo. Longe disso. Ainda assim, acha que, por trás dos vazamentos, esconde-se a intenção de deixar sua administração em maus lençóis.
Lula ecoa uma queixa que se tornou comum nos meios políticos desde que as mega-operações da Polícia Federal passaram a impor constrangimentos a figurões do governo e do Congresso. O tema já havia sido debatido, há duas semanas, em reunião do conselho político, que congrega os dirigentes dos partidos do consórcio governista.
Na presença de Lula, as lideranças partidárias queixaram-se da divulgação clandestina de dados sigilos dos inquéritos e de supostos excessos cometidos pela PF na execução de mandados de prisão.
Àquela altura, a polícia ainda não aplicara o xeque-mate na quadrilha de caça-níqueis que estendeu os seus tentáculos até a casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho de Lula. A bola da vez era, então, Silas Rondeau, desalojado do ministério de Minas e Energia sob a acusação de ter recebido propina de R$ 100 mil da Gautama, aquela construtora da Operação Navalha, sucedânea da Operação Furacão.
Presente à reunião, Lula deu razão aos queixosos. Chegou mesmo a encomendar ao ministro Tarso Genro (Justiça) a apuração de responsabilidades pelos vazamentos. Não há, por ora, notícia acerca da identificação dos responsáveis. Em manifestações feitas nos dias subseqüentes à reunião do conselho, Tarso realçou uma coincidência: os vazamentos costumam ocorrer depois que os advogados dos acusados têm acesso às peças dos inquéritos.
Alheios aos queixumes, os agentes da PF realizaram, entre segunda (4) e quarta-feira (6), um congresso nacional na cidade de Fortaleza (CE). Foi organizado pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais). Ao final do encontro, divulgou-se uma “Carta de Fortaleza”. O documento traz, nas entrelinhas, respostas a algumas das críticas que vêm sendo dirigidas ao trabalho da polícia. O texto anota, por exemplo, que a PF é órgão de Estado e, como tal, deve agir “desvinculado das posições ideológico-partidárias dos governos.”
Os policiais defenderam, de resto, “a divulgação universalizada das atividades da Polícia Federal junto aos meios de comunicação, sem privilégios a qualquer segmento da mídia”. Uma clara referência à condenação dos vazamentos seletivos. O problema é que, à luz da lei, os processos que retratam os resultados "das atividades" da PF deveriam correr em segredo.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
Gravação de Vavá pode fortalecer abertura de uma CPI
Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que começou a colher assinaturas para a instalação da CPI logo que foi deflagrada a Operação Xeque-Mate
Rosa Costa
BRASÍLIA - A descoberta de gravações ligando Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao esquema irregular de jogos de azar investigado pela Operação Xeque-Mate, pode acelerar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar jogos ilegais no País. Autor do pedido de instalação dessa CPI, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse hoje que a ligação de Vavá com donos de casas de caça-níquel, apontada por gravações feitas pela Polícia Federal, reforça a necessidade de levar a investigação adiante.
Sampaio disse que começou a colher assinaturas para a CPI logo que foi deflagrada a Operação Xeque-Mate. "Foi um trabalho silencioso, com base em fatos concretos", argumenta o deputado, que faz oposição ao governo federal. Além de apurar a participação de Vavá no esquema, a investigação - chamada de CPI dos jogos ilícitos - também vai apurar a proximidade de integrantes do Judiciário com as quadrilhas de jogos.
Familiares
Para Sampaio, a atuação de Vavá é o segundo caso em que parentes de Lula se valem do prestígio em proveito próprio. "O primeiro foi o Lulinha (Fábio Luiz da Silva, filho do presidente), favorecido por recursos de uma concessionária pública." A repetição do fato, acredita Sampaio, mostra que "Lula se cerca de pessoas, no relacionamento político e familiar, que só ajudam a desonrar sua biografia."
Segundo Sampaio, o pior de tudo é que o presidente "nunca sabe de nada". "Virou até motivo de chacota, ele é sempre o último a saber, embora se trate de pessoas que estão a seu lado", disse. Para o líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia (RN), a atuação de Vavá com os caça-níqueis tem explicação. "Houve a primeira denúncia, dando conta que ele fazia tráfico de influência. Como ninguém fez nada, a impunidade lhe deu desenvoltura para agir", avalia.
Críticas
Ele questiona por que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ignorou a suposta ligação do parente do presidente com um esquema criminoso. Agripino acredita que, diante de tal omissão, cabe agora ao Congresso investigar o caso, para impedir que a impunidade venha a favorecer o irmão ou qualquer outro parente do presidente.
Da parte dos aliados do presidente, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirma que não resta na denúncia contra Vavá nenhum tipo de crítica à postura de Lula. E considera "inócua" e "fora de foco"a iniciativa de criar outra comissão para aprofundar as conclusões da Polícia Federal na Operação xeque-mate.
"O presidente foi muito claro ao frisar que tudo deveria ser investigado", ressalva. "O fato de parentes do presidente, de governadores, serem procurados por dezenas de pessoas não é bom que ocorra, mas infelizmente ocorre. Mas o presidente Lula e o governo não podem controlar o que Vavá e outros parentes falam", insiste.
Fonte: Estadao.com
Rosa Costa
BRASÍLIA - A descoberta de gravações ligando Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao esquema irregular de jogos de azar investigado pela Operação Xeque-Mate, pode acelerar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar jogos ilegais no País. Autor do pedido de instalação dessa CPI, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse hoje que a ligação de Vavá com donos de casas de caça-níquel, apontada por gravações feitas pela Polícia Federal, reforça a necessidade de levar a investigação adiante.
Sampaio disse que começou a colher assinaturas para a CPI logo que foi deflagrada a Operação Xeque-Mate. "Foi um trabalho silencioso, com base em fatos concretos", argumenta o deputado, que faz oposição ao governo federal. Além de apurar a participação de Vavá no esquema, a investigação - chamada de CPI dos jogos ilícitos - também vai apurar a proximidade de integrantes do Judiciário com as quadrilhas de jogos.
Familiares
Para Sampaio, a atuação de Vavá é o segundo caso em que parentes de Lula se valem do prestígio em proveito próprio. "O primeiro foi o Lulinha (Fábio Luiz da Silva, filho do presidente), favorecido por recursos de uma concessionária pública." A repetição do fato, acredita Sampaio, mostra que "Lula se cerca de pessoas, no relacionamento político e familiar, que só ajudam a desonrar sua biografia."
Segundo Sampaio, o pior de tudo é que o presidente "nunca sabe de nada". "Virou até motivo de chacota, ele é sempre o último a saber, embora se trate de pessoas que estão a seu lado", disse. Para o líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia (RN), a atuação de Vavá com os caça-níqueis tem explicação. "Houve a primeira denúncia, dando conta que ele fazia tráfico de influência. Como ninguém fez nada, a impunidade lhe deu desenvoltura para agir", avalia.
Críticas
Ele questiona por que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ignorou a suposta ligação do parente do presidente com um esquema criminoso. Agripino acredita que, diante de tal omissão, cabe agora ao Congresso investigar o caso, para impedir que a impunidade venha a favorecer o irmão ou qualquer outro parente do presidente.
Da parte dos aliados do presidente, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirma que não resta na denúncia contra Vavá nenhum tipo de crítica à postura de Lula. E considera "inócua" e "fora de foco"a iniciativa de criar outra comissão para aprofundar as conclusões da Polícia Federal na Operação xeque-mate.
"O presidente foi muito claro ao frisar que tudo deveria ser investigado", ressalva. "O fato de parentes do presidente, de governadores, serem procurados por dezenas de pessoas não é bom que ocorra, mas infelizmente ocorre. Mas o presidente Lula e o governo não podem controlar o que Vavá e outros parentes falam", insiste.
Fonte: Estadao.com
Mãe de filha de Renan detona defesa do senador
Mônica Veloso desmente declarações de lobista ligado a Renan, dizendo que pensão da filha era paga em dinheiro, no escritório da Mendes Júnior
A jornalista Mônica Veloso, de 38 anos, centro das denúncias envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e um lobista da construtora Mendes Júnior, resolveu falar. Duas semanas após ter denunciado perigosas relações entre o senador e a Mendes Júnior, a revista Veja conseguiu entrevistá-la. E ela confirmou: o dinheiro que recebia para o aluguel e a pensão da filha de 3 anos que tem com o senador era pago pelo lobista Cláudio Gontijo.O pagamento era feito no escritório da empreiteira, em dinheiro vivo . “Cláudio me entregava o envelope. Alguns envelopes tinham o logotipo da Mendes Júnior”, contou ela, desmentindo o que o lobista havia dito ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP). Gontijo dissera ser intermediário entre o senador e a jornalista, encarregando-se dos depósitos na conta de Mônica. O lobista não levou com ele nenhum recibo dos depósitos. Pelo relato da jornalista, isso seria impossível, pois tais depósitos nunca aconteceram.Outro petardo atinge Renan, que ao se defender no Senado, disse ter recorrido a Gontijo porque precisava ser discreto, tratando-se de relação extraconjugal. Segundo Mônica, ela teve encontros a sós com Renan: “Nós nos encontramos até dezembro de 2005. Foram 3 anos de relação intensa, que começou quando ele era líder do PMDB e continuou depois que foi eleito presidente do Senado. Até dezembro de 2005, quando houve reconhecimento da paternidade, foi uma relação tranqüila.”A Veja questiona: se continuou tendo encontros com Mônica depois que o pagamento da pensão começou a ser feito, por que o senador não lhe entregava pessoalmente as quantias? Por que ela ia retirá-las no escritório da construtora?Mônica diz que resolveu falar porque tem sido apresentada publicamente como uma pessoa desclassificada, sem profissão nem família: “Tenho uma produtora, casa própria,profissão. Eu não freqüentava o mundo político indo a festas. Eu era jornalista da TV Globo”, afirma.Os pagamentos feitos por Gontijo ocorreram de março de 2004 a novembro de 2005. O primeiro deles foi para o pagamento antecipado de um ano de aluguel da casa, quando estava grávida, no valor de R$ 40 mil. Mais tarde, quando se mudou para um apartamento, ela recebeu mensalmente R$ 8 mil de pensão e mais R$ 4 mil para o aluguel.
Fonte: Estadão.com
A jornalista Mônica Veloso, de 38 anos, centro das denúncias envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e um lobista da construtora Mendes Júnior, resolveu falar. Duas semanas após ter denunciado perigosas relações entre o senador e a Mendes Júnior, a revista Veja conseguiu entrevistá-la. E ela confirmou: o dinheiro que recebia para o aluguel e a pensão da filha de 3 anos que tem com o senador era pago pelo lobista Cláudio Gontijo.O pagamento era feito no escritório da empreiteira, em dinheiro vivo . “Cláudio me entregava o envelope. Alguns envelopes tinham o logotipo da Mendes Júnior”, contou ela, desmentindo o que o lobista havia dito ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP). Gontijo dissera ser intermediário entre o senador e a jornalista, encarregando-se dos depósitos na conta de Mônica. O lobista não levou com ele nenhum recibo dos depósitos. Pelo relato da jornalista, isso seria impossível, pois tais depósitos nunca aconteceram.Outro petardo atinge Renan, que ao se defender no Senado, disse ter recorrido a Gontijo porque precisava ser discreto, tratando-se de relação extraconjugal. Segundo Mônica, ela teve encontros a sós com Renan: “Nós nos encontramos até dezembro de 2005. Foram 3 anos de relação intensa, que começou quando ele era líder do PMDB e continuou depois que foi eleito presidente do Senado. Até dezembro de 2005, quando houve reconhecimento da paternidade, foi uma relação tranqüila.”A Veja questiona: se continuou tendo encontros com Mônica depois que o pagamento da pensão começou a ser feito, por que o senador não lhe entregava pessoalmente as quantias? Por que ela ia retirá-las no escritório da construtora?Mônica diz que resolveu falar porque tem sido apresentada publicamente como uma pessoa desclassificada, sem profissão nem família: “Tenho uma produtora, casa própria,profissão. Eu não freqüentava o mundo político indo a festas. Eu era jornalista da TV Globo”, afirma.Os pagamentos feitos por Gontijo ocorreram de março de 2004 a novembro de 2005. O primeiro deles foi para o pagamento antecipado de um ano de aluguel da casa, quando estava grávida, no valor de R$ 40 mil. Mais tarde, quando se mudou para um apartamento, ela recebeu mensalmente R$ 8 mil de pensão e mais R$ 4 mil para o aluguel.
Fonte: Estadão.com
sábado, junho 09, 2007
Natureza Humana
By Gaspar Bezerra 15/05/2007 At 12:17
Os ideológos da burguesia têm utilizado a expressão Natureza Humana para justificar o status quo, afirmando que a propriedade colectiva dos meios de produção e a igualdade economica são incompatíveis com essa suposta Natureza Humana. A Natureza Humana existe? O que é a Natureza Humana?
Os ideológos da burguesia têm utilizado a expressão Natureza Humana para justificar o status quo, afirmando que a propriedade colectiva dos meios de produção e a igualdade economica são incompatíveis com essa suposta Natureza Humana. Mas me deparei com um comentário de autoria de Janos Biro do qual consta: "Não há riqueza a ser socializada nem no mais rico dos países, porque Marx estava desconsiderando toda a natureza humana e se importando apenas com o funcionamento científico da sociedade." - Janos Biro, Juízo de tautologia http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381327.shtml Janos Biro certamente não é defensor do status quo. Então eu pergunto: Existe uma Natureza Humana? Se a resposta for positiva, o que é a Natureza Humana? Num de seus escritos, Sartre pergunta: Que é isso de existencialismo? Ele mesmo responde: A maior parte das pessoas que utilizam este termo ficariam bem embaraçadas se o quisessem justificar [...] Há duas escolas existencialistas. O que torna o caso complicado é que há duas espécies de existencialistas: de um lado há os que são cristãos, e entre eles incluirei Jaspers e Gabriel Marcel, de confissão católica; e de outro lado, os existencialistas ateus, entre os quais há que incluir Heidegger, os existencialistas franceses e a mim próprio. O que têm de comum é simplesmente o facto de admitirem que a existência precede a essência, ou, se se quiser, que temos de partir da subjectividade. Que é que em rigor se deve entender por isso? A existência precede a essência. Consideremos um objecto fabricado, como por exemplo um livro ou um corta-papel: tal objecto foi fabricado por um artífice que se inspirou de um conceito; ele reportou-se ao conceito do corta-papel, e igualmente a uma técnica prévia de produção que faz parte do conceito, e que é no fundo uma receita. Assim, o corta-papel é ao mesmo tempo um objecto que se produz de uma certa maneira e que, por outro lado, tem uma utilidade definida, e não é possível imaginar um homem que produzisse um corta-papel sem saber para que há-de servir tal objecto. Diremos pois que, para o corta-papel, a essência - quer dizer, o conjunto de receitas e de características que permitem produzi-lo e defini-lo - precede a existência: e assim a presença, frente a mim, de tal corta-papel ou de tal livro está bem determinada. Temos, pois, uma visão técnica do mundo, na qual se pode dizer que a produção precede a existência. Quando concebemos um Deus criador, esse Deus identificamo-lo quase sempre como um artífice superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, trate-se duma doutrina como a de Descartes ou a de Leibniz, admitimos sempre que a vontade segue mais ou menos a inteligência ou pelo menos a acompanha, e que Deus, quando cria, sabe perfeitamente o que cria. Assim o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exactamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina. No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus mas não a idéia de que a essência precede a existência. Tal ideia encontramo-la nós um pouco em todo o lado: encontramo-la em Diderot, em Voltaire e até mesmo num Kant. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal - o homem; para Kant resulta de tal universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. O existencialismo ateu O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjectividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem antes de mais nada é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projectar no futuro. Se, com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imutável; por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento. Assim, não temos nem atrás de nós, nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas. É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si próprio; e no entanto livre, porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer. [...] Sartre, Jean-Paul / Vergílio Ferreira, O EXISTENCIALISMO É UM HUMANISMO, 3.ª edição, Lisboa, Editorial Presença http://faroldasletras.no.sapo.pt/existencialismo.htm Portanto, ao aceitar a existência da natureza humana, o Sr. Janos Biro tem uma visão ténica do mundo, e, assim, acaba cometendo o mesmo erro que ele acusa Marx.
Fonte; CMI Brasil
Os ideológos da burguesia têm utilizado a expressão Natureza Humana para justificar o status quo, afirmando que a propriedade colectiva dos meios de produção e a igualdade economica são incompatíveis com essa suposta Natureza Humana. A Natureza Humana existe? O que é a Natureza Humana?
Os ideológos da burguesia têm utilizado a expressão Natureza Humana para justificar o status quo, afirmando que a propriedade colectiva dos meios de produção e a igualdade economica são incompatíveis com essa suposta Natureza Humana. Mas me deparei com um comentário de autoria de Janos Biro do qual consta: "Não há riqueza a ser socializada nem no mais rico dos países, porque Marx estava desconsiderando toda a natureza humana e se importando apenas com o funcionamento científico da sociedade." - Janos Biro, Juízo de tautologia http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381327.shtml Janos Biro certamente não é defensor do status quo. Então eu pergunto: Existe uma Natureza Humana? Se a resposta for positiva, o que é a Natureza Humana? Num de seus escritos, Sartre pergunta: Que é isso de existencialismo? Ele mesmo responde: A maior parte das pessoas que utilizam este termo ficariam bem embaraçadas se o quisessem justificar [...] Há duas escolas existencialistas. O que torna o caso complicado é que há duas espécies de existencialistas: de um lado há os que são cristãos, e entre eles incluirei Jaspers e Gabriel Marcel, de confissão católica; e de outro lado, os existencialistas ateus, entre os quais há que incluir Heidegger, os existencialistas franceses e a mim próprio. O que têm de comum é simplesmente o facto de admitirem que a existência precede a essência, ou, se se quiser, que temos de partir da subjectividade. Que é que em rigor se deve entender por isso? A existência precede a essência. Consideremos um objecto fabricado, como por exemplo um livro ou um corta-papel: tal objecto foi fabricado por um artífice que se inspirou de um conceito; ele reportou-se ao conceito do corta-papel, e igualmente a uma técnica prévia de produção que faz parte do conceito, e que é no fundo uma receita. Assim, o corta-papel é ao mesmo tempo um objecto que se produz de uma certa maneira e que, por outro lado, tem uma utilidade definida, e não é possível imaginar um homem que produzisse um corta-papel sem saber para que há-de servir tal objecto. Diremos pois que, para o corta-papel, a essência - quer dizer, o conjunto de receitas e de características que permitem produzi-lo e defini-lo - precede a existência: e assim a presença, frente a mim, de tal corta-papel ou de tal livro está bem determinada. Temos, pois, uma visão técnica do mundo, na qual se pode dizer que a produção precede a existência. Quando concebemos um Deus criador, esse Deus identificamo-lo quase sempre como um artífice superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, trate-se duma doutrina como a de Descartes ou a de Leibniz, admitimos sempre que a vontade segue mais ou menos a inteligência ou pelo menos a acompanha, e que Deus, quando cria, sabe perfeitamente o que cria. Assim o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exactamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina. No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus mas não a idéia de que a essência precede a existência. Tal ideia encontramo-la nós um pouco em todo o lado: encontramo-la em Diderot, em Voltaire e até mesmo num Kant. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal - o homem; para Kant resulta de tal universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. O existencialismo ateu O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjectividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem antes de mais nada é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projectar no futuro. Se, com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imutável; por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento. Assim, não temos nem atrás de nós, nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas. É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si próprio; e no entanto livre, porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer. [...] Sartre, Jean-Paul / Vergílio Ferreira, O EXISTENCIALISMO É UM HUMANISMO, 3.ª edição, Lisboa, Editorial Presença http://faroldasletras.no.sapo.pt/existencialismo.htm Portanto, ao aceitar a existência da natureza humana, o Sr. Janos Biro tem uma visão ténica do mundo, e, assim, acaba cometendo o mesmo erro que ele acusa Marx.
Fonte; CMI Brasil
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - GGrube
Por Gerhard Grube 09/06/2007 às 03:15
É o novo nome para o ultrapassado "preço do progresso".
Antigamente, comentava-se a destruição, que os mais diversos empreendimentos causavam ao meio ambiente e às pessoas, dizendo-se simplesmente: "É o preço do progresso". Se algo de bom estava sendo construído, algo de ruim era inevitável acontecer. Hoje em dia não se fala mais assim, seria irresponsabilidade expressar-se dessa maneira. Com a conscientização ambiental nada mais pode causar prejuízo, nem ao ambiente nem às pessoas. Mudaram-se as palavras, a frase atualmente é: "Desenvolvimento sustentável". Mas a destruição é a mesma. Isto é, muito pior, por causa da maior eficiência tecnológica do ser humano. Disfarçada agora pelos eufemismos, leis e palavreado, criados para iludir as pessoas. Como se a natureza pudesse ser enganada com essas mentiras. Na televisão vi um documentário sobre as construções de usinas hidrelétricas e suas conseqüências ambientais e sociais. Documentário, muito bem produzido, feito pelo MAB, (Movimento dos Atingidos por Barragens). Naturalmente enfatizaram bastante o problema daqueles que são desalojados pela inundação de suas terras e o impacto sobre a vida animal e vegetal nestes locais. Sem dúvida os argumentos são válidos, é impossível continuar destruindo o planeta, até que tudo se acabe! Por outro lado é indiscutível o benefício que a energia elétrica traz para a sociedade. Sem a qual praticamente já não podemos mais viver como pessoas, principalmente nas grandes cidades. Sem ela as indústrias também não poderiam funcionar. Indubitavelmente, o país não pode parar! Um impasse, os órgãos responsáveis pela liberação dessas obras ficam no meio de um fogo cruzado muito forte. Nesta difícil disputa acaba perdendo sempre a parte mais fraca que é a sociedade local e o meio ambiente. Fingimos existir uma preocupação quanto a estes aspectos, mas a obra cedo ou tarde acaba sendo implementada. Pessoas são desalojadas, o lugar é degradado e algumas espécies extinguem-se. Um prejuízo localizado, com benefício difuso para a totalidade. Que nem se apercebe que houve prejuízo e nem lhe interessa. Como se diz, é o preço do progresso. Viver sem energia elétrica é ruim, e com ela, também. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. E isto não tem como ser evitado, nem mesmo amenizado. Apesar dos estudos de impacto ambiental procurarem minimizar os danos, o progresso invariavelmente fala mais alto. A grande preocupação é espantar o fantasma da falta de energia. Estima-se a demanda que deve acontecer e procura-se concretizar os meios necessários para suprir esta demanda. Isto não pode deixar de ser feito, pois energia elétrica não pode faltar, nunca! Mas a demanda em si não é questionada. Nunca é colocada em dúvida se a energia está sendo bem ou mal utilizada. Como se a demanda fosse benéfica sempre e inocente sempre em seus propósitos. Como se o mau uso da energia não causasse nenhuma escassez energética. Assume-se sempre que qualquer consumo seja justificado, simplesmente pagando-se a tarifa. A produção de alumínio, e muitas outras indústrias são enormes consumidores de energia elétrica. Energia que, para ser de custo reduzido, os consumidores residenciais são obrigados a pagar tarifa mais elevada. O alumínio e outros produtos são então exportados, a preço de banana. E o lucro dessas empresas nem fica no Brasil, vai para fora também. Que vantagem a Maria leva, desperdiçando energia dessa maneira? O ar condicionado sem dúvida é uma comodidade. Mas um devorador de energia. Tanto é que poucas pessoas o têm em suas residências. Não pelo preço do aparelho em si, é mais por causa da enorme conta de luz que significa. Empresas fazem uso intensivo do ar condicionado, pois agrada aos clientes é bom para os negócios, imprescindível quase. Mesmo assim continua sendo apenas uma comodidade, devoradora de energia. Mas não é só a energia elétrica que é tratada dessa maneira. Combustíveis fósseis também. A preocupação é exclusivamente suprir a demanda. Não importa como os hidrocarbonetos sejam utilizados. Seja para movimentar máquinas e transportar cargas e pessoas eficientemente ou simplesmente para desperdiçá-los nos incoerentes e absurdos automóveis. Automóvel que nunca é sequer cogitado reduzir-se a sua utilização. Mesmo levando em conta os inúmeros problemas que causa à sociedade e ao ambiente. Obrigatoriamente os combustíveis têm que estar disponíveis nas bombas de gasolina, a custo reduzido. Para então serem queimados irracionalmente. A água é essencial à vida e para praticamente todos os empreendimentos humanos. É outro recurso que deve ser barato e existir em abundância. Quando então o desperdício é enorme. Já o próprio fornecimento, desperdiça uns trinta por cento da água tratada em vazamentos, antes que ela chegue ao consumidor (que paga também por essa água não consumida). Nem teria cabimento economizar algo cujo preço é centavos a tonelada. Campanhas para conscientizar a população no sentido de economizar água, são totalmente inúteis. A não ser quando existe real possibilidade que ela venha a faltar e é feito o racionamento. Ou o preço seja tão alto que as pessoas tenham dificuldade em pagar. Fala-se muito em reciclagem. Fala-se bastante, mas faz-se muito pouco. Os que praticam a reciclagem são principalmente os excluídos da sociedade, que sobrevivem miseravelmente daquilo que os outros jogaram fora. E se não fosse eles, ninguém faria nada. Nunca a própria geração do lixo é questionada. Se lixo existe, evidentemente é porque ele foi produzido, e depois jogado fora. Reciclar vai ser sempre uma solução menos eficiente, mais trabalhosa e mais poluente do que simplesmente deixar de produzir lixo. Mas a geração de lixo é intocável, não se mexe, não se discute. Fazer isso atrapalharia os negócios, seria totalmente antidemocrático. Compra-se uma caneta esferográfica, um isqueiro, usa-se e joga-se no lixo. Os produtos são embalados, vistosas embalagens, mais para convencer o consumidor do que para proteger o produto, quase nada mais é vendido a granel. As embalagens jogam-se fora, no lixo. Tudo está ficando cada vez mais descartável, cada vez menos são consertados quando quebram. É embutida nos produtos a obsolescência planejada, fica mais em conta comprar um novo do que consertar o velho. As geladeiras não duram mais trinta anos, duram cinco. Quando então caem fora de moda, e são substituídas por modelos mais atualizados. Ninguém mais remenda roupas desgastadas pelo uso. Lâmpadas são trocadas por tempo de utilização, mesmo que não estejam queimadas. Perecíveis são jogados fora pela data de vencimento, não por estarem estragados. Dá menos trabalho atuar assim, jogar fora é mais lógico do que usar até o fim. Contei outro dia as gavetas e portas dos móveis em minha casa. A maioria mais ou menos entupida com coisas que raramente são usadas e muitas quinquilharias. Contei sessenta! Tudo isso foi retirado da natureza, trabalhado, processado e consumiu energia. E um dia vai para o lixo, quase sem ter sido utilizado. A liberdade de desperdiçar, de subutilizar, de consumir coisas desnecessárias, nunca é questionada. Não existe freio, é só pagar o preço que é exigido, e tudo se justifica. E aqueles que consomem pouco (porque são forçados a isso), os pobres, são criticados, olha-se para eles com desprezo. São chamados de vagabundos e preguiçosos, pois não conseguiram "vencer na vida". Não lhes é possível consumir inutilidades, como fazem a "gente de bem" e as "pessoas de sucesso". São por isso menos gente. Assim são as coisas. Poderia ser diferente, mas não é. Por isso precisamos cada vez mais recursos materiais e energia. Que são desperdiçados vão para o lixo e poluem o meio ambiente. Por isso precisamos cada vez mais construir hidrelétricas, despejar os moradores do lugar e extinguir espécies animais e vegetais. É o preço do desperdício.
Fonte: CMI Brasil
É o novo nome para o ultrapassado "preço do progresso".
Antigamente, comentava-se a destruição, que os mais diversos empreendimentos causavam ao meio ambiente e às pessoas, dizendo-se simplesmente: "É o preço do progresso". Se algo de bom estava sendo construído, algo de ruim era inevitável acontecer. Hoje em dia não se fala mais assim, seria irresponsabilidade expressar-se dessa maneira. Com a conscientização ambiental nada mais pode causar prejuízo, nem ao ambiente nem às pessoas. Mudaram-se as palavras, a frase atualmente é: "Desenvolvimento sustentável". Mas a destruição é a mesma. Isto é, muito pior, por causa da maior eficiência tecnológica do ser humano. Disfarçada agora pelos eufemismos, leis e palavreado, criados para iludir as pessoas. Como se a natureza pudesse ser enganada com essas mentiras. Na televisão vi um documentário sobre as construções de usinas hidrelétricas e suas conseqüências ambientais e sociais. Documentário, muito bem produzido, feito pelo MAB, (Movimento dos Atingidos por Barragens). Naturalmente enfatizaram bastante o problema daqueles que são desalojados pela inundação de suas terras e o impacto sobre a vida animal e vegetal nestes locais. Sem dúvida os argumentos são válidos, é impossível continuar destruindo o planeta, até que tudo se acabe! Por outro lado é indiscutível o benefício que a energia elétrica traz para a sociedade. Sem a qual praticamente já não podemos mais viver como pessoas, principalmente nas grandes cidades. Sem ela as indústrias também não poderiam funcionar. Indubitavelmente, o país não pode parar! Um impasse, os órgãos responsáveis pela liberação dessas obras ficam no meio de um fogo cruzado muito forte. Nesta difícil disputa acaba perdendo sempre a parte mais fraca que é a sociedade local e o meio ambiente. Fingimos existir uma preocupação quanto a estes aspectos, mas a obra cedo ou tarde acaba sendo implementada. Pessoas são desalojadas, o lugar é degradado e algumas espécies extinguem-se. Um prejuízo localizado, com benefício difuso para a totalidade. Que nem se apercebe que houve prejuízo e nem lhe interessa. Como se diz, é o preço do progresso. Viver sem energia elétrica é ruim, e com ela, também. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. E isto não tem como ser evitado, nem mesmo amenizado. Apesar dos estudos de impacto ambiental procurarem minimizar os danos, o progresso invariavelmente fala mais alto. A grande preocupação é espantar o fantasma da falta de energia. Estima-se a demanda que deve acontecer e procura-se concretizar os meios necessários para suprir esta demanda. Isto não pode deixar de ser feito, pois energia elétrica não pode faltar, nunca! Mas a demanda em si não é questionada. Nunca é colocada em dúvida se a energia está sendo bem ou mal utilizada. Como se a demanda fosse benéfica sempre e inocente sempre em seus propósitos. Como se o mau uso da energia não causasse nenhuma escassez energética. Assume-se sempre que qualquer consumo seja justificado, simplesmente pagando-se a tarifa. A produção de alumínio, e muitas outras indústrias são enormes consumidores de energia elétrica. Energia que, para ser de custo reduzido, os consumidores residenciais são obrigados a pagar tarifa mais elevada. O alumínio e outros produtos são então exportados, a preço de banana. E o lucro dessas empresas nem fica no Brasil, vai para fora também. Que vantagem a Maria leva, desperdiçando energia dessa maneira? O ar condicionado sem dúvida é uma comodidade. Mas um devorador de energia. Tanto é que poucas pessoas o têm em suas residências. Não pelo preço do aparelho em si, é mais por causa da enorme conta de luz que significa. Empresas fazem uso intensivo do ar condicionado, pois agrada aos clientes é bom para os negócios, imprescindível quase. Mesmo assim continua sendo apenas uma comodidade, devoradora de energia. Mas não é só a energia elétrica que é tratada dessa maneira. Combustíveis fósseis também. A preocupação é exclusivamente suprir a demanda. Não importa como os hidrocarbonetos sejam utilizados. Seja para movimentar máquinas e transportar cargas e pessoas eficientemente ou simplesmente para desperdiçá-los nos incoerentes e absurdos automóveis. Automóvel que nunca é sequer cogitado reduzir-se a sua utilização. Mesmo levando em conta os inúmeros problemas que causa à sociedade e ao ambiente. Obrigatoriamente os combustíveis têm que estar disponíveis nas bombas de gasolina, a custo reduzido. Para então serem queimados irracionalmente. A água é essencial à vida e para praticamente todos os empreendimentos humanos. É outro recurso que deve ser barato e existir em abundância. Quando então o desperdício é enorme. Já o próprio fornecimento, desperdiça uns trinta por cento da água tratada em vazamentos, antes que ela chegue ao consumidor (que paga também por essa água não consumida). Nem teria cabimento economizar algo cujo preço é centavos a tonelada. Campanhas para conscientizar a população no sentido de economizar água, são totalmente inúteis. A não ser quando existe real possibilidade que ela venha a faltar e é feito o racionamento. Ou o preço seja tão alto que as pessoas tenham dificuldade em pagar. Fala-se muito em reciclagem. Fala-se bastante, mas faz-se muito pouco. Os que praticam a reciclagem são principalmente os excluídos da sociedade, que sobrevivem miseravelmente daquilo que os outros jogaram fora. E se não fosse eles, ninguém faria nada. Nunca a própria geração do lixo é questionada. Se lixo existe, evidentemente é porque ele foi produzido, e depois jogado fora. Reciclar vai ser sempre uma solução menos eficiente, mais trabalhosa e mais poluente do que simplesmente deixar de produzir lixo. Mas a geração de lixo é intocável, não se mexe, não se discute. Fazer isso atrapalharia os negócios, seria totalmente antidemocrático. Compra-se uma caneta esferográfica, um isqueiro, usa-se e joga-se no lixo. Os produtos são embalados, vistosas embalagens, mais para convencer o consumidor do que para proteger o produto, quase nada mais é vendido a granel. As embalagens jogam-se fora, no lixo. Tudo está ficando cada vez mais descartável, cada vez menos são consertados quando quebram. É embutida nos produtos a obsolescência planejada, fica mais em conta comprar um novo do que consertar o velho. As geladeiras não duram mais trinta anos, duram cinco. Quando então caem fora de moda, e são substituídas por modelos mais atualizados. Ninguém mais remenda roupas desgastadas pelo uso. Lâmpadas são trocadas por tempo de utilização, mesmo que não estejam queimadas. Perecíveis são jogados fora pela data de vencimento, não por estarem estragados. Dá menos trabalho atuar assim, jogar fora é mais lógico do que usar até o fim. Contei outro dia as gavetas e portas dos móveis em minha casa. A maioria mais ou menos entupida com coisas que raramente são usadas e muitas quinquilharias. Contei sessenta! Tudo isso foi retirado da natureza, trabalhado, processado e consumiu energia. E um dia vai para o lixo, quase sem ter sido utilizado. A liberdade de desperdiçar, de subutilizar, de consumir coisas desnecessárias, nunca é questionada. Não existe freio, é só pagar o preço que é exigido, e tudo se justifica. E aqueles que consomem pouco (porque são forçados a isso), os pobres, são criticados, olha-se para eles com desprezo. São chamados de vagabundos e preguiçosos, pois não conseguiram "vencer na vida". Não lhes é possível consumir inutilidades, como fazem a "gente de bem" e as "pessoas de sucesso". São por isso menos gente. Assim são as coisas. Poderia ser diferente, mas não é. Por isso precisamos cada vez mais recursos materiais e energia. Que são desperdiçados vão para o lixo e poluem o meio ambiente. Por isso precisamos cada vez mais construir hidrelétricas, despejar os moradores do lugar e extinguir espécies animais e vegetais. É o preço do desperdício.
Fonte: CMI Brasil
CORRUPÇÃO LEGAL E ILEGAL, OS MALES DO BRASIL SÃO!
Por Fábio de Oliveira Ribeiro 09/06/2007 às 18:52
Blá, blá, blá...
Um perspicaz psiquiatra conhecido meu disse-me certa feita que "todo empresário é um anarquista". Na qualidade de anarquista fiquei profundamente ofendido e tentei rebater a afirmação, mas dei-me por vencido quando meu interlocutor sacou seu melhor argumento. "A prova empírica de que estou certo você tem visto todos os dias como advogado. Basta serem cobrados na justiça que os empresários tentam corromper todo mundo, se escondem dos oficiais de justiça, se dizem vítimas de um Estado opressor. Os mesmos empresários que consideram abusiva a carga tributária se esforçam para sonegar ao máximo os impostos. No limite, transferem seus bens para terceiros com o intuito de não pagar suas dívidas trabalhistas e fiscais." Diante de tamanho do bom senso do amigo psiquiatra e de minhas experiências profissionais, considerei-me vencido. Todos os empresários são anarquistas. Usando o mesmo processo de raciocínio, cheguei a conclusões mais estonteantes. A corrupção no Brasil não é só exceção. É também a regra. Corruptos são os empresários que exigem moralidade administrativa mas subornam servidores públicos e dão dinheiros a políticos mais corrompidos ainda. Sempre com o intuito de aumentar seus lucros ou diminuir seus encargos através de favores estatais. Corruptos são os funcionários públicos, mesmo os que dizem que se corrompem porque ganham mal. Muito embora os que ganham bem estejam se corrompendo mais ainda (caso específico dos Juizes, Desembargadores e Ministros de Tribunais em Brasília). Corruptos são os jornalistas, que denunciam ferozmente a corrupção. Mas nunca deixam de comprar informações sigilosas para "furar" a concorrência. Corruptos são os contribuintes em geral. Mesmo quando sonegam, ainda pagam tributos para sustentar a máquina estatal de corrupção. Sonegam e ainda exigem serviços públicos de qualidade. Corruptos são os eleitores, que votam nos partidos como se eles não fossem apenas quadrilhas organizadas para saquear a administração pública legal e ilegalmente. Muito embora os saques às vezes se tornem públicos porque os jornalistas compram informações, os malandros quase sempre se dão bem porque são julgados por juizes que também vendem sentenças. Mais corruptos são os militares. Quando se dizem nacionalistas, dão golpes de Estado para poder espancar quem também paga seus salários para favorecer seus amigos empresários. Quando esquecem o nacionalismo vendem armas e serviços para os traficantes de drogas. Corruptos são os traficantes, que batizam suas drogas e iludem os viciados dizendo que lhes estão vendendo produtos de qualidade e não "porcarias" da pior espécie que produzem mais dano do que prazer (se é que as drogas não batizadas não causam mais impotência sexual do que prazer, é claro). Nesse sentido, os traficantes em tudo se assemelham aos demais comerciantes, empresários, empreiteiros, construtores, etc, que sempre enganam inescrupulosamente seus consumidores roubando no peso, na composição, na qualidade da matéria prima e na eficiência dos serviços que vendem caro sempre sob os olhares sequiosos de servidores corruptos. Corrompidos são todos os religiosos. Os evangélicos são mais descarados e enriquecem mais rápido e desonestamente do que os católicos, muito embora a história de corrupção do clero católico seja mais antiga e venerável. Os espíritas não são menos corruptos, pois ficam com parte dos direitos autorais das obras que dizem terem sido ditadas pelos espíritos. Os mesmos espíritos que os macumbeiros corrompem nas esquinas com seus despachos. Nossas leis são corrompidas. Muitas vezes são feitas contra o interesse geral para atender o particular que colocou dinheiro na algibeira dos deputados e senadores. Quando isto não ocorre, são feitas apenas para serem ignoradas, burladas ou usadas em benefício apenas de alguns (como no caso das indenização das vítimas da Ditadura, muito embora muitas vítimas queiram mesmo a exibição dos arquivos que até a esquerda se apressa em esconder da população). As leis também são corrompidas quando aplicadas por um Judiciário que se especializou em "vender sentenças" e proteger aqueles que enlameiam suas togas. Estamos tão mergulhados em corrupção, que nem a morte há de nos salvar. Na cidade onde resido um conhecido "papa defuntos" que chegou a ser Presidente da Câmara dos Vereadores superfaturava caixões para a Prefeitura. Vi com estes meus pobres olhos castanhos um servidor do HC exigir propina de um pai desesperado que acabara de perder o filho. Sob a alegação de que o cadáver havia sido bem tratado no necrotério esperava um agrado. A direita brasileira é historicamente corrupta, pois enriqueceu roubando as terras dos índios e dando chicotadas nos negros. A esquerda se diz imune a corrupção, mas não demorou muito para que seus líderes afundassem na lama brasiliense. Mesmo os esquerdistas mais honestos (se é que não estão mentindo) se esquecem rapidamente de seus ideais quando começaram a ganhar R$ 10.000,00 por mês às custas do contribuinte. O Brasil não é um país. É um ajuntamento de corruptos. Não nos matamos uns aos outros de forma organizada por razões político-ideológicas porque de tão corrompidos nos transformamos em covardes. Mas isto não quer dizer que o Brasil será para sempre Brasil. Quem sabe uma nova onde de invasão não venha acrescer ao corrompido patrimônio nacional novos senhores desta terra em que se plantando até dá mandioca (alguém aí lembra do escândalo da mandioca?). Fábio de Oliveira Ribeiro
Email:: sithan@ig.com.br URL:: http://www.revistacriacao.cjb.net
Blá, blá, blá...
Um perspicaz psiquiatra conhecido meu disse-me certa feita que "todo empresário é um anarquista". Na qualidade de anarquista fiquei profundamente ofendido e tentei rebater a afirmação, mas dei-me por vencido quando meu interlocutor sacou seu melhor argumento. "A prova empírica de que estou certo você tem visto todos os dias como advogado. Basta serem cobrados na justiça que os empresários tentam corromper todo mundo, se escondem dos oficiais de justiça, se dizem vítimas de um Estado opressor. Os mesmos empresários que consideram abusiva a carga tributária se esforçam para sonegar ao máximo os impostos. No limite, transferem seus bens para terceiros com o intuito de não pagar suas dívidas trabalhistas e fiscais." Diante de tamanho do bom senso do amigo psiquiatra e de minhas experiências profissionais, considerei-me vencido. Todos os empresários são anarquistas. Usando o mesmo processo de raciocínio, cheguei a conclusões mais estonteantes. A corrupção no Brasil não é só exceção. É também a regra. Corruptos são os empresários que exigem moralidade administrativa mas subornam servidores públicos e dão dinheiros a políticos mais corrompidos ainda. Sempre com o intuito de aumentar seus lucros ou diminuir seus encargos através de favores estatais. Corruptos são os funcionários públicos, mesmo os que dizem que se corrompem porque ganham mal. Muito embora os que ganham bem estejam se corrompendo mais ainda (caso específico dos Juizes, Desembargadores e Ministros de Tribunais em Brasília). Corruptos são os jornalistas, que denunciam ferozmente a corrupção. Mas nunca deixam de comprar informações sigilosas para "furar" a concorrência. Corruptos são os contribuintes em geral. Mesmo quando sonegam, ainda pagam tributos para sustentar a máquina estatal de corrupção. Sonegam e ainda exigem serviços públicos de qualidade. Corruptos são os eleitores, que votam nos partidos como se eles não fossem apenas quadrilhas organizadas para saquear a administração pública legal e ilegalmente. Muito embora os saques às vezes se tornem públicos porque os jornalistas compram informações, os malandros quase sempre se dão bem porque são julgados por juizes que também vendem sentenças. Mais corruptos são os militares. Quando se dizem nacionalistas, dão golpes de Estado para poder espancar quem também paga seus salários para favorecer seus amigos empresários. Quando esquecem o nacionalismo vendem armas e serviços para os traficantes de drogas. Corruptos são os traficantes, que batizam suas drogas e iludem os viciados dizendo que lhes estão vendendo produtos de qualidade e não "porcarias" da pior espécie que produzem mais dano do que prazer (se é que as drogas não batizadas não causam mais impotência sexual do que prazer, é claro). Nesse sentido, os traficantes em tudo se assemelham aos demais comerciantes, empresários, empreiteiros, construtores, etc, que sempre enganam inescrupulosamente seus consumidores roubando no peso, na composição, na qualidade da matéria prima e na eficiência dos serviços que vendem caro sempre sob os olhares sequiosos de servidores corruptos. Corrompidos são todos os religiosos. Os evangélicos são mais descarados e enriquecem mais rápido e desonestamente do que os católicos, muito embora a história de corrupção do clero católico seja mais antiga e venerável. Os espíritas não são menos corruptos, pois ficam com parte dos direitos autorais das obras que dizem terem sido ditadas pelos espíritos. Os mesmos espíritos que os macumbeiros corrompem nas esquinas com seus despachos. Nossas leis são corrompidas. Muitas vezes são feitas contra o interesse geral para atender o particular que colocou dinheiro na algibeira dos deputados e senadores. Quando isto não ocorre, são feitas apenas para serem ignoradas, burladas ou usadas em benefício apenas de alguns (como no caso das indenização das vítimas da Ditadura, muito embora muitas vítimas queiram mesmo a exibição dos arquivos que até a esquerda se apressa em esconder da população). As leis também são corrompidas quando aplicadas por um Judiciário que se especializou em "vender sentenças" e proteger aqueles que enlameiam suas togas. Estamos tão mergulhados em corrupção, que nem a morte há de nos salvar. Na cidade onde resido um conhecido "papa defuntos" que chegou a ser Presidente da Câmara dos Vereadores superfaturava caixões para a Prefeitura. Vi com estes meus pobres olhos castanhos um servidor do HC exigir propina de um pai desesperado que acabara de perder o filho. Sob a alegação de que o cadáver havia sido bem tratado no necrotério esperava um agrado. A direita brasileira é historicamente corrupta, pois enriqueceu roubando as terras dos índios e dando chicotadas nos negros. A esquerda se diz imune a corrupção, mas não demorou muito para que seus líderes afundassem na lama brasiliense. Mesmo os esquerdistas mais honestos (se é que não estão mentindo) se esquecem rapidamente de seus ideais quando começaram a ganhar R$ 10.000,00 por mês às custas do contribuinte. O Brasil não é um país. É um ajuntamento de corruptos. Não nos matamos uns aos outros de forma organizada por razões político-ideológicas porque de tão corrompidos nos transformamos em covardes. Mas isto não quer dizer que o Brasil será para sempre Brasil. Quem sabe uma nova onde de invasão não venha acrescer ao corrompido patrimônio nacional novos senhores desta terra em que se plantando até dá mandioca (alguém aí lembra do escândalo da mandioca?). Fábio de Oliveira Ribeiro
Email:: sithan@ig.com.br URL:: http://www.revistacriacao.cjb.net
"Dinheiro era sempre com Cláudio"
Policarpo Junior
Mônica Veloso diz que recebia a pensão das mãos do lobista, em dinheiro vivo e na Mendes Júnior – e que Renan nem falava de dinheiro
Há duas semanas, VEJA revelou que o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, teve algumas de suas despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior. O senador recorreu aos préstimos financeiros do lobista para pagar a pensão e o aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos. Desde então, todos os personagens do caso já se manifestaram publicamente. O senador admitiu que pediu ao lobista que atuasse como intermediário entre ele e a jornalista, mas garantiu que o dinheiro era seu. O lobista, em depoimento no Senado, confirmou a versão do senador. Até a esposa de Calheiros, Verônica, falou sobre o caso, embora tenha discorrido sobre o romance extraconjugal do senador, assunto que só interessa a ela e ao seu marido, e não tenha dito mais do que uma palavra sobre a origem do dinheiro que bancava a pensão e o aluguel, assunto, esse sim, que interessa ao país.
A única personagem que ainda não havia contado sua versão resolveu falar. A jornalista Mônica Veloso, 38 anos, em entrevista exclusiva a VEJA, conta que:
• o dinheiro que recebia era sempre pago pelo lobista da Mendes Júnior;
• os pagamentos eram sempre em dinheiro vivo;
• como regra, os pagamentos eram feitos no escritório da Mendes Júnior em Brasília. Poucas vezes aconteceram fora dali;
• Renan Calheiros nunca falava de dinheiro e nunca lhe dissera que o dinheiro era dele;
• sempre que tinha de tratar de dinheiro, o interlocutor era o lobista Cláudio Gontijo, nunca o senador.
Evaristo Sá/AFP
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Renan Calheiros, que sustenta ter saído de suas contas todo o dinheiro que pagou despesas da jornalista Mônica Veloso: o extrato (à dir.) da conta de Renan mostra que, até 15 de março de 2004, não houve saque de 43 200 reais para pagar um ano de aluguel
Luiz Antonio/Ag. Lar
A casa, cujo aluguel foi pago adiantado: de onde saiu o dinheiro?
Mônica Veloso diz que decidiu falar para se defender do fato de estar sendo apresentada como "uma pessoa desclassificada". Ela diz: "Falam como se eu não tivesse profissão, nem família, nem meio de vida, como se fosse uma chantagista. Tenho uma produtora, casa própria, profissão. Eu não freqüentava o mundo político indo a festas. Eu era jornalista da TV Globo. Não havia como não conhecer os políticos. Quando montei minha produtora, fiz muitos contatos no Ministério da Integração Nacional, das Minas e Energia, da Educação, na Eletronorte. Fazia programas para o PTB, o PMDB. Conheci o Renan trabalhando, não indo a festas. Quando engravidei, achamos melhor eu me afastar de tudo. Depois, fui voltando aos poucos. Tudo acordado com ele. Eu sempre protegi o Renan".
A seguir, a entrevista:
A senhora recebia dinheiro das mãos do lobista Cláudio Gontijo? Sim, recebi durante quase dois anos.
Quando foi a primeira vez? Foi entre fevereiro e março de 2004.
Os pagamentos seguiram até quando? Até novembro de 2005.
O dinheiro pertencia a quem? Não sei. Renan está dizendo agora que o dinheiro era dele, mas ele nunca me disse isso antes.
A senhora perguntou? Não, eu recebia uma pensão e não fazia sentido perguntar de onde vinha o dinheiro. Isso parece importante agora por causa desse turbilhão, mas para mim não era. Eu pegava o dinheiro com o Cláudio e ponto. Não ia ficar questionando.
A senhora falava de dinheiro com o senador? Nunca falávamos de dinheiro. Assunto de dinheiro era sempre com o Cláudio.
Onde a senhora pegava o dinheiro? Na maioria das vezes, era no escritório da Mendes Júnior. Mas houve várias formas. Nos últimos meses da gravidez (a criança nasceu em julho de 2004) e no período do resguardo, o Cláudio me entregava os envelopes com dinheiro na minha casa, na minha produtora... Mas, depois disso, eu ia buscar o dinheiro na Mendes Júnior e o depositava na minha conta. Não tenho o costume de guardar dinheiro debaixo do colchão.
A senhora pegava o dinheiro na portaria do edifício da Mendes Júnior ou entrava no escritório? Eu chegava ao prédio e me identificava na portaria. Eles anotam nome, identidade, hora e a sala aonde você vai. Se eles guardaram esses registros, é só conferir que minhas entradas estarão todas lá. Eu pegava o elevador até o 11º andar. Lá, me anunciava no interfone e a secretária abria a porta do escritório.
Como era repassado o dinheiro? Cláudio me recebia na sala dele e me entregava o envelope. Alguns envelopes tinham o logotipo da Mendes Júnior.
Havia dia certo para pegar o dinheiro? Era sempre no início do mês, mas não tinha dia certo. Às vezes era no dia 4, no dia 5, no dia 8. Eu ligava para o Cláudio e perguntava se podia passar lá.
O dinheiro não era depositado na sua conta? Não, eu sempre pegava um envelope com dinheiro vivo.
Clique na imagem para ampliar
Ed Ferreira/AE
Os extratos da conta de Renan mostram saques para bancar o fundo de 100 000 reais, mas sugerem que o senador tem o hábito de guardar dinheiro sob o colchão.Tuma (à dir.), corregedor do Senado, ouviu o lobista e parece ser o único a crer em tudo o que ouviu
Na terça-feira passada, o corregedor do Senado, Romeu Tuma, ouviu o depoimento do lobista Cláudio Gontijo. A conversa foi a portas fechadas e durou cerca de duas horas. Conforme o relato de Tuma, o lobista negou que tivesse custeado com seu dinheiro as despesas com a jornalista e confirmou que se encarregava dos repasses financeiros – ressalvando que fazia depósitos na conta da jornalista. "A maioria foi depósito no banco, parece que no Unibanco", disse Tuma. Como se vê, a jornalista desmente o lobista. Curiosamente, até o senador Renan Calheiros já desmentiu o lobista. Em resposta dada por escrito a VEJA há uma semana, o senador admitiu que os repasses à jornalista eram em dinheiro vivo. O único que parece ter acreditado no lobista é o senador Tuma. "Gontijo foi convincente, sereno, tranqüilo", disse. Tuma, policial experiente que chegou a chefiar a Polícia Federal, não teve curiosidade de pedir ao lobista seus extratos bancários, com os quais poderia provar que nada sacou de suas contas pessoais para pagar à jornalista. Tuma apenas pediu ao lobista os recibos de depósitos em favor da jornalista. Surpreendentemente, o lobista disse que não tem nenhum recibo, que depositou o dinheiro sem se identificar, e não guardou nem os registros anônimos.
Em vez de pedir provas materiais ao lobista, o senador Tuma, numa inversão do ônus da prova, disse que gostaria de ver os extratos da jornalista para verificar a existência dos supostos depósitos do lobista. Chama atenção que o senador tenha apelado para tamanha tolice: claro que há depósitos na conta da jornalista, pois ela mesma os fazia; o fundamental é cobrar a prova do lobista de que ele foi o autor dos depósitos. No dia seguinte ao do depoimento do lobista, o advogado da jornalista, Pedro Calmon Filho, mandou carta a Tuma reafirmando que os repasses eram em dinheiro vivo e ofereceu os extratos de sua cliente, com uma condição elementar: se o lobista apresentar os recibos dos tais depósitos, a jornalista exibirá seus extratos. Até a sexta-feira passada, o lobista não respondera ao desafio.
A senhora disse que começou a receber dinheiro das mãos de Cláudio Gontijo entre fevereiro e março de 2004. Qual foi esse primeiro pagamento? Eu estava deixando o apartamento onde morava e alugando uma casa no Lago Norte. Ficou combinado que o aluguel de um ano seria pago adiantado. O Cláudio foi ao edifício onde eu ainda morava e me deu um envelope com o dinheiro.
Quanto? Salvo engano, 40 000 reais. Fui à imobiliária e paguei o ano inteiro do aluguel.
Que outros valores o lobista lhe repassava? Na mesma data em que me mudei para a casa do Lago Norte, acertamos que as despesas decorrentes da mudança seriam de 8 000 reais por mês.
Com quem a senhora fez esse acerto? Com o Cláudio e o Renan. Depois disso, o Renan nunca mais tocou em assunto de dinheiro. Quero deixar claro que a pensão não foi estabelecida para me sustentar. Sempre tive uma boa condição financeira. Tenho minha empresa de comunicação, tinha contrato com órgãos importantes do governo. Os 8 000 reais foram acertados para me adaptar às novas circunstâncias de uma gravidez que devia ser mantida com discrição. Eu morava num apartamento que me pertence até hoje e fui morar numa casa alugada para fazer essa adaptação.
A senhora sempre recebeu 8 000 reais? Nem sempre. Houve um período em que o Cláudio pagou 2 800 reais de despesas com uma empresa de segurança. Essa despesa apareceu logo depois do parto da minha filha. Eu estava recebendo telefonemas com ameaças anônimas. Fiquei com medo, procurei o Renan e ele me orientou a tratar com o Cláudio. Eu fiz um levantamento das empresas e o Cláudio ficou com a parte financeira.
O contrato da casa no Lago Norte era por três anos. Por que a senhora saiu depois de um ano? Porque as ameaças não pararam. Em março de 2005, resolvi alugar um apartamento, onde sentisse mais segurança.
Gontijo pagava esse aluguel? Sim, era de 4 000 reais. De março de 2005 em diante, ele me entregou a pensão e o aluguel. Os envelopes passaram a ter 12 000 reais. Isso durou até novembro de 2005.
Eraldo Peres/Photo Agencia
Ed Ferreira/AE
O prédio onde fica o escritório da Mendes Júnior, em Brasília, e o lobista Cláudio Gontijo: ele disse que depositava na conta da jornalista, mas não apresentou um único recibo de depósito...
Recapitulando-se a descrição de Mônica Veloso, tem-se que ela recebeu dinheiro de março de 2004 a novembro de 2005. Começou com 40 000 reais para pagar um ano de aluguel antecipadamente – na verdade, 43 200 reais, pagos em 15 de março de 2004, conforme recibo da imobiliária. Além disso, ela recebeu pensão mensal de 8 000 reais e, de agosto de 2004 a março de 2005, mais 2 800 reais para pagar a empresa de segurança. De março de 2005 em diante, quando trocou a casa pelo apartamento, além da pensão de 8 000, foram incorporados 4 000 reais para o aluguel, num total de 12 000 reais. São essas despesas que Renan Calheiros garante que saíram de seu bolso. Na semana passada, VEJA teve acesso aos extratos bancários que o senador entregou no Senado. Os extratos provam que ele tinha recursos para arcar com as despesas, mas a movimentação bancária compromete sua defesa: os saques em dinheiro quase nunca conferem com as datas em que a jornalista recebia os recursos.
O caso mais gritante de descompasso é o dos 43 200 reais que, em 15 de março de 2004, saldaram um ano de aluguel da casa. Na primeira quinzena de março daquele ano, Calheiros fez cinco saques em dinheiro de sua conta no Banco do Brasil. Somam 18 550 reais. É dinheiro insuficiente para o aluguel de um ano. Admitindo-se que o senador tenha sacado o dinheiro no mês anterior, ainda assim a conta não fecha. Em fevereiro, o senador fez três saques, somando 11 450 reais. Ainda é pouco. Recue-se então até janeiro. Nesse mês, o senador fez quatro saques em dinheiro, totalizando 18 305 reais. Enfim, somando-se todos os saques de janeiro, de fevereiro e da primeira quinzena de março, chega-se a 48 305 reais. Sim, dava para pagar os 43 200 do aluguel de um ano, mas sobram só 5 000 reais. E, além do aluguel de um ano, o senador tinha de bancar a pensão de 8 000 reais. Portanto, definitivamente, o dinheiro não saiu de suas contas. Saiu de onde?
Os extratos também trazem notícias ruins para o senador quando se tenta localizar ali outros pagamentos à jornalista. De agosto de 2004 a março de 2005, por exemplo, ela recebeu 8 000 reais de pensão e 2 800 reais para pagar sua segurança, o que resulta em 10 800 reais. A pensão era paga no início do mês. A empresa de segurança, conforme consta do contrato, recebia até o quinto dia útil do mês. Pois os extratos do senador não têm saques em dinheiro no valor de 10 800 reais, nem estendendo-se a consulta até o dia 10 de cada mês. Em agosto de 2004, o senador fez um saque alto em dinheiro, de 32 000 reais, mas só no dia 16, quando tudo, pensão e segurança, já havia vencido. No mês seguinte, não há saque em dinheiro. Em outubro, há apenas um, de 4 120 reais, insuficiente para as despesas. Em novembro, não há saque em dinheiro de novo. Em dezembro, idem. A pergunta que resta é: de onde saíam os 10 800 reais?
Os extratos mostram que o senador movimenta muito dinheiro e sempre saca mediante a apresentação de cheques na boca do caixa. Nunca usa caixa eletrônico nem terminais de auto-atendimento. Há saques altos, de 50 000 ou 100 000 reais em dinheiro vivo. Como as datas das retiradas não conferem com as dos pagamentos à jornalista, mas há saques de valores expressivos, o senador poderá alegar que pegou o dinheiro e guardou-o em casa por dias, por semanas, às vezes por meses, até chegar a hora do pagamento. Faz sentido matemático, mas não faz nenhum sentido prático. É difícil acreditar que, num país com tantas aplicações financeiras e uma taxa de juros tão apetitosa, alguém julgue atraente deixar dinheiro em casa sem rendimento. Renan fazia isso?
Em dezembro de 2005, o senador reconheceu a paternidade de sua filha e passou a pagar pensão de 3 000 reais. Por que o valor caiu de 8 000 para 3 000? Porque o salário do Renan no Senado era de 12 000. Ele não podia pagar 8 000 de pensão e 4 000 de aluguel.
Mas o senador tem rendimentos agropecuários. Não posso revelar mais detalhes sobre isso porque o processo judicial é sigiloso. Posso dizer que ele pagou 3 000 reais, descontados na folha salarial, até maio de 2006, quando fizemos um acordo. Como antes eu recebia 12 000 e passei a receber só 3 000, tinha uma diferença. Renan concordou em pagar 100 000 reais.
Os 100 000 reais não eram um fundo de educação para a filha de vocês? Nunca houve esse fundo. Os nossos advogados chegaram a um acordo para compensar a diferença. Os advogados de Renan pediram que no recibo saísse que era um fundo. Na verdade, nunca foi isso. Eu não tinha outra opção. Ou aceitava isso ou não recebia nada. Não havia razões para rejeitar. O pagamento foi feito em duas parcelas de 50 000 reais, em dinheiro vivo.
Por que dinheiro vivo? Os advogados dele (refere-se ao senador) é que apareceram com duas sacolas de dinheiro...
José Varella/CB Press
Cafeteira, relator do processo de Renan: "Chamar a moça para quê? Para fofocar?"
Nos extratos bancários de Calheiros, encontram-se os saques em dinheiro para pagar os 100 000 reais – mas, de novo, é preciso crer que o senador tinha o hábito de esconder dinheiro sob o colchão. A primeira parcela, de 50 000 reais, foi paga em 24 de maio de 2006. As retiradas feitas antes disso dão de sobra. O senador sacou 106 000 reais no dia 3 de maio e, seis dias depois, mais 15 000 reais. Ao todo, dá 121 000 reais. No dia 24, portanto, tinha os 50 000 reais para pagar à mãe de sua filha e ainda sobraram 71 000 reais. O curioso é o que acontece na hora de pagar a segunda parcela de 50 000 reais, em 27 de junho. No mês de junho, a conta do senador registrou só dois saques em dinheiro, num total de 25 000 reais. Para dispor de 50 000 reais no dia 27, o senador teve de recorrer às retiradas feitas no mês anterior. Isso significa que sacou no início de maio uma montanha de dinheiro que só seria usada no fim do mês seguinte. Ficou quase dois meses com dinheiro sob o colchão. É possível, claro, mas é altamente improvável.
A senhora encontrou o senador num flat de Gontijo no hotel Blue Tree? Sim, várias vezes.
O senador tinha um flat no mesmo hotel. Por que vocês usavam o do lobista? Pergunte para o Renan.
Até quando a senhora se encontrou com o senador? Nossa relação durou até dezembro de 2005.
Então, se o senador quisesse, até dezembro de 2005, ele mesmo poderia lhe entregar o dinheiro? Nós nos encontramos até dezembro de 2005. Foram três anos de uma relação intensa, que começou quando ele ainda era líder do PMDB (o senador foi líder do partido de fevereiro de 2001 a fevereiro de 2005) e continuou depois que foi eleito presidente do Senado. Até dezembro de 2005, quando houve o reconhecimento da paternidade, foi uma relação tranqüila e, ao contrário do que disseram, não era eventual.
Mas então o senador poderia lhe repassar dinheiro sem recorrer ao lobista? Ficávamos a sós, se é isso que você quer saber.
Qual é a sua relação com Gontijo? Nenhuma. Não somos amigos. Conheci o Cláudio por meio do Renan em meados de 2003. Nunca o tinha visto antes. Ele não é da minha área, que é comunicação, publicidade. Depois de novembro de 2005, quando a pensão passou a ser paga com desconto no salário do Renan, o Cláudio sumiu. Nunca mais trocamos nem um telefonema.
A alegação do senador Calheiros para ter recorrido ao lobista da Mendes Júnior é que, tendo um caso extraconjugal, precisava fazer os pagamentos de modo discreto. Recorreu ao lobista porque ele era amigo das duas partes. Mônica diz que não era amiga do lobista, e, se fala a verdade quando informa que seus encontros com o senador duraram até o fim de 2005, cai outra alegação. Se houve encontros até 2005, o senador poderia ter levado, ele mesmo, o dinheiro a ela. Tudo indica que, em sua solene defesa no Senado, Renan Calheiros mentiu para seus pares.
A entrevista de Mônica, associada ao depoimento do lobista e aos extratos do senador, derruba algumas versões e mantém a dúvida central: quem pagava as despesas do senador? Na semana passada, o conselho de ética do Senado abriu processo para investigar as ligações do senador com o lobista. O senador não gostou. Preferia que o caso fosse encerrado logo. Mas é engano imaginar que a abertura de processo significa que o Senado está empenhado numa investigação séria. A maioria dos senadores está decidida a acabar com o assunto de uma vez, mas precisa produzir ao menos um simulacro de legalidade. É assim que funcionam os clubinhos fechados. O relator do caso será o senador Epitácio Cafeteira, 82 anos, do PTB do Maranhão, aliado de Renan Calheiros e José Sarney. Quando o jornal O Globo perguntou a Cafeteira se ele pretende convocar a jornalista para depor, o senador deixou evidente sua disposição de abafar o caso: "Chamar a moça para quê? Para fofocar?". Não, Cafeteira, chame a moça para ajudá-los a fazer contas.
Com reportagem de Otávio Cabral
Fonte: Veja Online
Mônica Veloso diz que recebia a pensão das mãos do lobista, em dinheiro vivo e na Mendes Júnior – e que Renan nem falava de dinheiro
Há duas semanas, VEJA revelou que o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, teve algumas de suas despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior. O senador recorreu aos préstimos financeiros do lobista para pagar a pensão e o aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos. Desde então, todos os personagens do caso já se manifestaram publicamente. O senador admitiu que pediu ao lobista que atuasse como intermediário entre ele e a jornalista, mas garantiu que o dinheiro era seu. O lobista, em depoimento no Senado, confirmou a versão do senador. Até a esposa de Calheiros, Verônica, falou sobre o caso, embora tenha discorrido sobre o romance extraconjugal do senador, assunto que só interessa a ela e ao seu marido, e não tenha dito mais do que uma palavra sobre a origem do dinheiro que bancava a pensão e o aluguel, assunto, esse sim, que interessa ao país.
A única personagem que ainda não havia contado sua versão resolveu falar. A jornalista Mônica Veloso, 38 anos, em entrevista exclusiva a VEJA, conta que:
• o dinheiro que recebia era sempre pago pelo lobista da Mendes Júnior;
• os pagamentos eram sempre em dinheiro vivo;
• como regra, os pagamentos eram feitos no escritório da Mendes Júnior em Brasília. Poucas vezes aconteceram fora dali;
• Renan Calheiros nunca falava de dinheiro e nunca lhe dissera que o dinheiro era dele;
• sempre que tinha de tratar de dinheiro, o interlocutor era o lobista Cláudio Gontijo, nunca o senador.
Evaristo Sá/AFP
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Renan Calheiros, que sustenta ter saído de suas contas todo o dinheiro que pagou despesas da jornalista Mônica Veloso: o extrato (à dir.) da conta de Renan mostra que, até 15 de março de 2004, não houve saque de 43 200 reais para pagar um ano de aluguel
Luiz Antonio/Ag. Lar
A casa, cujo aluguel foi pago adiantado: de onde saiu o dinheiro?
Mônica Veloso diz que decidiu falar para se defender do fato de estar sendo apresentada como "uma pessoa desclassificada". Ela diz: "Falam como se eu não tivesse profissão, nem família, nem meio de vida, como se fosse uma chantagista. Tenho uma produtora, casa própria, profissão. Eu não freqüentava o mundo político indo a festas. Eu era jornalista da TV Globo. Não havia como não conhecer os políticos. Quando montei minha produtora, fiz muitos contatos no Ministério da Integração Nacional, das Minas e Energia, da Educação, na Eletronorte. Fazia programas para o PTB, o PMDB. Conheci o Renan trabalhando, não indo a festas. Quando engravidei, achamos melhor eu me afastar de tudo. Depois, fui voltando aos poucos. Tudo acordado com ele. Eu sempre protegi o Renan".
A seguir, a entrevista:
A senhora recebia dinheiro das mãos do lobista Cláudio Gontijo? Sim, recebi durante quase dois anos.
Quando foi a primeira vez? Foi entre fevereiro e março de 2004.
Os pagamentos seguiram até quando? Até novembro de 2005.
O dinheiro pertencia a quem? Não sei. Renan está dizendo agora que o dinheiro era dele, mas ele nunca me disse isso antes.
A senhora perguntou? Não, eu recebia uma pensão e não fazia sentido perguntar de onde vinha o dinheiro. Isso parece importante agora por causa desse turbilhão, mas para mim não era. Eu pegava o dinheiro com o Cláudio e ponto. Não ia ficar questionando.
A senhora falava de dinheiro com o senador? Nunca falávamos de dinheiro. Assunto de dinheiro era sempre com o Cláudio.
Onde a senhora pegava o dinheiro? Na maioria das vezes, era no escritório da Mendes Júnior. Mas houve várias formas. Nos últimos meses da gravidez (a criança nasceu em julho de 2004) e no período do resguardo, o Cláudio me entregava os envelopes com dinheiro na minha casa, na minha produtora... Mas, depois disso, eu ia buscar o dinheiro na Mendes Júnior e o depositava na minha conta. Não tenho o costume de guardar dinheiro debaixo do colchão.
A senhora pegava o dinheiro na portaria do edifício da Mendes Júnior ou entrava no escritório? Eu chegava ao prédio e me identificava na portaria. Eles anotam nome, identidade, hora e a sala aonde você vai. Se eles guardaram esses registros, é só conferir que minhas entradas estarão todas lá. Eu pegava o elevador até o 11º andar. Lá, me anunciava no interfone e a secretária abria a porta do escritório.
Como era repassado o dinheiro? Cláudio me recebia na sala dele e me entregava o envelope. Alguns envelopes tinham o logotipo da Mendes Júnior.
Havia dia certo para pegar o dinheiro? Era sempre no início do mês, mas não tinha dia certo. Às vezes era no dia 4, no dia 5, no dia 8. Eu ligava para o Cláudio e perguntava se podia passar lá.
O dinheiro não era depositado na sua conta? Não, eu sempre pegava um envelope com dinheiro vivo.
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Ed Ferreira/AE
Os extratos da conta de Renan mostram saques para bancar o fundo de 100 000 reais, mas sugerem que o senador tem o hábito de guardar dinheiro sob o colchão.Tuma (à dir.), corregedor do Senado, ouviu o lobista e parece ser o único a crer em tudo o que ouviu
Na terça-feira passada, o corregedor do Senado, Romeu Tuma, ouviu o depoimento do lobista Cláudio Gontijo. A conversa foi a portas fechadas e durou cerca de duas horas. Conforme o relato de Tuma, o lobista negou que tivesse custeado com seu dinheiro as despesas com a jornalista e confirmou que se encarregava dos repasses financeiros – ressalvando que fazia depósitos na conta da jornalista. "A maioria foi depósito no banco, parece que no Unibanco", disse Tuma. Como se vê, a jornalista desmente o lobista. Curiosamente, até o senador Renan Calheiros já desmentiu o lobista. Em resposta dada por escrito a VEJA há uma semana, o senador admitiu que os repasses à jornalista eram em dinheiro vivo. O único que parece ter acreditado no lobista é o senador Tuma. "Gontijo foi convincente, sereno, tranqüilo", disse. Tuma, policial experiente que chegou a chefiar a Polícia Federal, não teve curiosidade de pedir ao lobista seus extratos bancários, com os quais poderia provar que nada sacou de suas contas pessoais para pagar à jornalista. Tuma apenas pediu ao lobista os recibos de depósitos em favor da jornalista. Surpreendentemente, o lobista disse que não tem nenhum recibo, que depositou o dinheiro sem se identificar, e não guardou nem os registros anônimos.
Em vez de pedir provas materiais ao lobista, o senador Tuma, numa inversão do ônus da prova, disse que gostaria de ver os extratos da jornalista para verificar a existência dos supostos depósitos do lobista. Chama atenção que o senador tenha apelado para tamanha tolice: claro que há depósitos na conta da jornalista, pois ela mesma os fazia; o fundamental é cobrar a prova do lobista de que ele foi o autor dos depósitos. No dia seguinte ao do depoimento do lobista, o advogado da jornalista, Pedro Calmon Filho, mandou carta a Tuma reafirmando que os repasses eram em dinheiro vivo e ofereceu os extratos de sua cliente, com uma condição elementar: se o lobista apresentar os recibos dos tais depósitos, a jornalista exibirá seus extratos. Até a sexta-feira passada, o lobista não respondera ao desafio.
A senhora disse que começou a receber dinheiro das mãos de Cláudio Gontijo entre fevereiro e março de 2004. Qual foi esse primeiro pagamento? Eu estava deixando o apartamento onde morava e alugando uma casa no Lago Norte. Ficou combinado que o aluguel de um ano seria pago adiantado. O Cláudio foi ao edifício onde eu ainda morava e me deu um envelope com o dinheiro.
Quanto? Salvo engano, 40 000 reais. Fui à imobiliária e paguei o ano inteiro do aluguel.
Que outros valores o lobista lhe repassava? Na mesma data em que me mudei para a casa do Lago Norte, acertamos que as despesas decorrentes da mudança seriam de 8 000 reais por mês.
Com quem a senhora fez esse acerto? Com o Cláudio e o Renan. Depois disso, o Renan nunca mais tocou em assunto de dinheiro. Quero deixar claro que a pensão não foi estabelecida para me sustentar. Sempre tive uma boa condição financeira. Tenho minha empresa de comunicação, tinha contrato com órgãos importantes do governo. Os 8 000 reais foram acertados para me adaptar às novas circunstâncias de uma gravidez que devia ser mantida com discrição. Eu morava num apartamento que me pertence até hoje e fui morar numa casa alugada para fazer essa adaptação.
A senhora sempre recebeu 8 000 reais? Nem sempre. Houve um período em que o Cláudio pagou 2 800 reais de despesas com uma empresa de segurança. Essa despesa apareceu logo depois do parto da minha filha. Eu estava recebendo telefonemas com ameaças anônimas. Fiquei com medo, procurei o Renan e ele me orientou a tratar com o Cláudio. Eu fiz um levantamento das empresas e o Cláudio ficou com a parte financeira.
O contrato da casa no Lago Norte era por três anos. Por que a senhora saiu depois de um ano? Porque as ameaças não pararam. Em março de 2005, resolvi alugar um apartamento, onde sentisse mais segurança.
Gontijo pagava esse aluguel? Sim, era de 4 000 reais. De março de 2005 em diante, ele me entregou a pensão e o aluguel. Os envelopes passaram a ter 12 000 reais. Isso durou até novembro de 2005.
Eraldo Peres/Photo Agencia
Ed Ferreira/AE
O prédio onde fica o escritório da Mendes Júnior, em Brasília, e o lobista Cláudio Gontijo: ele disse que depositava na conta da jornalista, mas não apresentou um único recibo de depósito...
Recapitulando-se a descrição de Mônica Veloso, tem-se que ela recebeu dinheiro de março de 2004 a novembro de 2005. Começou com 40 000 reais para pagar um ano de aluguel antecipadamente – na verdade, 43 200 reais, pagos em 15 de março de 2004, conforme recibo da imobiliária. Além disso, ela recebeu pensão mensal de 8 000 reais e, de agosto de 2004 a março de 2005, mais 2 800 reais para pagar a empresa de segurança. De março de 2005 em diante, quando trocou a casa pelo apartamento, além da pensão de 8 000, foram incorporados 4 000 reais para o aluguel, num total de 12 000 reais. São essas despesas que Renan Calheiros garante que saíram de seu bolso. Na semana passada, VEJA teve acesso aos extratos bancários que o senador entregou no Senado. Os extratos provam que ele tinha recursos para arcar com as despesas, mas a movimentação bancária compromete sua defesa: os saques em dinheiro quase nunca conferem com as datas em que a jornalista recebia os recursos.
O caso mais gritante de descompasso é o dos 43 200 reais que, em 15 de março de 2004, saldaram um ano de aluguel da casa. Na primeira quinzena de março daquele ano, Calheiros fez cinco saques em dinheiro de sua conta no Banco do Brasil. Somam 18 550 reais. É dinheiro insuficiente para o aluguel de um ano. Admitindo-se que o senador tenha sacado o dinheiro no mês anterior, ainda assim a conta não fecha. Em fevereiro, o senador fez três saques, somando 11 450 reais. Ainda é pouco. Recue-se então até janeiro. Nesse mês, o senador fez quatro saques em dinheiro, totalizando 18 305 reais. Enfim, somando-se todos os saques de janeiro, de fevereiro e da primeira quinzena de março, chega-se a 48 305 reais. Sim, dava para pagar os 43 200 do aluguel de um ano, mas sobram só 5 000 reais. E, além do aluguel de um ano, o senador tinha de bancar a pensão de 8 000 reais. Portanto, definitivamente, o dinheiro não saiu de suas contas. Saiu de onde?
Os extratos também trazem notícias ruins para o senador quando se tenta localizar ali outros pagamentos à jornalista. De agosto de 2004 a março de 2005, por exemplo, ela recebeu 8 000 reais de pensão e 2 800 reais para pagar sua segurança, o que resulta em 10 800 reais. A pensão era paga no início do mês. A empresa de segurança, conforme consta do contrato, recebia até o quinto dia útil do mês. Pois os extratos do senador não têm saques em dinheiro no valor de 10 800 reais, nem estendendo-se a consulta até o dia 10 de cada mês. Em agosto de 2004, o senador fez um saque alto em dinheiro, de 32 000 reais, mas só no dia 16, quando tudo, pensão e segurança, já havia vencido. No mês seguinte, não há saque em dinheiro. Em outubro, há apenas um, de 4 120 reais, insuficiente para as despesas. Em novembro, não há saque em dinheiro de novo. Em dezembro, idem. A pergunta que resta é: de onde saíam os 10 800 reais?
Os extratos mostram que o senador movimenta muito dinheiro e sempre saca mediante a apresentação de cheques na boca do caixa. Nunca usa caixa eletrônico nem terminais de auto-atendimento. Há saques altos, de 50 000 ou 100 000 reais em dinheiro vivo. Como as datas das retiradas não conferem com as dos pagamentos à jornalista, mas há saques de valores expressivos, o senador poderá alegar que pegou o dinheiro e guardou-o em casa por dias, por semanas, às vezes por meses, até chegar a hora do pagamento. Faz sentido matemático, mas não faz nenhum sentido prático. É difícil acreditar que, num país com tantas aplicações financeiras e uma taxa de juros tão apetitosa, alguém julgue atraente deixar dinheiro em casa sem rendimento. Renan fazia isso?
Em dezembro de 2005, o senador reconheceu a paternidade de sua filha e passou a pagar pensão de 3 000 reais. Por que o valor caiu de 8 000 para 3 000? Porque o salário do Renan no Senado era de 12 000. Ele não podia pagar 8 000 de pensão e 4 000 de aluguel.
Mas o senador tem rendimentos agropecuários. Não posso revelar mais detalhes sobre isso porque o processo judicial é sigiloso. Posso dizer que ele pagou 3 000 reais, descontados na folha salarial, até maio de 2006, quando fizemos um acordo. Como antes eu recebia 12 000 e passei a receber só 3 000, tinha uma diferença. Renan concordou em pagar 100 000 reais.
Os 100 000 reais não eram um fundo de educação para a filha de vocês? Nunca houve esse fundo. Os nossos advogados chegaram a um acordo para compensar a diferença. Os advogados de Renan pediram que no recibo saísse que era um fundo. Na verdade, nunca foi isso. Eu não tinha outra opção. Ou aceitava isso ou não recebia nada. Não havia razões para rejeitar. O pagamento foi feito em duas parcelas de 50 000 reais, em dinheiro vivo.
Por que dinheiro vivo? Os advogados dele (refere-se ao senador) é que apareceram com duas sacolas de dinheiro...
José Varella/CB Press
Cafeteira, relator do processo de Renan: "Chamar a moça para quê? Para fofocar?"
Nos extratos bancários de Calheiros, encontram-se os saques em dinheiro para pagar os 100 000 reais – mas, de novo, é preciso crer que o senador tinha o hábito de esconder dinheiro sob o colchão. A primeira parcela, de 50 000 reais, foi paga em 24 de maio de 2006. As retiradas feitas antes disso dão de sobra. O senador sacou 106 000 reais no dia 3 de maio e, seis dias depois, mais 15 000 reais. Ao todo, dá 121 000 reais. No dia 24, portanto, tinha os 50 000 reais para pagar à mãe de sua filha e ainda sobraram 71 000 reais. O curioso é o que acontece na hora de pagar a segunda parcela de 50 000 reais, em 27 de junho. No mês de junho, a conta do senador registrou só dois saques em dinheiro, num total de 25 000 reais. Para dispor de 50 000 reais no dia 27, o senador teve de recorrer às retiradas feitas no mês anterior. Isso significa que sacou no início de maio uma montanha de dinheiro que só seria usada no fim do mês seguinte. Ficou quase dois meses com dinheiro sob o colchão. É possível, claro, mas é altamente improvável.
A senhora encontrou o senador num flat de Gontijo no hotel Blue Tree? Sim, várias vezes.
O senador tinha um flat no mesmo hotel. Por que vocês usavam o do lobista? Pergunte para o Renan.
Até quando a senhora se encontrou com o senador? Nossa relação durou até dezembro de 2005.
Então, se o senador quisesse, até dezembro de 2005, ele mesmo poderia lhe entregar o dinheiro? Nós nos encontramos até dezembro de 2005. Foram três anos de uma relação intensa, que começou quando ele ainda era líder do PMDB (o senador foi líder do partido de fevereiro de 2001 a fevereiro de 2005) e continuou depois que foi eleito presidente do Senado. Até dezembro de 2005, quando houve o reconhecimento da paternidade, foi uma relação tranqüila e, ao contrário do que disseram, não era eventual.
Mas então o senador poderia lhe repassar dinheiro sem recorrer ao lobista? Ficávamos a sós, se é isso que você quer saber.
Qual é a sua relação com Gontijo? Nenhuma. Não somos amigos. Conheci o Cláudio por meio do Renan em meados de 2003. Nunca o tinha visto antes. Ele não é da minha área, que é comunicação, publicidade. Depois de novembro de 2005, quando a pensão passou a ser paga com desconto no salário do Renan, o Cláudio sumiu. Nunca mais trocamos nem um telefonema.
A alegação do senador Calheiros para ter recorrido ao lobista da Mendes Júnior é que, tendo um caso extraconjugal, precisava fazer os pagamentos de modo discreto. Recorreu ao lobista porque ele era amigo das duas partes. Mônica diz que não era amiga do lobista, e, se fala a verdade quando informa que seus encontros com o senador duraram até o fim de 2005, cai outra alegação. Se houve encontros até 2005, o senador poderia ter levado, ele mesmo, o dinheiro a ela. Tudo indica que, em sua solene defesa no Senado, Renan Calheiros mentiu para seus pares.
A entrevista de Mônica, associada ao depoimento do lobista e aos extratos do senador, derruba algumas versões e mantém a dúvida central: quem pagava as despesas do senador? Na semana passada, o conselho de ética do Senado abriu processo para investigar as ligações do senador com o lobista. O senador não gostou. Preferia que o caso fosse encerrado logo. Mas é engano imaginar que a abertura de processo significa que o Senado está empenhado numa investigação séria. A maioria dos senadores está decidida a acabar com o assunto de uma vez, mas precisa produzir ao menos um simulacro de legalidade. É assim que funcionam os clubinhos fechados. O relator do caso será o senador Epitácio Cafeteira, 82 anos, do PTB do Maranhão, aliado de Renan Calheiros e José Sarney. Quando o jornal O Globo perguntou a Cafeteira se ele pretende convocar a jornalista para depor, o senador deixou evidente sua disposição de abafar o caso: "Chamar a moça para quê? Para fofocar?". Não, Cafeteira, chame a moça para ajudá-los a fazer contas.
Com reportagem de Otávio Cabral
Fonte: Veja Online
"A classe política rouba, rouba, e não acontece nada"
Por: RUDOLFO LAGO
O senador gaúcho diz que a solução para a crise moral não virá da classe política e defende que as pessoas ocupem as ruas
Aos 77 anos, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) está desencantado com a política. Ele afirma que todo o comando do País, Congresso, Executivo e Judiciário, está de mãos atadas por conta da corrupção. Do alto de seu desencanto, Simon diz não encontrar mais ninguém que possa servir de exemplo às pessoas. Ele percebe que as atitudes da maior parte dos parlamentares não se parecem com as suas e teme que esses comportamentos comecem já a contaminar os valores do Brasil como um todo. Por isso, esse gaúcho de Caxias do Sul, casado e pai de quatro filhos, avalia que já não se deve esperar uma solução para essa crise moral que saia do Parlamento brasileiro ou de qualquer outro setor da elite política nacional. Pedro Simon prega que somente a sociedade, de forma organizada, pode cobrar a saída que faça o País retomar o caminho da ética e da moralidade. Ele quer as pessoas nas ruas, cobrando de políticos, do governo e do Judiciário um novo comportamento.
ISTOÉ - Há cerca de 15 anos, o sr. propôs a CPI das Empreiteiras. Por que essas investigações nunca aconteceram? Pedro Simon - Existem vários interesses em jogo. Nas últimas eleições - nas duas em que o Lula ganhou e nas duas em que a vitória foi do Fernando Henrique -, as empreiteiras estavam no primeiro lugar na lista dos doadores de campanha. Quando nós pedimos a CPI das Empreiteiras pela primeira vez no governo Fernando Henrique, o PT não chegou a ser contra, mas também não fez muita força. Na segunda vez, o PT foi contra, e o PSDB também. Agora, estava quase certo que poderia sair a CPI da Navalha. Porque envolvia uma empreiteira pequena. O dono dessa empreiteira era subgerente de uma outra grande empreiteira da Bahia.
Era quase certo que sairia essa CPI. Mas aí disseram: "Então, vamos fazer de todas as empreiteiras." Agora, não vai nenhuma. Como vai atingir todas as empreiteiras, vai atingir quase todo mundo. Aí, infelizmente, morreu. Retiraram as assinaturas e não se consegue repor.
ISTOÉ - Então temos um Congresso comprometido? Simon - Nós temos é o comando do País de mãos atadas. Congresso, Executivo, Judiciário. Me honra dizer que, ao longo da história, o Rio Grande do Sul tinha fama de ter um grande Judiciário. Agora, não sei mais. O Judiciário também está atingido.
ISTOÉ - E como o País pode sair dessa crise ética? Simon - Não tem que se fazer nenhuma nova lei, não é necessário mudar nada. A única coisa que precisa é acabar com a impunidade. Botar quem comete essas bandalheiras na cadeia. Como aconteceu na Itália na Operação Mãos Limpas. Investigação que prendeu ex-primeiros-ministros, mais de 100 parlamentares, empresários. Quer dizer: fizeram para valer. Aqui no Brasil não se vê qualquer chance de se fazer isso.
ISTOÉ - Por quê? Simon - Aqui, inventaram primeiro o tal foro privilegiado para os parlamentares. Para serem processados, os deputados tinham que ter licença da Câmara ou do Senado. Aí, o procurador denunciava, o Supremo pedia licença e o Congresso nada fazia. Engavetava. Teve parlamentar que ficou aqui 20 anos com homicídio nas costas. Quando eu cheguei aqui pela primeira vez, o primeiro projeto que apresentei terminava com isso. Por milagre, conseguimos aprovar isso há alguns anos. Não precisa mais da licença do Congresso. Foi uma festa: agora, começou a moralizar.
Aí, passou a ficar na gaveta do procurador-geral da República. Ele não denunciava, não fazia nada. No governo Lula, os procuradores começaram a tomar providências. Os processos começaram a ir para o Supremo. Nunca me passou pela cabeça que, então, os processos iam ficar na gaveta do Supremo. O Supremo e nós todos temos que ter responsabilidade para encontrar uma saída para isso.
ISTOÉ - A situação hoje é pior do que há 25 anos, quando o sr. chegou ao Congresso? Simon - É pior. O país foi se corrompendo, infelizmente. Virá ao Senado daqui a alguns dias o escritor de telenovelas Sílvio de Abreu. Ele diz que a tevê faz pesquisas e conclui a novela de acordo com a expectativa da opinião pública. Na última novela dele, fizeram uma pesquisa e disseram que a mocinha devia ficar com o malandro. "O marido é um chato".
Havia outro que cometeu irregularidades e acharam que ele não devia ir para a cadeia."Nesse país, ninguém vai para a cadeia". Há dez anos, isso não acontecia nas novelas.
A mocinha acabava com o mocinho, e o ladrão ia para a cadeia.
Alguém disse que, perto do que acontece hoje, o Collor deveria ser levado para um tribunal de pequenas causas"
ISTOÉ - O que provocou isso?Simon - A falta de bons exemplos da elite política. A classe política rouba, rouba, e não acontece nada. Se você vir o que aconteceu no caso de Fernando Collor, alguém disse que, perto do que acontece hoje, ele deveria ser levado para um tribunal de pequenas causas.
Agora não: no governo Fernando Henrique e Lula, é macrocorrupção. Perdeu-se a seriedade. Envolve enriquecimento do presidente, da família. Um dia, alguém vai esclarecer a venda da Vale do Rio Doce. Venderam a Vale por R$ 3 bilhões. No Sul, nós vendemos 40% de uma termoelétrica por R$ 3,5 bilhões. E a segunda mineradora do mundo é vendida por R$ 3 bilhões. E, de repente, hoje ela está valendo R$ 90 bilhões.
Nem que transformasse o minério em ouro, dava para aumentar o capital dessa maneira. A emenda da reeleição foi um escândalo. E Lula? Eu achei que quando o Lula assumisse eu poderia dormir em paz. Aí, ganha a eleição e dá nisso que está aí?
ISTOÉ - O que o incomoda mais na atitude do presidente Lula?Simon - Essa coisa de, a cada denúncia, dizer que o ministro ou auxiliar é inocente até prova em contrário. Ninguém ainda explicou para ele a diferença da regra jurídica que considera inocente até a condenação definitiva à regra do Direito Penal. O presidente do Banco Central, por exemplo, está sendo processado no Supremo. Não se pode dizer que é criminoso. Mas não se pode dizer que é inocente, porque ele está sendo processado. Ele dirige uma instituição delicada, que precisa ser preservada. Ele está sendo denunciado pelo procurador- geral da República. Contra autoridades, não podem recair suspeitas.
ISTOÉ - A constatação dessa piora não desencanta o sr.? Simon - Eu sou um cara que tem seus princípios. Eu não conseguiria renunciar e ir para casa. Mas, na última eleição, eu vinha ganhando e houve um momento em que comecei a cair nas pesquisas. Confesso que não fiquei chateado com a perspectiva de vir a perder. Sem dúvida, está ficando difícil.
ISTOÉ - O sr. acredita que suas posições políticas ficam na contramão da maioria de seus pares? Simon - Não sei. Mas veja agora: eu não falei mal do senador Sibá Machado. Eu só acho que ele não poderia ser presidente do Conselho de Ética num momento em que vai se julgar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que é também um dos maiores aliados do governo. Não é que ele não tenha qualidades. Tem todas, menos uma: ele é suplente.
Está sujeito amanhã a cair fora. Aí, nós temos o corregedor, Romeu Tuma, dizendo que quer absolver, não quer condenar. Eu nunca vi isso na minha vida.
ISTOÉ - Então, o sr. acha que o julgamento do senador Renan Calheiros será uma mera encenação? Simon - Eu acho que sim. Acho que está se levando para isso. Quando Siba devolveu o processo para a Mesa, eu protestei. Achei que ele devia, ao menos, ter ouvido o conselho. Aí, o Tuma dá um parecer que a gente já sabe o que dirá. Ele não deu chance de a gente acreditar que fará um trabalho isento. Nisso tudo, eu só gostei da atitude do Renan, de rapidamente devolver o caso para o conselho. Eu não acho que ninguém tenha que punir o Renan só porque ele teve um caso fora do casamento. Mas o envolvimento com uma empreiteira é preciso apurar com isenção e responsabilidade. E eu não sei se isso vai acontecer.
ISTOÉ - O sr. acha que o Renan deveria se afastar da presidência do Senado? Simon - Se ele devolveu para o conselho, se não está mais na Mesa, que ele preside, acho que ele, então, em tese, não tem como interferir. Ele tomou uma atitude politicamente muito competente. Agora, eu, no lugar dele, me licenciaria.
ISTOÉ - O PMDB aparece em todos os escândalos recentes do País - Operação Navalha, Sanguessugas e no Mensalão. Como o sr. se sente estando nesse partido? Simon - No começo, eu me sentia arrasado. Mas não é só o PMDB.
É o poder, o encanto do poder. Agora, é verdade que, do Sarney para cá, nossa história não é tão bonita. Parece que enterraram uma caveira de burro na sede do nosso partido.
ISTOÉ - Uma reforma política seria a solução para os problemas da corrupção? Simon - Eu não digo que reforma política seja a solução dos problemas. Mas eu digo que a solução dos problemas passa pela reforma política.
É preciso mudar o sistema político brasileiro. Agora, se a elite não tem vontade, não há legislação no mundo que resolva. Aqui, o ministro se envolve numa denúncia de corrupção, é obrigado a renunciar e ajuda a escolher o sucessor dele. No Japão, iam iniciar o inquérito para apurar, e o ministro se matou. Se isso tudo o que aparece no Brasil botasse gente na cadeia, não precisava mudar nada.
"Eu achei que quando o Lula assumisse eu poderia dormir em paz. Aí, ele ganha a eleição e dá nisso que está aí
ISTOÉ - E hoje, quem há? Simon - Não tem ninguém. O que eu defendo é que está na hora de a sociedade fazer um movimento. As pessoas deveriam vir a Brasília de verde-e-amarelo, ou de roupa branca, cercar o Congresso, cercar o Palácio do Planalto, cercar o Supremo, botar a faca no nosso peito, e exigir uma mudança. A sociedade tem que reagir. Nós entramos num lamaçal, numa areia movediça, de onde ninguém consegue sair.
ISTOÉ - O sr. disse que os valores éticos da sociedade estão comprometidos. O Congresso não é o espelho dessa sociedade? Simon - Já há uma contaminação. Os valores do povo ainda não são esses. Ao contrário, eu acho que o povo brasileiro é um grande povo, correto, responsável. Por isso, precisa reagir.
Fonte: ISTOÉ
O senador gaúcho diz que a solução para a crise moral não virá da classe política e defende que as pessoas ocupem as ruas
Aos 77 anos, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) está desencantado com a política. Ele afirma que todo o comando do País, Congresso, Executivo e Judiciário, está de mãos atadas por conta da corrupção. Do alto de seu desencanto, Simon diz não encontrar mais ninguém que possa servir de exemplo às pessoas. Ele percebe que as atitudes da maior parte dos parlamentares não se parecem com as suas e teme que esses comportamentos comecem já a contaminar os valores do Brasil como um todo. Por isso, esse gaúcho de Caxias do Sul, casado e pai de quatro filhos, avalia que já não se deve esperar uma solução para essa crise moral que saia do Parlamento brasileiro ou de qualquer outro setor da elite política nacional. Pedro Simon prega que somente a sociedade, de forma organizada, pode cobrar a saída que faça o País retomar o caminho da ética e da moralidade. Ele quer as pessoas nas ruas, cobrando de políticos, do governo e do Judiciário um novo comportamento.
ISTOÉ - Há cerca de 15 anos, o sr. propôs a CPI das Empreiteiras. Por que essas investigações nunca aconteceram? Pedro Simon - Existem vários interesses em jogo. Nas últimas eleições - nas duas em que o Lula ganhou e nas duas em que a vitória foi do Fernando Henrique -, as empreiteiras estavam no primeiro lugar na lista dos doadores de campanha. Quando nós pedimos a CPI das Empreiteiras pela primeira vez no governo Fernando Henrique, o PT não chegou a ser contra, mas também não fez muita força. Na segunda vez, o PT foi contra, e o PSDB também. Agora, estava quase certo que poderia sair a CPI da Navalha. Porque envolvia uma empreiteira pequena. O dono dessa empreiteira era subgerente de uma outra grande empreiteira da Bahia.
Era quase certo que sairia essa CPI. Mas aí disseram: "Então, vamos fazer de todas as empreiteiras." Agora, não vai nenhuma. Como vai atingir todas as empreiteiras, vai atingir quase todo mundo. Aí, infelizmente, morreu. Retiraram as assinaturas e não se consegue repor.
ISTOÉ - Então temos um Congresso comprometido? Simon - Nós temos é o comando do País de mãos atadas. Congresso, Executivo, Judiciário. Me honra dizer que, ao longo da história, o Rio Grande do Sul tinha fama de ter um grande Judiciário. Agora, não sei mais. O Judiciário também está atingido.
ISTOÉ - E como o País pode sair dessa crise ética? Simon - Não tem que se fazer nenhuma nova lei, não é necessário mudar nada. A única coisa que precisa é acabar com a impunidade. Botar quem comete essas bandalheiras na cadeia. Como aconteceu na Itália na Operação Mãos Limpas. Investigação que prendeu ex-primeiros-ministros, mais de 100 parlamentares, empresários. Quer dizer: fizeram para valer. Aqui no Brasil não se vê qualquer chance de se fazer isso.
ISTOÉ - Por quê? Simon - Aqui, inventaram primeiro o tal foro privilegiado para os parlamentares. Para serem processados, os deputados tinham que ter licença da Câmara ou do Senado. Aí, o procurador denunciava, o Supremo pedia licença e o Congresso nada fazia. Engavetava. Teve parlamentar que ficou aqui 20 anos com homicídio nas costas. Quando eu cheguei aqui pela primeira vez, o primeiro projeto que apresentei terminava com isso. Por milagre, conseguimos aprovar isso há alguns anos. Não precisa mais da licença do Congresso. Foi uma festa: agora, começou a moralizar.
Aí, passou a ficar na gaveta do procurador-geral da República. Ele não denunciava, não fazia nada. No governo Lula, os procuradores começaram a tomar providências. Os processos começaram a ir para o Supremo. Nunca me passou pela cabeça que, então, os processos iam ficar na gaveta do Supremo. O Supremo e nós todos temos que ter responsabilidade para encontrar uma saída para isso.
ISTOÉ - A situação hoje é pior do que há 25 anos, quando o sr. chegou ao Congresso? Simon - É pior. O país foi se corrompendo, infelizmente. Virá ao Senado daqui a alguns dias o escritor de telenovelas Sílvio de Abreu. Ele diz que a tevê faz pesquisas e conclui a novela de acordo com a expectativa da opinião pública. Na última novela dele, fizeram uma pesquisa e disseram que a mocinha devia ficar com o malandro. "O marido é um chato".
Havia outro que cometeu irregularidades e acharam que ele não devia ir para a cadeia."Nesse país, ninguém vai para a cadeia". Há dez anos, isso não acontecia nas novelas.
A mocinha acabava com o mocinho, e o ladrão ia para a cadeia.
Alguém disse que, perto do que acontece hoje, o Collor deveria ser levado para um tribunal de pequenas causas"
ISTOÉ - O que provocou isso?Simon - A falta de bons exemplos da elite política. A classe política rouba, rouba, e não acontece nada. Se você vir o que aconteceu no caso de Fernando Collor, alguém disse que, perto do que acontece hoje, ele deveria ser levado para um tribunal de pequenas causas.
Agora não: no governo Fernando Henrique e Lula, é macrocorrupção. Perdeu-se a seriedade. Envolve enriquecimento do presidente, da família. Um dia, alguém vai esclarecer a venda da Vale do Rio Doce. Venderam a Vale por R$ 3 bilhões. No Sul, nós vendemos 40% de uma termoelétrica por R$ 3,5 bilhões. E a segunda mineradora do mundo é vendida por R$ 3 bilhões. E, de repente, hoje ela está valendo R$ 90 bilhões.
Nem que transformasse o minério em ouro, dava para aumentar o capital dessa maneira. A emenda da reeleição foi um escândalo. E Lula? Eu achei que quando o Lula assumisse eu poderia dormir em paz. Aí, ganha a eleição e dá nisso que está aí?
ISTOÉ - O que o incomoda mais na atitude do presidente Lula?Simon - Essa coisa de, a cada denúncia, dizer que o ministro ou auxiliar é inocente até prova em contrário. Ninguém ainda explicou para ele a diferença da regra jurídica que considera inocente até a condenação definitiva à regra do Direito Penal. O presidente do Banco Central, por exemplo, está sendo processado no Supremo. Não se pode dizer que é criminoso. Mas não se pode dizer que é inocente, porque ele está sendo processado. Ele dirige uma instituição delicada, que precisa ser preservada. Ele está sendo denunciado pelo procurador- geral da República. Contra autoridades, não podem recair suspeitas.
ISTOÉ - A constatação dessa piora não desencanta o sr.? Simon - Eu sou um cara que tem seus princípios. Eu não conseguiria renunciar e ir para casa. Mas, na última eleição, eu vinha ganhando e houve um momento em que comecei a cair nas pesquisas. Confesso que não fiquei chateado com a perspectiva de vir a perder. Sem dúvida, está ficando difícil.
ISTOÉ - O sr. acredita que suas posições políticas ficam na contramão da maioria de seus pares? Simon - Não sei. Mas veja agora: eu não falei mal do senador Sibá Machado. Eu só acho que ele não poderia ser presidente do Conselho de Ética num momento em que vai se julgar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que é também um dos maiores aliados do governo. Não é que ele não tenha qualidades. Tem todas, menos uma: ele é suplente.
Está sujeito amanhã a cair fora. Aí, nós temos o corregedor, Romeu Tuma, dizendo que quer absolver, não quer condenar. Eu nunca vi isso na minha vida.
ISTOÉ - Então, o sr. acha que o julgamento do senador Renan Calheiros será uma mera encenação? Simon - Eu acho que sim. Acho que está se levando para isso. Quando Siba devolveu o processo para a Mesa, eu protestei. Achei que ele devia, ao menos, ter ouvido o conselho. Aí, o Tuma dá um parecer que a gente já sabe o que dirá. Ele não deu chance de a gente acreditar que fará um trabalho isento. Nisso tudo, eu só gostei da atitude do Renan, de rapidamente devolver o caso para o conselho. Eu não acho que ninguém tenha que punir o Renan só porque ele teve um caso fora do casamento. Mas o envolvimento com uma empreiteira é preciso apurar com isenção e responsabilidade. E eu não sei se isso vai acontecer.
ISTOÉ - O sr. acha que o Renan deveria se afastar da presidência do Senado? Simon - Se ele devolveu para o conselho, se não está mais na Mesa, que ele preside, acho que ele, então, em tese, não tem como interferir. Ele tomou uma atitude politicamente muito competente. Agora, eu, no lugar dele, me licenciaria.
ISTOÉ - O PMDB aparece em todos os escândalos recentes do País - Operação Navalha, Sanguessugas e no Mensalão. Como o sr. se sente estando nesse partido? Simon - No começo, eu me sentia arrasado. Mas não é só o PMDB.
É o poder, o encanto do poder. Agora, é verdade que, do Sarney para cá, nossa história não é tão bonita. Parece que enterraram uma caveira de burro na sede do nosso partido.
ISTOÉ - Uma reforma política seria a solução para os problemas da corrupção? Simon - Eu não digo que reforma política seja a solução dos problemas. Mas eu digo que a solução dos problemas passa pela reforma política.
É preciso mudar o sistema político brasileiro. Agora, se a elite não tem vontade, não há legislação no mundo que resolva. Aqui, o ministro se envolve numa denúncia de corrupção, é obrigado a renunciar e ajuda a escolher o sucessor dele. No Japão, iam iniciar o inquérito para apurar, e o ministro se matou. Se isso tudo o que aparece no Brasil botasse gente na cadeia, não precisava mudar nada.
"Eu achei que quando o Lula assumisse eu poderia dormir em paz. Aí, ele ganha a eleição e dá nisso que está aí
ISTOÉ - E hoje, quem há? Simon - Não tem ninguém. O que eu defendo é que está na hora de a sociedade fazer um movimento. As pessoas deveriam vir a Brasília de verde-e-amarelo, ou de roupa branca, cercar o Congresso, cercar o Palácio do Planalto, cercar o Supremo, botar a faca no nosso peito, e exigir uma mudança. A sociedade tem que reagir. Nós entramos num lamaçal, numa areia movediça, de onde ninguém consegue sair.
ISTOÉ - O sr. disse que os valores éticos da sociedade estão comprometidos. O Congresso não é o espelho dessa sociedade? Simon - Já há uma contaminação. Os valores do povo ainda não são esses. Ao contrário, eu acho que o povo brasileiro é um grande povo, correto, responsável. Por isso, precisa reagir.
Fonte: ISTOÉ
Vavá usou nome de Lula, o irmão ilustre, em lobby
Falei pra ele [...] das máquinas’, diz Vavá em grampo
Há 20 dias, Lula mandou recado para o primeiro-irmão
Presidente se irritou com ação de Vavá ‘nos ministérios’
Uma escuta instalada pela Polícia Federal no telefone da casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, indica que o irmão de Lula usava o nome do próprio presidente da República em sua atividade de lobby. As gravações revelam também que Lula, informado acerca da movimentação de Vavá em “ministérios” de Brasília, teria chamado o irmão, há 20 dias, para passar-lhe uma carraspana.
O blog teve acesso a parte da documentação do inquérito da Operação Xeque-Mate. O diálogo em que Vavá se refere a Lula foi gravado pela PF em 25 de março de 2007. O irmão de Lula conversava com o ex-deputado estadual paranaense Nilton Cezar Servo, apontado pela polícia como líder de uma quadrilha que explorava a jogatina ilegal de caça-níqueis. Na conversa, Vavá diz que recebera naquele dia uma visita de Lula.
“O homem teve aqui hoje”, repete Vavá três vezes. “Passou aqui, ficou uma hora e meia”. E Servo: “Falou com você?”. A resposta de Vavá: “Conversou. Eu falei pra ele sobre o negócio das máquinas lá. Ele disse que só precisa andar mais rápido, né, bicho.” O irmão de Lula mora na mesma São Bernardo do Campo em que Lula mantém um apartamento. Um despacho veiculado naquele dia pela Radiobras, a agência de notícias oficial do governo, informa que Lula, de fato, esteve na cidade em 25 de março. Não há, porém, notícia de que tenha se avistado com o irmão.
Eis a conclusão da PF, exposta em relatório confidencial anexado ao inquérito: “A análise da conversa indica que Vavá está usando o nome de seu irmão, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para conseguir dinheiro junto a Nilton Cezar Servo, contraventor que tem como principal fonte de renda a exploração do jogo de azar através de máquinas caça-níqueis em diversos Estados [...].” Noutro diálogo, captado há escassos 20 dias, um interlocutor de Vavá, identificado nos documentos da PF apenas como “Roberto”, informa ao irmão de Lula que o presidente estaria irritado com ele. Deu-se no dia 20 de maio, um domingo. Vavá diz ao interlocutor que, na sexta-feira seguinte, 25 de maio, iria a Brasília. E Roberto: “Não vai sem falar comigo, não, porque tem, tem uma bronca da porra.” Vavá estranha: “De quê?”
Roberto, então, soa mais específico: “O Lula quer que você vá lá, ouvi-lo à noite, pra conversar com ele à noite.” Vavá não se dá por achado: “Hã”. Ao final da conversa, Roberto tenta ser mais claro: “[...] Vavá, por que tem umas bronca lá, que você anda apresentando uma pessoa lá nos ministérios e ele...” O irmão de Lula mantém o estilo monossilábico: “Eu?” Não há, de novo, notícia sobre eventual encontro de Vavá com Lula. O presidente encontrava-se em Brasília. Na sexta-feira em que Vavá disse que estaria na cidade, seu irmão mais ilustre recebeu no Planalto um grupo de embaixadores africanos, informa a Radiobras.
Além do diálogo que insinua a irritação de Lula com a movimentação do irmão, não consta dos autos do processo da Operação Xeque-Mate nenhuma informação que estabeleça uma associação do presidente com as estripulias de Vavá. Daí a impressão da PF de que o irmão de Lula vendia uma mercadoria que não podia entregar. Algo que não o livra, porém, de responder pelos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio. Ademais, em outros diálogos, Vavá aparece em situações constrangedoras. Pede explicitamente dinheiro ao contraventor Nilton Cezar Servo. Em certas ocasiões, seus pedidos roçam a mendicância. Como em 22 de março, por exemplo: “Ô, arruma dois pau pra eu”, implora o irmão de Lula ao líder da quadrilha.
Escrito por Josias de Souz
Fonte: Folha Online
Há 20 dias, Lula mandou recado para o primeiro-irmão
Presidente se irritou com ação de Vavá ‘nos ministérios’
Uma escuta instalada pela Polícia Federal no telefone da casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, indica que o irmão de Lula usava o nome do próprio presidente da República em sua atividade de lobby. As gravações revelam também que Lula, informado acerca da movimentação de Vavá em “ministérios” de Brasília, teria chamado o irmão, há 20 dias, para passar-lhe uma carraspana.
O blog teve acesso a parte da documentação do inquérito da Operação Xeque-Mate. O diálogo em que Vavá se refere a Lula foi gravado pela PF em 25 de março de 2007. O irmão de Lula conversava com o ex-deputado estadual paranaense Nilton Cezar Servo, apontado pela polícia como líder de uma quadrilha que explorava a jogatina ilegal de caça-níqueis. Na conversa, Vavá diz que recebera naquele dia uma visita de Lula.
“O homem teve aqui hoje”, repete Vavá três vezes. “Passou aqui, ficou uma hora e meia”. E Servo: “Falou com você?”. A resposta de Vavá: “Conversou. Eu falei pra ele sobre o negócio das máquinas lá. Ele disse que só precisa andar mais rápido, né, bicho.” O irmão de Lula mora na mesma São Bernardo do Campo em que Lula mantém um apartamento. Um despacho veiculado naquele dia pela Radiobras, a agência de notícias oficial do governo, informa que Lula, de fato, esteve na cidade em 25 de março. Não há, porém, notícia de que tenha se avistado com o irmão.
Eis a conclusão da PF, exposta em relatório confidencial anexado ao inquérito: “A análise da conversa indica que Vavá está usando o nome de seu irmão, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para conseguir dinheiro junto a Nilton Cezar Servo, contraventor que tem como principal fonte de renda a exploração do jogo de azar através de máquinas caça-níqueis em diversos Estados [...].” Noutro diálogo, captado há escassos 20 dias, um interlocutor de Vavá, identificado nos documentos da PF apenas como “Roberto”, informa ao irmão de Lula que o presidente estaria irritado com ele. Deu-se no dia 20 de maio, um domingo. Vavá diz ao interlocutor que, na sexta-feira seguinte, 25 de maio, iria a Brasília. E Roberto: “Não vai sem falar comigo, não, porque tem, tem uma bronca da porra.” Vavá estranha: “De quê?”
Roberto, então, soa mais específico: “O Lula quer que você vá lá, ouvi-lo à noite, pra conversar com ele à noite.” Vavá não se dá por achado: “Hã”. Ao final da conversa, Roberto tenta ser mais claro: “[...] Vavá, por que tem umas bronca lá, que você anda apresentando uma pessoa lá nos ministérios e ele...” O irmão de Lula mantém o estilo monossilábico: “Eu?” Não há, de novo, notícia sobre eventual encontro de Vavá com Lula. O presidente encontrava-se em Brasília. Na sexta-feira em que Vavá disse que estaria na cidade, seu irmão mais ilustre recebeu no Planalto um grupo de embaixadores africanos, informa a Radiobras.
Além do diálogo que insinua a irritação de Lula com a movimentação do irmão, não consta dos autos do processo da Operação Xeque-Mate nenhuma informação que estabeleça uma associação do presidente com as estripulias de Vavá. Daí a impressão da PF de que o irmão de Lula vendia uma mercadoria que não podia entregar. Algo que não o livra, porém, de responder pelos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio. Ademais, em outros diálogos, Vavá aparece em situações constrangedoras. Pede explicitamente dinheiro ao contraventor Nilton Cezar Servo. Em certas ocasiões, seus pedidos roçam a mendicância. Como em 22 de março, por exemplo: “Ô, arruma dois pau pra eu”, implora o irmão de Lula ao líder da quadrilha.
Escrito por Josias de Souz
Fonte: Folha Online
Buemba! Tornozeleiras Paris Hilton!
Por: José Simão
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Parisinhas do Mundo! Todas para o shopping! Pra torcer pela Paris Hilton. Ela volta pra cadeia ou permanece livre e rastreada 24 horas por uma tornozeleira eletrônica. Eu sou pela tornozeleira. A tornozeleira rastreava a vida da Paris e transmitia em tempo real pela Internet! Aposto que a tornozeleira é Gucci! Ela devia aproveitar e lançar mais um produto: tornozeleiras Paris Hilton. E customizadas com dizeres: "Meu pai é rico"; "My dad is rich"; "Eu estouro cartão"; "Divirta-se em dobro". Faça como a Paris Hilton, divirta-se em dobro! Antes era rastreada por paparazzi, agora é rastreada pela polícia. Não passou nem três dias na prisão. Teve uma prisão de ventre. E a única cadeia que ela passa mais de três dias é a cadeia de hotéis Hilton?! Rarará. E sabe o que é uma patricinha? Um chiclé de bola com cartão de crédito! Tornozeleira é tendência! E a bispa Sonia continua com aquelas tornozeleiras? Dolce e Gabanna customizada com strass e escrito: "Rastreada por Deus e pelo FBI"; "Deus é fiel"; "Enriquecer em Cristo". E a Marcha para Jesus? Três milhões? Para competir com a Parada Gay. Marcha de Jesus x Parada Gay. Nessa cumbuca eu não me meto, mas como me disse aquela biba: "Se Deus fosse gay, o mundo seria mais arrumadinho". Rarará! E o Chávez da Chavezuela? Com aquela televisão estatal? Imagine a programação! TV Chávez apresenta: "Chávez Rural"; "Bom Dia, Chávez"; "Chávez Esporte"; "Sítio do Chávez Amarelo" e "Vale a Pena Ver o Chávez de Novo"! Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou, como diz o outro: é mole, mas, se provocar, ressuscita. Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha 'Morte ao Tucanês'. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que existe uma marca de doce de leite chamada BIBA! Uma boa dica pra semana da parada. Rarará! E a logomarca é uma carinha com a linguinha pra fora! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Gatorade': bebida oficial do companheiro que vai pra Parada Gay! Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! E quem fica parado é poste! Acorda, Brasil! Que eu vou dormir! simao@uol.com.br
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Parisinhas do Mundo! Todas para o shopping! Pra torcer pela Paris Hilton. Ela volta pra cadeia ou permanece livre e rastreada 24 horas por uma tornozeleira eletrônica. Eu sou pela tornozeleira. A tornozeleira rastreava a vida da Paris e transmitia em tempo real pela Internet! Aposto que a tornozeleira é Gucci! Ela devia aproveitar e lançar mais um produto: tornozeleiras Paris Hilton. E customizadas com dizeres: "Meu pai é rico"; "My dad is rich"; "Eu estouro cartão"; "Divirta-se em dobro". Faça como a Paris Hilton, divirta-se em dobro! Antes era rastreada por paparazzi, agora é rastreada pela polícia. Não passou nem três dias na prisão. Teve uma prisão de ventre. E a única cadeia que ela passa mais de três dias é a cadeia de hotéis Hilton?! Rarará. E sabe o que é uma patricinha? Um chiclé de bola com cartão de crédito! Tornozeleira é tendência! E a bispa Sonia continua com aquelas tornozeleiras? Dolce e Gabanna customizada com strass e escrito: "Rastreada por Deus e pelo FBI"; "Deus é fiel"; "Enriquecer em Cristo". E a Marcha para Jesus? Três milhões? Para competir com a Parada Gay. Marcha de Jesus x Parada Gay. Nessa cumbuca eu não me meto, mas como me disse aquela biba: "Se Deus fosse gay, o mundo seria mais arrumadinho". Rarará! E o Chávez da Chavezuela? Com aquela televisão estatal? Imagine a programação! TV Chávez apresenta: "Chávez Rural"; "Bom Dia, Chávez"; "Chávez Esporte"; "Sítio do Chávez Amarelo" e "Vale a Pena Ver o Chávez de Novo"! Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou, como diz o outro: é mole, mas, se provocar, ressuscita. Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha 'Morte ao Tucanês'. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que existe uma marca de doce de leite chamada BIBA! Uma boa dica pra semana da parada. Rarará! E a logomarca é uma carinha com a linguinha pra fora! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Gatorade': bebida oficial do companheiro que vai pra Parada Gay! Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! E quem fica parado é poste! Acorda, Brasil! Que eu vou dormir! simao@uol.com.br
Oito vôos cancelados e 15 atrasos no aeroporto de Salvador
A Tarde On Line
Oito vôos foram cancelados e 15 sofreram atrasos de mais de 45 minutos, desde as 0h desta sexta-feira (8) até as 17h, no Aeroporto Internacional de Salvador. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não soube explicar o motivo dos atrasos e cancelamentos, acrescentando que são de inteira responsabilidade das empresas aéreas. A Infraero informou ainda, que a empresa Oceanair cancelou os vôos com antecedência.
Vôos cancelados:
GOL – Vôo 01565 – Destino Fortaleza (CE) – Horário 08:50GOL – Vôo 01888 – Destino Rio Jan-Galeao (RJ) – Horário 09:00BRA – Vôo 01071 – Destino Recife (PE) – Horário 09:05GOL – Vôo 01765 – Destino Cuiabá (MT) – Horário 11:10TAM – Vôo 03179 – Destino Maceió (AL) – Horário 8:15GOL – Vôo 1887 – Destino S. Paulo-Guarulhos (SP) – Horário 12:45 TAM – Vôo 03502 – Destino S. Paulo-Guarulhos (SP) – Horário previsto de 13:20 alterado para 14:20.
Oito vôos foram cancelados e 15 sofreram atrasos de mais de 45 minutos, desde as 0h desta sexta-feira (8) até as 17h, no Aeroporto Internacional de Salvador. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não soube explicar o motivo dos atrasos e cancelamentos, acrescentando que são de inteira responsabilidade das empresas aéreas. A Infraero informou ainda, que a empresa Oceanair cancelou os vôos com antecedência.
Vôos cancelados:
GOL – Vôo 01565 – Destino Fortaleza (CE) – Horário 08:50GOL – Vôo 01888 – Destino Rio Jan-Galeao (RJ) – Horário 09:00BRA – Vôo 01071 – Destino Recife (PE) – Horário 09:05GOL – Vôo 01765 – Destino Cuiabá (MT) – Horário 11:10TAM – Vôo 03179 – Destino Maceió (AL) – Horário 8:15GOL – Vôo 1887 – Destino S. Paulo-Guarulhos (SP) – Horário 12:45 TAM – Vôo 03502 – Destino S. Paulo-Guarulhos (SP) – Horário previsto de 13:20 alterado para 14:20.
STF determina que Estados forneçam remédio caro
Agencia Estado
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie Northfleet, emitiu nas duas últimas semanas três decisões obrigando secretarias estaduais de Saúde a fornecer para pacientes medicamentos que não constam da lista de remédios excepcionais. As decisões podem representar o fim do efeito dominó iniciado em março, quando, fundamentados em outra decisão da própria ministra, secretários estaduais decidiram interromper a distribuição de remédios caros que não estão na lista do Ministério da Saúde.A primeira decisão da ministra favorável a pacientes foi dada no último dia 28. O Estado do Rio Grande do Norte pedia a suspensão de um mandado de segurança que o obrigava a fornecer remédios e equipamentos para controle de diabete de uma menina. O pedido foi negado. Ao fundamentar suas mais recentes decisões, a ministra disse estar preocupada com a interpretação ampla que passou a ser dada sobre o fornecimento dos remédios. Um comportamento adotado não só por secretarias estaduais, mas pelo próprio Ministério da Saúde. Já na primeira decisão da ministra, dada em março e que desobrigava o Estado de Alagoas a fornecer remédios para um paciente renal crônico, Ellen Gracie havia dito que "a responsabilidade do Estado em fornecer recursos necessários à reabilitação da saúde de seus cidadãos não pode vir a inviabilizar o sistema público". O argumento passou a ser repetido por secretários estaduais para não fornecer medicamentos fora da lista. O efeito dominó foi duramente criticado pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima. "Agora, com as três novas decisões, esse argumento se esvaziou", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie Northfleet, emitiu nas duas últimas semanas três decisões obrigando secretarias estaduais de Saúde a fornecer para pacientes medicamentos que não constam da lista de remédios excepcionais. As decisões podem representar o fim do efeito dominó iniciado em março, quando, fundamentados em outra decisão da própria ministra, secretários estaduais decidiram interromper a distribuição de remédios caros que não estão na lista do Ministério da Saúde.A primeira decisão da ministra favorável a pacientes foi dada no último dia 28. O Estado do Rio Grande do Norte pedia a suspensão de um mandado de segurança que o obrigava a fornecer remédios e equipamentos para controle de diabete de uma menina. O pedido foi negado. Ao fundamentar suas mais recentes decisões, a ministra disse estar preocupada com a interpretação ampla que passou a ser dada sobre o fornecimento dos remédios. Um comportamento adotado não só por secretarias estaduais, mas pelo próprio Ministério da Saúde. Já na primeira decisão da ministra, dada em março e que desobrigava o Estado de Alagoas a fornecer remédios para um paciente renal crônico, Ellen Gracie havia dito que "a responsabilidade do Estado em fornecer recursos necessários à reabilitação da saúde de seus cidadãos não pode vir a inviabilizar o sistema público". O argumento passou a ser repetido por secretários estaduais para não fornecer medicamentos fora da lista. O efeito dominó foi duramente criticado pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima. "Agora, com as três novas decisões, esse argumento se esvaziou", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Prefeito é afastado do cargo pela Câmara
Maria Eduarda Toralles
Por seis votos a dois, o prefeito de Guaratinga (a 699 km de Salvador ), Deldi Ferreira da Costa (PRP), foi afastado do cargo pela Câmara Municipal.
Foi uma sessão tensa e, por várias vezes, o presidente substituto da Câmara, vereador Robério Martins de Araújo pediu a entrada de policiais para acalmar os populares, que lotaram a Casa, principalmente quando o advogado de defesa de Deldi, Ademi Passos, tentou reproduzir uma gravação de áudio contra o presidente da CPI, deputado Ivanaldo de Almeida Porto (PSC).
Há 45 dias o cargo de prefeito de Guaratinga já vinha sendo ocupado pelo vice-prefeito, Ezequiel Viana, pois Deldi foi afastado pela Justiça por improbidade administrativa. início de maio, houve tumultos na Câmara durante uma sessão extraordinária onde seria instaurada a CPI contra Deldi. A vereadora Almerita Cardoso (PP) registrou queixa na delegacia de Eunápolis, dizendo ter sido agredida por seguranças contratados pelo então presidente da Câmara, Jésus Moura (ele foi afastado da presidência pela Justiça).
Fonte: A TARDE
Por seis votos a dois, o prefeito de Guaratinga (a 699 km de Salvador ), Deldi Ferreira da Costa (PRP), foi afastado do cargo pela Câmara Municipal.
Foi uma sessão tensa e, por várias vezes, o presidente substituto da Câmara, vereador Robério Martins de Araújo pediu a entrada de policiais para acalmar os populares, que lotaram a Casa, principalmente quando o advogado de defesa de Deldi, Ademi Passos, tentou reproduzir uma gravação de áudio contra o presidente da CPI, deputado Ivanaldo de Almeida Porto (PSC).
Há 45 dias o cargo de prefeito de Guaratinga já vinha sendo ocupado pelo vice-prefeito, Ezequiel Viana, pois Deldi foi afastado pela Justiça por improbidade administrativa. início de maio, houve tumultos na Câmara durante uma sessão extraordinária onde seria instaurada a CPI contra Deldi. A vereadora Almerita Cardoso (PP) registrou queixa na delegacia de Eunápolis, dizendo ter sido agredida por seguranças contratados pelo então presidente da Câmara, Jésus Moura (ele foi afastado da presidência pela Justiça).
Fonte: A TARDE
STJ abre caminho para quebra de patente do Viagra
O laboratório norte-americano Lilly, que comercializa o medicamento para disfunção erétil Cialis, conquistou no Brasil uma decisão favorável sobre o concorrente inglês Pfizer, que produz o Viagra e é indicado para o mesmo tipo de doença. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu oficialmente no Brasil a validade de uma decisão da Justiça do Reino Unido que revogou naquele país a patente inglesa do medicamento pirazolopirimidinonas, um dos componentes do Viagra.O STJ fez questão de frisar que a decisão não trata da validade da patente brasileira do Viagra. Porém pode abrir caminho para isso. Para obter a anulação, a Lilly terá de entrar com uma ação específica e conseguir uma decisão da Justiça brasileira sobre o assunto. Segundo o relator do caso no STJ, ministro Francisco Peçanha Martins, não foi discutida no tribunal a anulação da patente brasileira do medicamento. Justamente por não discutir a validade da patente brasileira, o STJ concluiu que ela não colocava em risco princípios garantidos pela Constituição brasileira, como a soberania nacional. ?A homologação ora pretendida não atenta evidentemente contra o princípio da territorialidade nem ofende a soberania nacional ou a ordem pública pois não está em discussão, aqui e agora, a validade da patente brasileira, tema a ser apreciado no processo e momento próprios?, afirmou durante o julgamento o ministro Peçanha Martins. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Jornal A TARDE
Fonte: Jornal A TARDE
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